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No Acre, criminosos invadem casa de policial, fazem a família refém e roubam armas e pertences

Gabriel Jovencio de Aquino Martins, 21 anos, Paulo Gonzalez Bastos, 18, Rodrigo Frota Nascimento, 20, Jarbas Bandeira Pereira, 39, foram presos e um menor de 17 anos apreendido, todos acusados de roubo na noite deste sábado (15), em uma propriedade rural na BR-364, no Polo Agroflorestal Dom Moacir, na zona rural do município do Bujari, no interior do Acre.
Segundo informações da polícia, um policial estava dentro da própria residência jantando com a família, quando foram surpreendidos por quatro criminosos que chegaram por uma área de mata, pularam a janela e anunciaram o assalto. Os assaltantes mandaram todos deitar no chão, enquanto faziam “o limpa” no local.
A todo momento os assaltantes pediam as armas de fogo que a família tinha e diziam que sabiam que o homem era policial e havia uma arma na residência. Após alguns minutos, os bandidos encontraram uma pistola da marca Taurus modelo Pt840 (ponto 40) municiada e levaram também dois celulares das vítimas. As vítimas foram trancadas dentro de um banheiro e os bandidos fugiram em seguida pela mesma área de mata.
Uma das vítimas conseguiu, por meio de um aparelho celular que tinha escondido durante o roubo, ligar para a Polícia Militar, que foi ao local e conseguiu liberar as vítimas dentro do banheiro.
Os PMs realizaram buscas nas chácaras vizinhas e também pediram reforços das guarnições do Giro, Rotam, Comando Choque, COE, Patrulhamento Rural do 1º BPM, as equipes do GPOE e Monitoramento da Policia Penal. Demais guarnições de área também deram apoio.
Todos os policiais fizeram uma verdadeira varredura pelos ramais do Polo, mas ninguém foi encontrado. Um colono foi parado e perguntaram se ele tinha visto alguma coisa suspeita pela região, e ele disse que havia um motorista de aplicativo em um carro modelo Gol de cor prata e placa QLZ-5219, atrás de quatro homens que estariam com o veículo quebrado.
Por volta das 00h30 deste domingo, as guarnições avistaram o carro suspeito tentando sair do município do Bujari. Foi dada ordem de parada, que não foi obedecida pelo motorista, dando início assim uma perseguição policial.
Na fuga, os criminosos chegaram a jogar a pistola às margens da rodovia, mas os PMs conseguiram recuperar. No interior do veículo estava Gabriel, Paulo e Jarbas, além do menor de 17 anos. Ainda no banco de trás estava uma mulher identificada como Ana Célia Rodrigues Pereira, de 36 anos, juntamente com seu filho de 6 meses de idade. Dentro do carro ainda foram apreendidas as armas que foram usadas no roubo a casa do policial.
Diante dos fatos, foi dado voz de prisão a todos e foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil do Bujari. Na Delegacia, foi verificado que Gabriel estava com um ferimento por arma de fogo no braço, disparado pelo próprio comparsa de forma acidental, quando eles fugiam pela mata. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou Gabriel para o Pronto-Socorro de Rio Branco em estado de saúde estável. Após ser atendido, o homem voltou para a Delegacia de Polícia Civil no Bujari.
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Acre participa de seminário amazônico e fortalece vigilância e estratégias de prevenção ao feminicídio
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) participou do Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, realizado no dia 6 de março, no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições de diferentes estados da Amazônia Legal para discutir estratégias de monitoramento, análise de dados e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.
A programação incluiu conferências e mesas-redondas sobre a estimativa de feminicídios na Amazônia Ocidental, fatores de risco associados à violência de gênero e experiências de monitoramento e vigilância em diferentes estados brasileiros. Também foram apresentados projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à produção de evidências e à construção de estratégias mais eficazes de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.

Participantes acompanham apresentações e debates durante o Seminário Amazônico. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre
Representando a Sesacre, o coordenador estadual do Núcleo de Saúde do Homem, Jhonatan Paiva, participou das discussões levando a perspectiva do setor saúde no enfrentamento às violências. O núcleo também atua no debate sobre masculinidades e na construção de estratégias de prevenção voltadas aos homens, considerando fatores como o machismo estrutural e padrões de comportamento associados à violência de gênero. A participação no seminário também busca contribuir para a futura implantação de grupos reflexivos destinados a homens em situação de violência, iniciativa já adotada em outras regiões do país como ferramenta de prevenção.
“A saúde tem papel fundamental na identificação precoce de situações de violência, no acolhimento, na escuta qualificada, no cuidado integral das mulheres e também na notificação dos casos. Muitas vezes, os serviços de saúde são a primeira porta de entrada da rede de proteção, contribuindo para interromper ciclos de violência e prevenir desfechos mais graves, como o feminicídio”, afirmou.

