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Lira elogia sistema eleitoral, mas pede projeto sobre urna que ‘sirva a todos’
À CNN, presidente da Câmara disse esperar que Ciro Nogueira tenha ‘autonomia’ na Casa Civil e comentou sobre propostas envolvendo código e reforma eleitoral

Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira (PP – AL) – Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Giovanna Galvani, da CNN, em São Paulo
Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (04), Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que confia nas urnas eletrônicas para a realização de eleições, mas que espera que a Casa chegue a um texto que “sirva a todos”.
“O sistema brasileiro é confiável, não tem o que dizer a respeito dele. Mas uma grande parcela da população coloca dúvidas sobre o resultado do pleito. Nao é conveniente, para qualquer um que seja eleito, uma eleição contestada”, declarou Lira.
“Se nós pudermos achar uma maneira adequada de fazer com que essas versões sejam esclarecidas, o parlamento é o fórum específico para isso. Se pudéssemos chegar a uma saida que sirva a todos, seria o ideal”, concluiu.
Lira também comentou sobre a ida de seu colega de partido Ciro Nogueira (PP-PI) à Casa Civil. O senador será empossado hoje em uma sessão exclusiva para sua transição ao cargo. O movimento feito pelo governo Bolsonaro indica vontade de “interlocução política”, disse o presidente da Casa.
Para Lira, Ciro Nogueira precisa “organizar o governo para que tenha uma linguagem só, e para que os ministérios deixem de funcionar como ilhas”. “Torço para que ele tenha todo tipo de possibilidades e autonomia para desempenhar seu papel com plenitude”, acrescentou.
Lira ainda disse que a “maior marca” que quer deixar em seu mandato na chefia da Casa é oferecer à população um enfrentamento às “versões” na política.
Projetos na Câmara
O presidente da Casa também falou sobre outras propostas em tramitação, como o projeto de novo Código Eleitoral. Lira criticou alegações de que possíveis mudanças tenham sido feitas de forma apressada. O grupo de trabalho formado para formular a nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC) concluiu na terça-feira (03) a primeira versão do texto.
“Aqui nada é feito açodado. Temos tido excelentes discussões no Plenário, os temas são debatidos intensamente, e, numa matéria como essa, é triste que pessoas que se dizem inteiradas do assunto façam juízo de valor”, disse. Um das críticas rebatidas foi a de que o novo Código excluiria a obrigatoriedade de financiamento de campanhas femininas. “Está na Constituição, não precisa estar no Código”.
“Estão confundindo a reforma que está sob a relatoria da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que deve ser votada comissão hoje e deverá ir a Plenário nessa semana ou na próxima, do código de processo eleitoral que deve ser votado em agosto ou setembro após muitas discussões”, declarou.
Ainda sobre o Código, porém, Lira sinalizou que considera justo novos debates sobre limites estabelecidos para a divulgação de pesquisas eleitorais. “O que não é justo com quem disputa eleição é uma pesquisa dá, a dois dias da eleição, uma discrepância de 30 pontos atrás e você chega no dia empatado”, afirmou.
Sobre a PEC relativa ao sistema eleitoral — relatada por Renata Abreu —, Lira teceu mais comentários sobre a necessidade, para ele, de diminuir a quantidade de partidos políticos para “acabar de vez com governo de coalizão”.
“Com essa quantidade de partidos, é muito difícil o sistema brasileiro se por em pé sem muitos sobressaltos. A cláusula de barreira também é importante para diminuir a quantidade de legendas partidárias que tem acesso ao Congresso Nacional”, disse.
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Novo comprimido reduz colesterol e pode ajudar a prevenir infarto
Medicamento oral experimental pode facilitar tratamento de pacientes com alto risco cardiovascular, reduzindo o chamado “colesterol ruim”
Um comprimido experimental de uso diário conseguiu reduzir em até 60% os níveis de colesterol LDL — conhecido como “colesterol ruim” — em pacientes com alto risco cardiovascular. Os resultados foram publicados em 4 de fevereiro no New England Journal of Medicine e indicam um possível avanço no tratamento da doença.
O estudo clínico incluiu cerca de 2.900 participantes, que já apresentavam colesterol elevado mesmo com o uso de terapias tradicionais, como as estatinas. Após aproximadamente 24 semanas, os pacientes que receberam o novo medicamento tiveram uma queda significativa nos níveis de LDL.
