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Guerra de facções foi a causa de quase metade dos homicídios no Acre em 2025
Municípios como Mâncio Lima, com dois homicídios, além de registros isolados em Feijó, Brasiléia, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves, demonstram a dispersão territorial da violência ligada a esses confrontos

Dados mostram redução entre 2023 e 2025, mas violência permanece concentrada na capital. Foto: captada
Geovany Calegário
A violência que nasce nas disputas entre facções criminosas continua deixando marcas profundas no Acre. Em becos, ruas e periferias, conflitos que se arrastam silenciosamente ao longo dos anos seguem transformando estatísticas em histórias interrompidas. Em 2025, esse cenário voltou a se refletir nos números oficiais da segurança pública do estado.
Dados do Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Acre, por meio da Coordenação de Dados Estatísticos, apontam que, dos 134 homicídios registrados no estado ao longo de 2025, 62 tiveram origem em conflitos entre facções criminosas. Embora o número represente uma redução em relação aos anos anteriores, a presença constante desse tipo de crime evidencia que a disputa por território e poder ainda ocupa um lugar central na dinâmica da violência letal no estado.

Dados mostram redução entre 2023 e 2025, mas violência permanece concentrada na capital/Foto: Reprodução
A análise comparativa com 2024 e 2023 mostra uma queda gradual nas mortes associadas a esses confrontos, mas também revela a permanência de um padrão: a concentração dos casos em áreas urbanas estratégicas, sobretudo na capital, e o impacto contínuo sobre comunidades já vulneráveis, onde o conflito armado entre grupos criminosos se impõe como uma realidade cotidiana.
Entre as vítimas de homicídios relacionados a conflitos de facção em 2025, 60 eram homens e duas mulheres. A capital Rio Branco concentrou a maior parte desses crimes, com 38 casos. No interior, Cruzeiro do Sul apareceu em seguida, com nove registros, enquanto Epitaciolândia contabilizou cinco casos. Outros municípios como Mâncio Lima, com dois homicídios, além de registros isolados em Feijó, Brasiléia, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves, demonstram a dispersão territorial da violência ligada a esses confrontos.
Os dados também revelam o acesso dessas organizações a armamentos, pois faz parte do modos operandi do crime, já que das 62 mortes relacionadas a conflitos de facção, 49 foram provocadas por disparos de arma de fogo.

Dados de 2025 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução
O comparativo com 2024 mostra que, naquele ano, o Acre contabilizou 156 homicídios, sendo 66 ligados a disputas entre facções criminosas. Na ocasião, todas as vítimas desse tipo de crime eram homens, o que evidencia a predominância masculina nesse recorte da violência.
Ainda em 2024, Rio Branco voltou a concentrar a maior parte dos casos, com 42 homicídios relacionados a facções. Brasiléia teve seis registros, enquanto Feijó e Cruzeiro do Sul contabilizaram quatro cada. Também houve ocorrências em Assis Brasil, Tarauacá, Bujari, Sena Madureira, Mâncio Lima e Porto Acre.
Assim como no ano seguinte, as armas de fogo foram o principal meio utilizado nos homicídios ligados a facções em 2024. Das 66 mortes registradas naquele ano, 53 ocorreram em decorrência de disparos, segundo o levantamento da Polícia Civil.

Dados de 2024 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução
O ano de 2023 apresentou o cenário mais grave do período analisado. Naquele ano, o Acre registrou 179 homicídios, dos quais 88 foram classificados como decorrentes de conflitos entre facções criminosas, o maior número da série histórica.
Desse total, 74 mortes foram causadas por armas de fogo. As vítimas eram majoritariamente homens, somando 85 casos, além de três mulheres. Mais uma vez, Rio Branco concentrou a maior parte das ocorrências, com 68 dessas mortes, seguida por Cruzeiro do Sul e outros municípios do interior.
A leitura dos dados de 2023 a 2025 aponta uma redução gradual das mortes associadas a conflitos de facção no Acre. Ainda assim, os números evidenciam que a violência ligada a disputas criminosas permanece como um desafio estrutural, sobretudo em territórios onde o poder das armas segue impondo medo, silêncio e perdas constantes à população.

