Conecte-se conosco

Brasil

Lava Jato e nova lei de campanha secam financiamento eleitoral

Publicado

em

A proibição das doações de empresas para os partidos deixa campanhas mais enxutas e marqueteiros conhecidos fora das eleições municipais

Veja

Urna eletrônica(Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr/VEJA)

Urna eletrônica(Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr/VEJA)

A campanha eleitoral de 2016 deve ser marcada pela escassez de recursos, graças à combinação de fatores como a crise econômica, a proibição de doações de empresas e o impacto da Operação Lava Jato. Para políticos e marqueteiros, a previsão de cortes drásticos de custos representa o colapso de um modelo de “mercado” que cresceu sem parar nas últimas três décadas.

Nas eleições municipais de 2012, quase 80% dos gastos foram financiados por empresas, que também eram responsáveis por doações significativas aos partidos em anos não eleitorais. Essa fonte secou antes mesmo da proibição do financiamento empresarial, determinada pelo Supremo Tribunal Federal e acolhida pelo Congresso no fim do ano passado.

O PT, por exemplo, recebeu em 2015 uma única contribuição empresarial, de 1 milhão de reais, valor baixo se comparado aos 65 milhões registrados quatro anos antes. Sem o financiamento empresarial, a fonte de recursos dos candidatos passou a ser o Fundo Partidário, que não cobre o nível de gastos observado nas eleições passadas.

Leia também:

Na Paulista, Lula provoca: Temer sabe que não foi correto

Janot pede que STF envie denúncia contra Lula para Moro

Em 2016, as legendas receberão, somadas, 819 milhões de reais em recursos públicos. Isso equivale a apenas 15% dos quase 5,5 bilhões (em valores corrigidos pela inflação) que foram gastos nas campanhas de 2012. Além do fundo, as duas únicas alternativas legais de recursos são o autofinanciamento, que tende a beneficiar os candidatos mais ricos, e as doações dos próprios eleitores. Há quatro anos, as pessoas físicas bancaram menos de 20% dos custos das campanhas.

A mudança nas regras das campanhas políticas também afugentou estrelas do mercado publicitário e abriu espaço para uma nova geração de marqueteiros, dispostos a trabalhar mais e receber menos. Profissionais de renome como Nelson Biondi, Duda Mendonça e Luís Gonzalez optaram por ficar fora do pleito municipal deste ano. Biondi afirmou que pretende se resguardar para a campanha presidencial de 2018, quando espera que as leis em vigor agora sejam modificadas. “Culturalmente é difícil haver doação de pessoa física. Essa nova regra é um teste. Não acredito que ela seguirá valendo em 2018.”

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Brasil

Tempo integral cresce e chega a 26,8% no ensino médio público em 2025

Publicado

em

Alunos da Universidade de Brasília UnB voltam às aulas após 67 dias de greve dos professores – metrópoles 10

As matrículas em tempo integral no ensino médio público chegaram a 26,8% em 2025, segundo dados do Censo Escolar divulgados nesta quinta-feira (26/2). O percentual equivale a 1,7 milhão de estudantes em jornada ampliada.

O número de matrículas nesta modalidade aumentou em cerca de 131 mil em 2025, em comparação com o ano anterior, o que equivale a um aumento de 8,4%.

No ano anterior, o ensino médio público em tempo integral somava 1,6 milhão de estudantes.

O avanço ocorre mesmo em um cenário de redução no total de matrículas do ensino médio em 2025. Enquanto a etapa como um todo registrou retração, a jornada ampliada manteve trajetória de crescimento na rede pública.

O ministro da Educação, Camilo Santana, elogiou o programa que ele chamou de um dos “mais importantes” já criados pelo governo federal. “Essa é uma das mais importantes políticas públicas já criadas pois ela aumenta a permanência dos alunos na escola”, afirmou Santana em coletiva nesta quinta-feira (26/2).


Proporção do tempo integral por etapa na rede pública:

Educação infantil

  • Total: 6.830.674
  • Integral: 2.478.599

Ensino fundamental

  • Total: 21.034.802
  • Integral: 4.656.755

Ensino médio

  • Total: 6.334.224
  • Integral: 1.695.425

Em relação às outras etapas da educação básica, a educação infantil apresenta a maior proporção de matrículas em tempo integral, com 36,3% do total — o equivalente a 2,4 milhões de estudantes.

Já no ensino fundamental, a jornada ampliada representa 22,1% das matrículas, o equivalente a 4,6 milhões de estudantes.

