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Justiça condena empregadora por demitir vendedora que usava tranças em AL

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Sentença cita discriminação indireta por motivo racial e determina indenização de R$ 15 mil à vendedora

Em vídeo publicado nas redes sociais, Gabriela afirma que o processo foi emocionalmente desgastante e que decidiu tornar o caso público para incentivar outras pessoas a denunciarem • Reprodução/Redes sociais

A 9ª Vara do Trabalho de Maceió (AL) reconheceu que a vendedora Gabriela Barros foi vítima de racismo estrutural ao ser advertida e demitida por usar tranças no ambiente de trabalho. A decisão, assinada pelo juiz Emanuel Holanda Almeida, condenou a empregadora ao pagamento de R$ 15 mil por danos morais.

O caso foi julgado no dia 4 de novembro e divulgado posteriormente pela Justiça do Trabalho de Alagoas. Ainda cabe recurso.

Gabriela trabalhou na empresa de consórcio, que não teve o nome divulgado pela Justiça, entre outubro de 2024 e abril de 2025. Segundo o processo, ela foi advertida pela superiora hierárquica para retirar as tranças, sob pena de demissão. A situação se repetiu meses depois, quando Gabriela decidiu manter o penteado e acabou dispensada. Em vídeo publicado no Instagram, ela relatou que ouviu da chefe que “se você tivesse um estilo mais social, eu ainda aceitaria seu cabelo, mas você não tem um estilo social”.

No relato nas redes sociais, Gabriela conta que, na primeira vez, retirou as tranças porque precisava do emprego. “Eu simplesmente passei um dia com essa trança (…) ela disse para eu retirar. E como eu tinha contas a pagar e precisava me manter na empresa, eu aceitei e tirei a trança.” Na segunda ocasião, decidiu não repetir o gesto: “Eu não vou tirar a trança dessa vez. Isso vai totalmente contra o que eu acredito, contra o que eu prego e contra as minhas vivências”.

A demissão ocorreu diante de colegas, segundo a jovem: “São 8h58 da manhã, dia 25 de março, e eu tô aqui na empresa, indo embora porque a minha chefe acabou de me mandar embora porque eu não fui tirar a trança. E ela não fez nem questão de me chamar de canto, falou na frente de todo mundo”.

Na sentença, o juiz destacou que a própria representante da empregadora confirmou a existência de restrições ao uso de determinados penteados, piercings e tipos de roupas, alegando tratar-se de norma interna. Para o juiz, essa confissão foi “de extrema relevância”, pois demonstrou que a permanência da trabalhadora dependia da adequação a padrões estéticos definidos pela empresa.

O juiz concluiu que a restrição não tinha fundamento técnico: “A reclamada não apresentou qualquer justificativa razoável, proporcional e objetiva para vedar o uso de tranças afro pela reclamante. Não se tratava de questão de higiene, segurança ou qualquer outro motivo legítimo relacionado à atividade de vendedora”. Ele também afirmou que “Quando um trabalhador é impedido de usar penteados afro-culturais, como as tranças, ou é tratado de maneira distinta por causa disso, estamos diante de discriminação, exceto se existir um motivo claro e razoável para a restrição”.

COP30: Websérie aborda o tema equidade racial no ambiente de trabalho

A decisão reconhece que a exigência de retirada das tranças reflete o racismo estrutural presente nas relações de trabalho, muitas vezes camuflado sob argumentos de “padrões corporativos”.

Em seu vídeo, Gabriela afirma que o processo foi emocionalmente desgastante e que decidiu tornar o caso público para incentivar outras pessoas a denunciarem: “Eu sinto que não tô fazendo isso só por mim. Outras pessoas precisam ouvir o meu relato. A gente tem que conhecer mais os nossos direitos, por mais que seja difícil”.

De acordo com a Justiça do Trabalho de Alagoas, o caso segue para possível análise em instâncias superiores.

Fonte: CNN

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Vigilante dorme com cigarro aceso e provoca incêndio de prejuízo milionário. Vídeo

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Divulgação/PCGO
Imagem colorida mostra caminhões queimados em inc~endio causado por vigilante que deixou prejuizo milionário - Metrópoles

Um vigilante que trabalhava em um pátio às margens da BR-153, em Uruaçu, no norte de Goiás, foi apontado pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (5/2), como responsável por um incêndio de grandes proporções que destruiu caminhões e máquinas pesadas e causou prejuízo milionário no último dia 13 de janeiro. A investigação concluiu que o fogo começou após o funcionário adormecer com um cigarro aceso dentro da cabine de um dos veículos.