Como o comprimido age no organismo
O medicamento pertence a uma classe chamada inibidores de PCSK9, considerada uma das mais eficazes no controle do colesterol. Na prática, ele atua no fígado, bloqueando uma proteína que dificulta a eliminação do colesterol LDL do sangue. Com essa ação, o organismo passa a remover mais gordura da circulação, reduzindo os níveis considerados perigosos para o coração.
Esse mecanismo já é utilizado por medicamentos injetáveis disponíveis atualmente. A principal diferença é que o novo tratamento é feito por via oral, o que pode tornar o uso mais simples no dia a dia.
Os pesquisadores observaram reduções expressivas do colesterol mesmo entre pacientes que já utilizavam outros remédios. Isso sugere que o comprimido pode ser uma alternativa para quem não consegue atingir as metas apenas com os tratamentos tradicionais.
Apesar dos resultados positivos, os cientistas destacam que ainda são necessários estudos mais longos para confirmar se a redução do colesterol também leva, de fato, à diminuição de eventos como infarto e AVC.
O colesterol LDL é chamado de “ruim” porque pode se acumular nas paredes das artérias, formando placas que dificultam a passagem do sangue.
Com o tempo, esse processo pode levar ao entupimento dos vasos e aumentar o risco de problemas graves, como infarto e acidente vascular cerebral. Por isso, manter os níveis controlados é uma das principais formas de prevenir doenças cardiovasculares.
Hoje, o tratamento do colesterol alto costuma envolver mudanças no estilo de vida e uso de medicamentos como as estatinas. Em casos mais difíceis de controlar, são indicadas terapias mais potentes, muitas vezes aplicadas por injeção.
Se aprovado, o novo comprimido pode ampliar as opções de tratamento e facilitar a adesão dos pacientes, especialmente daqueles que têm dificuldade com terapias injetáveis ou não atingem os níveis ideais de colesterol.
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PF é ferido por flecha em operação contra garimpo ilegal em Roraima
Um policial federal, de 31 anos, foi atingido por uma flecha no braço durante uma operação de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nesta quinta-feira (19).
O agente foi socorrido no local por colegas do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), unidade especializada em ações de alto risco. A equipe realizou a imobilização do braço e manteve a flecha estabilizada até a chegada ao Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista.
Na unidade de saúde, exames apontaram que a flecha atravessou o braço esquerdo do policial e ficou alojada no osso. Apesar da gravidade do ferimento, ele apresentava quadro estável e sem sinais de choque. O agente foi encaminhado para avaliação cirúrgica para retirada do objeto e permanece internado sob cuidados médicos.
A operação ocorre em meio ao aumento das denúncias sobre a atuação de garimpeiros ilegais na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Em 2025, lideranças indígenas relataram a intensificação da exploração ilegal, incluindo o uso de explosivos e o aliciamento de jovens das comunidades.
Com cerca de 1,7 milhão de hectares, o território é um dos maiores do país e abriga mais de 26 mil indígenas, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A área se estende pelos municípios de Normandia e Uiramutã, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.
A região é marcada por formações montanhosas, como a Serra de Pacaraima e o Monte Roraima, além de grande concentração de rios e áreas ricas em minerais — fatores que contribuem para a pressão constante do garimpo ilegal.
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Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o governo determinou a destruição de todas as pontes sobre o rio Litanie, no Líbano
O exército de Israel realizou um ataque, neste domingo (22/3), contra a ponte de Qasmiyeh, que passa pelo rio Litani, no sul do Líbano, em meio à escalada do conflito com o grupo Hezbollah.
Ainda neste domingo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o governo israelense determinou a destruição de todas as pontes sobre o rio Litani, no Sul do Líbano.
“As pontes são usadas para atividades terroristas, a fim de impedir a passagem de terroristas e armas do Hezbollah para o sul. Além disso, ordenamos que acelerem a destruição de casa libanesas em Hanun e Rafah, na Faixa de Gaza”, afirmou Israel.
Ainda em comunicado, o ministro afirmou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam vigorosamente “suas manobras terrestres no Líbano para eliminar os terroristas do Hezbollah e alcançar a linha antitanque e os pontos de controle o mais rápido possível para proteger o Norte”.
Por fim, Israel Katz relata que estão determinados a não permitir que “a realidade de 7 de outubro rotorne. Prometemos proteger os moradores e é exatamente isso que faremos”.

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