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Irã e EUA iniciam negociações sobre programa nuclear em Omã

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O Irã e os Estados Unidos iniciaram conversas de alto nível em Omã no sábado (12) com o objetivo de impulsionar as negociações sobre o rápido avanço do programa nuclear de Teerã. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou realizar uma ação militar se não houver acordo.

O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, liderava a delegação do Irã enquanto as negociações do lado americano eram conduzidas pelo enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff.

“Conversas indiretas entre o Irã e os Estados Unidos, com a mediação do ministro das Relações Exteriores de Omã, começaram”,
postou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã , Esmail Baghaei, no X.

Cada delegação tinha uma sala separada e trocava mensagens por meio do ministro das Relações Exteriores de Omã, disse Baghaei.

O Irã abordou as negociações com cautela, cético de que elas poderiam levar a um acordo e desconfiado de Trump, que ameaçou repetidamente bombardear o Irã se o país não interrompesse seu crescente programa de enriquecimento de urânio.

Embora cada lado tenha falado sobre as chances de algum progresso, eles permanecem muito distantes em uma disputa que já dura mais de duas décadas e não concordaram se as negociações serão presenciais, como Trump exige, ou indiretas, como o Irã quer.

Antes do início das negociações — as primeiras entre o Irã e o governo Trump, incluindo o primeiro mandato de Trump entre 2017 e 2021 — Araqchi se encontrou com o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, em Muscat para apresentar os “principais pontos e posições de Teerã a serem transmitidos ao lado dos EUA”, informou a mídia estatal iraniana .

Sinais de progresso podem ajudar a acalmar as tensões em uma região inflamada desde 2023 com guerras em Gaza e no Líbano, disparos de mísseis entre Irã e Israel, ataques Houthi contra navios do Mar Vermelho e a derrubada do governo na Síria.

No entanto, um fracasso agravaria os temores de uma conflagração mais ampla em uma região que exporta grande parte do petróleo mundial. Teerã alertou os países vizinhos que possuem bases americanas de que enfrentariam “consequências severas” se estivessem envolvidos em qualquer ataque militar americano ao Irã .

“Há uma chance de entendimento inicial sobre futuras negociações se a outra parte (EUA) entrar nas negociações com uma posição igual”,
disse Araqchi à Iranian TV.

Ele disse que era muito cedo para comentar sobre a duração das negociações. “Esta é a primeira reunião, e nela muitas questões fundamentais e iniciais serão esclarecidas”, disse Araqchi, “incluindo se há vontade suficiente de ambas as partes. Depois, tomaremos uma decisão sobre um cronograma.”

O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, que na complexa estrutura de poder da República Islâmica tem a palavra final sobre questões-chave do Estado, deu a Araqchi “autoridade total” para as negociações, disse uma autoridade iraniana à Reuters.

O Irã descartou negociar suas capacidades de defesa, como seu programa de mísseis balísticos .

Disputa de décadas

O Irã nega há muito tempo estar buscando armas nucleares, mas países ocidentais e Israel acreditam que o país esteja secretamente tentando desenvolver meios para construir uma bomba atômica.

Eles dizem que o enriquecimento de urânio pelo Irã, uma fonte de combustível nuclear, foi muito além das exigências de um programa de energia civil e produziu estoques com um nível de pureza físsil próximo ao exigido em ogivas.

Trump, que restabeleceu uma campanha de “pressão máxima” sobre Teerã desde fevereiro, abandonou um pacto nuclear de 2015 entre o Irã e seis potências mundiais em 2018, durante seu primeiro mandato, e restabeleceu sanções severas à República Islâmica.

Desde então, o programa nuclear do Irã avançou, inclusive com o enriquecimento de urânio a 60% de pureza físsil, um avanço técnico em relação aos níveis necessários para uma bomba.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na quinta-feira (10) que esperava que as negociações levassem à paz, acrescentando: “Deixamos bem claro que o Irã nunca terá uma arma nuclear, e acho que foi isso que levou a esta reunião”.

O aliado mais próximo de Washington no Oriente Médio, Israel, que considera o programa nuclear do Irã uma ameaça existencial, há muito tempo ameaça atacar o Irã se a diplomacia não conseguir conter suas ambições nucleares.

