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Infovia subfluvial vai levar internet ao Norte, por rios da Amazônia
O programa vai criar nove infovias subfluviais. Serão cabos de fibra ótica passando pelos rios da Amazônia. A ideia é que os cabos “atraquem” em cidades-polo e que, a partir delas, seja feita a distribuição para os municípios mais distantes.

Palmas (TO) – Indígenas brasileiros fazem cursos de informática na “Oca Digital” durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas.( Marcelo Camargo/Agência Brasil)
É no Brasil, mais precisamente na Região Norte, que se concentra a maior bacia hidrográfica do planeta: a Bacia Amazônica, formada pelo Rio Amazonas e seus milhares de afluentes. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA) a região concentra 81% da disponibilidade de águas superficiais do país.
Os rios fazem parte da vida de quem mora na região para o bem e para o mal. De acordo com o professor da Universidade de Brasília, José Francisco Gonçalves Júnior, se, por um lado, os rios fornecem água e alimento e são vias de transporte, por outro, o deslocamento é lento e o acesso a produtos urbanos, serviços essenciais e comunicações é prejudicado. “Precisamos de outras estratégias melhores de comunicação para essas comunidades”, diz.
Um deles é a internet. De acordo com o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações (MCom), José Afonso Cosmo Júnior, muitas dessas localidades só têm acesso à internet via satélite pois não há cabeamento para que o fluxo de dados possa trafegar. “Muitas dessas cidades não têm sequer estradas que cheguem até lá. Então não tem por onde passar o cabeamento.”
Como não há estradas, a saída para ter uma internet de qualidade será pelos rios. E é disso que trata o Norte Conectado. O programa vai criar nove infovias subfluviais. Serão cabos de fibra ótica passando pelos rios da Amazônia. A ideia é que os cabos “atraquem” em cidades-polo e que, a partir delas, seja feita a distribuição para os municípios mais distantes.
Para atender a toda essa demanda, numa região cercada por rios e com áreas de difícil acesso, estão previstos mais de 10 mil quilômetros de cabo de fibra óptica, o suficiente para cobrir a distância de 100 mil campos de futebol. A estrutura permite tráfego de dados a 100 gigabits por segundo.
A primeira infovia subfluvial ligará Santarém (PA) a Macapá (AP) e deve ser entregue ainda este ano. “Muito provavelmente esses municípios seriam os últimos a serem atendidos com tecnologias novas até pela dificuldade geográfica. Com essa rede instalada eles podem ser atendidos imediatamente. Essas cidades vão poder receber o 5G primeiro do que muitas outras cidades do Brasil”, afirma o secretário de Telecomunicações.
Nordeste
Em fase final de instalação, o programa Nordeste Conectado deve levar internet de alta velocidade a mais de 20 mil alunos e 1,2 mil professores de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Além de Mossoró, mais quatro cidades da região já receberam a internet de alta velocidade por meio do programa: Caruaru (PE), Campina Grande (PB), Quixadá (CE) e Paulo Afonso (BA). Até o fim do ano outras quatro cidades serão atendidas.
O projeto aproveita a rede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) que está sendo utilizada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). De acordo com o secretário de Telecomunicações, a RNP fica responsável pela ligação entre entidades educacionais e, por meio de uma parceria com o ministério, faz um chamamento público para que provedores interessados construam a rede metropolitana, responsável por levar a internet para as cidades mais distantes.
Nesse chamamento as empresas também podem se oferecer para atender a órgãos públicos “Nisso a gente tem atendido milhares de escolas, centenas de postos de saúde e órgãos públicos do Judiciário e de segurança pública”, afirma Cosmo Júnior.
O investimento na construção dessas redes é de R$ 35 milhões. No total, 77 localidades serão as cidades-polo de onde poderão partir redes metropolitanas que levem a banda larga de 100 gigabits a vilarejos mais distantes. “É uma capacidade muito alta de comunicação de dados. Então, todo o tipo de comunicação e muitos negócios vão surgir disso”, avalia Cosmo Júnior.
Semana Nacional das Comunicações
Desde a última segunda-feira (3), até domingo (9), os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicam o Especial Conecta, com conteúdos sobre a Semana Nacional das Comunicações. O especial reúne reportagens sobre história das telecomunicações, 5G, Internet das Coisas, o impacto das novas tecnologias na educação e no agronegócio, entre outros temas.
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dição: Denise Griesinger
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Equipe do SAMU reanima criança vítima de afogamento e protagoniza salvamento emocionante na Cidade do Povo
Atendimento durou cerca de 30 minutos e mobilizou moradores; criança de 1 ano e 5 meses foi encaminhada em estado grave ao Pronto-Socorro de Rio Branco
Uma ocorrência que poderia terminar em tragédia se transformou em um momento de esperança e forte comoção na tarde desta sexta-feira (6), no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, graças à atuação rápida e técnica de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Uma criança de 1 ano e 5 meses foi encontrada desacordada dentro de uma caixa d’água em uma residência localizada na Rua Maria Elza Castelo, Quadra 14, nas proximidades da creche José Maria Maciel. Ao perceberem a situação, familiares retiraram imediatamente o menino do reservatório e, com o apoio de vizinhos, acionaram o socorro de emergência.
O SAMU respondeu de forma ágil, enviando duas ambulâncias ao local — uma de suporte básico e outra de suporte avançado. A equipe era formada pela médica Dra. Débora Gama, pela enfermeira Gel, pelo técnico de enfermagem Jânio, e pelos condutores Otacílio e Wilian Viana.
Ao chegarem à residência, os profissionais iniciaram de imediato as manobras de reanimação cardiopulmonar. O procedimento se estendeu por cerca de 30 minutos, período em que a equipe se revezou nas massagens cardíacas, mantendo precisão técnica, concentração e persistência diante da gravidade do quadro.
Familiares e moradores acompanharam o atendimento em silêncio e apreensão. O clima era de extrema tensão enquanto os socorristas lutavam contra o tempo para restabelecer os sinais vitais da criança.
Após sucessivas tentativas, o menino voltou a apresentar sinais vitais. O momento foi marcado por forte emoção, com aplausos espontâneos, lágrimas e manifestações de gratidão por parte das pessoas que acompanhavam o resgate.
Mesmo diante da comoção, a equipe manteve o foco, realizou a estabilização do paciente dentro da ambulância de suporte avançado e encaminhou a criança ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado de saúde grave.
A atuação dos profissionais foi amplamente elogiada por moradores da região, que destacaram o preparo técnico, a agilidade e a sensibilidade humana demonstrados durante o salvamento. O episódio reforça a importância do SAMU como serviço essencial, que diariamente atua na linha de frente e, muitas vezes, faz a diferença entre a vida e a morte.
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Fórum Teia Acre consolida a Carta Estadual da Cultura Viva
Teve início nesta sexta-feira, 6, no Museu dos Povos Acreanos, o Fórum e Teia Estadual de Pontos e Pontões de Cultura do Acre. O encontro reúne fazedores de cultura da capital e do interior do estado e tem como objetivo fortalecer a governança da política cultural e consolidar diretrizes para a Cultura Viva no Acre.
A programação começou com a discussão e aprovação do regimento interno que orienta a eleição dos delegados, seguida de um painel temático voltado ao fortalecimento das redes territoriais de cultura. Na sequência, foram formados Grupos de Trabalho (GTs), organizados por eixos estratégicos, para debater o Plano Nacional Cultura Viva para os próximos dez anos, a governança da política cultural e a sustentabilidade da criação artística.

