Cotidiano
Março choveu mais que o esperado para o mês em todo o estado, diz Defesa Civil
Dados da ANA revelam que estado recebeu 233,2 mm de chuva no mês passado, superando os 230 mm esperados; janeiro e fevereiro ficaram com déficit hídrico

O monitoramento é feito através dos pluviômetros, que são instrumentos que medem a quantidade de chuva que caiu, instalados nas plataformas no Rio Acre. Foto: Marcus José
O mês de março choveu mais do que previsto pela Defesa Civil Estadual. De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), choveu 233,2 milímetros e era esperado um acumulado de 230 mm. Em abril, está previsto 190 mm de água.
Durante a cheia do Rio Acre, a previsão já era de muita chuva, nas regionais. Contudo, somente março ultrapassou em quantidade de chuvas.
- Em janeiro, era aguardado 289 mm e apenas 172 mm de chuva caíram só em Rio Branco
- Em fevereiro, a previsão era de 277 mm, porém só choveu 219,8 mm
A ANA é uma entidade federal que regula e fiscaliza o uso dos recursos hídricos no Brasil e é vinculada ao Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O monitoramento é feito através dos pluviômetros, que são instrumentos que medem a quantidade de chuva que caiu, instalados nas plataformas no Rio Acre.
Em outubro de 2024, a meteorologia já havia alertado para o fenômeno La Niña, que traria um volume de chuvas acima da média a partir de dezembro. Para o Brasil, os efeitos clássicos do La Niña são:
- Aumento de chuvas no Norte e no Nordeste;
- Tempo seco no Centro-Sul, com chuvas mais irregulares;
- Tendência de tempo mais seco no Sul;
- Condição mais favorável para a entrada de massas de ar frio no Brasil, gerando maior variação térmica.

A ANA, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, realiza as medições através deRede de pluviômetros instalados às margens do Rio Acre. Foto: arquivo
Monitoramento de chuvas no Acre apresenta resultados mistos
O terceiro mês do ano trouxe uma surpresa para os acreanos: enquanto janeiro e fevereiro registraram menos chuva do que o previsto, março ultrapassou as expectativas dos meteorologistas. Segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA):
Comparativo mensal:
-
Janeiro:
- Previsão: 289 mm
- Realizado: 172 mm (deficit de 40,5%)
-
Fevereiro:
- Previsão: 277 mm
- Realizado: 219,8 mm (deficit de 20,6%)
-
Março:
- Previsão: 230 mm
- Realizado: 233,2 mm (superávit de 1,4%)
Sistema de monitoramento:
A ANA, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, realiza as medições através de:
Rede de pluviômetros instalados às margens do Rio Acre
Plataformas de coleta de dados hidrológicos
Análise integrada com órgãos estaduais
Próximas previsões:
Para abril, os modelos indicam:
• Volume esperado: 190 mm
• Período crítico para o regime do Rio Acre
• Necessidade de monitoramento contínuo
Contexto regional:
O comportamento irregular das chuvas em 2025:
- Explica as variações no nível do Rio Acre
- Impacta a agricultura e o abastecimento hídrico
- Demonstra a complexidade dos padrões climáticos na Amazônia
A Defesa Civil Estadual mantém alerta para possíveis extremos climáticos e reforça a importância do acompanhamento diário das previsões, especialmente durante o período chuvoso na região.
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Acre registra 605 vítimas de estupro e estupro de vulnerável em 2025; 80% dos casos envolvem crianças e adolescentes
Dados do Ministério da Justiça apontam 482 ocorrências de estupro de vulnerável no estado; maioria das vítimas é do sexo feminino

