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Acre

MP vai investigar caso de criança que foi infectada com HIV durante transfusão de sangue no Acre

O Hemoacre afirma que todos os exames necessários foram feitos no sangue doado pelo homem em novembro do ano passado e todos os resultados foram negativos.

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Caso foi divulgado pelo Governo do Acre por meio de nota na quinta (22). Promotora deve se posicionar na segunda-feira (26).

Gerente do Hemoacre, Elba Luiza, afirma que todos os exames necessários foram feitos no sangue doado e lamentou caso de criança infectada (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Ministério Público do Acre (MP-AC) informou que deve abrir um inquérito civil para investigar o caso de uma menina de 4 anos, que foi infectada com o vírus HIV após receber uma transfusão de sanguede um doador no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre), em Rio Branco.

O caso foi divulgado por meio de nota, na quinta-feira (22), e assinada pelo secretário de Saúde do Acre, Gemil Junior, e pela gerente-geral do Hemoacre, Elba Luiza. Os órgãos de saúde afirmam que o caso é uma “fatalidade” e não divulgaram a data em que ocorreu o episódio.

A assessoria de imprensa do MP-AC informou que a promotora Alessandra Marques, que está respondendo pela promotoria Especializada de Defesa da Saúde deve se posicionar sobre o caso somente na segunda-feira (26), mas confirmou o início das investigações.

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A gerente do Centro, Elba Luiza, durante entrevista ao Jornal do Acre 1ª Edição desta sexta-feira (23) explicou que a triagem clínica é feita para avaliar se o doador está dentro do perfil determinado pelo Ministério da Saúde.

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As situações questionadas na entrevista servem para proteger o doador e os pacientes. Porém, algumas pessoas podem omitir informações.

“É importante que as pessoas não procurem doar sangue no Hemoacre após se expor a alguma situação de risco e, por medo de estarem infectadas, buscarem a doação para fazer os exames de triagem [e testar se estão infectadas ou não]. Se a pessoa mente na entrevista, nega ou omite informações, ela pode prejudicar a vida de uma pessoa, o que provavelmente aconteceu com essa doação”, lamentou Elba.

Na nova triagem, os doadores que não passaram credibilidade devem ser vetados. A gerente afirma que a entrevista feita atualmente já é rigorosa, mas deve ser ainda mais intensificada.

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Em nota, o governo também lamentou o caso e disse que a criança está recebendo todo o suporte necessário.

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“Respeitosamente, o Estado reitera solidariedade e atenção à pequena paciente e sua família. Todos os esforços possíveis serão feitos pela recuperação da saúde, a valorização da vida e a esperança do melhor futuro dessa criança”.

Hemoacre diz que vai deixar triagem de doadores mais rigorosa após criança ser infectada com HIV em transfusão

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre), em Rio Branco, afirma que vai deixar a triagem de doadores ainda mais rigorosa. A informação foi confirmada pela gerente do Centro, Elba Luiza, durante entrevista a reportagem.

Elba explicou que a triagem clínica é feita para avaliar se o doador está dentro do perfil determinado pelo Ministério da Saúde. As situações questionadas na entrevista servem para proteger o doador e os pacientes. Porém, algumas pessoas podem omitir informações.

“É importante que as pessoas não procurem doar sangue no Hemoacre após se expore a alguma situação de risco e, por medo de estarem infectadas, buscarem a doação para fazer os exames de triagem [e testar se estão infectadas ou não]. Pois isso, isso acontece. Se a pessoa mente na entrevista, nega ou omite informações, ela pode prejudicar a vida de uma pessoa, o que provavelmente aconteceu com essa doação”, lamentou Elba.

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Na nova triagem, os doadores que não passaram credibilidade devem ser vetados. A gerente afirma que a entrevista feita atualmente já é rigorosa, mas deve ser ainda mais intensificada.

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“É melhor perder doador na entrevista, do que trabalhar com doadores de quem a gente não percebe muita credibilidade. Até porque a entrevista depende muito da pessoa, se a pessoa quiser mentir ela vai negar, mas vamos trabalhar ainda mais a importância do doador não fazer isso. A entrevista é muito rigorosa, mas quando acontece um caso desse o que já era rigoroso ficou mais ainda”, afirmou.

A gerente explicou ainda como teria ocorrido a contaminação da criança, apesar de os exames feitos na bolsa de sangue do doador terem sido negativos. Segundo ela, o sangue estava na janela imunológica, período de até 7 dias em que a pessoa se expôs ao vírus, mas o organismo ainda não não tinha anticorpos suficientes, ou a carga viral era baixa e o exame não detectou.

