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Acre

Mercado de seguros do Acre retorna para a sociedade R$115,8 milhões em 2023

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De acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o mercado de seguros do Acre registrou alta, em 2023, no retorno para a sociedade em pagamentos de indenizações, benefícios, resgates e sorteio, com R$ 115,8 milhões pagos, um crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior. Esse aumento demonstra que as empresas seguradoras estão cumprindo seu papel de proteger os segurados em momentos de dificuldade.

A arrecadação total do setor no Acre atingiu R$ 412,8 milhões em 2023, impulsionada pela procura de produtos como Seguro Condomínio, Empresarial, Transportes, Responsabilidade Civil e Rural. O Seguro Condomínio apresentou um crescimento de 22,3% no ano. Já o Seguro Empresarial teve um crescimento de 28,1%, impulsionado pela recuperação da economia e pela necessidade das empresas se protegerem contra riscos e imprevistos.

Na esteira de resultados positivos, os Seguros de Transportes tiveram alta de 33,7% no estado e os Seguros de Responsabilidade Civil cresceram 24,4%, demonstrando a maior consciência das empresas e profissionais sobre a importância de se protegerem contra riscos de danos a terceiros.

E o Seguro Rural teve um crescimento de 28,5%, movimento explicado pelo presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), Ronaldo Dalcin. “Este produto foi estimulado, entre outros fatores, pela iminência da perda da safra em função das mudanças climáticas, que vêm gerando secas mais severas e volumes de chuvas cada vez maiores e mais frequentes. Como o aquecimento global, infelizmente, segue em evolução, provavelmente os agricultores recorrerão cada vez mais à contratação dos seguros para se protegerem”, aponta.

Seguros em alta no Brasil

De acordo com dados da CNseg, o setor de seguros (exceto DPVAT e Seguro Saúde) registrou em 2023, no Brasil, um crescimento total de 9%. O montante arrecadado ultrapassou a marca dos R$380 bilhões. Já na região sindical que abrange os 13 estados de responsabilidade do Sindsegnne, o crescimento total foi de 6,8%, com arrecadação de mais de R$34 milhões.

No total, o mercado segurador brasileiro retornou para a sociedade, em pagamento de indenizações, benefícios, resgates e sorteios, mais de R$225 bilhões, representando um crescimento de 2,5% em relação a 2022. Na região Norte e Nordeste (exceto Bahia, Sergipe e Tocantins), foram pagos mais de R$8 bilhões pelo setor, com alta de 3,3%, acima da média nacional.

Segundo Ronaldo Dalcin, presidente do Sindsegnne, o resultado positivo de 2023 foi impulsionado, principalmente, pelos produtos destinados a Danos e Responsabilidades. “Os ramos de destaque nos estados sob nossa gestão, apresentando crescimento superior à média nacional, foram Seguro de Crédito e Garantia, com 26% de crescimento e uma arrecadação de R$402,1 milhões em 2023”, aponta.

De acordo com o presidente, o Seguro Rural teve uma evolução de 23,7%, o que equivale a R$711,3 milhões. “O Seguro de Responsabilidade Civil se desenvolveu 18% a mais que em 2022, somando R$165,6 milhões, e a concentração maior deste montante, 67,1%, está distribuída nos estados da região Nordeste que fazem parte do Sindsegnne”, afirma. O Seguro de Vida também seguiu em trajetória de ascensão em 2023, com alta de 12,4%, totalizando R$2,57 bilhões arrecadados.

Para o ano de 2024, o executivo acredita que o mercado de seguros se mantenha com percentuais de crescimento acima do PIB nacional, demonstrando todo o potencial do setor em contribuir para a evolução da economia brasileira. “O mercado de seguros ainda tem bastante espaço para avançar no Brasil e a nossa região está repleta de oportunidades. Nossa expectativa é continuar crescendo, em grande parte amparados pelas ações do Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização (PDMS), iniciativa da CNseg”, prevê.

 

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Acre

Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional

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Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado

No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.

De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.

O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.

No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.

Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.

Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.

Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.

O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.

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Acre

Semana começa com calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva no Acre

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Previsão indica temperaturas elevadas em todo o estado, com chuvas rápidas e baixo risco de temporais

 

A previsão do tempo para esta segunda-feira (23) indica predominância de clima quente em todo o Acre, com sol entre nuvens e ocorrência de chuvas passageiras e pontuais. Em algumas áreas, as pancadas podem ser mais intensas. As informações são do portal O Tempo Aqui.

O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da região de planícies da Bolívia e da selva peruana.

Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o dia será marcado por calor, aumento de nuvens e chuvas rápidas e isoladas, com média probabilidade de ocorrência de chuvas mais fortes, mas com baixa chance de temporais.

A umidade relativa do ar deve variar entre 50% e 60% durante a tarde, alcançando índices entre 85% e 95% ao amanhecer. Os ventos sopram entre fracos e calmos, predominando do norte, com variações ao longo do dia. O risco de ventos fortes é considerado muito baixo.

Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, presença de nuvens e chuvas passageiras. A probabilidade de chuvas fortes é média, enquanto o risco de temporais segue baixo.

Nessas regiões, a umidade mínima deve oscilar entre 55% e 65% no período da tarde, podendo atingir até 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos também permanecem fracos, com baixa possibilidade de rajadas intensas.

As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões do estado, com mínimas variando entre 22°C e 25°C e máximas podendo chegar a 34°C, especialmente nas cidades do interior.

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Acre

Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026

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O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.

Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.

No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.

Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.

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