Brasil
Lula diz que Campos Neto é “teimoso” e “tinhoso”, mas que juros vão baixar
Para o presidente, “não tem mais explicação” a manutenção da taxa básica de juros no patamar em que está, de 13,75%.
Correio Braziliense
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a mandar recado para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao falar sobre a demora na redução dos juros no Brasil. “A inflação tá caindo e logo, logo vai começar a baixar a taxa de juros, porque o presidente do Banco Central é teimoso, é tinhoso, mas não tem mais explicação”, disse Lula nesta terça-feira (11/7), durante a live semanal que promove nas redes sociais, a Conversa com o Presidente.
“Você percebe que as pessoas que estavam pessimistas estão vendo que o dólar caiu, estão vendo a economia crescer, estão vendo sinais de que o salário vai crescer, o emprego vai crescer, ou seja, as pessoas estão ficando mais otimistas”, avaliou.
O petista disse ainda que é preciso “ter tranquilidade” e que não se pode “fazer mágica”. “Tem um jogo que tem que jogar. Tem que ver as expectativas dos trabalhadores, empresários, varejistas. Mas precisamos ter o olho nas pessoas mais necessitadas”, emendou.
O Banco Central vem sendo alvo de críticas do governo há meses pelo patamar da taxa básica de juros (Selic), que está em 13,75% ao ano desde agosto do ano passado. Nesta terça, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,08% no mês de junho, o que reforça o cenário favorável para que a autoridade monetária diminua os juros na próxima reunião do Conselho do BC, em agosto.
Reforma
Lula comemorou também as recentes vitórias do governo com a aprovação da reforma tributária e do voto qualificado do Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais) no Congresso na última semana. Lula elogiou a atuação do relator da reforma na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-AL), e dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
“As pessoas querem que a economia cresça, querem que esse crescimento seja repartido entre todos os brasileiros, as pessoas querem trabalhar, querem ganhar mais, as pessoas querem ter escola de de qualidade e tudo isso é o que a gente está tentando construir reduzindo a capacidade de pagamento de imposto, mas aumentando a quantidade de pessoas que vão pagar. O governo pode cobrar menos, mas arrecada mais porque tem mais gente pagando. E a gente então inibe a sonegação”, disse Lula sobre a reforma.
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Brasil
Mega-Sena 2984 sorteia prêmio de R$ 75 milhões. Confira

A Caixa Econômica Federal sorteia, neste sábado (14/3), os concursos 2984 da Mega-Sena, 3636 da Lotofácil, 6976 da Quina, 2367 da Timemania, 1188 do Dia de Sorte e 337 da +Milionária.
Os sorteios serão realizados no Espaço da Sorte, em São Paulo, a partir das 21h. A Mega-Sena está acumulada e o prêmio é estimado em R$ 75 milhões.
Os sorteios podem ser acompanhados ao vivo pela página da Caixa Econômica no YouTube. O resultado é publicado em tempo real no Metrópoles.
Loterias em apuração. Aguarde.
Como apostar na Mega-Sena
Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Brasil
Português é expulso de ônibus após cometer racismo contra brasileiro

Um brasileiro foi alvo de xenofobia e racismo em um ônibus na cidade de Porto, em Portugal, na última quinta-feira (12/3). A vítima filmou o homem que o agrediu verbalmente e o vídeo viralizou nas redes
Entre as ofensas, o agressor utilizou termos depreciativos e mandou o imigrante “voltar para a sua terra”. Além disso, disse que “já havia matado pretos nas guerras coloniais e que agora os pretos estavam todos aqui”.
O cidadão português também agrediu verbalmente uma passageira sentada na parte traseira do veículo. Os demais passageiros que presenciaram a cena não ignoraram as ofensas e confrontaram o agressor, exigindo respeito.
O episódio terminou com a expulsão do homem do transporte público, após o motorista ordenar que ele desembarcasse e ameaçar não seguir viagem se ele não se retirasse.
O homem então se dirigiu à saída, mas agrediu fisicamente o motorista no caminho. Após ser contido, ele foi retirado do veículo.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Brasil
Irã promete retaliação por ataque dos EUA à Ilha Kharg