As atividades foram antecedidas por uma solenidade de abertura na noite de quinta-feira, 5, marcada por um cortejo cultural, credenciamento dos participantes e uma mesa-redonda com o tema “Cultura Viva, Justiça Climática, Ancestralidade e Bem-Viver”.

Durante o encontro, o presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, destacou a importância estratégica do fórum para o fortalecimento das políticas culturais no estado e celebrou a aprovação do primeiro Plano Estadual de Cultura. Segundo ele, o evento constitui um espaço de construção coletiva de propostas a partir da experiência de quem atua diretamente nos pontos e pontões de cultura.

Representando os participantes do interior, a delegada Enage Peres, do Ponto de Arte e Cultura da Fronteira, de Epitaciolândia, ressaltou os desafios da gestão cultural no contexto amazônico e destacou a importância do fórum como espaço de diálogo e articulação entre os fazedores de cultura do estado.
Na tarde desta sexta-feira, os delegados representantes de 60 pontos de cultura do Acre trabalham na elaboração da Carta Estadual da Cultura Viva Acre, documento que reúne as diretrizes do fórum e que será encaminhado para contribuir com o Plano Nacional de Cultura do Ministério da Cultura (MinC).
O representante da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), Walter Cedro Santos, destacou que encontros semelhantes estão sendo realizados em todo o país, envolvendo cerca de 14 mil pontos de cultura, com o objetivo de construir coletivamente um projeto de lei voltado à descentralização da política cultural e à criação de mecanismos permanentes de financiamento.

Também presente ao encontro, o superintendente do Patrimônio da União no Acre (SPU-AC), Thiago Mourão, reafirmou o compromisso do governo federal com o fortalecimento das parcerias com os fazedores de cultura, destacando a cessão de imóveis da União para uso dos Pontos de Cultura no estado.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Acre está entre os estados com pior transparência sobre dados de armas, aponta estudocccc

Foto: Agência Brasil
Um estudo nacional divulgado na quinta-feira, 05, pela Folha de SP, colocou o Acre entre os estados com os piores níveis de transparência do país no controle e na divulgação de dados sobre armas de fogo sob responsabilidade das polícias estaduais. A conclusão faz parte do Ranking de Transparência de Dados sobre Armas de Fogo nos Estados, elaborado pelo Instituto Sou da Paz, em parceria com o Instituto Igarapé.
De acordo com a pesquisa, o Acre aparece ao lado de Amapá e Piauí no grupo com os níveis mais fracos de transparência, após a análise de respostas a pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) entre os anos de 2021 e 2023. No período, as polícias estaduais brasileiras deixaram de responder 73% dos questionamentos, evidenciando, segundo os pesquisadores, uma persistente “cultura de sigilo” nas instituições de segurança pública.
O levantamento avaliou informações relacionadas à apreensão, custódia, rastreamento, investigação de origem e destruição de armas, além de dados sobre controle interno, como compras públicas e furtos dentro das corporações. Nenhum estado brasileiro atingiu o nível considerado alto de transparência. Apenas Tocantins, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Mato Grosso do Sul alcançaram desempenho classificado como médio.











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