Matrículas no ensino médio

Em 2025, o ensino médio registrou 7,3 milhões de matrículas nas redes pública e privada. Foram 419 mil estudantes a menos, o equivalente a uma retração de 5,4%.  O resultado interrompeu o crescimento registrado no ano anterior e ficou no pior patamar desde 2020.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

Comentários

Continue lendo

Brasil

De volta ao Brasil, Flávio visita Bolsonaro e tenta reorganizar o PL

Publicado

em

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
o-senador-flavio-bolsonaro-definiu-o-deputado-estadual-e-atual-secretario-estadual-das-cidades-douglas-ruas-pl-como-o-candidato-ao-comando-do-palacio-guanabara—metropoles-1

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mergulhou nos últimos dias em uma intensa rodada de negociações políticas. O objetivo é pavimentar o caminho de sua campanha ao Planalto nas eleições deste ano, construindo e consolidando candidaturas estratégicas nos estados.

Aliados afirmam que o senador tem se dedicado a concluir o desenho dos candidatos do PL nas disputas locais. Flávio quer entrar no mês de março com participações em eventos para anunciar pré-candidaturas.

Com aval direto de Jair Bolsonaro (PL), o filho do ex-presidente tem atuado para resolver “pendengas” da sigla em diversas regiões. Entre essa terça (24/2) e quarta-feira (25/2), o senador anunciou o desfecho de dois dos principais imbróglios da legenda: Rio de Janeiro e Santa Catarina.

No Rio, Flávio venceu a “queda de braço” com o governador Cláudio Castro (PL) e emplacou um aliado como candidato ao Palácio Guanabara, o secretário estadual das Cidades Douglas Ruas (PL). Coube também ao filho de Bolsonaro comunicar que o líder do PL no Senado, Carlos Portinho, não teria espaço dentro da sigla para disputar a reeleição.

Em Santa Catarina, sob orientação do pai, Flávio Bolsonaro anunciou uma chapa inteiramente do PL na disputa ao Senado: Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro, seu irmão. A decisão atropelou os planos do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e confirmou a influência de Flávio nas tratativas sobre candidaturas ao Legislativo.

Retorno ao Brasil e visita ao pai

A intensificação das agendas ocorre após uma sequência de viagens internacionais de Flávio. A mais recente, durante o Carnaval, levou o senador aos Estados Unidos para discursar na organização conservadora PragerU. Antes, em janeiro, ele já havia passado por roteiros no Oriente Médio e na Europa.

Nesta quarta-feira, Flávio visitou o pai na Papudinha, local em que Jair Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. Pouco depois, pela tarde, ele reuniu deputados e senadores do partido para cobrar “união” da sigla em torno de sua candidatura. Parlamentares avaliaram o encontro como uma espécie de agenda de “alinhamento”.

O senador também apresentou, no encontro, um rápido panorama de chapas já definidas pelo PL nos estados e sinalizou que aprofundaria as decisões nas próximas semanas.

Segundo relatos de presentes ouvidos pelo Metrópoles, o senador pontuou que a construção de alianças pode desagradar correligionários, mas pediu colaboração, ressaltando que o projeto nacional deve estar acima de interesses individuais.

Anotações reveladoras

Um documento obtido pelo Metrópoles que reúne anotações de Flávio sobre os palanques nos estados confirma o envolvimento do senador na construção das candidaturas. Em uma série de escritos feitos à mão, o pré-candidato ao Planalto aponta que precisa conversar com aliados ou que negociações ainda estão em andamento.

Em uma das passagens, por exemplo, Flávio Bolsonaro trata da chapa à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O registro questiona o nome do candidato a vice de Tarcísio, sugerindo que há incômodo com o atual número dois do governo paulista, Felício Ramuth (PSD).

Flávio deve se reunir com o governador de SP nesta sexta-feira (27/2) para tratar, entre outras coisas, da construção de seu palanque no maior colégio eleitoral do país.

Viagens pelo país

Valdemar Costa Neto afirmou nesta quarta que, além das negociações das chapas, o senador também deve começar a rodar o país nas próximas semanas. “Agora. [Ele] vai ter que começar agora”, disse.

Segundo parlamentares, Flávio Bolsonaro indicou que deve definir uma agenda de viagens em conjunto com lideranças estaduais da sigla. Ele sinalizou que deve estar na Paraíba, no próximo dia 22 de março, para o lançamento da pré-candidatura de Efraim Filho ao governo estadual.

Também deve ir ao Rio Grande do Sul no dia 28 do próximo mês. Há expectativa de que o senador compareça a um ato na avenida Paulista, convocado para o próximo dia 1º.

A montagem das chapas nos estados é considerada uma das mais importantes etapas da campanha do senador ao Planalto. O filho de Jair Bolsonaro espera contar com “palanques fortes” para dar musculatura à sua empreitada, em especial no Nordeste — região na qual o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provável candidato à reeleição, registra os melhores desempenhos.

Flávio indicou que o PL pode ter até 11 candidatos aos governos estaduais. O partido também tem trabalhado para ampliar as suas cadeiras no Senado — um pedido de Jair Bolsonaro, que avalia o domínio da Casa como mais importante do que a eleição ao Planalto.

