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MEI precisa redobrar atenção às regras tributárias em 2026

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Mudanças na legislação exigem cuidados com faturamento, impostos e obrigações acessórias

Com a atualização da fórmula tributária em 2026, os microempreendedores individuais (MEIs) devem ficar atentos a novas regras para manter sua regularidade fiscal e evitar problemas com o Fisco. Entre os principais cuidados estão o controle rigoroso do faturamento anual, a emissão correta de notas fiscais e o pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) dentro do prazo.

O limite de faturamento do MEI segue sendo um ponto crítico: ultrapassá-lo pode gerar desenquadramento automático e a necessidade de recolher tributos de forma diferente, com retroatividade. Além disso, qualquer alteração cadastral, como mudança de endereço, atividade econômica ou inclusão de sócio, deve ser registrada imediatamente para evitar inconsistências nos registros fiscais.

O pagamento mensal do DAS, que unifica tributos como INSS, ICMS e ISS, deve ser acompanhado de perto, pois atrasos podem gerar multas e juros. Outra recomendação é manter um controle detalhado de despesas e receitas, facilitando a declaração anual simplificada (DASN-SIMEI) e garantindo a correta apuração de impostos.

Em 2026, a fiscalização eletrônica se intensifica, e a Receita Federal poderá cruzar dados automaticamente para verificar irregularidades. Por isso, MEIs são aconselhados a conservar notas fiscais de compras e vendas, contratos e comprovantes de pagamento por pelo menos cinco anos.

Manter-se atualizado sobre alterações na legislação e contar com apoio contábil especializado pode fazer a diferença para que o MEI continue regular, aproveitando os benefícios do regime simplificado sem surpresas tributárias.

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Acre tem tendência de queda nos casos de dengue em 2026, aponta projeção da FGV e Fiocruz

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Estado deve registrar cerca de 6,5 mil casos prováveis na temporada 2025-2026, número inferior ao do ano anterior; cenário nacional ainda preocupa com 1,8 milhão de casos esperados

A principal forma de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do mosquito. Foto: captadas

Acre acompanha redução nacional de dengue, mas especialistas alertam para prevenção

O Acre está entre os estados com tendência de queda nos casos de dengue durante a temporada 2025-2026, segundo projeção do sistema InfoDengue-Mosqlimate, desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com o levantamento, o Acre deve registrar cerca de 6.478 casos prováveis da doença em 2026, número inferior ao observado na temporada anterior. A redução também é prevista para unidades como Amapá, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Apesar da queda em algumas regiões, o cenário nacional ainda preocupa. A estimativa é de aproximadamente 1,8 milhão de casos de dengue em todo o país no período entre outubro de 2025 e outubro de 2026. Embora elevado, o número representa uma redução significativa em relação a 2024, quando o Brasil ultrapassou 6,5 milhões de notificações.

Cenário atual e variação entre estados

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam que, somente em 2026, o país já acumula mais de 175 mil casos prováveis. Em 2025, foram registrados mais de 1,6 milhão de casos e 1.821 mortes confirmadas.

Os dados mais recentes do MS indicam, somente em 2026, o país já acumula mais de 175 mil casos. Foto: captada 

O estudo também aponta que o comportamento da doença varia entre os estados. Enquanto há previsão de aumento em unidades como Distrito Federal, Minas Gerais e Santa Catarina, outras regiões devem apresentar estabilidade ou redução nos índices.

Prevenção e vacinação

A dengue é uma doença viral transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti e pode variar de quadros leves a formas graves. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas e manchas vermelhas na pele.

A principal forma de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do mosquito, com a eliminação de água parada em recipientes domésticos. Além disso, o Brasil disponibiliza vacina contra a doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando as estratégias de enfrentamento à arbovirose.

