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Há 29 anos, família Almeida e o Acre choravam pela morte do Governador Edmundo Pinto

O crime que parou e chocou o estado, segue com a narrativa de controvérsias e mistérios
Wanglézio Braga, Especial para o Acre News/ Foto: Arquivo Pessoal de Rodrigo Pinto
A família Almeida-Pinto continua enlutada. O Acre ainda almeja o desfecho de um crime que chocou desde o cidadão mais comum ao aristocrata. Há 29 anos, o advogado e Governador Edmundo Pinto de Almeida Neto, foi assassinado, bem próximo de completar 40 anos de idade. O Acre News relembra breves aspectos dessa triste história que parou e chocou o estado, que virou manchetes de jornais do país, serviu como objeto de estudo de investigadores renomados, de documentário na Netflix, porém, sem responder a infinitas indagações.
UM DOMINGO DE CHORO
Era manhã de domingo – 17 de maio de 1992-, Edmundo Pinto descansava num quarto de hotel onde posteriormente se encontraria com diretores da construtora Norberto Odebrecht. A pauta do encontro foi averiguar denúncias de que o então ministro do Trabalho, Antônio Rogério Magri, havia recebido a quantia de US$ 30 mil dólares para superfaturar a construção de um canal na capital acreana. Antes disso, porém, Edmundo também se preparava para comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional que investigaria supostos atos de corrupção em verbas, leia-se malversação, para a construção do que chamamos hoje de “Parque da Maternidade”.
O relógio marcava pouco mais de 5h30m, três homens invadiram o apartamento 704 do Hotel luxuoso Dell Volpe Garden, centro de São Paulo (SP), atiraram por três vezes, dois tiros acertaram o executivo que ainda tentou se defender, mas sem chances. Edmundo morreu.
- O crime que parou e chocou o estado, segue com a narrativa de controvérsias e mistérios
INVESTIGAÇÕES, CPI’S
Pinto tornou-se alvo ainda da CPI da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e com uma morte precoce, cruel, coube ao Congresso iniciar também uma investigação paralela para apurar a causa central do assassinato. A grande maioria já prognosticava durante a “CPI da Pistolagem”: Foi sob encomenda. O deputado e relator da CPI à época, Edmundo Galdino, bem que palpitou, mas o entendimento da Polícia e do Judiciário de São Paulo, narraram outra tese: Latrocínio (Roubo seguido de morte).
LATROCÍNIO?
Para chegar a hipóteses de latrocínio, a Polícia paulistana investigou que os criminosos roubaram Cr$ 500 mil cruzeiros do apartamento que o governador ocupava no hotel. Os mesmos criminosos teriam roubado US$ 1.500 dólares de John Franklin Jones, hóspede do apartamento 714 e funcionário do banco norte-americano Northeast. Jones acabou sendo chamado para depor. “Três mulatos”, como ele classificou, teriam entrado nas dependências do hotel. Posteriormente, os acusados foram presos. Um deles foi chamado para depor no Congresso, Gilson José dos Santos, informou que recebeu dinheiro para cometer o crime.
CRIME POLÍTICO?
Em 1993, o governador de São Paulo, à época, Luís Antônio Fleury Filho mandou reabrir o inquérito a pedido da viúva, Fátima Barbosa e da bancada acreana no Senado. Por hora, a tese de crime político reacendeu sobre o caso.
Em um documentário de uma plataforma internacional, o filho de Edmundo, Rodrigo Pinto, que tinha apenas 12 anos quando o pai foi assassinado, deu detalhes do que se lembra à época. Ele citou que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou violência e sinais de tortura no corpo do governador acreano. “Embalsamaram o corpo do meu pai, blindaram o corpo dele, impossibilitando que víssemos as atrocidades que fizeram com ele”, descreveu Rodrigo.
Edmundo Pinto deixou Fátima Barbosa de Almeida, viúva, e três filhos: Rodrigo, Pedro e Nuana.
VITÓRIA DE EDMUNDO SOBRE JORGE
O bom desempenho de Edmundo Pinto no legislativo chancelou o credenciamento à disputa do Governo. A homologação do seu nome na convenção do PSD, em 1990, possibilitou a disputa contra Jorge Viana (PT). Edmundo obteve a primeira colocação no 1° turno e respectivamente no 2° turno. Pinto foi eleito com quase 72 mil votos, sendo o 12° governador eleito do Acre. Ele foi o único candidato do PSD, candidato ao cargo entre os estados. De fato, ele assumiu o Palácio Rio Branco no dia 15 de março de 1991. Antes dele, Flaviano Melo era governador.
UM GOVERNO ‘METEÓRICO’
O Governo Edmundo Pinto não foi marcado apenas por questões políticas ou da tragédia em si. Enquanto esteve no comando do executivo, Edmundo assinou a emancipação de 11 municípios, criou o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE), concluiu o asfaltamento da BR-364 (Rio Branco – Porto Velho), deu início ao Aeroporto Internacional de Rio Branco, investiu em nas estações de tratamento de Esgoto e inaugurou e expediu obras em Escolas Públicas.
MEMÓRIA VIVA
Nas redes sociais, existem perfis que relembram a trajetória política e de vida de Edmundo Pinto. Um dos editores da página no Facebook – Edmundo Pinto – é o próprio ex-vereador de Rio Branco, Rodrigo Pinto, que vive atualmente no exterior. Recentemente, alguns registros únicos do governador foram republicados no espaço, que é um memorial.
