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Líder ambientalista e primo de Chico Mendes é internado com infecção pulmonar no Acre

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Seringueiro está respirando com auxílio de oxigênio, após contrair uma infecção no pulmão esquerdo, as informações foram repassada com exclusividade ao g1, pela filha do ambientalista, Ronaira Barros

Raimundo Mendes de Barros é um dos líderes ambientais de Xapuri. Foto: Reprodução/Instagram

Por Walace Gomes

O ativista ambiental e seringueiro Raimundo Mendes de Barros, primo de Chico Mendes, está internado no Hospital de Xapuri, no interior do Acre, com uma infecção pulmonar.

Raimundão, como é conhecido, sofre de uma doença crônica que desenvolveu ao longo dos anos pela exposição à fumaça da defumadeira, instalação usada beneficiamento do látex, além do hábito de fumar.

Ronaira Barros, filha de Raimundão, disse que ele tem falta de ar e precisa fazer uso de oxigênio.

“Ele também trabalhou na Sucam [Superintendência de Campanhas de Saúde Pública], e mexeram com aquele veneno DDT [Dicloro-Difenil-Tricloroetano], uma das coisas mais prejudiciais pro pulmão dele. Ele fez vários exames e foi detectado infecção no pulmão esquerdo, metade do pulmão dele praticamente não tem funcionamento”, disse.

A família de Raimundão utilizou uma rede social para comunicar sobre o quadro de saúde dele, e também publicou um vídeo no qual o seringueiro cumprimentou amigos e disse esperar pela recuperação.

“Estou aqui recuperando, meus queridos e minhas queridas, espero ainda ter uma vida longa junto com vocês, para a gente produzir mais algumas coisas e se for possível vocês aprenderem também mais algumas coisas comigo. Espero que essa ainda não seja o fim da minha existência. Um abraço para vocês e vamos em frente”, declarou.

Líder ambiental

Raimundão e Chico Mendes lutaram juntos pela defesa da floresta, que inclui os diversos embates com os fazendeiros que queriam usar a floresta, para cultivo da agricultura e também formação de pastos na pecuária. Após a morte de Chico Mendes, assassinado em dezembro de 1988 em Xapuri, Raimundão seguiu com a luta pela conscientização e até hoje, mantêm contato direto com seringueiros, ribeirinhos e o povo da floresta.

Barros é um dos idealizadores de uma das primeiras reservas extrativistas do país, a Reserva Extrativista Chico Mendes, criada em 1990 no interior do Acre. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o lugar tem uma área de aproximadamente 931 mil hectares no bioma amazônico, e atualmente, mais de 3 mil famílias vivem na reserva por meio do extrativismo.

Ameaças

Durante a Operação Suçuarana, em junho desse ano Raimundão foi alvo de ameaças. Produtores rurais da região, revoltados com a ação de combate a crimes ambientais, passaram a protestar contra a presença de agentes do órgão.

Eles também utilizaram as redes sociais para apontar supostos abusos da operação. Raimundão ao defender a Amazônia, foi alvo de vários questionamentos que mais a frente, se tornaram supostamente em ameaças.

À época, o Comitê Chico Mendes, gerido pela família de Chico, divulgou uma nota repudiando a intimidação.

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Leilão vai ampliar cobertura 5G para mais de 15 mil pessoas em 6 municípios do Acre, diz ministério

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Edital foi lançado neste mês e tem foco em áreas rurais e rodovias. Somente na BR-364, expectativa é de que 471,6 km que atualmente não possuem cobertura passem a ter sinal

Leilão da faixa de 700 MHz vai permitir ampliar cobertura 5G e 4G no estado. Foto: Victor Lebre/g1

Por Victor Lebre

Um novo leilão de faixas de internet e telefonia móvel no Acre, que vai ocorrer em abril, pretende ampliar o acesso aos serviços com tecnologia 5G a mais de 15 mil pessoas em seis municípios do Acre, segundo dados do Ministério das Comunicações.

Segundo a pasta, o edital foi lançado este mês e tem foco em áreas rurais e rodovias que percorrem o estado. Somente na BR-364, a expectativa é de que 471,6 km que atualmente não possuem cobertura passem a ter sinal.

A licitação corresponde à faixa de 700 MHz, que vai permitir ampliar tanto a cobertura de 5G quanto do 4G, que segue operante no país. Conforme o governo federal, a liberação desta faixa foi possível após o avanço da TV digital, que permitiu reorganizar o aproveitamento das frequências, abrindo espaço para a expansão dos serviços móveis.

“Esse leilão é essencial para levar sinal de celular e conectividade a lugares com falhas de cobertura. Todos os brasileiros precisam ter acesso à comunicação, aos serviços digitais e às oportunidades que a internet oferece”, declarou o ministro Frederico de Siqueira Filho.

Os municípios contemplados pelo edital são:
  • Cruzeiro do Sul;
  • Marechal Thaumaturgo;
  • Porto Acre;
  • Rio Branco;
  • Rodrigues Alves e
  • Senador Guiomard.

Já os trechos da BR-364 que passarão a ter cobertura, conforme a licitação, compreende as cidades de Acrelândia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá.

O espectro de 700 MHz será dividido em blocos regionais, sendo que cada empresa poderá adquirir até duas regiões.

Segundo o ministério, o processo terá três etapas, começando por operadoras regionais e, ao final, aberto a qualquer empresa interessada.