A influência de Teerã no Oriente Médio foi severamente restringida nos últimos 18 meses, com seus aliados regionais — conhecidos como “Eixo da Resistência” — desmantelados ou gravemente danificados desde o início da guerra entre Hamas e Israel em Gaza e a queda de Bashar al-Assad na Síria em dezembro.

 

Fonte: CNN

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Após Enamed, presidente da Comissão de Saúde na Câmara cobra MEC

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ministerio da educacao - Metrópoles

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, o deputado Zé Vitor (PL-MG), afirma que irá enviar um ofício ao Ministério da Educação (MEC) ainda nesta quarta-feira (21/1) solicitando esclarecimentos sobre cursos de Medicina que foram punidos ou avaliados negativamente por má qualidade de ensino nos exames e instrumentos oficiais da pasta.

Como mostrou o Metrópoles, cerca de 3 em 10 cursos de Medicina avaliados tiveram desempenho ruim, ficando nos conceitos 1 e 2, e devem sofrer algum tipo de sanção.

Além das cobranças ao ministério, o presidente da Comissão de Saúde diz que não descarta propor, no âmbito da Câmara, a abertura de um debate sobre a criação de um exame nacional para médicos, nos moldes do aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como forma de reforçar o controle de qualidade na formação profissional.

“Há um desafio no Brasil: garantir atendimento de saúde, para isso precisamos de médicos suficientes. Mas, obviamente, não qualquer médico. Suspender vestibulares, rediscutir a emissão de diplomas e interromper o avanço de qualquer curso que não tenha estrutura e plano pedagógico adequado para formar bons médicos. Como parte desse processo, não descarto que seja efetivado um exame como da OAB”, afirmou.

Deputado federal Zé Vitor (PL-MG), relator do Projeto de Lei (PL) do Licenciamento Ambiental

Deputado federal Zé Vitor (PL-MG)

No documento, o parlamentar afirma que os dados acendem um alerta sobre a qualidade da formação médica e justificam a necessidade de maior transparência em sua avaliação.

“Considerando que a medicina é uma profissão regulamentada com impacto direto na vida e na integridade física dos cidadãos, o baixo desempenho acadêmico de parcela significativa das instituições de ensino superior gera legítima preocupação social”, afirma o documento.

No requerimento, Zé Vitor pede que o Ministério da Educação informe os resultados detalhados das avaliações aplicadas aos cursos de Medicina, com a identificação das instituições, municípios e estados, além da forma de avaliação utilizada, especialmente nos casos de notas consideradas baixas, entre os conceitos 1 e 3.

O deputado também questiona quais critérios são levados em conta na avaliação dos cursos, como desempenho dos estudantes, qualificação do corpo docente, infraestrutura, projeto pedagógico e campos de prática e estágio. Outro ponto abordado diz respeito às medidas adotadas pelo MEC diante dos resultados, sobretudo em relação aos cursos com desempenho insatisfatório.

A divulgação dos resultados foi recebido com surpresa por membros da classe médica e representantes de associações ligadas à profissão, dado o alto número de cursos que ficaram em níveis insatisfatórios.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), contudo, admitiu que houve inconsistências em dados prévios do Enamed 2025 relacionadas à base de dados utilizada como insumo para o cálculo do conceito em que cada curso se enquadrava.

O esclarecimento foi feito em ofício encaminhado às instituições de ensino superior participantes da prova, depois que diversas instituições passaram a questionar suas respectivas notas ao MEC.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Caminhada não deve passar pela Papudinha, avisa Nikolas Ferreira

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Reprodução
“Caminha pela liberdade”: políticos marcham em direção a Brasília

Deputados que participam da “caminhada pela liberdade“, organizada por Nikolas Ferreira (PL-MG), afirmam que o grupo não deve passar pela Papudinha, no Complexo da Papuda, local em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso no Distrito Federal. O próprio parlamentar alertou sobre o fato.

Encabeçado por Nikolas, o grupo saiu do interior de Minas Gerais na segunda-feira (19/1) em direção a Brasília. O ato foi convocado como uma reação contra a prisão de Bolsonaro e em defesa dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

A programação prevê que o grupo deve chegar à capital federal no próximo domingo (25/1). Aliados do ex-presidente e participantes da caminhada têm convocado uma manifestação para o mesmo dia.