Agosto foi o mês com maior número de registros, com 16 vítimas, seguido de março, com 13. O menor número ocorreu em novembro, com cinco casos. Foto: ilustrativa
O Acre contabilizou 605 vítimas de estupro e estupro de vulnerável ao longo de 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) , do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A maior parte dos registros foi de estupro de vulnerável.
Do total, 482 vítimas correspondem a casos de estupro de vulnerável, enquanto 123 são de estupro. Os números indicam que quase 80% das ocorrências registradas no estado no período envolvem vítimas consideradas vulneráveis pela legislação.
Entre os 482 casos de estupro de vulnerável, a maioria das vítimas é do sexo feminino: 453 registros. Também foram contabilizadas 28 vítimas do sexo masculino e um caso sem informação de sexo.
Os meses com maior número de registros foram outubro, com 53 casos; novembro, com 51; e junho, com 47 ocorrências. Dezembro apresentou o menor número no ano, com 23 vítimas.
A taxa registrada foi de 54,50 casos por 100 mil habitantes.
Estupro
Nos casos classificados como estupro, foram 123 vítimas ao longo de 2025. Destas, 121 são mulheres e duas são homens.
Agosto foi o mês com maior número de registros, com 16 vítimas, seguido de março, com 13. O menor número ocorreu em novembro, com cinco casos.
A taxa foi de 13,91 vítimas por 100 mil habitantes.
Variação em relação a 2024
Na comparação com o ano anterior, o levantamento aponta redução de 13,93% nos casos de estupro de vulnerável e queda de 41,43% nos registros de estupro.
Os dados são informados pelos estados ao Ministério da Justiça e consolidados no Sinesp, sistema oficial de monitoramento dos indicadores de segurança pública no país.
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Polícia Civil desmente áudios sobre supostos sequestros de crianças em Acrelândia e alerta para disseminação de fake news
Investigação identifica autores de gravações que causaram pânico na população; autoridades enfatizam que não há registro de casos e pedem que moradores verifiquem informações antes de compartilhar
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Acrelândia, informou nesta segunda-feira (3) que os áudios que circulam em grupos de WhatsApp sobre supostas tentativas de sequestro de crianças no município não procedem. De acordo com a instituição, não há qualquer materialidade que comprove sequestro ou tentativa de sequestro de menores na cidade, o que configura mais um caso de disseminação de informações falsas pelas redes sociais.
A equipe policial identificou e ouviu as pessoas mencionadas nas gravações e constatou que as informações divulgadas não passam de boatos. Os áudios, que ganharam ampla circulação entre moradores locais, causaram preocupação e alarme na comunidade, mobilizando pais de família e gerando clima de tensão no município. A PCAC reforça que não foram registradas ocorrências que confirmem as narrativas veiculadas nas mensagens de áudio.
A Polícia Civil informou ainda que mantém apuração sobre a origem e a disseminação dos áudios, com o objetivo de identificar os responsáveis pela propagação das fake news. A instituição orienta a população a não compartilhar informações sem confirmação oficial e a procurar imediatamente a delegacia para registrar ocorrência diante de qualquer situação suspeita. A PCAC ressalta que a verificação prévia de conteúdos evita o alarmismo desnecessário e preserva a segurança da comunidade.
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Sena Madureira registra 150 pacientes em tratamento para hepatites virais e 15 novos casos em 2025; Saúde reforça alerta para prevenção
Doenças silenciosas como hepatite B e C podem evoluir sem sintomas; vacinação, testagem rápida e cuidados de higiene são principais formas de prevenção

As autoridades de saúde de Sena Madureira estão em alerta diante do número de pessoas diagnosticadas com hepatites virais no município. Atualmente, cerca de 150 pacientes estão em tratamento e, somente em 2025, já foram confirmados 15 novos casos, segundo dados da rede municipal de saúde .
O que são e como são transmitidas
As hepatites virais são doenças infecciosas que atingem o fígado e podem ser causadas por diferentes tipos de vírus, sendo os mais comuns os dos tipos A, B e C . A transmissão varia conforme o tipo: pode ocorrer por meio de água ou alimentos contaminados (no caso da hepatite A), relações sexuais desprotegidas, contato com sangue contaminado, compartilhamento de objetos perfurocortantes ou da mãe para o filho durante a gestação (hepatites B e C) .
Sintomas e diagnóstico precoce
Entre os principais sintomas estão cansaço, febre, mal-estar, enjoo, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados (icterícia). No entanto, em muitos casos, especialmente nas hepatites B e C, a doença pode evoluir de forma silenciosa, sem apresentar sintomas por anos, o que dificulta o diagnóstico precoce .
Tratamento disponível
O tratamento depende do tipo de hepatite. A hepatite A geralmente é autolimitada e requer acompanhamento médico, repouso e hidratação. Já as hepatites B e C podem necessitar de medicamentos antivirais específicos, disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) , com o objetivo de controlar a infecção e evitar complicações como cirrose e câncer de fígado .
Prevenção é aliada
A prevenção é considerada a principal aliada no combate à doença. Entre as medidas recomendadas estão :
-
Vacinação contra as hepatites A e B;
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Uso de preservativos nas relações sexuais;
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Não compartilhar seringas, agulhas ou objetos cortantes;
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Cuidados com a higiene e consumo de água tratada.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da testagem rápida e do acompanhamento médico regular, destacando que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e melhora na qualidade de vida dos pacientes .


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