De acordo com o coordenador, unidades básicas de saúde, serviços de urgência e hospitais frequentemente são os primeiros locais procurados por mulheres em situação de violência. Por isso, o preparo das equipes e a sensibilidade no acolhimento são determinantes para garantir não apenas o atendimento clínico, mas também o encaminhamento adequado aos demais serviços da rede de proteção.
Qualificação das informações
Outro ponto central discutido durante o seminário foi a importância de fortalecer os sistemas de vigilância e aprimorar a qualidade das notificações compulsórias de violência nos serviços de saúde.
Segundo Paiva, um dos desafios apontados pelos especialistas é a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade entre diferentes sistemas de informação em saúde.
“Um dos pontos centrais discutidos no seminário foi justamente a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde, como o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e outros sistemas estratégicos. Essa fragmentação impacta diretamente a produção de informações qualificadas e a análise dos casos de violência”, explicou.
Para ele, o fortalecimento dessas bases de dados e a integração entre os sistemas são medidas essenciais para ampliar a capacidade de análise epidemiológica e subsidiar a formulação de políticas públicas mais efetivas.
Tecnologia e inteligência de dados
As discussões também abordaram o uso de ferramentas digitais para ampliar a capacidade de monitoramento da violência de gênero, incluindo tecnologias de análise de dados, inteligência artificial e geoprocessamento aplicados à vigilância em saúde.
Essas ferramentas, segundo os especialistas presentes no encontro, podem contribuir para qualificar a captura e a organização das informações, permitindo análises mais precisas sobre a ocorrência de violências e auxiliando na identificação de territórios e populações mais vulneráveis.

Para o Acre, as discussões realizadas durante o seminário representam uma oportunidade de avançar na estruturação de estratégias mais integradas de vigilância e análise do feminicídio, fortalecendo a produção de evidências e subsidiando o planejamento de ações e políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Beleza e modernidade: Prefeitura de Rio Branco entrega primeira etapa da Benjamin Constant
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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO
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Escuta Regional do Alto Acre reúne quadrilhas e fortalece debate sobre futuro do movimento junino no Acre
Por Dry Alves
Representantes de quadrilhas juninas de municípios do Alto Acre participaram, neste fim de semana, da Escuta Regional do Alto Acre, etapa do 1º Fórum Estadual do Movimento Junino, realizada no Centro Cultural Sebastião Dantas, em Brasiléia. O encontro reuniu integrantes de grupos culturais da região para debater desafios, propostas e caminhos para o fortalecimento do São João acreano.
A atividade faz parte de um ciclo de escutas que percorre diferentes regiões do estado com o objetivo de ouvir diretamente as quadrilhas e coletivos culturais, ampliando o diálogo sobre políticas públicas, organização do movimento e perspectivas para o crescimento das festas juninas no Acre.
Durante o encontro, participaram representantes de grupos de Brasiléia e Epitaciolândia, entre eles integrantes das quadrilhas Junina Tradição e Arriba Saia, que apresentaram sugestões e compartilharam experiências sobre a realidade do movimento junino no interior.
Segundo a presidente da Liga de Quadrilhas Juninas do Acre (Liquajac), Lene dos Santos, o momento foi marcado por contribuições importantes para o futuro do segmento.
“A respeito da escuta do Alto Acre, foi uma riqueza de experiências. Mesmo com a participação de grupos de Brasiléia e Epitaciolândia, os integrantes contribuíram muito falando sobre como está o nosso movimento e sobre as necessidades que ainda existem”, destacou.
Lene ressaltou ainda que, apesar do apoio cultural existente nos municípios da região, os grupos apontaram a necessidade de mudanças em alguns critérios e parâmetros utilizados nas competições.
“Eles trouxeram muitas ideias e também falaram sobre mudanças que precisam acontecer nos parâmetros de julgamento. Foi um diálogo muito rico, porque mostra que o movimento está pensando no seu próprio crescimento”, explicou.

O encontro reuniu integrantes de grupos culturais da região para debater desafios, propostas e caminhos/Foto: Cedida
Entre as sugestões apresentadas durante a escuta, uma proposta ganhou destaque entre os participantes: a realização do Festival Estadual de Quadrilhas de forma rotativa nos municípios, e não apenas na capital.
“Uma das ideias que apareceu tanto no Baixo Acre quanto agora no Alto Acre é que o estadual seja rotativo, que aconteça também nos municípios. Isso mostra como o movimento está se organizando e pensando em crescer em todas as regiões”, afirmou.
A presidente da Liquajac também destacou o espírito de cooperação entre os grupos juninos da região, que buscam fortalecer o movimento coletivamente.
“Eu percebi uma coisa muito rica: os grupos se ajudam mutuamente para crescer e chegar bem preparados para o estadual. O sonho de muitos deles também é chegar ao nacional, e isso fortalece ainda mais o movimento”, disse.
Outro ponto levantado durante o encontro foi o alto custo das produções juninas, especialmente figurinos e cenários, que exigem investimentos cada vez maiores.
“Hoje estamos em um patamar muito alto em relação aos figurinos e às produções, mas os custos são muito elevados. O poder público ainda não chegou nem perto de uma média de sustentabilidade que ajude a manter esse nível através de projetos ou políticas de apoio”, ressaltou.
A próxima etapa do fórum já tem data marcada. A Escuta Regional do Purus, que reúne representantes de Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira, será realizada nos dias 13 e 14 de março, em Sena Madureira, com programação das 18h às 22h e das 8h às 19h.
Para Lene dos Santos, o fórum tem se mostrado fundamental para identificar desafios e construir soluções coletivas para o futuro das quadrilhas juninas no estado.
“Essas escutas são importantes porque fazem a gente refletir. Às vezes achamos que está tudo certo, mas quando ouvimos os grupos percebemos que ainda há muitas coisas para melhorar. Tenho certeza de que esse fórum vai trazer mudanças positivas para o crescimento de todo o movimento junino”, concluiu.
O 1º Fórum Estadual do Movimento Junino conta com apoio institucional do Governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), e é contemplado pelo Fundo Estadual de Cultura (Funcultura).















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