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Inpe: mortes por raios aumentam na Região Norte por causa do aquecimento global

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Osmar Pinto Junior. diz que o aquecimento global faz aumentar o número de mortes por raios no país Antonio Cruz/ Agência Brasil

Osmar Pinto Junior. diz que o aquecimento global faz aumentar o número de mortes por raios no país Antonio Cruz/ Agência Brasil

O número de mortes por raios na Região Norte está aumentando e a tendência é que a incidência do fenômeno continue crescendo na região, por causa do aquecimento global. Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e fazem parte do livro Brasil: Que raio de história, que está sendo lançado na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em andamento até domingo (25) em Brasília

O estudo, realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Inpe, compara dados do primeiro levantamento de mortes por raios, de 2000 a 2009, com dados do segundo, de 2000 a 2014. De 2000 a 2014, 1.789 pessoas morreram atingidas por raios em todo o país. O número médio de mortes por ano caiu de 132 para 111 , mas, apesar da redução nacional, as mortes na Região Norte aumentaram e passaram de 18% para 21% dos casos.

O Sudeste continua com o maior número de vítimas, por ter maior população, mas agora com 26% dos casos, contra 29% antes. Nas demais regiões, os dados seguem o padrão nacional de diminuição. Segundo o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior, a falta de acesso à informação pode ser a causa para o aumento de mortes no Norte, por ser uma região com cidades pequenas e muito distantes dos centros urbanos. Segundo Osmar, na Região Norte existe também a tendência de aumento da população, assim como o aumento da incidência do número de raios, porque é a região que mais está esquentando, devido ao aquecimento global (cerca de 7 ºC até o fim do século).

Em setembro, o Inpe lançou um sistema de previsão de raios que pretende informar onde eles irão cair no dia seguinte. Osmar conta que o sistema deve entrar em operação em janeiro de 2016 e a ideia é firmar parceria com as emissoras de televisão para que, assim como a previsão do tempo, seja divulgado o serviço de previsão de raios.

Apesar de registrar a maior incidência de raios no mundo, por ser o maior país localizado na região tropical, o Brasil é o sétimo em número de mortes, atrás da China (média de 700 mortes por ano), Índia (450), Nigéria (400), México (220), África do Sul (150) e Malásia (150). Osmar explica que o padrão de ventos e a alta temperatura da região influi diretamente na formação de tempestades.

O coordenador do Elat alerta ainda que, apesar da tendência de aumento de raios no Norte, de forma pontual neste verão, por causa do fenômeno El Niño, a Região Sul será muito atingida. “No inverno, já tivemos 500% mais raios se comparado a 2014. No Sudeste o aumento foi 100%”, diz Osmar.

Circunstâncias das mortes

Apesar do número de mortes em atividades agropecuárias ser maior, com 25% dos casos, uma das preocupações do Inpe é com o aumento, de 12% para 19%, do número de pessoas que morrem por raios dentro de casa. Segundo Osmar é um número muito alto. Ele cita os Estados Unidos que tem uma média de 30 mortes por ano por raio e 1% delas é dentro de casa.

“É verdade que dentro de casa a pessoa está mais protegida que ao ar livre, mas não completamente, pois o problema vem pelas redes elétrica e telefônica. Precisamos melhorar a segurança dessas redes com apoio do governo e das empresas”, diz o coordenador do Elat.

Osmar orienta as pessoas a evitar banhos no chuveiro elétrico, falar ao telefone com fio e ficar próximo a eletrodomésticos e grande objetos metálicos, durante tempestades. Falar ao celular não é perigoso, desde que ele não esteja conectado ao carregador.

Além das citadas, as principais circunstâncias de mortes por raios são no transporte, embaixo de árvores, em campo de futebol e na praia.
Perfil das vítimas O Inpe destaca ainda que a idade das vítimas tem diminuído consideravelmente. O índice daqueles com menos de 24 anos mortos por raios passou de 40% para 68%. Segundo Osmar, as orientações sobre como se proteger de raios chegam mais fácil à população adulta do que aos jovens e crianças.

“Ou o jovem não recebe ou negligencia a informação, o que sugere que devemos fazer ações votadas para esse público. Uma sugestão é que os livros didáticos tragam informações para que as crianças percebam o perigo dos raios e ao longo das próximas gerações tenhamos crianças mais protegidas”, afirma Osmar.

Além dos dados de mortes por raios, o livro traz a evolução do significado desse fenômeno natural, que antes era visto como uma manifestação mais mística e hoje está mais ligado à ciência e em como os raios podem ajudar a prever o futuro do clima.