O Acre está entre os Estados com tendência de queda nos casos de dengue durante a temporada 2025-2026. Foto: art

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Semana Santa aquece comércio de pescados no Acre; peixarias ampliam horário e vendem até 20 toneladas

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Tradição católica impulsiona procura por peixe na Quaresma; na Ceasa de Rio Branco, Peixaria Rio Purus atende clientes das 4h às 22h e reforça equipe para dar conta da demanda

Durante a Semana Santa que a demanda atinge seu ponto mais alto. Foto: captada 

Com Domingo de Ramos, comércio de pescado no Acre se prepara para maior movimento do ano

Com a chegada do Domingo de Ramos, o comércio de pescados no Acre entra em um dos períodos mais importantes do ano. A tradição católica de evitar carne vermelha durante a Quaresma e a Semana Santa impulsiona o consumo de peixe, aumentando significativamente a movimentação nas peixarias em todo o estado.

Ao longo dos 40 dias que antecedem a Páscoa, a procura cresce de forma gradual, mas é na Semana Santa que a demanda atinge o pico, refletindo diretamente nas vendas e na rotina dos comerciantes, que precisam se adaptar para atender o fluxo de clientes.

Um dos principais pontos de venda em Rio Branco é a Peixaria Rio Purus, localizada na Ceasa. Com mais de uma década de atuação, o local amplia o horário de funcionamento para até 18 horas por dia, começando às 4h da manhã e seguindo até a noite, além de reforçar a equipe para dar conta da demanda.

O negócio carrega forte tradição familiar. O empresário Flávio Santos, que comanda a peixaria ao lado da esposa Samira Sales, segue os passos do pai e do avô, que já trabalhavam com pescado. A experiência acumulada ao longo de três gerações se tornou um diferencial na qualidade dos produtos oferecidos, consolidando a fidelidade dos clientes.

Tambaqui é o carro‑chefe

Entre os produtos mais procurados na Ceasa, o tambaqui se destaca como o carro-chefe. O peixe é vendido diariamente em diferentes cortes e com preparo personalizado, garantindo praticidade para os consumidores. Durante o período, a peixaria chega a comercializar cerca de 20 toneladas de pescado, com expectativa de até 8 toneladas apenas na Semana Santa.

Os produtos mais procurados, o tambaqui se destaca. O peixe é vendido diariamente em diferentes cortes. Foto: captada 

Para atender à alta demanda, a logística é intensificada desde o início da Quaresma. A equipe praticamente dobra de tamanho e o abastecimento é reforçado, com os peixes sendo armazenados adequadamente até a Sexta-feira Santa. Além do atendimento ao consumidor final, o negócio também fornece para restaurantes e marmitarias nas regionais do estado.

Desafios e importância do período

Apesar do crescimento nas vendas, os comerciantes ainda enfrentam desafios, como a dificuldade em obter algumas espécies mais procuradas. Mesmo assim, o período é visto como essencial para o setor. Além de fortalecer o faturamento, a Semana Santa também ajuda a consolidar o hábito de consumo de pescado ao longo de todo o ano, garantindo continuidade para o negócio mesmo após o período religioso.

Os comerciantes ainda enfrentam desafios, como a dificuldade em obter algumas espécies mais procuradas. Foto: captada 

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Escassez de gado trava abates e empurra mercado do boi gordo para novo ciclo de alta

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Esse comportamento fortalece o poder de barganha do produtor e reduz a pressão de oferta sobre o mercado

O avanço recente foi impulsionado por reajustes diários nas negociações. Foto: captada 

Fatores externos continuam influenciando a formação de preços no curtíssimo prazo. Entre eles, destacam-se o avanço da cota chinesa e o cenário geopolítico internacional

O mercado do boi gordo voltou a ganhar força no Brasil e já opera acima de importantes referências, com destaque para São Paulo, onde a arroba rompeu a barreira dos R$ 350/@. O movimento, que vinha sendo esperado por analistas, se consolida em meio a um cenário de oferta restrita de animais terminados, escalas de abate encurtadas e firmeza na ponta vendedora, fatores que vêm sustentando a valorização da arroba em diversas regiões do país.

