Acre
Idosa morre após receber ligação em golpe do falso sequestro
Suspeito teria dito que a idosa deveria depositar R$ 10 mil ou filha morreria.
‘É uma sensação horrível’, diz filha da aposentada.

Francisca Oliveira morreu após receber ligação dizendo
que uma das filhas havia sido sequestrada
(Foto: Arquivo Pessoal)
G1
A aposentada Francisca Oliveira Mendonça, de 63 anos, morreu após receber uma ligação anunciando que sua filha Maria José Oliveira, de 31 anos, estava em poder de bandidos, durante uma tentativa de golpe do falso sequestro. O caso ocorreu, nesta quinta-feira (18), no bairro Vitória, em Rio Branco.
De acordo com a vendedora Maria de Jesus Mendonça, de 40 anos, filha da aposentada, a idosa recebeu uma ligação por volta de 5 horas. “Um homem dizia que minha irmã havia sido sequestrada e seria morta se minha mãe não depositasse R$ 10 mil em uma conta bancária”, conta.
Sem conseguir falar com a filha supostamente sequestrada, a aposentada entrou em contato com Maria de Jesus, que tentou acalmá-la. “Eu disse que era um trote e que a Maria estava na minha casa, porém, ela já estava bastante nervosa e com o choque teve um infarto quando ainda estava no telefone comigo”, lembra.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, porém, não conseguiu reanimá-la. Maria de Jesus diz que desde o final de 2014, a mãe reclamava de dores no peito e estava sendo acompanhada.
A vendedora diz ainda que a família está em choque e pretende registrar um boletim de ocorrência. “É uma sensação horrível, não conseguimos acreditar até agora”, finaliza.
O enterro está marcado para às 8 horas desta sexta-feira (19), no cemitério Morada da Paz, em Rio Branco.
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Acre
GovCast abre primeira edição de 2026 e destaca avanços do Programa Bem-Me-Quer no Acre
A delegada Juliana De Angelis, representante institucional de Políticas Públicas de Proteção a Grupos Vulnerabilizados da Polícia Civil do Acre (PCAC) e coordenadora do Programa Bem-Me-Quer, foi a convidada da primeira edição de 2026 do GovCast, apresentado por Jefson Dourado. O programa é exibido nas principais plataformas de comunicação do governo do Acre e marcou a abertura oficial da temporada deste ano.

Durante a entrevista, a delegada destacou o papel estratégico do Programa Bem-Me-Quer no fortalecimento da rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Segundo Juliana, o projeto foi idealizado para garantir acolhimento humanizado, principalmente nos municípios que ainda não possuem Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
“Nos locais onde não há Deam, o Bem-Me-Quer entra com uma sala especialmente preparada, decorada e estruturada para oferecer um ambiente mais acolhedor e seguro às mulheres vítimas de violência”, explicou, ressaltando que nessas unidades o atendimento conta com equipe multidisciplinar formada por psicólogos e assistentes sociais, proporcionando suporte integral às vítimas, desde o registro da ocorrência até o acompanhamento psicossocial.
Atualmente, o Programa Bem-Me-Quer já alcança nove municípios acreanos, ampliando significativamente o acesso das mulheres a um atendimento mais humanizado e especializado.

Importância da denúncia
Durante o GovCast, Juliana reforçou a importância da denúncia como ferramenta fundamental para romper o ciclo da violência: “A mulher precisa entender que não está sozinha. É fundamental denunciar. Pode procurar qualquer delegacia de polícia para registrar a ocorrência”.
A delegada também destacou que as denúncias podem ser feitas de forma anônima, por meio do Disque 180, canal nacional de atendimento à mulher. Além disso, reforçou a relevância das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, classificando-as como a maior inovação trazida pela legislação.
“As medidas protetivas salvam vidas. Dados mostram que mulheres que buscaram esse instrumento conseguiram interromper o ciclo de violência e preservar sua integridade”, observou.
Violência nos relacionamentos afetivos
Outro ponto abordado foi o fato de que os maiores índices de violência doméstica estão concentrados nos relacionamentos afetivos. A delegada explicou que, muitas vezes, a violência começa de forma sutil, com agressões psicológicas, controle excessivo e isolamento da vítima, evoluindo para agressões físicas. Por isso, é essencial saber identificar os diferentes tipos de violência: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.
Atuação contínua da Polícia Civil
A delegada também destacou que, semanalmente, a Polícia Civil cumpre mandados de prisão contra agressores em todo o estado, reforçando o compromisso institucional no combate à violência doméstica. “Essa é uma determinação do delegado-geral, doutor José Henrique Maciel, para que todos esses agressores não fique impunes”, frisou.
Além da repressão qualificada, a PCAC desenvolve ações educativas, com palestras em escolas e empresas, levando informação e conscientização sobre o tema. O trabalho é realizado em parceria com diversos órgãos da rede de proteção, fortalecendo a atuação integrada no enfrentamento à violência contra a mulher.
Ao encerrar a entrevista, Juliana reforçou que a informação é uma das principais ferramentas de proteção: “Identificar os sinais da violência e denunciar são passos fundamentais para salvar vidas. A Polícia Civil está preparada para acolher e proteger cada mulher que procurar ajuda”.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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