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Dívida pública federal atingiu R$ 8,6 trilhões em janeiro de 2026

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Michael Melo/Metrópoles
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A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,641,13 bilhões em janeiro, aumento de 0,07% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta quarta-feira (25/2) pelo Tesouro Nacional.

De acordo com a pasta, esse desempenho da dívida pública ocorreu devido à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 74,79 bilhões, neutralizado, em parte, pelo resgate líquido, no valor de R$ 68,76 bilhões.

Com esses dados, o estoque da dívida pública federal iniciou o ano fora dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, com variação de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões no ano.


Entenda a dívida pública federal

  • A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada).
  • As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida.
  • A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União).
  • Apropriação positiva de juros acontece quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública.
  • Em 2025, o estoque da dívida pública federal somou R$ 8,6 trilhões. O resultado ficou dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF).

Composição da dívida

Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (15% ao ano). Em janeiro, a composição da DPF ficou da seguinte forma:

  • Taxa Flutuante (Selic): 49,42%;
  • Índices de Preços (IPCA): 26,35%;
  • Prefixados (com rendimento definido no momento da emissão): 20,65%; e
  • Câmbio: 3,58%.

O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras, que diminuiu em janeiro. O estoque passou de R$ 2,7 trilhões para R$ 2,6 trilhões. A participação do grupo caiu para 31,92%.

A participação da Previdência Social na DPF chegou a 22,66%. O estoque se manteve em R$ 1,8 trilhão.

Fundos de Investimento têm participação de 21,36%, com estoque de R$ 1,7 trilhão;
Não-residentes têm participação de 10,69%, com estoque de R$ 890 bilhões;
Seguradoras têm participação de 3,63%, com estoque de R$ 302 bilhões;
Governo tem participação de 2,76%, com estoque de R$ 230 bilhões; e
Outros têm participação de 6,97%, com estoque de R$ 580 bilhões.

Colchão da dívida pública federal

A reserva de liquidez da dívida pública diminuiu em janeiro em comparação a dezembro. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).

O colchão diminuiu 8,59%, passando de R$ 1,1 trilhão para R$ 1 trilhão. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 6,77 meses de vencimentos de títulos.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Senado aprova corte de impostos com impacto de R$ 1,1 bilhão em 2026

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Jefferson Rudy/Agência Senado
plenario-senado-

O Senado aprovou, nesta quinta-feira (25/2), um projeto para reduzir os impostos da indústria química e petroquímica. A renúncia fiscal estimada para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, será de R$ 1,1 bilhão.

O projeto prevê a redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a cadeia da indústria química e petroquímica no país.

O texto se manteve como veio da Câmara dos Deputados. Sob a relatoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o cálculo é de que R$ 2 bilhões seriam compensados com a arrecadação do corte de benefícios fiscais e da taxação de bets e fintechs, aprovado pelo Congresso no ano passado.

A medida alcança tanto a produção nacional quanto a importação de insumos considerados estratégicos para o setor, com o objetivo de diminuir custos e ampliar a competitividade das empresas.

Segundo a proposta, a desoneração busca estimular investimentos, fortalecer a produção interna e garantir maior previsibilidade tributária às companhias que atuam nesse segmento da economia.

A redução ocorre de forma escalonada:

  • De janeiro de 2025 a fevereiro de 2026, as alíquotas passam para 1,52% (PIS/Pasep) e 7% (Cofins);
  • De março a dezembro de 2026, caem ainda mais, para 0,62% (PIS/Pasep) e 2,83% (Cofins).

O benefício vale para centrais petroquímicas e indústrias químicas que utilizam matérias-primas, como etano, propano, butano, nafta petroquímica, gás natural, amônia e condensados, além de derivados como eteno, propeno, benzeno, tolueno e butadieno.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Valdemar: Flávio Bolsonaro iniciará articulação por apoios ao Planalto

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
valdemar-da-costa-neto-senador-flavio-bolsonaro-e-membros-do-partido-liberal-se-reunem-para-discutir-os-desdobramentos-do-cenario-politico-catarinense—metropoles

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (25/2) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, retomará, nos próximos dias, as negociações para atrair o apoio de partidos à sua candidatura.

Ao deixar uma reunião com a bancada do PL no Congresso, em Brasília, Valdemar disse que Flávio já procurou dirigentes do PP e do União Brasil, que devem formar uma federação partidária nas eleições de 2026. Segundo ele, o senador também pretende conversar com outras siglas.

