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Mutirões de cirurgia beneficiam a população na regional do Alto Acre

Govenadora em exercício visitou as instalações do hospital acompanhada do secretário de saúde, Pedro Pascoal, de parlamentares estaduais e federais, e dos prefeitos da regional do Alto Acre e seus representantes. Foto: Felipe Freire/Secom.
Um dos compromissos do governador Gladson Cameli para a atual gestão é dar continuidade aos mutirões de cirurgia que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) retomou no início de 2022.
Na manhã deste sábado, 11, a governadora em exercício, Mailza Assis, esteve no Hospital Geral de Brasileia para acompanhar o mutirão que ocorre na unidade de saúde. Cerca de 30 pacientes irão realizar cirurgias gerais, entre elas, de hérnia e vesícula.
A ação é importante, pois dá vazão à demanda reprimida da pandemia de covid-19, que represou as cirurgias por conta das restrições de combate ao vírus.
A governadora, que ao fim do seu mandato parlamentar como senadora da República destinou mais de R$ 4 milhões em emendas para a saúde, destacou os avanços que o governo realizou para dar vazão à fila de espera.

Cerca de 30 pessoas vão ser cirurgiadas durante a ação. Foto: Felipe Freire/Secom.
“A saúde é o bem mais importante que temos, o governo se faz presente em Brasileia hoje para tratar desse bem tão valioso. Quando estive como senadora destinei emendas para a saúde, e hoje ver esse trabalho que está sendo realizado por tantas pessoas preocupadas com o bem-estar da população e com a saúde pública mostra o compromisso do governo com essa área tão sensível”, frisou.
Acompanhada pelo secretário de saúde, Pedro Pascoal, e de parlamentares, a governadora em exercício visitou e conversou com pacientes e servidores do hospital.

O secretário de saúde, Pedro Pascoal, acompanhou de perto os procedimentos cirúrgicos realizados em Brasileia. Foto: Júnior Aguiar/Sesacre.
“Estamos fazendo todos os esforços para que os mutirões continuem, e fazer com que essas cirurgias se tornem algo rotineiro no Acre. Estive em Brasília, onde junto ao governo federal conseguimos pactuar uma portaria na qual foi destinado R$ 2,5 milhões para exames, consultas e procedimentos para a realização dos mutirões de cirurgias”, explicou o gestor.
Participaram também da visita os deputados estaduais Adailton Cruz; Maria Antônia; Tadeu Hassem e Manoel Morais. Representando a câmara federal, o deputado Coronel Ulysses. O prefeito de Epitaciolândia, Sérgio Lopes, representantes da prefeitura de Assis Brasil, e a vice-prefeita de Xapuri, Maria Auxiliadora, também estiveram presentes.
População agradece
O brasileense Júnior Oliveira falou sobre a oportunidade que teve de realizar o seu procedimento de forma célere na regulação da Sesacre.

Júnior Oliveira destacou o atendimento rápido na Sesacre. Foto: Felipe Freire/Secom.
“Meu médico orientou que eu me cadastrasse para fazer a cirurgia, por sentir incômodos e dores, pois tenho uma hérnia umbilical. Após fazer o cadastro na regulação em algumas semanas recebi uma ligação me convocando para a cirurgia. Foi tudo muito rápido e descomplicado, por isso só tenho a agradecer ao governo”, disse.
Delsenir Lima, que vai realizar uma cirurgia de pedra na vesícula, esperava há dois anos e agora vai ser contemplada com o procedimento cirúrgico.
“Estava há dois anos esperando. Finalmente me chamaram, sentia dor e muito incômodo depois de comer. Só tenho que agradecer a Deus e ao governo por finalmente ser chamada”, contou.
Referência para o Alto Acre
O Hospital Geral de Brasileia é referência na regional do Alto Acre, que corresponde também aos municípios de Assis Brasil, Xapuri e Epitaciolândia.
Uma das principais vantagens é que a unidade de saúde tem capacidade para atender à demanda de cirurgias eletivas no próprio município, desta forma, não há a necessidade do translado dos pacientes até a capital, Rio Branco.