Concluindo esse resgate histórico, tomamos a iniciativa para republicar uma legenda inserida em uma das fotos de Edmundo Pinto ao desembarcar de um avião, e que resume muito bem todo o caso: “O grande erro do Edmundo, foi confiar demais. Ele fazia questão de estar presente com o povo sem segurança, fazer caminhadas, viajar como uma pessoa comum. Na noite do seu assassinato, ele foi ao shopping assistir um filme e voltou para o Hotel onde foi assassinado”.
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Força Tática apreende arma furtada e material do tráfico em chácara abandonada, em Rio Branco
Uma ação da Força Tática do 2º Batalhão da Polícia Militar resultou na apreensão de uma arma de fogo furtada e de diversos materiais relacionados ao tráfico de drogas na noite desta terça-feira (30), em uma chácara abandonada localizada no bairro Belo Jardim I, na região do Ramal do Zezé, em Rio Branco.
A operação foi desencadeada após informações apontarem a possibilidade de um ataque envolvendo facções criminosas rivais no Belo Jardim II, área conhecida por disputas territoriais. Diante da denúncia, as equipes reforçaram o patrulhamento e ampliaram as buscas para a zona rural próxima.
Durante as diligências a pé em chácaras abandonadas, um morador informou que um dos imóveis estaria sendo usado como ponto de apoio por indivíduos armados. Ao se aproximarem do local indicado, os policiais avistaram suspeitos que fugiram em direção à área de mata e não foram localizados.
Na vistoria do imóvel, os militares encontraram uma pistola calibre .40 com carregador e munições, balotes para recarga, além de uma balança de precisão, sacos plásticos, facas e uma substância com características semelhantes à cocaína. Após consulta ao sistema, foi confirmado que a arma havia sido furtada em junho de 2024.
Todo o material foi apreendido e encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação para identificar os envolvidos e apurar a destinação dos itens encontrados.
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Adolescente de 13 anos é atingido por disparo acidental durante caçada em área rural de Manoel Urbano
O adolescente T. O. S., de 13 anos, foi atingido por um disparo de arma de fogo na manhã desta terça-feira (30), durante uma caçada em uma propriedade rural localizada no km 18 do Ramal do Portella, com acesso pelo km 8 da BR-364, no trecho entre Manoel Urbano e Feijó, no interior do Acre.
De acordo com informações repassadas por testemunhas, o adolescente estava acompanhado do irmão quando ambos entraram em uma área de mata para caçar. Em determinado momento, o irmão teria se deslocado até um igarapé para beber água e, ao se agachar, manuseou uma espingarda de forma inadequada. A arma acabou caindo e, ao tocar o solo, efetuou um disparo acidental.
O tiro atingiu o ombro esquerdo do adolescente, provocando sangramento intenso. Ao ouvir o disparo, o irmão correu até o local e encontrou a vítima caída. O jovem foi socorrido inicialmente até a residência da família e, em seguida, encaminhado à Unidade Mista de Saúde do município.
Após a avaliação médica, os profissionais constataram a gravidade do ferimento e optaram pela transferência do adolescente para o pronto-socorro de Rio Branco, onde ele passaria por exames complementares e acompanhamento especializado.
Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil e a Polícia Militar de Manoel Urbano informaram que não havia registro oficial da ocorrência.
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Motorista de aplicativo é rendido, amarrado e tem carro roubado durante corrida em Sena Madureira
Um motorista de aplicativo viveu momentos de terror ao ser rendido e ter o carro roubado durante uma corrida na noite desta segunda-feira (29), em Sena Madureira, no interior do Acre. O veículo, um Fiat Mobi, foi localizado na manhã desta terça-feira (30), após denúncias de moradores que auxiliaram a polícia nas buscas.
Segundo as informações apuradas, os criminosos solicitaram a corrida com destino ao km 10 da estrada de Manoel Urbano. Durante o trajeto, o motorista foi surpreendido por dois indivíduos armados — um deles com um revólver e o outro com uma arma de fabricação caseira. A vítima foi rendida, teve as mãos amarradas e foi levada até um ramal em uma área afastada.
Após o assalto, os suspeitos fugiram levando o veículo, cartões bancários, um óculos escuro e um aparelho celular Samsung A52. O motorista foi abandonado nas proximidades de uma ponte e conseguiu pedir ajuda algum tempo depois.
Relatos de moradores foram fundamentais para a reconstituição do caso. Testemunhas informaram que o motorista foi visto correndo e pedindo socorro, ainda com as mãos amarradas, no ramal conhecido como Tonha Vieira. Ele foi acolhido por moradores da região, que o conduziram até um ponto onde a polícia já realizava diligências.
Apesar do susto e do trauma, a vítima não sofreu ferimentos graves e passa bem.
Ainda de acordo com o motorista, o telefone utilizado para solicitar o transporte teve a foto de perfil alterada após o crime, exibindo a imagem de um possível integrante de organização criminosa conhecido pelo apelido de “Terror”.
Após novas denúncias, a guarnição policial localizou o Fiat Mobi escondido em uma área de matagal no bairro Ana Vieira. O veículo não apresentava sinais aparentes de avarias. A perícia chegou a ser acionada, mas não havia perito disponível no momento, e o carro foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar e localizar os envolvidos no crime.






















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