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Acre

Mãe acusa médico de negligência após morte de bebê em parto no interior do AC: ‘queremos justiça’

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Ana Caroline Silva relata que chegou com perda de líquido ao Hospital da Família de Porto Walter, e que por conta da gravidez de risco, pediu para ser levada a Cruzeiro do Sul, o que o médico teria negado. Criança nasceu, porém com poucos batimentos cardíacos, e morreu poucas horas depois. Ministério Público disse que vai apurar o caso.

Ana Caroline e o marido, Cláudio Roque, já são pais de Ana Clara, e aguardavam o nascimento de Ana Luíza — Foto: Arquivo pessoal

Ana Caroline temia pela delicadeza da gravidez, e queria ir à cidade vizinha, onde a família acreditava que a estrutura do hospital seria melhor. Ela chegou a assinar documentos para solicitar a transferência, mas, segundo ela, o médico que a atendeu não fez o pedido.

“Dei entrada no hospital às 4h da manhã do domingo, com perda de líquido e cólicas. Minha gravidez era de alto risco, fiquei em observação o domingo todo. Quando foi na segunda-feira, a enfermeira fez toda a papelada do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) para me encaminharem à cidade de Cruzeiro do Sul, mas o médico de plantão não pediu o TFD”, relata.

 

Às 9h da manhã da segunda-feira (4), ela entrou em trabalho de parto, e continuou a pedir que o médico solicitasse transporte para Cruzeiro do Sul. Sem ter o pedido atendido, ela permaneceu em Porto Walter, até que houve a troca de plantão e um novo médico chegou. O profissional explicou que, naquele momento, com oito centímetros de dilatação, não haveria mais tempo para ela ser transferida, e o parto ocorreu. A criança nasceu com poucos batimentos, e morreu poucas horas após o parto.

“Às 18h30 entrei para a sala de parto, e na troca de plantão, às 19h, segundo o médico que chegou em seguida no meu parto, não dava mais tempo de me encaminhar pra Cruzeiro do Sul, porque eu já estava com 8cm dilatados. [O segundo médico] disse que se fosse ele teria chamado o TFD. Tive um parto prolongado, minha filha nasceu com vida, poucos batimentos, mas ainda tinha vida. A equipe tentou reanimá-la, mas não conseguiram. Ela nasceu às 20h30, e às 10h30 chegou a óbito”, lamenta.

 

Apuração

 

A família atribui a responsabilidade pela morte da criança ao médico que fez o primeiro atendimento a Ana Caroline. A mãe pretende, inclusive, levar o caso à Justiça. Com a repercussão do caso na região, o Ministério Público do Acre (MP-AC) informou que vai instaurar um procedimento de notícia de fato para apurar se houve negligência ou falhas no atendimento.

De acordo com órgão estadual, a Promotoria de Justiça Cível de Cruzeiro do Sul estabeleceu o prazo de 10 dias para que a unidade esclareça os procedimentos que foram adotados diante do estado de saúde de Ana Caroline.

“O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Substituto André Pinho e visa apurar possíveis falhas no atendimento à parturiente”, afirma o MP.

g1 entrou em contato com a direção do Hospital da Família de Porto Walter, que informou que a situação já está sendo apurada para que as respostas sejam encaminhadas no prazo determinado pelo Ministério Público.

Indignada, Ana Caroline diz que espera pelos esclarecimentos, e que confia na atuação do MP no caso.

“Queremos justiça!”, finaliza.

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Acre

Nota pública sobre o Carnaval da Família

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O governo do Estado do Acre informa à população que, em razão da situação atual do Rio Acre, que se encontra acima da cota de transbordamento, não realizará, neste ano, o tradicional Carnaval da Família.

A decisão foi tomada com base na responsabilidade com a segurança da população e na prioridade absoluta às ações de monitoramento, prevenção e atendimento às famílias afetadas ou em risco em decorrência da elevação do nível do rio.

Neste momento, todos os esforços do governo estão concentrados no enfrentamento dos impactos causados pela cheia, garantindo assistência social, logística e suporte às defesas civis municipais.

O governo do Acre agradece a compreensão da sociedade e reforça seu compromisso com a proteção da vida e o bem-estar da população acreana.

