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Monitor da Violência: 70% das mortes que completaram 2 anos no Acre tiveram inquéritos concluídos
Sete dos 10 casos foram solucionados, com quatro condenações. Projeto do G1 acompanhou as investigações de todas as mortes violentas ocorridas no Brasil entre 21 e 27 de agosto de 2017.

Novo levantamento feito pelo G1 mostra que 70% das mortes que completaram 2 anos no AC tiveram inquéritos concluídos — Foto: Reprodução
Por Iryá Rodrigues, G1 AC
Os assassinatos de Natanael Fernandes de Oliveira, de 16 anos, Júlio Cezar Teles Brazil, de 27 anos, e Talisson Aguiar Rebelo, de 22 anos, ocorridos no estado do Acre, seguem sem solução e nenhum suspeito foi preso após 2 anos. Os casos integram as 1.195 mortes violentas acompanhadas pela reportagem que ocorreram em todo o país entre 21 e 25 de agosto de 2017.
Desses casos, 10 foram no Acre. Do total de mortes monitoradas, em cinco houve prisões. Conforme os dados repassados pelo governo do Acre, dos casos analisados, quatro foram julgados e os autores condenados.
Nesse grupo de mortes violentas atualizadas, estão nove homicídios e uma que depois foi descartada e investigada como acidente de trânsito. Entre os casos estão mortes por facadas, tiros, pauladas, machadadas e até tesouradas.
O Monitor da Violência é resultado de uma parceria do g1.com com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Neste projeto, estão todos os casos de homicídio, latrocínio, feminicídio, morte por intervenção policial e suicídio ocorridos de 21 a 27 de agosto no Brasil. São 1.195 mortes registradas – uma média de uma a cada oito minutos.
Casos
Um dos casos é o da mulher identificada como Maria Cléia Derze Craveiro, de 72 anos. Ela foi morta com várias tesouradas dentro da própria casa. O crime ocorreu na Rua Hugo Carneiro, no bairro Bosque, em Rio Branco.
No dia 08 de novembro de 2017 o autor do crime foi preso em flagrante. Após dois anos, a Justiça do Acre condenou Gilberto Derze Craveiro, de 53 anos, pela morte da idosa a mais de 24 anos de prisão. Craveiro seria sobrinho de Maria Cléia, mas foi criado como irmão.

Cezário Pinheiro Soares, de 44 anos, morreu no dia 26 de agosto no Huerb — Foto: Reprodução
Outra morte analisada foi a do autônomo Cezário Pinheiro Soares, de 44 anos, em Xapuri, no interior do Acre. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi atingida a pauladas na cabeça, próximo à casa onde morava, em um beco no Centro da cidade, mas morreu no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) no dia 26 do mesmo mês.
A reportagem teve acesso ao inquérito, que já foi concluído. Um acusado de cometer o crime foi condenado a 20 anos prisão.
Antônio Jair da Silva Araújo, de 22 anos, foi morto a facadas durante uma bebedeira no Ramal Linha Sete, na zona rural de Acrelândia, no interior do Acre. A vítima foi socorrida no bar e levada à Unidade Mista de Saúde do município, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
O inquérito já foi concluído. O réu, José Arribamar Gomes Paulo, foi condenado a 19 anos e três meses de reclusão, em regime inicial fechado. Como ele já ficado preso por 617 dias, foi fixada a pena de 17 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. O julgamento ocorreu em 30 de abril de 2019, na primeira sessão de Tribunal do Júri deste ano, em Acrelândia.