Foto: Reuters/Planet Labs PB
O Irã advertiu que poderá atingir alvos selecionados, incluindo “esconderijos” dos EUA nos Emirados Árabes Unidos (EAU), e alertou civis a evacuarem áreas específicas neste sábado, projetando uma postura desafiadora depois que forças dos EUA atingiram na véspera instalações militares em seu principal centro de petróleo.
Algumas operações de carregamento de petróleo foram suspensas no emirado de Fujairah dos EAU, um importante centro de abastecimento de combustível e terminal de exportação de petróleo bruto do país, disseram fontes da indústria e do comércio, com imagens de TV mostrando nuvens de fumaça escura e espessa subindo no ar.
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Um porta-voz militar iraniano pediu que as pessoas nos Emirados Árabes Unidos evacuassem portos, docas e “esconderijos norte-americanos”, dizendo que as forças dos EUA tinham como alvo as ilhas iranianas a partir dessas áreas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar a infraestrutura de petróleo do centro da ilha de Kharg, no Irã, a menos que Teerã pare de atacar as embarcações no Estreito de Ormuz, aviso que poderá agitar ainda mais os mercados que estão lidando com uma interrupção histórica no fornecimento.
Trump combinou seu ultimato de sexta-feira com uma publicação nas redes sociais dizendo que os EUA haviam “destruído totalmente” alvos militares na ilha, o terminal de exportação de 90% dos embarques de petróleo do Irã, que fica a cerca de 500 km a noroeste do estreito.
À medida que a guerra entra em sua terceira semana, o Irã, no entanto, minimizou a extensão dos danos em Kharg, ameaçando intensificar o uso de armas mais poderosas e alertando que partes dos Emirados Árabes Unidos são um alvo legítimo.
“Declaramos aos líderes dos Emirados Árabes Unidos que o Irã considera um direito legítimo defender sua soberania nacional e seu território, tendo como alvo a origem dos lançamentos de mísseis inimigos norte-americanos nos portos marítimos, docas e abrigos militares dos EUA escondidos em algumas cidades dos Emirados Árabes Unidos”, disse um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã.
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O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos não respondeu imediatamente à acusação iraniana de que o ataque à Ilha de Kharg se deu por meio do país.
Nove mísseis balísticos e 33 drones foram lançados do Irã em direção aos Emirados Árabes Unidos no sábado, informou o Ministério da Defesa.
O Irã alertou moradores para que deixem as áreas próximas ao porto de Jebel Ali, em Dubai, ao porto de Khalifa, em Abu Dhabi, e ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e disse ter como alvo as filiais de bancos norte-americanos no Golfo Pérsico.
Fujairah, fora do Estreito de Ormuz, é a roda de saída de cerca de 1 milhão de barris por dia do petróleo bruto Murban dos Emirados Árabes Unidos — volume equivalente a cerca de 1% da demanda mundial.
Trump disse no sábado que muitos países estariam enviando navios de guerra junto com os Estados Unidos para abrir o Estreito de Ormuz. Ele não forneceu detalhes sobre quais países fariam isso, mas em sua postagem no Truth Social ele disse que esperava que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, a Reino Unido e outros enviassem navios para a área.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que substituiu seu pai morto, disse que a hidrovia estratégica deve permanecer fechada como uma ferramenta de pressão.
O Comando Central dos EUA disse no sábado que suas forças atingiram mais de 90 alvos militares iranianos na Ilha Kharg, destruindo locais como instalações de armazenamento de minas navais e bunkers de armazenamento de mísseis.
Nos bastidores, o ressentimento já vinha crescendo nas capitais árabes do Golfo Pérsico por terem sido arrastadas para uma guerra que não iniciaram nem endossaram, mas que agora estão pagando econômica e militarmente, disseram fontes regionais à Reuters.
Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, disse em um post no sábado: “A estratégia iraniana, que reflete sua incapacidade de confrontar os ataques dos EUA e de Israel, tendo como alvo os estados árabes do Golfo, revela uma impotência militar, uma falência moral e um isolamento político.”

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