Acre
No AC, família de agricultor morto em acidente com fio de alta tensão ganha direito a indenização de R$ 120 mil
Caso ocorreu em 2013, quando agricultor foi morto por descarga elétrica de fio de alta tensão às margens da BR-364. Os oito filhos do homem vão ter que receber pensão de 2/3 do salário mínimo até completarem 25 anos.

A decisão, que cabe recurso por parte da distribuidora de energia, é da 5ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco e foi publicada na edição Diário da Justiça Eletrônico (DJE) Foto: ilustrativa.
A Justiça condenou a Eletrobras Distribuição Acre a pagar R$ 120 mil de indenização à família do agricultor Margarido Pereira da Silva, morto em 2013 em um acidente provocado por um fio de alta tensão energizado às margens da BR-364.
Além da indenização, o Judiciário determinou que a distribuidora pague uma pensão de 2/3 do salário mínimo aos familiares do homem. A decisão, que cabe recurso por parte da distribuidora de energia, é da 5ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco e foi publicada na edição Diário da Justiça Eletrônico (DJE).
Ao G1, o assessor jurídico da Eletrobras, Celso Miranda, informou que a empresa ainda não foi notificada, mas que vai recorrer da decisão. Ele disse ainda que o prazo só começa a correr a partir do dia 20 de janeiro.
No processo, a família do homem explicou que ele saiu de casa para comprar alimentos e desapareceu. Depois disso, o trabalhador foi encontrado morto na BR-364 deitado sob o fio que havia soltado do poste.
Os familiares alegaram que o cabo ainda estava energizado soltando faíscas e pontuaram que o acidente aconteceu por causa da negligência da Eletrobras em relação ao fato.
Cristopher Mariano, advogado da família de Silva, explica que o valor da pensão se refere ao salário mínimo vigente no ano de 2013. Ela deve ser paga aos oito filhos do agricultor até eles completarem 25 anos de idade.
De acordo com o advogado, sete deles ainda são menores de idade e atualmente toda a família vive no interior de Boca do Acre, no Amazonas.
“A indenização vai contemplar a esposa dele e os oito filhos, cada um deve receber R$ 15 mil. Já a pensão de 2/3 do salário mínimo vai ter que ser divido entre os filhos. Esse valor é baixo e vou recorrer. A família do seu Margarido é muito humilde, eles estão precisando muito dessa reparação. Ele [o agricultor] era o único provedor [responsável pelo sustento] da família”, explica Mariano.
Apesar do resultado da perícia da morte de Silva ser inconclusivo, a juíza Olívia Ribeiro, titular da 5ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, considerou que as provas documentais e materiais permitem concluir que o agricultor morreu em razão de descarga elétrica depois do contato com o fio de alto tensão solto na BR-364. Para ela, os indícios da causa da morte são incontestáveis.
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“Resta patente o descaso e a falta de cuidados necessários em relação à rede de energia, pois se tivessem sido adotadas todas as precauções possíveis para evitar o resultado lesivo, o acidente não teria ocorrido”, pontou Olívia na sentença.
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A magistrada observou ainda que, além das provas e depoimentos, havia capim queimado embaixo do corpo de Silva, “resultado da liberação do potencial elétrico”.
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Diretoria do Sinjac visita repórter cinematográfico Jailson Fernandes após alta médica
A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac) realizou, na tarde desta quinta-feira, 15, uma visita ao repórter cinematográfico Jailson Fernandes, em sua residência, em Rio Branco. O encontro teve caráter solidário e marcou o retorno do profissional para casa após receber alta médica na última terça-feira, 13, quando deixou o Pronto-Socorro depois de um período de internação que mobilizou amigos, colegas de profissão e a sociedade.
O presidente do Sinjac, Luiz Cordeiro, destacou a importância do apoio coletivo no momento delicado enfrentado por Jailson. Segundo ele, a mobilização em torno do profissional demonstra a força da categoria e o espírito de união entre os trabalhadores da Comunicação. Cordeiro ressaltou ainda que o sindicato acompanha de perto situações como essa e reforçou o compromisso da entidade com a valorização e o bem-estar dos jornalistas e profissionais da área.
Visivelmente emocionado, Jailson Fernandes agradeceu o carinho recebido desde o início do problema de saúde. Logo após sair da unidade hospitalar, ele gravou um vídeo no qual fez questão de agradecer pelas orações, mensagens de apoio e, principalmente, pelas doações de sangue, que foram fundamentais para o sucesso do tratamento.
O repórter cinematográfico destacou que a corrente de solidariedade formada em seu favor acabou beneficiando também outros pacientes atendidos pelo sistema de saúde. “Esse gesto não foi só por mim, ajudou muita gente que também precisava”, enfatizou.
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Inmet emite alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre nesta sexta
Previsão inclui até 50 mm de chuva e ventos de 60 km/h; estado pode ter alagamentos, quedas de árvores e interrupções de energia