Agente foi achado morto com um tiro na cabeça em ramal no Bujari — Foto: Reprodução/Facebook
O agente penitenciário Humberto Furtado, de 29 anos, foi morto com um tiro na cabeça no ramal da Sanacre, no município do Bujari, no interior do Acre. Furtado morava em Rio Branco.
Em novembro de 2017 os acusados do crime e o tipo de prisão foram incluídos. Dois acusados foram condenados, um a 32 anos e nove meses e o outro a 33 anos e três meses. Eles seguem presos. Duas menores foram apreendidas na época. O processo das menores corre em segredo de Justiça.
O corpo do adolescente Rafael Salutiano Oliveira, de 15 anos, foi achado por moradores do Ramal do Pontão em estado avançado de decomposição, no Bujari. O inquérito foi concluído e a equipe de investigação apontou dois supostos autores do delito.
Francisco Sales de Oliveira, de 33 anos, foi morto a machadadas durante uma discussão com um vizinho. O crime ocorreu no Ramal Bom Jesus, bairro Belo Jardim, em Rio Branco, o inquérito que foi concluído. O acusado de cometer o crime foi condenado a 12 anos de prisão e está preso em Senador Guiomard, no interior do Acre.
Natanael Fernandes de Oliveira, de 16 anos, foi morto a facadas no Ramal do Macarrão, em Rio Branco. De acordo com o 2° Batalhão da Polícia Militar (2º BPM), o adolescente tentou assaltar um morador da região, mas a vítima reagiu e o esfaqueou.
O autor foi identificado pela polícia e denunciado à Justiça, mas ainda não foi preso. Segundo a polícia, já se sabe a autoria do crime, mas faltam depoimentos a fim de comprovar existência de legítima defesa ou não.
O eletricista Talisson Aguiar Rebelo, de 22 anos, foi morto a tiros na Rua Epaminondas Jácome, no bairro Cadeia Velha, em Rio Branco. Segundo a família, o jovem estava conversando com um primo e um amigo quando um homem passou em uma motocicleta e atirou.

O eletricista Talisson Aguiar Rebelo, de 22 anos, foi morto a tiros em Rio Branco — Foto: Reprodução/Facebook
O autor do crime ainda não foi preso. Segundo informações repassadas pela Segurança Pública, a polícia pediu ao Ministério Público um prazo maior para continuar as investigações. Ainda não foi identificada autoria dos crime e estão sendo realizadas diligências em busca de solucionar o caso.
Uma mulher, identificada como Maria do Socorro Carlos da Costa, de 44 anos, morreu vítima de um acidente de trânsito. Maria chegou a ser encaminhada para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), mas a vítima acabou morrendo.
A polícia concluiu que a mulher foi vítima de um acidente de trânsito e que as perfurações eram de intervenções médicas para socorrê-la. O inquérito foi concluído.
Júlio Cézar Teles Brazil, de 27 anos, morreu no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), após ser baleado na Rua Severino Ferreira, bairro Wanderley Dantas, capital acreana.
A polícia informou que a vítima era usuária de drogas. As investigações continuam e ninguém foi identificado nem preso.
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Deracre informa situação da obra da Orla do Rio Acre em Brasileia e aguarda regularização de convênio federal para prosseguir
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), informou nesta quarta-feira, 25, que a obra da Orla do Rio Acre, em Brasileia, está com 51,04% dos serviços executados e permanece paralisada desde abril de 2024, após a interrupção do fluxo financeiro do convênio federal. O investimento é de R$ 16,7 milhões, oriundos de emenda parlamentar do senador Márcio Bittar.
O órgão mantém acompanhamento técnico e administrativo do contrato e já adotou as providências necessárias para viabilizar a continuidade da obra. O Deracre acionou a Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac) para solicitar ao Ministério das Cidades a regularização financeira indispensável à retomada dos serviços.

Foi elaborado relatório técnico com levantamento atualizado das condições da área e registro das intervenções executadas até a paralisação. O documento foi encaminhado à instituição financeira responsável pelo contrato para análise e encaminhamentos.
“Estamos acompanhando tecnicamente a situação. A falta de continuidade dos serviços ao longo do período pode ter influenciado no ocorrido. O relatório técnico é que vai orientar os encaminhamentos e a retomada da obra”, afirmou a presidente do Deracre, Sula Ximenes.

