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Acre

Homem que agrediu policial militar durante ocorrência é condenado por lesão corporal e resistência à prisão

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Decisão considerou que restam “fartamente demonstradas” a autoria e a materialidade dos crimes, em um caso de violência doméstica ocorrido em Brasiléia.

O Juízo da Vara Criminal de Brasiléia julgou parcialmente procedente o Processo n°0001294-21.2016.8.01.0003, condenando C.V. da S. a cinco meses de detenção, em regime inicial aberto, por ele ter lesionado o braço de policial e resistido à prisão. Conforme é relatado, os policiais atendiam uma ocorrência de violência doméstica e encontraram o réu embriagado, então ele resistiu à prisão e machucou com as algemas o braço de um policial.

O juiz de Direito Raimundo Nonato registrou na sentença, publicada na edição n°5.925 do Diário da Justiça Eletrônico (fl.88), que “o réu havia ingerido bebida alcoólica e com a chegada dos policiais, pois foram atender uma ocorrência de violência doméstica envolvendo o réu e sua companheira, o réu não acatou a ordem dos policiais e começou a agredi-los com socos e pontapés, o que justificou a conduta dos policiais em algemar o réu e colocá-lo na viatura policial”.

Entenda o Caso

De acordo com os autos, o denunciado agrediu um policial militar, tendo causado lesões corporais no braço esquerdo da vítima. A autoridade foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica, e chegando ao local encontrou o acusado portanto uma faca, portanto deu voz de prisão a ele, e neste momento C.V. da S. deferiu golpe de faca no braço do policial.

Por isso, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) denunciou C.V. da S. por ele ter praticado os crimes previstos nos artigo 129, § 1°, inciso II, 331 e 329, caput, na forma do artigo 69, caput, todos do Código Penal, ou seja por ele ter cometido os crimes de lesão corporal, desacato e ter se oposto a execução de ato legal, mediante violência.

Sentença

Ao analisar as comprovações apresentadas e os depoimentos, o juiz de Direito Raimundo Nonato, expressou que ao contrário da denúncia Ministerial, o réu não agrediu o policial com uma faca, mas com as algemas, portanto não houve lesão corporal grave e sim lesão corporal leve praticada pelo acusado.

Sobre este crime, o magistrado escreveu: “(…) o réu ao invés de se acalmar e respeitar a autoridade policial, demonstrou comportamento oposto, ou seja, resistiu à prisão, começou a xingar os policiais e lesionou o braço do policial no momento em que estava sendo preso, acarretando as lesões descritas no exame de corpo de delito à fl. 04”.

Analisando o delito de desacato, o juiz observou não serem suficientes às comprovações apresentadas, pois se amparam apenas nos depoimentos das autoridades policiais envolvidas na situação, outras testemunhas afirmaram não terem presenciado a réu proferindo ofensas contra os policiais.

“(…) era ônus da acusação apresentar as provas inequívocas de que o réu desacatou os policiais militares no exercício de suas funções, sendo que a tese da acusação é frágil e não foi prova em juízo, porquanto não podemos fundamentar um decreto condenatório exclusivamente com a versão dos policiais, principalmente porque as demais testemunhas não ratificaram, em juízo, as supostas ofensas proferidas pelo réu contra os policiais, da mesma forma o réu negou tal conduta”, escreveu o juiz de Direito.

Mas, quanto ao crime de resistência, Raimundo Nonato verificou terem sido “fartamente demonstrada” a autoria delitiva e a materialidade. Assim, afirmando ter ficado “cristalino que o réu resistiu à prisão desferindo socos e pontapés contra os policiais”, o juiz titular da 3ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, condenou o C.V. da S. por lesão corporal leve e resistência a prisão.

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Rio Branco recebe mutirão de cirurgias voltado à saúde da mulher

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O governo do Acre, por meio da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) e da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), realiza neste domingo, 22, um mutirão de cirurgias voltado à saúde da mulher. A ação integra o programa nacional Mais Especialistas, do Ministério da Saúde, e ocorre em alusão ao Mês da Mulher.

A iniciativa ocorre de forma simultânea em todo o país, envolvendo unidades hospitalares públicas, privadas e filantrópicas. O objetivo central é ampliar o acesso da população a procedimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na Fundhacre, os atendimentos foram concentrados no centro cirúrgico da unidade, beneficiando pacientes previamente reguladas. Ao todo, foram executados procedimentos de diversas especialidades, visando garantir agilidade e reduzir as filas de espera.

