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Cotidiano

Município do RJ é o primeiro do país a desobrigar uso de máscaras

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Uso de máscara para proteção contra o novo coronavírus.

Outras três capitais anunciam a flexibilização do uso de máscaras para proteção contra a Covid

Com 1.705 mortes e a taxa de letalidade em 6,57%, o município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, é o primeiro a decretar oficialmente a desobrigação do uso de máscaras em locais abertos e fechados no município. A flexibilização está no decreto publicado na terça-feira (5) pelo prefeito Washington Reis. De acordo com a prefeitura, o município tem 46,8% da população vacinada  com as duas doses e 70% com a primeira dose.  No total, já foram aplicadas mais de 900 mil doses de vacina contra a Covid-19 no município.

Segundo o prefeito Washington Reis, o bom desempenho no enfrentamento da pandemia motivou o decreto. “Essa decisão foi tomada com segurança. Em nossa cidade, garantimos 200 leitos de CTI em todo o período de pandemia e a maioria desses leitos serviram até para cidades vizinhas e, inclusive, a capital do estado. Além disso, nós avançamos na vacinação e hoje já temos crianças de 12 a 17 anos sendo vacinadas. Com isso, Duque de Caxias está autorizada a não usar máscara’, explica.

A professora do curso de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Carla Pintas, faz um contraponto ao decreto de Duque de Caxias. Para ela, foi uma decisão precipitada. “É uma decisão bastante precipitada porque, de certa forma, ainda não é a maioria da população que está totalmente imunizada. Os números atuais não justificam uma medida desse porte. Essa desobrigação do uso de máscara causa uma falsa sensação para a população de que a pandemia está totalmente controlada”, diz.

Outras três capitais brasileiras já falam em flexibilização quanto ao uso da máscara de proteção.

O prefeito da capital carioca pensa parecido com o de Duque de Caxias. Para Eduardo Paes, o Réveillon e o Carnaval poderão acontecer sem que as pessoas usem a proteção e, ainda este mês, o uso já será liberado em locais abertos.

A vizinha São Paulo tem um estudo que propõe afrouxar as medidas que obrigam o uso quando 100% tiveram tomado a quantidade de doses recomendadas de vacina para a faixa etária. A prefeitura de Florianópolis afirma que irá parar de exigir uso de máscara em ambientes públicos quando a cidade atingir 80% do esquema vacinal completo.

O Brasil adotou o uso de máscaras como política de saúde pública em meados de abril de 2020. Não há uma data exata porque o Supremo Tribunal Federal (STF) deu autonomia para estados e municípios adotarem medidas de segurança contra a Covid- 19. Com isso, o decreto começou em diferentes dias no país. Até o momento, apenas o município de Duque de Caxias decreta o não uso da máscara fácil.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 16.906 casos e 507 óbitos por Covid-19, nesta quarta-feira (6), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 19.346.096 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus.
O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,15% . O índice médio de letalidade do País estava em 2,79%.

Taxa de letalidade nos estados

  • SP    3,44%
  • MG    2,55%
  • PR    2,59%
  • RS    2,42%
  • RJ    5,15%
  • SC    1,62%
  • GO    2,71%
  • BA    2,18%
  • ES    2,14%
  • MT    2,53%
  • DF    2,10%
  • MS    2,56%
  • AC    2,09%
  • AL    2,61%
  • AM    3,22%
  • AP    1,62%
  • CE    2,58%
  • MA    2,85%
  • PA    2,81%
  • PB    2,11%
  • PE    3,18%
  • PI    2,19%
  • RN    1,99%
  • RO    2,46%
  • RR    1,58%
  • SE    2,16%
  • TO    1,69%
  • Brasil  2,79%

 Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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Bruno é apresentado e vai reforçar o Vasco na Copa do Brasil

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O goleiro Bruno, 41, ex-Flamengo e Rio Branco, foi apresentado nesta segunda, 16, na Fazendinha, e é o reforço do Vasco para o duelo contra o Velo Clube, de São Paulo, pela 1ª fase da Copa do Brasil. A partida será disputada na quinta, 19, às 19 horas, na Arena da Floresta. “Tínhamos a contratação do Bruno encaminhada e, agora, foi possível fechar”, declarou o técnico …

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Fonte: Conteúdo republicado de PHD ESPORTES - ESPORTES

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Santa Cruz começa preparação para confronto diante do Rio Branco

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O elenco do Santa Cruz iniciou nesta segunda, 16, no CT do Cupuaçu, a preparação para o confronto diante do Rio Branco. A partida será realizada na segunda, 23, a partir das 18 horas, no Tonicão, e o Santa Cruz 4º colocação no Campeonato Estadual Sicredi de 2026 com 7 pontos precisa vencer para seguir com boas chances de conquistar uma vaga na semifinal. Banguelê …

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Fonte: Conteúdo republicado de PHD ESPORTES - ESPORTES

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Em 16 anos, carne e grãos desafiam hegemonia do extrativismo e redesenham a economia acreana

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A participação da via rodoviária nas exportações saltou de 2,2% em 2010 para 27,6% em 2025, impulsionada pela atuação da unidade da Receita Federal de Assis Brasil e pela consolidação do corredor para o Pacífico

O desafio para 2026 será consolidar essa virada, garantindo que o “Feito no Acre” chegue cada vez mais longe, com mais competitividade e maior valor agregado. Foto: captada 

A economia acreana passou por uma transformação profunda nos últimos 16 anos, deixando para trás a histórica dependência do extrativismo e abrindo espaço para uma agropecuária cada vez mais competitiva. É o que revela o recém-lançado relatório da Seplan, Panorama do Comércio Exterior do Acre: Evolução e Tendências (2010–2025), que detalha como carne e grãos passaram a redesenhar a estrutura produtiva e o perfil exportador do estado.

