“Prefiro perder a eleição do que perder a dignidade”, diz Minoru em entrevista

“E eu acho que essa coisa de esquerda ou de direita é uma falsa polêmica. Em todos os partidos tem pessoas boas e também têm as que não estão bem intencionadas”, afirmou Kinpara.
Por Lucas Vitor

Em entrevista concedida ao programa Gazeta Entrevista, o líder das pesquisas e pré-candidato a prefeitura de Rio Branco, Minoru Kinpara (PSDB), falou acerca do seu passado no Partido dos Trabalhadores (PT) e contou os motivos que o levaram a deixar o partido e ingressar no PSDB, do vice-governador Major Rocha.

Minoru aproveitou para reclamar da forma que a política vem sendo feita por seus adversários e afirmou que não é candidato, mas sim pré-candidato. “Fui presidente do PT em 2000, faz 20 anos e eu não tenho problema algum com o meu passado e não tenho vergonha, inclusive, eu votei no lula. O Lula foi eleito e reeleito, e a Dilma também, porque a maioria da população acreditava que o PT iria combater a corrupção. Infelizmente, quando eu vi a corrupção acontecendo do mesmo jeito, eu mudei e a população também”, relatou.

O ex-reitor da Ufac afirmou que a população quer um prefeito que resolva os problemas. “Eu acredito que a população queira um prefeito que ande para frente, na educação e segurança. Um morador de um bairro quer ver a calçada pronta ou a rua asfaltada. E eu acho que essa coisa de esquerda ou de direita é uma falsa polêmica. Em todos os partidos tem pessoas boas e também têm as que não estão bem intencionadas”, afirmou.

Segundo turno

Quando questionado sobre quem seria melhor adversário em um possível segundo turno, um petista ou alguém do MDB, Minoru desconversou. “Quero fazer um debate de propostas e o que a gente pode fazer para melhorar a vida das pessoas. Não vou entrar em momento algum em debate ideológico”, afirmou.

Apoio político

O ex-reitor falou das articulações que vêm sendo feitas e comentou acerca de um suposto apoio do PSD, do senador Sérgio Petecão. Minoru aproveitou e mandou um recado para partidos políticos. “Não vou negociar cargos de um possível mandato por troca de apoio político. Muitas vezes as pessoas estão interessadas em ter cargos e não em trabalhar por um projeto que possa melhorar a vida das pessoas. E com a relação ao Petecão, eu ainda não conversei, mas tenho interesse em conversar, e também com outras lideranças”, ponderou.

Por fim, Minoru encerrou a entrevista afirmando que o vice-governador Major Rocha lhe deu autonomia para conduzir as conversas. “O Rocha me deu autonomia. E eu prefiro perder a eleição do que perder a dignidade. Não acredito nessa política que fica agredindo por cargos”, encerrou.

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