A realização de procedimentos cirúrgicos sem necessidade de deslocamento até Rio Branco é fundamental para a comodidade da população do Alto Acre. Foto: Júnior Aguiar/Sesacre.
Quero parabenizar o governo do Estado por mais uma realização do mutirão de saúde. Os moradores de Brasileia, por exemplo, não precisam mais se deslocar até a capital para serem cirurgiados. A saúde é um dos pilares mais importantes da sociedade, e agradeço o empenho do governador Gladson, da vice-governadora Mailza e do secretário de saúde, Pedro Pascoal, com a saúde da população local. Cuidar de vidas é essencial”, foi o que disse a prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem.

Governadora em exercício ladeada pelos vereadores e prefeita de Brasiléia, juntamente como deputado Tadeu Hassem.

Vice-Governadora em exercício Marilza Assis, com o prefeito de Epitaciolândia, Sério Lopes.

Vice-Governadora em exercício Marilza Assis, com o prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem.
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Redução da jornada para 36 horas pode derrubar PIB em 6,2%
Estudos do FGV-Ibre e do Ipea mensuram o aumento do custo da hora trabalhada com o fim da escala 6×1 sem compensações

Posição do STF reforça decisão do tribunal. A nova regra será válida para profissionais de carteira assinada | Foto: Reprodução/Wikipedia | Foto: Reprodução/Wikipedia
A redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 36 horas semanais, impulsionada pela mobilização pelo fim da escala 6×1, pode provocar queda de 6,2% no Produto Interno Bruto (PIB). As estimativas são do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e consideram o trabalho como fator de produção.
Além do impacto negativo no PIB, a adoção da jornada de 36 horas elevaria em 22% o custo da hora trabalhada para quem atualmente cumpre o teto constitucional de 44 horas, segundo os estudos. No conjunto dos empregos formais, a alta média seria de 17,6%.
O custo operacional das empresas subiria em menor proporção, variando conforme a intensidade de uso de mão de obra em cada atividade.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta: pressa por debater a escala 6×1 | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Centrais sindicais defendem o fim da escala 6×1 sob o argumento de que há exploração excessiva da mão de obra. Essas entidades sustentam que eventuais perdas seriam compensadas por maior consumo, estímulos à inovação e ganhos de produtividade.
A produtividade por hora trabalhada no Brasil cresceu apenas 0,5% ao ano entre 1981 e 2023, segundo o Observatório da Produtividade Regis Bonelli. A agropecuária avançou 6% ao ano, enquanto a indústria registrou queda média de 0,3% (–0,9% na indústria de transformação).
+ “Por que a PEC não resolve o problema da escala 6×1“
O setor de serviços, responsável por 70% das horas trabalhadas, permaneceu praticamente estagnado. No conjunto da economia, a renda do trabalho tem crescido acima da produtividade, pressionando os custos empresariais sem aumento proporcional da produção.
No último dia 9, o presidente da Câmara, Hugo Motta, encaminhou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre o fim da escala 6×1 à Comissão de Constituição e Justiça. De olho na reeleição, o governo Lula pretende tratar do assunto por meio de projeto de lei, caminho considerado mais ágil do que uma emenda constitucional.
De acordo com simulações do FGV-Ibre, a retração do PIB ocorreria caso a redução da jornada não viesse acompanhada de aumento de produtividade — ponto considerado central, já que, exceto na agropecuária, os ganhos produtivos estão praticamente estagnados há décadas.
Fim da escala 6×1 impactaria setores de modos diferentes
Os efeitos não seriam homogêneos. Setores com jornadas médias mais longas teriam maiores dificuldades de adaptação. O transporte aparece entre os mais vulneráveis, com perda estimada de 14,2% no valor adicionado.

