Até o domingo, 23, mais de 20 cabeças de gado haviam morrido subitamente na fazenda Aquidaban, na Estrada da Borracha.

Para fazer os procedimentos de coleta do material para exames, a médica veterinária Maria do Carmo Portela se deslocou de Rio Branco para Xapuri
Por Raimari Cardoso

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (IDAF) ainda trabalha na investigação de um caso de morte súbita de gado em uma propriedade de Xapuri, mas a suspeita de um surto de raiva bovina já foi descartada pela chefe da unidade local do órgão em Xapuri, a médica veterinária Ane Gabrielle.

“Após o atendimento foi constatado clinicamente que não se tratava de raiva, pois não havia mordedura de morcego e nem salivação abundante. Além disso, a propriedade não tinha histórico recente de espoliação por morcego e possuía histórico de vacinação do ano de 2019, tanto de raiva quanto de carbúnculo”, explicou.

Perguntada sobre a possível causa da morte repentina dos animais, Ane Gabrielle disse que provavelmente seja botulismo bovino, uma intoxicação causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, mas informou que as coletas de material ainda estão sendo feitas e que a comprovação só sairá dentro de alguns dias.

Para fazer os procedimentos de coleta do material para exames, a médica veterinária Maria do Carmo Portela se deslocou de Rio Branco para Xapuri na segunda-feira, 24.

Até o domingo, 23, mais de 20 cabeças de gado haviam morrido subitamente na fazenda Aquidaban, na Estrada da Borracha.

A chefe do escritório do Idaf no município alertou os produtores locais sobre a importância de o órgão de defesa ser imediatamente comunicado de qualquer situação diferente em suas propriedades. Ela também chamou a atenção para os cuidados com o manuseio de animais doentes em caso de suspeita de síndromes neurológicas.

“Em qualquer situação diferente na propriedade, o órgão de defesa da cidade deve ser comunicado imediatamente, pois as síndromes neurológicas são muito parecidas e, dessa forma, a situação é direcionada para os cuidados pertinentes e até para a coleta, sempre que possível, para a confirmação do agente etiológico”, concluiu.

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