O alerta, classificado como Perigo Potencial, começou a valer às 9h15 e segue até 23h59. De acordo com o Inmet, são esperadas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Foto: captada
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre nesta sexta-feira (16). O aviso, válido das 9h15 até 23h59, prevê precipitações entre 20 e 30 mm por hora, podendo acumular 50 mm ao longo do dia, além de ventos de 40 a 60 km/h.
Embora classificado como perigo potencial de baixo a moderado, o órgão alerta para risco de alagamentos pontuais, queda de galhos, descargas elétricas e interrupção no fornecimento de energia, especialmente em áreas mais vulneráveis.
O Inmet orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores, não estacione veículos próximos a torres ou placas de propaganda e evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as tempestades. Em caso de emergência, o contato deve ser feito com a Defesa Civil (193) ou Corpo de Bombeiros.
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Diferença de R$ 2 no litro do combustível leva brasileiros a abastecer na Bolívia e causa filas em Cobija
Motoristas de Epitaciolândia e Brasiléia cruzam a fronteira em massa para comprar combustível mais barato; cidadãos pandinos reclamam de logística afetada

O movimento intenso de veículos brasileiros em busca de combustível mais barato é um fenômeno recorrente na fronteira, se intensificando nos últimos dias. Foto: captada
A diferença nos preços dos combustíveis entre o departamento de Pando, na Bolívia, e as cidades acreanas de Epitaciolândia e Brasiléia tem causado um aumento expressivo nas filas dos postos de abastecimento em Cobija. Com o preço mais baixo do lado boliviano, motoristas brasileiros estão atravessando a fronteira em massa, gerando atrasos no atendimento e reativando uma dinâmica transfronteiriça que coloca novos desafios econômicos e logísticos na região.
Cidadãos pandinos manifestaram preocupação com a demora no abastecimento, já que as empresas locais não estavam preparadas para a alta repentina na demanda. Alguns bolivianos têm protestado contra os atrasos, que alteraram toda a logística de distribuição de combustível na cidade.

Preço mais baixo em Pando atrai motoristas de Epitaciolândia e Brasiléia; movimento intenso pressiona postos e gera atrasos no atendimento. Foto: captada
A diferença de até R$ 2 por litro nos preços dos combustíveis entre o Acre e o departamento boliviano de Pando tem levado motoristas brasileiros a cruzarem a fronteira em massa para abastecer em Cobija. Com valores significativamente mais baixos do lado boliviano, o movimento intenso de veículos com placas do Brasil tem pressionado a infraestrutura local, causado filas e exposto as disparidades de preços na região.
O fenômeno, que se intensificou nos últimos dias, gerou atrasos no atendimento e uma dinâmica transfronteiriça que coloca novos desafios logísticos e econômicos para as cidades de Epitaciolândia, Brasiléia e Cobija. A demanda repentina por combustível na Bolívia também tem gerado preocupação entre cidadãos pandinos, que enfrentam dificuldades para abastecer seus próprios veículos.

Brasileiros estão cruzando a fronteira em massa, gerando atrasos no atendimento e reativando uma dinâmica transfronteiriça que impõe novos desafios econômicos e logísticos para a região. Foto: captada
Governo boliviano diz que fim de subsídio a combustíveis reduziu contrabando para países vizinhos
O governo da Bolívia afirmou nesta semana que o fim do subsídio estatal aos combustíveis, por meio do Decreto Supremo 5.503, já trouxe resultados iniciais positivos, com redução do contrabando para países vizinhos e queda de 30% nas importações de combustível nos últimos dois dias.
Segundo o ministro dos Hidrocarbonetos, Mauricio Medinaceli, em áreas fronteiriças como no departamento de Pando/Cobija e Potosí, as filas nos postos diminuíram porque “as pessoas não precisam mais competir com aqueles que contrabandeavam combustível para fora do país”. Já o ministro da Economia, Gabriel Espinoza, destacou que a medida corrigiu uma distorção em que “os benefícios do subsídio estavam concentrados em poucos setores e alimentavam o contrabando”.

Ministros afirmam que importações caíram 30% e filas em postos de fronteira diminuíram; medida visa conter fuga de recursos e estabilizar economia. Foto: captada
As declarações foram dadas separadamente antes de reuniões marcadas para última segunda-feira, dia 12, com representantes do setor de transportes. A decisão do governo visa, segundo Medinaceli, “estabilizar a economia, conter a fuga de recursos e garantir uma utilização mais eficiente dos fundos públicos”.



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