Carne bovina, carne suína e soja passaram a liderar a pauta exportadora, impulsionando um ciclo de crescimento que reposiciona o Acre no cenário do comércio internacional. Nesse período, o estado acumulou US$ 490 milhões em superávit e registrou crescimento médio anual de 11% nas exportações — quase três vezes a média brasileira.

O ponto de partida, no entanto, foi desafiador. Entre 2010 e 2014, ainda sob os efeitos da crise financeira global, o Acre enfrentou retração média de 23,2% ao ano nas exportações. A pauta era altamente concentrada: madeira e castanha respondiam por 85% das vendas externas, e o Reino Unido absorvia quase metade de tudo o que o estado exportava. A queda abrupta das exportações madeireiras expôs a fragilidade desse modelo e abriu caminho para uma reestruturação que ganharia força nos anos seguintes.

A partir de 2015, o estado iniciou um processo de diversificação, com a entrada gradual das proteínas animais. Mas a virada decisiva ocorreu entre 2020 e 2022, quando a soja registrou crescimento médio anual de 242%, saltando de US$ 1,2 milhão para US$ 14,3 milhões. Esse avanço marcou a transição definitiva de uma economia baseada em produtos florestais para uma matriz agropecuária mais robusta e integrada às cadeias globais.

O triênio mais recente consolidou essa mudança. Entre 2023 e 2025, as exportações cresceram 46,9% ao ano, alcançando o recorde histórico de US$ 98,9 milhões em 2025. A carne bovina assumiu a liderança da pauta, seguida pela soja e pela carne suína. O desempenho do último trimestre reforça essa tendência: outubro registrou US$ 8,86 milhões em vendas; novembro, mesmo com retração sazonal, já superava todo o acumulado de 2024; e dezembro encerrou o ano com alta de 20,9%, impulsionado pela castanha e pela carne bovina.

Outro aspecto marcante é a interiorização da atividade exportadora. Em 2010, Rio Branco concentrava 61% das vendas externas. Em 2025, o mapa mudou: Brasileia assumiu a liderança, com US$ 26,66 milhões, impulsionada pela carne suína e pela castanha; Senador Guiomard tornou-se o principal polo da carne bovina; e Rio Branco passou a ocupar a terceira posição, com uma pauta mais diversificada. O movimento indica que o desenvolvimento econômico deixou de se concentrar na capital e avançou para áreas de fronteira e municípios estratégicos.

A geografia comercial também se redesenhou. O Acre deixou de mirar prioritariamente a Europa e passou a se conectar com mercados mais próximos e dinâmicos. O Peru tornou-se o principal destino anual das exportações, com 27,2% do total, funcionando tanto como comprador quanto como corredor logístico para outros mercados. Emirados Árabes Unidos e Turquia consolidaram-se como compradores da carne bovina acreana, ampliando a presença do estado no Oriente Médio.

No campo logístico os avanços são significativos. A participação da via rodoviária nas exportações saltou de 2,2% em 2010 para 27,6% em 2025, impulsionada pela atuação da unidade da Receita Federal de Assis Brasil e pela consolidação do corredor para o Pacífico. Embora a via marítima ainda responda pela maior parte do escoamento, o futuro acesso ao porto de Chancay, no Peru, abre uma oportunidade histórica para o Acre se conectar diretamente ao mercado asiático e à costa oeste dos Estados Unidos.

Apesar dos avanços, persistem gargalos que limitam o potencial de expansão. A BR-364 e a BR-317 seguem como pontos críticos, com trechos vulneráveis e manutenção insuficiente. A modernização aduaneira nas fronteiras com Peru e Bolívia é urgente, assim como obras estruturantes, como o Anel Viário de Brasileia. A ferrovia planejada para conectar o Brasil ao Pacífico via Acre surge como solução estratégica para superar as fragilidades das rodovias federais e reduzir custos logísticos.

A trajetória da balança comercial entre 2010 e 2025 mostra um estado que começa a transformar sua localização estratégica em vantagem competitiva. O Acre deixa de ser periferia econômica e passa a se posicionar como corredor logístico e comercial da Amazônia, peça-chave da Rota de Integração Quadrante Rondon.

Neste cenário, o superávit recorde de US$ 93,72 milhões em 2025 aponta para a possibilidade de um ciclo duradouro de desenvolvimento, desde que os investimentos em infraestrutura e facilitação comercial avancem. O desafio para 2026 será consolidar essa virada, garantindo que o “Feito no Acre” chegue cada vez mais longe, com mais competitividade e maior valor agregado, possibilitando maior distribuição de renda entre os acreanos.

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