Durante a mobilização, estão sendo executados procedimentos de diversas especialidades, como tireoidectomia total, plástica mamária não estética, reparo de manguito rotador, ressecção de cisto sinovial e tratamento de varizes. A ação contempla também demandas ginecológicas, incluindo histerectomias e curetagens, garantindo agilidade no atendimento e redução das filas de espera.

Antonia Neide, paciente contemplada pela ação relata. “Eu sentia muita dor no ombro e, quando trouxe os meus exames, o médico recomendou a cirurgia imediatamente. Graças a Deus, esse procedimento será realizado hoje. Esses mutirões são muito importantes, porque ampliam o acesso aos atendimentos. No meu caso, como eu trabalhava fazendo movimentos repetitivos, acabei desenvolvendo alguns problemas no ombro”, afirmou.

A inclusão da Fundhacre na mobilização nacional foi viabilizada após agenda institucional junto ao Ministério da Saúde, no início de março. O alinhamento reforça o compromisso do Estado com estratégias nacionais de atenção especializada e atendimento humanizado.

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Nível do Rio Acre segue em queda e permanece abaixo da cota de alerta em Rio Branco

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Boletim da Defesa Civil aponta redução do manancial e registra 12 milímetros de chuva nas últimas 24 horas

A Defesa Civil de Rio Branco divulgou, na manhã deste domingo (22), novo boletim com informações atualizadas sobre o nível do Rio Acre na capital. O documento é assinado pelo coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Cláudio Falcão.

De acordo com a medição realizada às 6h43, o manancial marcou 8,80 metros, apresentando redução no volume em relação às medições anteriores.

Nas últimas 24 horas, o acumulado de chuva foi de 12 milímetros.

A cota de alerta na capital é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14,00 metros. No momento, o nível do rio permanece bem abaixo dos limites considerados críticos.

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Sexto lote do seguro-defeso será disponibilizado na terça-feira

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O sexto lote do Seguro Desemprego do Pescador Artesanal, o seguro-defeso, será paga na terça-feira (24) para 110.904 trabalhadores do ramo, cadastrados e em conformidade com as exigências do programa.

Estes trabalhadores receberão R$ 179,7 milhões. Os cinco lotes anteriores somaram 269.372 beneficiados, com as parcelas sendo sido liberadas semanalmente, totalizando R$ 616,3 milhões.

O valor do benefício equivale a um salário mínimo mensal, fixado em R$ 1.621. O seguro é pago a pescadores artesanais durante a paralisação da pesca (defeso), no período de reprodução de cada espécie, e pode durar até cinco meses, dependendo do calendário regional de proibição.

A maior parte do público beneficiado teve sua atividade impactada no período entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou o compromisso da pasta com a correta concessão do benefício.

“O MTE tem trabalhado para garantir o pagamento de todos os pedidos de seguro-defeso que passaram por análise criteriosa, assegurando o direito de quem realmente vive da pesca.”

Troca de gestão

Em novembro do ano passado, a gestão do seguro-defeso foi reformulada passando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O objetivo da medida é diminuir o pagamento de benefícios indevidos – para pescadores que tem outras fontes de renda, por exemplo –, além de evitar fraudes.

O esforço de saneamento do programa também uniu a Controladoria Geral da União (CGU) e o MTE. Embora uma parcela relativamente pequena de benefícios tenha sido fraudada, o impacto das fraudes é considerável pois o programa já atendeu mais de 2 milhões de cadastrados em seu período de maior alcance.

Entre as alterações previstas na Medida Provisória (MP) nº 1.323, foi revisada a lista de documentos necessários para manter os cadastros ativos. Atualmente, as exigências incluem inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), ter cadastro biométrico, entregar o Relatório do Exercício da Atividade Pesqueira (Reap), morar em município incluído no período de defeso e participar das entrevistas realizadas pela Fundacentro nos estados onde já ocorre a piracema (período de reprodução dos peixes), que são Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas. Nestes locais a Fundação registrou 514.127 atendimentos em 126 municípios.

Entre 1º de novembro de 2025 e 14 de março deste ano, o MTE recebeu 1.198.473 requerimentos individuais do benefício. As solicitações estão passando por triagem. Os estados com maior número de solicitações são Pará (351.502), Maranhão (336.803), Amazonas (106.632), Bahia (81.765) e Piauí (63.025).

Ficaram de fora dos lotes os pescadores que não apresentaram o Reap. Também foram excluídos aqueles que possuem vínculo empregatício, recebem aposentadoria, estão com o registro de pesca cancelado, atuam em atividades não previstas ou recebem benefício assistencial contínuo, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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