Governo do Estado do Acre

 

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre

Mapa libera híbrido de milho de alto desempenho para a safrinha no Acre

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 23, uma portaria que atualiza o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) do milho de segunda safra e do milho consorciado com braquiária para o ano-safra 2025/2026. A norma inclui oficialmente a cultivar DM2890 entre os materiais aptos ao plantio em diversos estados.

No Acre, o DM2890 passa a integrar o ZARC do milho de segunda safra, conforme a Portaria SPA/MAPA nº 384, e também o zoneamento do milho consorciado com braquiária – 2ª safra, por meio da Portaria SPA/MAPA nº 398. A inclusão é considerada relevante para o planejamento da produção agrícola no estado, já que o ZARC é referência obrigatória para acesso ao crédito rural, ao seguro agrícola e a outros instrumentos de política pública.

O DM2890 é um híbrido de milho convencional de alto desempenho, desenvolvido pela GDM Genética do Brasil S/A, sob a marca DONMARIO Sementes. Lançado com foco na safrinha da região tropical e no Cerrado brasileiro, o material é reconhecido pelo alto teto produtivo e pela boa adaptação a plantios de abertura característica estratégica para regiões com desafios climáticos semelhantes aos enfrentados no Acre.

Entre as principais características agronômicas do híbrido estão o ciclo precoce e o tipo de grão semidentado, com peso médio de mil grãos de 343,1 gramas. O material também apresenta excelente sanidade foliar e boa tolerância ao complexo de enfezamentos, fatores que contribuem para maior estabilidade produtiva em diferentes ambientes.

Em termos de desempenho, o DM2890 tem registrado produtividades superiores a 170 sacas por hectare em áreas de avaliação no Cerrado, como no município de Rio Verde (Goiás). Além da produção de grãos, o híbrido é recomendado para silagem, ampliando as possibilidades de uso tanto para agricultores quanto para sistemas integrados de produção.

A recomendação técnica do material é voltada especialmente para a safrinha na região tropical e no Cerrado, perfil que se aproxima das condições de parte significativa das áreas agrícolas do Acre. O híbrido integra o portfólio de alta performance da DONMARIO (GDM), que reúne materiais convencionais e com tecnologias adaptadas às exigências produtivas do Centro-Oeste e do Norte do país.

Além do Acre, a Portaria SPA/MAPA nº 3 inclui o DM2890 no zoneamento de estados como Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Tocantins, reforçando a abrangência nacional da cultivar na safra 2025/2026.

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Acre

Confaz atualiza base de cálculo do ICMS sobre etanol no Acre a partir de fevereiro

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Foto: reprodução/Poder360

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23) ato que atualiza os preços médios ponderados ao consumidor final (PMPF) dos combustíveis utilizados como base de cálculo do ICMS em todo o país. As novas referências passam a vigorar a partir de 1º de fevereiro, com impacto direto na arrecadação estadual e na formação de preços no mercado.
No Acre, o ato estabelece o PMPF de R$ 5,2254 por litro para o álcool etílico hidratado combustível (AEHC). O valor serve como parâmetro fiscal e não representa, necessariamente, o preço final praticado nos postos, mas influencia diretamente o cálculo do ICMS incidente sobre o combustível no estado.

Segundo o documento, não houve definição de PMPF para outros combustíveis no Acre, como querosene de aviação (QAV), gás natural veicular (GNV), gás natural industrial (GNI) e óleo combustível, o que indica a ausência de adoção desses parâmetros específicos pelo estado neste ato.

O PMPF é utilizado pelos estados para padronizar a base de cálculo do ICMS, reduzir distorções fiscais e combater a evasão tributária no setor de combustíveis. Na prática, mesmo que o preço nas bombas oscile, o imposto estadual é calculado com base nesse valor médio definido nacionalmente a partir de informações fornecidas pelas próprias unidades federativas.

No Acre, onde os custos logísticos e a dependência do abastecimento de outros estados influenciam fortemente os preços, a definição do PMPF do etanol tem reflexos tanto na arrecadação estadual quanto na competitividade do combustível em relação à gasolina.

Enquanto o estado fixa o PMPF do AEHC em pouco mais de R$ 5,22, outras unidades da federação apresentam valores distintos, refletindo diferenças regionais de oferta, logística e consumo. O ato também registra ajustes e reduções de PMPF em determinados combustíveis em outros estados, sinalizando mudanças fiscais em resposta às condições de mercado.

A íntegra do ato foi assinada pelo secretário-executivo do Confaz, Carlos Henrique de Azevedo Oliveira.

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