De acordo com dados de mercado levantados por consultorias e veículos especializados, o “boi-China” já alcança R$ 353/@ em São Paulo, enquanto o boi gordo destinado ao mercado interno gira em torno de R$ 350/@. O avanço recente foi impulsionado por reajustes diários nas negociações, refletindo a dificuldade das indústrias em alongar suas escalas diante da escassez de animais prontos para abate.

Esse cenário também se reflete na operação dos frigoríficos, que atualmente trabalham com programações médias de apenas seis dias úteis, um nível considerado apertado para o padrão da indústria. Com isso, a tendência de curto prazo segue sendo de sustentação — ou até novas altas — nos preços da arroba.

Oferta curta mantém mercado firme e trava quedas

A principal explicação para esse movimento está na oferta. O volume de animais terminados segue limitado, e os pecuaristas, favorecidos por boas condições de pastagem, conseguem reter o gado no campo e negociar com mais cautela, evitando vendas abaixo das referências atuais.

Esse comportamento fortalece o poder de barganha do produtor e reduz a pressão de oferta sobre o mercado. Como resultado, mesmo com um consumo doméstico mais moderado, os preços seguem firmes.

Além disso, fatores externos continuam influenciando a formação de preços no curtíssimo prazo. Entre eles, destacam-se o avanço da cota chinesa e o cenário geopolítico internacional, que impactam diretamente o fluxo de exportações e a precificação da carne bovina brasileira.

Preços do boi gordo nas principais praças do país

Levantamentos recentes mostram que o boi gordo já opera em patamares elevados nas principais regiões produtoras:

  • São Paulo (SP): R$ 353,42/@ (a prazo)
  • Goiás (GO): R$ 338,57/@
  • Minas Gerais (MG): R$ 342,65/@
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 340,45/@
  • Mato Grosso (MT): R$ 346,42/@

Os números reforçam a uniformidade da firmeza no mercado físico, com poucas variações negativas entre as praças.

Atacado ainda patina e consumo limita avanços

Apesar da valorização da arroba, o mercado atacadista apresenta um ritmo mais lento. O escoamento da carne bovina segue moderado, com o consumidor priorizando proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos.

Atualmente, os cortes no atacado operam nos seguintes níveis:

  • Quarto traseiro: R$ 27,30/kg
  • Dianteiro: R$ 21,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 19,50/kg

Esse cenário limita movimentos mais agressivos de alta no curto prazo, embora não seja suficiente para derrubar os preços da arroba, dada a restrição de oferta.

Mercado futuro reforça expectativa de alta

No mercado futuro, o viés também é positivo. Os contratos do boi gordo seguem em valorização, com destaque para o vencimento de maio de 2026, negociado a R$ 357,80/@, registrando alta de 1,39% no pregão recente.

A leitura do mercado é clara: a expectativa ainda é de continuidade da valorização no curto prazo, sustentada pela escassez de oferta.

Apesar do momento favorável ao pecuarista, há sinais de possível reversão no horizonte. A tendência de redução das chuvas ao longo dos próximos meses pode impactar diretamente as pastagens, reduzindo a capacidade de retenção de animais no campo.

Com isso, a expectativa é de que a oferta de boiadas aumente no segundo trimestre, o que pode pressionar os preços da arroba e alterar o atual ciclo de alta.

Resumo do cenário atual

O mercado do boi gordo vive um momento de forte sustentação, impulsionado por uma combinação de fatores:

  • Oferta restrita de animais terminados
  • Escalas de abate curtas nos frigoríficos
  • Exportações ainda relevantes
  • Pecuariastas mais capitalizados e seletivos nas vendas

Enquanto esse equilíbrio se mantiver, a arroba deve continuar em patamares elevados — e não está descartado que novas máximas sejam registradas no curto prazo.

O volume de animais terminados segue limitado, e os pecuaristas, favorecidos por boas condições de pastagem. Foto: AI 

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