Histórico da jornada semanal no Brasil, em horas efetivamente trabalhadas | Foto: Reprodução/Folha de S.Paulo
Na indústria extrativa, o recuo projetado é de 12,6%, e no comércio — grande empregador com média de 41 horas semanais —, de 12,2%. Especialistas alertam que, no comércio, a redução pode afetar trabalhadores que dependem de comissões. Já a administração pública teria impacto mais limitado, de 1,7%, por já operar próxima das 36 horas.
Fernando de Holanda Barbosa, do FGV-Ibre, avalia que a medida teria efeito regressivo, ao beneficiar principalmente servidores públicos e trabalhadores formais. Segundo ele, informais e autônomos continuariam submetidos a longas jornadas, e serviços informais ligados ao setor público poderiam sofrer redução de oferta.
Atualmente, a média semanal trabalhada no Brasil é de 38,4 horas, com variações significativas entre setores. A última mudança no teto ocorreu na Constituição de 1988, quando a jornada máxima caiu de 48 para 44 horas, e a média efetiva recuou de 42,8 para 41,8 horas entre 1988 e 1989.
Segundo o Ipea, o impacto real sobre os custos empresariais dependerá da proporção de trabalhadores com jornadas longas e do peso da folha salarial nas despesas totais. Vigilância e segurança, que têm 78,2% das despesas destinadas a pessoal, teriam alta de 6,6% nos custos, e serviços para edifícios, com 75,3% dos custos direcionados à equipe, de 6%.
Já comércio e indústria de alimentos registrariam impacto operacional próximo de 1%, pois o trabalho representa fatia menor de seus custos — 11,2% e 7,8%, respectivamente. Cerca de 13 milhões de trabalhadores atuam em atividades em que o impacto direto não ultrapassaria 1% do custo operacional.
Pequenas empresas enfrentariam maiores desafios. Enquanto 79,7% dos trabalhadores no país cumprem jornadas acima de 40 horas, nas firmas com até quatro empregados o índice chega a 87,7%, o que exigiria reorganização mais intensa e possivelmente elevaria custos.
Redação Oeste, com informações da Folha de S.Paulo
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Sem identificação: homem é encontrado morto às margens da BR-317, em Xapuri
Vítima estava apenas de cueca e não portava documentos; causa da morte será apurada
Um homem foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (17), às margens da BR-317, no município de Xapuri. O corpo estava do lado direito da rodovia, no sentido Xapuri, após o Restaurante e Lanchonete Araxá.
De acordo com informações repassadas à polícia, por volta das 9h50, um morador acionou o 190 informando que havia um homem caído às margens da estrada federal, vestido apenas de cueca. O solicitante relatou que não percebeu, a princípio, sinais aparentes de violência.
A guarnição foi comunicada via Copom sobre a ocorrência de encontro de cadáver. Ao chegar ao local, os policiais constataram que uma equipe da Polícia Rodoviária Federal já realizava o isolamento da área. Os agentes federais informaram que haviam sido acionados mais cedo para averiguar a situação, por se tratar de trecho de rodovia federal, e que já tinham comunicado a Polícia Civil para os procedimentos cabíveis e acionamento do Instituto Médico Legal (IML).
Em conversa com a comunicante, ela relatou que, ao sair de sua colônia nas primeiras horas da manhã, avistou o corpo próximo à BR e imediatamente entrou em contato com a polícia.
Até o momento, a vítima não foi identificada, pois não portava documentos pessoais. As circunstâncias e a causa da morte serão esclarecidas após os trabalhos periciais.
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Foragido há mais de 10 anos é preso após roubo a comércio em Xapuri
Suspeito foi localizado em terreno baldio com o dinheiro levado do caixa e tinha diversas passagens pela polícia
Um homem identificado como Maurício Silva de Souza, de 42 anos, conhecido pelo apelido de “Bago”, foi preso na manhã desta segunda-feira (16), acusado de roubar um comércio na Rua Nações Unidas, no bairro Laranjal, em Xapuri.
De acordo com informações da Polícia Militar, por meio do 5º Batalhão, a guarnição realizava patrulhamento de rotina quando foi acionada pelo Copom para atender a uma ocorrência de roubo no local.
Segundo relato da proprietária, um homem encapuzado entrou no estabelecimento e anunciou o assalto sob ameaça. Após a vítima se render, o suspeito levou cerca de R$ 60,00 do caixa e, antes de fugir, ainda afirmou que retornaria para pegar mais dinheiro. Ele seguiu em direção ao Beco do Tôin.
Com base nas características repassadas, os militares iniciaram buscas na região e localizaram o suspeito em um terreno baldio ao final do beco. Maurício ainda usava as mesmas roupas descritas pela vítima e estava com o valor subtraído.
Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil do município. Na unidade, consulta ao sistema confirmou que o homem estava foragido da Justiça há mais de dez anos e possuía diversas passagens, incluindo por roubo e receptação.
Maurício Silva de Souza permanece à disposição da Justiça. A Polícia Militar informou que tem intensificado o combate à onda de roubos registrada na cidade, com respostas rápidas às ocorrências.






























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