Assista:

No início das apurações, o vigilante afirmou ter sido vítima de um assalto e disse que criminosos teriam provocado o incêndio antes de fugirem do local. A versão, porém, foi contestada ao longo da investigação conduzida pela Delegacia de Uruaçu.

Com apoio da Superintendência de Inteligência da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e da Polícia Científica, foram realizados exames periciais e análises técnicas que descartaram a hipótese de incêndio provocado intencionalmente por terceiros. Os laudos indicaram que o foco inicial do fogo teve origem na cabine de um dos caminhões.

imagem colorida de máquinas queimados após incêndio provocado por cigarro aceso em goiás
Veículos destruídos pelo incêndio

Diante das provas reunidas, o vigilante confessou que o incêndio foi causado de forma culposa. Ele admitiu que estava fumando dentro do veículo, acabou adormecendo e deixou o cigarro aceso, o que deu início às chamas. O funcionário também reconheceu que inventou o relato de assalto para tentar se eximir da responsabilidade.

Com os fatos esclarecidos, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. O vigilante foi indiciado pelo crime de incêndio culposo, quando não há intenção de provocar o incidente.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Acre tem 3º maior potencial de mercado do Norte, aponta ranking nacional de competitividade

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Estado aparece à frente de Pará e Amazonas em pilar que mede capacidade de crescimento econômico e expansão do mercado; ranking foi divulgado pelo Centro de Lideranças Públicas

Com peso de 8,2% na composição geral do Ranking de Competitividade, o pilar reforça que o potencial de mercado não depende exclusivamente do tamanho da economia. Foto: captada 

O Acre conquistou o 3º lugar no pilar Potencial de Mercado entre os estados da região Norte, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado pelo Centro de Lideranças Públicas (CLP). Nacionalmente, o estado aparece em 6º lugar nesse indicador, à frente de unidades federativas com PIB maior, como Pará e Amazonas.

O pilar Potencial de Mercado avalia não apenas o tamanho atual da economia, mas também a capacidade de expansão nos próximos anos, considerando crescimento recente do PIB, perspectiva de ampliação da força de trabalho e condições do mercado de crédito. Com peso de 8,2% no índice geral de competitividade, o indicador reflete a capacidade de crescimento sustentável e geração de oportunidades em médio e longo prazo.

Na região Norte, o Acre ficou atrás apenas de Roraima e Tocantins, e à frente de Amapá, Rondônia, Pará e Amazonas. O resultado destaca a posição relativa do estado no cenário econômico regional, ainda que o Acre ocupe a 26ª posição no ranking nacional geral de competitividade.

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RJ: Justiça decreta prisão preventiva de argentina acusada de racismo

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Reproduçaõ/Redes sociais
Imagem colorida

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) aceitou, nesta quinta-feira (5/2), a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e decretou a prisão preventiva da turista argentina Agostina Páez, de 29 anos, por ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. O caso ocorreu em 14 de janeiro.

Ao Metrópoles, o MPRJ confirmou que a Justiça aceitou a denúncia.

Agostina Páez foi flagrada em vídeo (veja abaixo) fazendo os gestos e sendo repreendida pelas amigas.

Por determinação da Justiça, a turista está impedida de deixar o Brasil. Ela teve o passaporte apreendido e está usando tornozeleira eletrônica. A denúncia do MPRJ foi oferecida na segunda-feira (2/2) ao Poder Judiciário.

De acordo com a ação penal, Agostina estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva, com o propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor.

Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, a influencer dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.

Ainda segundo a denúncia, Agostina voltou a praticar novas ofensas racistas após sair do bar. Na calçada em frente ao estabelecimento, proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários do bar.

O MP rejeitou a versão apresentada pela argentina de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas, “especialmente diante do fato de que uma das turistas tentou impedir Agostina de continuar com as ofensas, o que evidencia a consciência da acompanhante quanto à reprovabilidade da conduta”, diz o MPRJ.

Influencer argentina

Agostina Páez é advogada, influencer filha de um empresário do ramo de transportes na Argentina.

A argentina é filha de Mariano Páez, que responde por violência de gênero no país. De acordo com a mídia local, Mariano foi preso em novembro, acusado de agredir e ameaçar a ex-companheira, a advogada Estefanía Budan.

Em dezembro, a Justiça argentina concedeu liberdade provisória ao empresário, impondo medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a vítima e monitoramento constante. O caso segue sob investigação.

Agostina Páez tem conflito com a ex-companheira do pai. Segundo o La Nación, Páez apresentou uma queixa contra Estefanía Budan, acusando-a de assédio, difamação e violência digital.

No TikTok, Páez conta com mais de 80 mil seguidores, mas o perfil está desativado no momento. No Instagram, a conta encontra-se suspensa. A advogada é natural de Santiago del Estero, no norte da Argentina.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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