“Por exemplo, uma pessoa que se expõe a uma situação de relação sexual sem camisinha e vem doar sangue até 7 dias depois, o exame vai dar um resultado falso negativo. A não ser que a pessoa tenha tido uma contaminação muito grande, mas, em geral, não vai dar [resultado positivo]”, explicou.

O doador, segundo Elba, havia feito três doações durante o ano de 2017 e em todas a sorologia foi negativa. Ela lembra que soube que o homem estava infectado quando ele procurou uma unidade de saúde para fazer um exame rápido e não acreditou no resultado do exame afirmando que era doador.

O sangue que infectou a criança foi doado em novembro de 2017 e a busca do homem por um centro de saúde foi feita menos de um mês depois, o que, segundo Elba, pode caracterizar que ele se envolveu em uma situação de risco.

“Se você é doador, tem perfil de doador e busca um centro de saúde para fazer um teste rápido em menos de um mês, alguma coisa está errada. Mas, a questão não é essa, não estou avaliando ele, a questão é que as pessoas precisam ter seriedade para doar sangue, é uma responsabilidade muito grande, não mentir, não negar informação”, reiterou.

Criança infectada

O Hemoacre afirma que todos os exames necessários foram feitos no sangue doado pelo homem em novembro do ano passado e todos os resultados foram negativos. No entanto, após serem informados de que ele fez um exame rápido com resultado positivo, o Centro decidiu fazer um novo exame e mais uma vez a sorologia foi positiva.

“A bolsa dele foi liberada porque todos os testes deram não reativos. Com isso, tomei as medidas necessárias, fomos rastrear para saber quem havia recebido a transfusão, todo o protocolo”, afirma.

Após conseguir identificar a menina, o Hemoacre entrou em contato com o médico dela e fez o exame de sorologia em Rio Branco e deu negativo. Porém, encaminharam as amostras e mandamos para Teste de Ácido Nucleico (NAT), em Brasília, onde foi confirmado que a criança estava infectada.

“O doador já foi diretamente para o serviço ser tratado, não teve contato conosco. O segundo teste dela deu um soro conversão, a sorologia deu reativa e o NAT dela foi para a Brasília e confirmou realmente. Mais uma vez comuniquei para todos os secretários, nos reunimos até a notícia chegar até a mãe”, relatou.

Em uma, nota divulgada pelo Governo do Acre na quinta-feira (23), os órgãos de saúde afirmaram que um infectologista e um oncologista acompanham o tratamento da menina para enfrentar a doença junto com os procedimentos oncológicos. Além disso, os órgãos de saúde manifestaram “apoio humanitário à pequena paciente e sua família”.

Ainda na nota, o governo do Acre diz que, apesar de toda a tecnologia no Acre, há uma margem de risco “sendo uma realidade dos acidentes transfusionais”. E afirma que isso “cobra de todos muita responsabilidade de um fato tão sensível”.

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Acre

Brasileia: MPAC obtém internação provisória de adolescente por ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Brasileia, obteve a internação provisória de uma adolescente de 13 anos investigada pela prática de ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado, ocorrido em uma unidade de acolhimento no Alto Acre.

A decisão foi proferida nesta terça-feira, 3, pelo Juízo da Vara Cível da Comarca de Brasileia, que acolheu o pedido do MPAC e determinou a medida socioeducativa de internação provisória pelo prazo de até 45 dias, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com a apuração conduzida pelo MPAC, o fato ocorreu no interior de uma instituição de acolhimento. A adolescente teria atentado contra a vida de outra adolescente, de 15 anos, utilizando uma faca de mesa. A vítima sofreu ferimentos e foi socorrida após a intervenção de terceiros que impediram a consumação do ato.

Ainda segundo os autos, a adolescente foi apreendida em situação de flagrante, havendo indícios suficientes de autoria e materialidade, além de outros elementos que evidenciam a gravidade concreta da conduta, o risco à integridade de terceiros e a necessidade de adoção de medida imediata.

Conforme apurado, a adolescente declarou vínculo com organização criminosa de atuação nacional, afirmando ter retornado à unidade de acolhimento com o objetivo de cumprir uma ordem para executar a vítima. Esse elemento foi considerado de especial gravidade no caso, ao indicar possível atuação articulada e maior risco de reiteração da conduta.