A proteção da margem foi executada conforme o projeto aprovado, utilizando o sistema bolsacreto, técnica que consiste na aplicação de mantas preenchidas com concreto para reforço do barranco do rio, dentro das normas de engenharia aplicáveis a esse tipo de intervenção. O Deracre destaca que, nas margens dos rios da região, são comuns os chamados “terras caídas”, fenômeno natural que provoca erosão nos barrancos em razão da dinâmica das águas. A avaliação técnica considera esse contexto e o fato de que a obra ainda não foi concluída.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Presidente Nicolau Júnior destaca força do Parlamento Amazônico e reforça protagonismo do Acre na articulação regional
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), deputado Nicolau Júnior (PP), destacou a importância estratégica do Parlamento Amazônico para o fortalecimento das pautas da região Norte, durante a solenidade de posse da nova Mesa Diretora da Instituição, realizada no Plenário da Casa. O evento marcou a eleição do deputado Afonso Fernandes (Solidariedade), para a presidência do Parlamento Amazônico no biênio 2026–2027, consolidando pela terceira vez o Acre à frente do colegiado que reúne parlamentares dos nove estados da Amazônia Legal. A solenidade contou com a presença de políticos dos nove estados amazônicos.
Em entrevista concedida durante a programação institucional, Nicolau Júnior ressaltou que a presença de um parlamentar acreano na presidência do Parlamento Amazônico amplia a capacidade de articulação política do Estado em nível nacional. Ele pontuou que a Instituição funciona como um espaço de união das forças políticas da região para enfrentar problemas históricos que impactam diretamente a população amazônica. “É um conjunto de forças que reúne os nove estados do Norte para debater temas importantes e buscar soluções para problemas antigos da nossa região, como a questão dos voos, que prejudicam muito o Acre e outros estados amazônicos”, afirmou.
O presidente da Aleac enfatizou ainda, que o principal objetivo do Parlamento Amazônico é integrar as bancadas estaduais, federais e o Senado em torno de pautas comuns, fortalecendo a representação da Amazônia no Congresso Nacional. Para Nicolau Júnior, essa articulação é fundamental para dar visibilidade às demandas regionais e avançar em soluções concretas. “O Parlamento Amazônico tem que servir para unir os deputados estaduais, a bancada federal e os senadores, para que possamos alcançar êxito na resolução de muitos problemas que a Amazônia enfrenta”, concluiu.
Durante a abertura da solenidade, Nicolau Júnior também deu as boas-vindas às delegações que participaram do evento, destacando a hospitalidade do Acre e a importância do intercâmbio institucional entre os estados e países da região amazônica. Em sua fala, o parlamentar agradeceu a presença das autoridades e ressaltou o simbolismo do encontro para o fortalecimento da integração regional. “É uma honra muito grande receber todos vocês aqui no nosso estado. Muitos já conhecem o Acre, outros estão tendo essa oportunidade agora, mas todos são muito bem-vindos”, declarou.
O presidente cumprimentou ainda, parlamentares acreanos, representantes do Parlamento Amazônico e autoridades convidadas, reforçando que o momento representa união e diálogo em torno de pautas comuns da região. Segundo ele, a realização da solenidade no Acre reafirma o compromisso do Parlamento estadual com o debate regional e com a construção de soluções coletivas para os desafios da Amazônia.
Texto: Andressa Oliveira
Fotos: Sérgio Vale e Ismael Medeiros
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Após cinco anos, prefeitura inicia obra de drenagem em rua em frente à própria autarquia em Epitaciolândia
Intervenção começa em ano eleitoral e beneficia trecho estratégico próximo ao prédio da administração municipal
Depois de cinco anos de gestão, a Prefeitura de Epitaciolândia iniciou nesta semana uma obra de drenagem na Rua Capitão Pedro Vasconcelos, via que passa em frente ao prédio da própria administração pública. A intervenção ocorre em ano eleitoral, período em que o prefeito Sérgio Lopes é apontado como pré-candidato a deputado estadual.
De acordo com informações divulgadas no site oficial do município, os serviços incluem a instalação de bueiros e bocas de lobo no trecho que vai da Praça Brasil–Bolívia até a esquina com a Travessa Lírio dos Vales. O objetivo é melhorar o escoamento da água da chuva e ampliar a capacidade de vazão do sistema de drenagem.
A prefeitura afirma que a obra atende a uma demanda antiga dos moradores da região, que enfrentam dificuldades principalmente no período chuvoso, quando o acúmulo de água compromete o tráfego de veículos e pedestres.
Apesar do início dos trabalhos, a gestão municipal é alvo de críticas pela demora na execução de melhorias estruturais em outras áreas da cidade. Moradores apontam que diversos bairros ainda aguardam intervenções prometidas ao longo do mandato, especialmente nas áreas de infraestrutura urbana.
Até o momento, a administração não informou prazo para conclusão da obra nem se há previsão de ampliação dos serviços para outros pontos do município.







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