Infográfico mostra vantagens do 5G em relação ao 4G. Foto: Wagner Magalhães/Arte G1

Cobertura

Mais de três anos após a ativação da tecnologia 5G, esta modalidade de conexão chega a menos da metade da população do Acre, com cobertura de 46%. As informações constam em um painel da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), baseado em dados de estações licenciadas das operadoras.

Com apenas três operadoras em atuação no estado, o alcance da tecnologia também fica abaixo da metade considerando o total de domicílios: 47,5%. Além disso, apenas sete dos 22 municípios acreanos têm cobertura.

Os índices deixam o estado abaixo da média nacional, que é de 65% da população com acesso ao 5G, acima da meta de 57,6% até 2027. Além disso, a cobertura chega a 67,3% dos domicílios do país.

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Justiça nega liberdade a suspeito de matar homem a tiros no Parque da Maternidade em Rio Branco

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Defesa de Rony Cley de Souza Figueiredo entrou com pedido de revogação da prisão preventiva do cliente, alegando que ele é pai de duas crianças e deficiente. Contudo, juiz negou pedido e afirmou que fatores não justificam o crime

Roni Cley de Souza Figueiredo, de 48 anos, foi preso no dia 6 de janeiro, suspeito de atirar em Alan Victor da Silva, de 30 anos. Foto: Cedida

Por Walace Gomes

A Justiça do Acre negou o pedido de anulação da prisão preventiva do mecânico Rony Cley de Souza Figueiredo, suspeito de matar Alan Victor da Silva, de 30 anos em 6 de janeiro deste ano, no Canal da Maternidade em Rio Branco.

O segundo suspeito, Acir Thomas, responde ao processo em liberdade, visto que, segundo a decisão, o homem é proprietário de uma oficina mecânica, local onde poderá ser encontrado para novos interrogatórios sobre o caso. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos. Conforme o processo, o crime foi motivado pela suspeita de que Alan teria roubado uma televisão.

A vítima ficou gravemente ferida, recebeu os primeiros atendimentos no local e precisou ser levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto Socorro da capital, onde acabou morrendo.

A defesa de Rony alegou que o suspeito é réu primário e pai de dois filhos menores de idade. Ainda segundo o advogado, o mecânico também possui deficiência visual em um dos olhos, o que demanda cuidados especiais. Com isso, o advogado pediu a fixação de medidas cautelares ao invés de prisão.

Na decisão, o juiz Fábio Alexandre Costa de Farias ressaltou que o fato de o suspeito ter filhos e ser deficiente não o autoriza cometer crimes. O magistrado citou ainda que o delito aconteceu à luz do dia e próximo ao Terminal Urbano, um dos pontos mais movimentados da capital, o que demonstra risco à ordem pública.

Ainda segundo o magistrado, a defesa não comprovou que Rony seja o único responsável pelo cuidado dos filhos, ou que sua condição de saúde o impeça de continuar recluso.

O mecânico foi preso em flagrante no mesmo dia do crime e está detido no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde.

Relembre o caso

Alan Victor da Silva, de 30 anos, caminhava no Canal da Maternidade no dia 6 de janeiro quando foi abordado. Os dois disparos atingiram o pescoço e as costas. A vítima ficou gravemente e ainda chegou a ser socorrido, porém, morreu menos de 24 horas após o ataque.

De acordo com a denúncia, Acir teria descido do veículo com uma espingarda e feito dois disparos que atingiram Alan. À época, a denúncia foi feita pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) e aceita pela 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Na época, de acordo com a Polícia Civil, durante o interrogatório, Rony confessou a participação no crime. Assim, ele e Acir Tomaz viraram réus pela morte do homem.

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Saiba por que corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados

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Os corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira (23/2), 30 anos após o acidente aéreo que matou os músicos. A ação ocorre porque os restos mortais dos membros da banda serão cremados para a criação de um jardim em homenagem ao grupo.

O Jardim BioParque Memorial Mamonas será implantado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, onde estão sepultados Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli.

A iniciativa integra um conceito que propõe uma nova forma de homenagem póstuma, onde as cerimônias utilizam as cinzas resultantes da cremação juntamente com sementes de espécies nativas para o plantio de árvores.

Além de um espaço de memória em tributo à banda, o memorial também será aberto à comunidade. Moradores do município poderão utilizar as cinzas de seus entes queridos para plantar sementes.

Uma sexta vítima da tragédia, o segurança Sérgio Saturnino Porto, também foi enterrado no local. Não há informação se seus restos mortais serão exumados.

Relembre

Em 2 de março de 1996, um sábado, os Mamonas Assassinas voltavam de um show em Brasília a bordo de um jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, fretado pela própria banda.

Às 23h15, a aeronave se chocou contra uma montanha da Serra da Cantareira, ao norte de São Paulo, após uma tentativa de arremetida. Além dos cinco integrantes e do segurança, o acidente matou o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda e o ajudante de palco Isaac Souto.

A banda vivia o auge da carreira após anos de luta pelo sucesso. O grupo realizava shows por todo o Brasil e viajaria para Portugal ainda na primeira semana daquele mês. A apresentação no Estádio Mané Garrincha, na capital federal, seria a última da turnê no país antes do início dos trabalhos para o segundo disco.

O primeiro e único álbum do grupo, lançado em junho de 1995, vendeu cerca de 1,8 milhão de cópias naquele ano.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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