Entre os próximos alvos, estão o Republicanos e o Podemos, com quem Valdemar Costa Neto manteve contato recentemente.

O presidente do PL afirmou que Flávio Bolsonaro está em busca de “gente de Centro” para consolidar a sua campanha ao Planalto.

“Ele vai ter que conversar com alguns partidos agora. Já conversei com a Renata [Abreu], [presidente] do Podemos, tive com ela semana passada. O Flávio já conversou com União e PP. Agora, vai conversar com outros partidos. Ele só conversou com PP e União. Ele vai começar a conversar agora”, disse Valdemar.

Bancada reunida

Flávio Bolsonaro reuniu na tarde desta quarta deputados e senadores para um encontro avaliado por participantes como de “alinhamento”. A agenda começou com uma salva de palmas ao senador, que deve começar a estruturar em breve a sua campanha ao Planalto.

Parlamentares ouvidos pelo Metrópoles afirmaram que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cobrou “união” dos correligionários. Segundo uma das pessoas, Flávio sinalizou que o sucesso de sua candidatura está ligado ao alinhamento dos aliados e a redução de desavenças.

No encontro, Flávio Bolsonaro também afastou qualquer desentendimento dele com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que deve ser candidata do PL ao Senado pelo Distrito Federal. De acordo com um parlamentar, o senador afirmou que não havia “intriga” entre ele e a madrasta.

Ao longo das últimas semanas, aliados e membros da família Bolsonaro voltaram a direcionar críticas a Michelle. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente, cobrou explicitamente a ex-primeira-dama a respeito de seu apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto.

“Pedimos ajuda de todo mundo. Não tem puxão de orelha, não tem cobrança de nada. Está todo mundo consciente de qual é o objetivo de que é resgatar o nosso Brasil. Vim agradecer o empenho de todo mundo e pedir ajuda de todo mundo em qualquer situação que possa estar levando a nossa bandeira, nossa verdade”, disse Flávio à imprensa.

“Saio daqui muito feliz, muito feliz de verdade. Está todo muito imbuído na mesma missão”, acrescentou.

Construção de palanques

A agenda desta terça também serviu para que Flávio Bolsonaro confirmasse chapas aos governos estaduais que já estão encaminhadas. A montagem das chapas nos estados é considerada uma das mais importantes etapas da campanha do senador ao Planalto.

O filho de Jair Bolsonaro espera contar com “palanques fortes” para dar musculatura à sua empreitada, em especial no Nordeste — região na qual o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provável candidato à reeleição, registra os melhores desempenhos.

Flávio indicou que o PL pode ter até 11 candidatos aos governos estaduais nas eleições deste ano. O partido também tem trabalhado para ampliar as suas cadeiras no Senado — um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que avalia o domínio da Casa como mais importante do que a eleição ao Planalto.

Como o Metrópoles mostrou, Flávio tem discutido a formação de palanques nas últimas semanas. Um documento com anotações sobre as tratativas foi obtido pela reportagem.

Segundo relatos, no encontro, o senador confirmou as chapas nas disputas estaduais de Santa Catarina e Rio de Janeiro, por exemplo. Ele também afirmou que se dedicaria ao tema nos próximos dias.

Relatos sobre Bolsonaro

Participantes da agenda afirmaram que o senador também deu detalhes sobre o estado de saúde do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Papudinha. Flávio esteve mais cedo com Jair.

Segundo relatos, Flávio Bolsonaro que o pai enfrentou crises de soluço e que aparentava estar triste. O senador se emocionou, de acordo com parlamentares.

PEC para acabar com reeleição ao Planalto

O senador também anunciou que vai apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição para a presidência da República.

O texto ainda está na fase de coleta de assinaturas e deve ser protocolado oficialmente no Senado apenas depois de o parlamentar reunir, no mínimo, 27 assinaturas.

Segundo o texto da PEC sugerido por Flávio, apenas governadores e prefeitos poderão continuar a ser reeleitos. As reeleições para o Palácio do Planalto seriam proibidas, ainda de acordo com a proposta.

O senador afirmou que a medida é um “gesto” à população e uma demonstração de que ele não pretende disputar a Presidência por “um projeto pessoal.

“Protocolei uma proposta para confirmar aquilo que já havia dito de que presidente da República deve ser presidente por um mandato apenas. Estou fazendo um gesto público. Acho que é um gesto que dou para mostrar que não é um projeto pessoal, é de país”, afirmou.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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