Na decisão, o Judiciário destacou a necessidade da internação para garantir a segurança da vítima, dos demais acolhidos e dos profissionais da unidade, bem como para assegurar a adequada apuração dos fatos. Também foi determinada a realização de avaliação psicológica e psiquiátrica da adolescente.

Com a decisão, a adolescente será encaminhada a uma unidade socioeducativa, onde permanecerá à disposição da Justiça durante o período de internação provisória.

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Acre

Bocalom e o déjà vu político: PL repete roteiro do PP ao liberar prefeito para deixar legenda

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Após ser desfiliado em 2024, Bocalom venceu eleição com apoio do partido que o expulsou; agora, novamente sem partido, tucanos e avante disputam abrigo do prefeito

Após reunião entre Bittar e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, a legenda optou por liberar Bocalom para sair e disputar o governo por outra sigla. Foto: arquivo

Com Matheus Mello

A política acreana tem memória curta. Curtíssima. E, às vezes, reincidente. O que está acontecendo agora com Tião Bocalom lembra, com impressionante semelhança, o roteiro de 2024. Só muda o protagonista da vez no papel de quem toma a decisão.

Antes da última eleição municipal, o Progressistas expulsou Bocalom e o liberou para disputar a reeleição por outra sigla. O plano era bancar a candidatura de Alysson Bestene à Prefeitura de Rio Branco. A candidatura não decolou.

Bocalom, acolhido no Partido Liberal em uma articulação que teve como padrinhos o senador Marcio Bittar e o ex-presidente Jair Bolsonaro, seguiu competitivo. O resultado todo mundo conhece: o PP voltou atrás, reabriu diálogo, indicou Alysson como vice na chapa de Bocalom e a eleição foi vencida em primeiro turno.

Ele poderia ter fechado a porta. Poderia ter cobrado a fatura. Poderia ter deixado o PP assistir de longe. Não fez nada disso. Sentou, conversou, reacomodou forças e ainda garantiu espaço ao partido que meses antes o havia empurrado para fora.

O enredo se repete

Agora, dois anos depois, o enredo se repete. Mas com outro personagem no papel de quem decide.

Após reunião entre Bittar e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, a legenda optou por liberar Bocalom para sair e disputar o governo por outra sigla. O partido não terá candidatura própria ao Palácio Rio Branco e vai apoiar o nome de Mailza Assis, do Progressistas.

E aqui começa a pergunta que ecoa nos corredores da política local: o PL não está correndo o risco de cometer o mesmo erro que o PP cometeu?

Bocalom já mostrou que é resiliente eleitoralmente. Já mostrou que, quando subestimado, cresce. Já mostrou que sabe negociar depois de vencer. E há um detalhe importante: ele não saiu atirando.

Na coletiva que marcou sua despedida do PL, fez questão de lembrar que essa é a terceira vez que é “convidado” a deixar um partido.

Não houve ataque frontal. Não houve rompimento ruidoso. Houve registro de mágoa, sim, mas também manutenção de pontes.

Lições do passado

A história recente mostra que, no Acre, expulsar Bocalom não significa tirá-lo do jogo. Às vezes, significa colocá-lo no centro dele.

O PP aprendeu isso da forma mais prática possível: na urna. Resta saber se o PL acredita que, desta vez, o desfecho será diferente.

Bocalom já mostrou que é resiliente eleitoralmente. Já mostrou que, quando subestimado, cresce. Foto: captada 

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Saiu do Acre: PRF apreende 8,1 quilos de skunk escondidos em latas de massa corrida na BR-364

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Droga saiu de Rio Branco e tinha como destino a cidade de Goiânia

Uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal resultou na apreensão de 8,1 quilos de skunk na noite desta terça-feira (3), no km 1 da BR-364, no município de Vilhena.

A droga estava dividida em sete tabletes e escondida dentro de duas latas de massa corrida, despachadas como encomenda em um ônibus interestadual. Segundo a PRF, o entorpecente foi enviado de Rio Branco e teria como destino final a cidade de Goiânia.

De acordo com a corporação, a apreensão ocorreu após os policiais identificarem inconsistências nas notas fiscais apresentadas na declaração de bens transportados. A irregularidade levantou suspeitas e levou a uma vistoria mais detalhada da carga, quando os tabletes de skunk foram encontrados no interior das embalagens.

O skunk é uma variação mais potente da maconha. Todo o material foi encaminhado à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Vilhena, onde serão adotados os procedimentos legais cabíveis.

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