Dados de 2023 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução
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Motociclista por aplicativo reage a assalto e é brutalmente agredido na Gameleira, em Rio Branco
Vítima sofreu traumatismo cranioencefálico moderado após ser espancada por cinco criminosos
Auricelio Nascimento da Silva, de 44 anos, foi vítima de roubo e acabou violentamente agredido na madrugada deste sábado (14), na região da Gameleira, situada na Rua Cunha Matos, bairro 6 de Agosto, no Segundo Distrito de Rio Branco.
De acordo com relato da própria vítima, ele aguardava uma corrida enquanto trabalhava como motociclista por aplicativo quando foi surpreendido por cinco homens que se aproximaram a pé. O grupo anunciou o assalto e exigiu documentos, dinheiro, aparelho celular, capacete e a motocicleta.
Ao reagir e desferir um soco em um dos suspeitos, Auricelio passou a ser espancado pelos demais integrantes do grupo. Armados com uma ripa, os criminosos desferiram diversos golpes contra o trabalhador. Ele sofreu trauma ocular após ser atingido no rosto, além de pancadas na cabeça. Mesmo caído, continuou sendo agredido com socos, chutes e ripadas.
Durante a ação, os assaltantes conseguiram levar dois capacetes e fugiram correndo do local.
Ferido, Auricelio foi encontrado por populares com cortes profundos na cabeça e diversos hematomas pelo corpo. A pedido da própria vítima, conhecidos o levaram até sua residência, localizada no Ramal do Brindeiro, na região da Vila Acre.
Na manhã seguinte, o motociclista apresentou agravamento do quadro clínico, com desorientação, perda de memória recente e múltiplas escoriações. Vizinhos acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte básico. Após os primeiros atendimentos e estabilização, ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde recebeu diagnóstico de traumatismo cranioencefálico (TCE) de natureza moderada. O estado de saúde é considerado estável.
A Polícia Militar não foi acionada para atender à ocorrência.
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Após sucesso de atendimentos, Polícia Civil retorna a escola e amplia emissão gratuita da CIN em Rio Branco
Devido ao sucesso e à grande demanda pelos serviços ofertados na emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), a equipe do Instituto de Identificação da Polícia Civil do Acre (PCAC) retornou à Escola Estadual Doutor Pimentel Gomes, neste sábado, 14, no bairro São Francisco, em Rio Branco, e realizou mais 50 atendimentos à população. Todos os serviços foram prestados de forma totalmente gratuita, reforçando o compromisso da instituição com o acesso à cidadania.

A primeira ação ocorreu no último dia 7 de fevereiro, durante a programação do Juntos Pelo Acre, quando o Instituto de Identificação contabilizou 108 atendimentos ao público na mesma unidade de ensino. Diante da alta procura e da necessidade da comunidade, a PCAC decidiu promover o retorno da equipe para assegurar que mais pessoas pudessem emitir o novo documento oficial.
O programa Juntos Pelo Acre é coordenado pela vice-governadora Mailza Assis e tem como objetivo levar serviços essenciais diretamente às comunidades, especialmente às regiões com maior vulnerabilidade social. A iniciativa integra diversos órgãos estaduais, promovendo cidadania, inclusão social e acesso facilitado a direitos básicos, como documentação civil, atendimentos de saúde e orientações jurídicas, fortalecendo a presença do Estado junto à população.

O diretor do Instituto de Identificação, Júnior César, destacou a importância da ação. “A grande procura demonstra o quanto a população precisa desse serviço. Nosso compromisso é garantir que todos tenham acesso à Carteira de Identidade Nacional, um documento fundamental para o exercício pleno da cidadania. Retornar à escola foi uma forma de atender essa demanda e assegurar que ninguém ficasse sem o documento”, afirmou.
Já o delegado-geral da PCAC, Dr. José Henrique Maciel, ressaltou o papel social da instituição. “A Polícia Civil também exerce uma função cidadã. Ao levarmos a emissão gratuita da CIN às comunidades, estamos promovendo dignidade, inclusão e fortalecendo a política pública de acesso à documentação básica para todos os acreanos”, enfatizou.
Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL
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Mulher é assassinada 12 horas após ter medida protetiva contra marido

Uma mulher foi assassinada na sexta-feira (13/2), poucas horas após denunciar o companheiro por violência doméstica, na cidade de Ipirá, no Centro-Norte da Bahia.
Liliane Bastos Azevedo, de 25 anos, foi esfaqueada pelo marido, Aroldo Cintra Aragão, por volta das 14h, cerca de 12 horas depois de ter sido agredida e ameaçada ao se recusar a manter relações sexuais com ele.
Durante a madrugada, Liliane registrou boletim de ocorrência por violência doméstica no site da Delegacia Virtual e solicitou medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha.
Leia reportagem completa no Correio.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL



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