Nikolas Ferreira afirmou ao Metrópoles que decidiu não alongar o trajeto do ato e evitar a passagem pelo complexo penitenciário. Segundo parlamentares que acompanham o mineiro, os detalhes do ato de domingo ainda estão sendo definidos junto ao governo do Distrito Federal.

A expectativa, no entanto, é que o grupo não se aproxime da Esplanada dos Ministérios em razão de outros eventos agendados para o entorno, como a Copa Brasil de Marcha Atlética.

“Eu preferi não passar por lá [Papuda] porque é uma área de segurança nacional e também alongaria mais o trecho. O trajeto a gente está fazendo ainda, mas o destino final com certeza é a Praça do Cruzeiro”, afirmou Nikolas.

Em uma rede social, . O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o GDF tem ajudado a definir qual será o melhor trajeto.

Segundo um aliado de Nikolas, o último planejamento do grupo prevê, no entanto, que eles sigam até a Praça do Cruzeiro pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) — sem passar pelo complexo da Papuda.

O ato de Nikolas Ferreira deve percorrer mais de 200 km. Em seu terceiro dia, a caminhada tem atraído políticos e simpatizantes do grupo aliado de Bolsonaro. O entorno do parlamentar mineiro espera reunir um número ainda maior de manifestantes no domingo, com a chegada de caravanas de outros estados.

Parlamentares de direita têm convocado manifestantes pelas redes sociais. Ex-líder da oposição na Câmara e pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, Zucco (PL) disse que o “destino final” da caminhada será uma “grande manifestação por liberdade, justiça e pelo Brasil”.

A “caminhada pela liberdade” começou em Paracatu (MG) e segue em direção a Brasília. A previsão é que o grupo percorra cerca de 200 km até a capital federal.

Nas redes, os aliados de Bolsonaro têm afirmado que o ato é contra as “prisões injustas” do 8 de janeiro e pelo que avaliam ser uma “perseguição” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ato encabeçado por Nikolas Ferreira conta com a participação de um dos filhos do ex-presidente, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL). Também estão ao lado do mineiro os deputados Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Zucco (PL-RS) e Zé Trovão (PL-SC), e os senadores Márcio Bittar (PL-AC) e Magno Malta (PL-ES).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Psol aciona STF contra ‘gratificação faroeste’ para policiais

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O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado dm dezembro pela Assembleia Legislativa o Rio de Janeiro

Policiais civis em operação de combate ao tráfico de drogas: governo do Rio criou gratificação por bandido morto. Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM

O Diretório Nacional do Psol acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (20) contra a chamada “gratificação faroeste”, um bônus de produtividade criado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro para premiar, entre outros critérios, o policial civil que tenha se destacado por matar criminosos.

A relatoria do caso foi designada para o ministro Alexandre de Moraes, por prevenção, devido à relação do tema com a chamada ADPF das Favelas, ação de descumprimento de preceito fundamental que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro.

O partido de oposição ao governo fluminense pede uma liminar (decisão provisória e urgente) para suspender de imediato a gratificação. “O dispositivo é inconstitucional na forma e no conteúdo”, afirma o Psol, que chamou o bônus de “incentivo financeiro à violência policial”.

Para a sigla, a gratificação é inconstitucional desde a partida, uma vez que foi criada por iniciativa do Legislativo, e não do Executivo, que detém a exclusividade para apresentar propostas que criam despesas de pessoal.

Entenda

Aprovada em outubro de 2025, a Lei Estadual nº 11.003/2025 trata da reestruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil, e em seu artigo 21 prevê uma bonificação entre 10% a 150% do salário em casos como os de vitimização em serviço, apreensão de armas de grosso calibre ou, ainda, quando ocorrer a chamada “neutralização de criminosos”.

O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado dm dezembro pela Assembleia Legislativa o Rio de Janeiro. Na ocasião, o próprio líder do governo, deputado Rodrigo Amorim (União), defendeu a derrubada do veto

Diversos órgãos também se manifestaram pela ilegalidade e inconstitucionalidade da gratificação faroeste. Ainda antes da aprovação da lei, a PDU (Defensoria Pública da União), por exemplo, divulgou nota técnica que classificou a medida como um estímulo aos confrontos letais entre policias e bandidos.

Segundo a Defensoria, o próprio termo “neutralização”, usado na lei, é impreciso e por si só viola a dignidade da pessoa humana.

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