Valdemar Costa Neto afirmou que não tem tido qualquer “influência” na definição dos candidatos do PL ao Senado. “Tenho alguma influência só para governador”, disse.

Bombeiro de crises

Além de tentar centralizar as decisões sobre os palanques nos estados, Flávio também tem atuado para reduzir rusgas internas entre aliados. A mais visível envolve a sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Michelle tem sido alvo recorrente de críticas de bolsonaristas e do núcleo familiar do marido. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro chegou a cobrar publicamente que Michelle e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), de quem a ex-primeira-dama é próxima, anunciassem apoio ao irmão.

Em um gesto de apaziguamento, durante a reunião desta quarta com parlamentares, Flávio Bolsonaro fez questão de afastar qualquer rusga com Michelle Bolsonaro ou Nikolas. O mineiro, que se reuniu com o senador para discutir as candidaturas do PL em Minas, chegou a discursar no evento e a fazer elogios a Flávio.

A ex-primeira-dama não participou do encontro, mas enviou uma mensagem aos participantes indicando que estava visitando o ex-presidente na Papudinha.

Nas últimas semanas, segundo aliados, Flávio também atuou para aparar arestas entre Eduardo e o governador de São Paulo. À imprensa, na noite dessa terça, o senador afirmou que o irmão conversou com Tarcísio.

Aos companheiros de bancada, Flávio Bolsonaro destacou que é preciso ter união no PL para que a sua campanha ao Planalto avance.


Candidatura de Flávio ao Planalto

  • O senador foi lançado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como pré-candidato à Presidência ainda em 2025.
  • Sob desconfiança de aliados, Flávio seguiu conselhos de Jair para fortalecer o seu nome.
  • Jair Bolsonaro escolheu o filho mais velho como seu representante político e delegou a ele decisões políticas na montagem de palanques bolsonaristas em 2026.
  • Flávio afirmou que o PL planeja lançar até 11 candidatos a governador em todo o país.
  • O partido trabalha para eleger senadores em todos os estados, ampliando a bancada do PL no Senado.
  • As construções têm sido feitas de forma a fortalecer o palanque de Flávio nos estados.
  • O senador tenta conquistar apoio de partidos de Centro, abrindo espaço nas chapas locais para nomes indicados por essas siglas.
  • Valdemar Costa Neto, presidente do PL, disse que Flávio Bolsonaro deve começar a rodar o país e a procurar partidos para atrair apoio à sua candidatura.
  • Em março, Flávio deve participar de eventos na Paraíba (22/3) e no Rio Grande do Sul (28/3).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

Comentários

Continue lendo

Brasil

Atlas: para 46,7%, Lula fez propaganda eleitoral ao ir à Sapucaí

Publicado

em

Dilson Silva/ Agnews
Imagem colorida do presidente Lula e o prefeito do Rio, Eduardo Paes

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (26/2) aponta que a maioria dos entrevistados teve uma percepção negativa sobre a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí. Segundo o levantamento, 46,7% consideram que o petista usou a presença no sambódromo para fazer propaganda eleitoral antecipada, enquanto 41,7% veem um gesto de valorização da cultura e economia do país.

O mesmo levantamento indica que prevalece entre os entrevistados a afirmação de que a homenagem feita ao presidente pela escola de samba Acadêmicos de Niterói está dentro da legalidade e faz parte da liberdade de expressão. Os que concordam com essa afirmativa somaram 47,9%. Outros 45,4% que dizem que o desfile caracterizou crime eleitoral e deveria ser punido.

Para 35,5%, Lula deveria ter recusado a homenagem, enquanto 30,9% defenderam o tributo, bem como a participação do chefe do Planalto no evento. Uma outra parcela, de 29%, afirmam que ele deveria ter aceitado, mas mantido distância da festa.

Ainda segundo a pesquisa, 40,9% acreditam que o governo não teve interferência na preparação do desfile, enquanto 32,8 veem participação ativa, “colaborando com a idealização dos elementos” da apresentação.

A sondagem ouviu 4.986 brasileiros entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%.

Crítica ao conservadorismo

O levantamento também mediu a opinião da população sobre a alegoria que representou grupos conservadoras em latas de conserva durante a apresentação da Acadêmicos de Niterói. Para 41,8% o trecho diz respeito a “uma crítica legítima a um falso conservadorismo”. Outros 32,9% consideraram uma “zombaria ofensiva de valores tradicionais”.

Enquanto isso, 10,2% viram a ala como uma forma de intolerância religioso e 9,1% dizem ser “apenas um elemento de humor no Carnaval”.

A maioria, 56,2%, respondeu não ter se ofendido com a representação, enquanto 31,8% concordam que foi muito ofensivo.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

Comentários

Continue lendo