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Governo interdita trecho da Avenida Ceará e inicia escavações para construção de viaduto do Complexo Viário em Rio Branco

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), e a Prefeitura de Rio Branco, via Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), confirmaram nesta segunda-feira, 4, durante coletiva na sede da Secretaria de Estado de Governo (Segov), que, a partir da noite desta terça-feira, 5, realizarão uma nova interdição total na Avenida Ceará, no trecho compreendido entre as ruas Marechal Deodoro e Floriano Peixoto, em Rio Branco, para viabilizar o avanço das obras na quarta-feira, 6.

Coletiva realizada nesta segunda-feira explica avanços e necessidade de interdição. Foto: Camila Gomes/Seop

A medida marca o início da fase de escavações para rebaixamento da via, etapa necessária à construção do viaduto do futuro Complexo Viário, uma das mais importantes intervenções para transformar a mobilidade urbana da capital.

Imagem aérea do cruzamento das Avenida Ceará e Getúlio Vargas, onde são realizadas as obras de construção do futuro viaduto do Complexo Viário. Foto: Samuel Moura/Secom

A interdição visa dar continuidade à obra do viaduto, que será implantado no cruzamento das avenidas Ceará e Getúlio Vargas. Após essa etapa, os serviços seguem com o alargamento das faixas da Avenida Ceará, no trecho entre a Rua Floriano Peixoto e a Quarta Ponte.

Governador Gladson Camelí e técnicos da Seop acompanham de perto serviços do Complexo Viário. Foto: Ingrid Kelly/Secom

De acordo com o gestor da pasta de Obras Públicas, Ítalo Lopes, a obra entra agora em uma fase decisiva, que envolve escavações profundas e grande movimentação de solo. Por isso, a interdição é necessária para preservar vidas e garantir que o cronograma seja cumprido com qualidade e segurança.

Gestor da Seop durante inspeção às obras do futuro viaduto. Foto: Kalyel Vieira/Seop

“Por determinação do governador Gladson Camelí, estamos atuando com total prioridade para garantir a agilidade na execução dessa obra. É importante destacar que o viaduto é apenas uma das etapas do Complexo Viário, que inclui intervenções mais amplas de mobilidade urbana na região. Não tem parâmetro histórico no estado diante do tamanho dessa obra. Há muitas instituições envolvidas para ter esse avanço”, ressalta o gestor.

O Detran tem apoiado na parte das sinalizações, para segurança de todos os envolvidos no trânsito.

Desapropriações promovem criação das alças de acesso

Toda a obra do Complexo Viário é realizada de forma planejada. Antes de iniciar os serviços de perfuração, concretagem e escavação, o governo trabalhou intensamente nos afastamentos prediais e, posteriormente, na implantação das quatro alças de acesso, conforme os lotes foram desapropriados.

Sistema LotesGov possui mapas e filtros inteligentes de busca avançada, bem como institucionaliza os dados e gera relatórios do trabalho efetuado diariamente. Acesso descentralizado ao andamento de cada caso garantiu celeridade nas etapas de desapropriação. Foto: Luy Andriel/Seop

Na ocasião, a Seop criou um sistema interno digital, o LotesGovpara acompanhamento do Setor Jurídico e os de Arquitetura e Engenharia diante das etapas para desapropriar os lotes do Complexo Viário. O governo está sendo o responsável pelos investimentos relacionados às desapropriações ao longo da poligonal.

“Enfatizo que realizamos desapropriações ao longo do trecho entre a Floriano Peixoto e a Marechal Deodoro para viabilizar a construção das pistas auxiliares, conhecidas como alças de apoio, que se estendem pela Avenida Ceará até o Terminal Urbano”, explica a secretária adjunta Samara Raquel Damásio.

Perfuração e concretagem garantem segurança para escavações

A Avenida Ceará, no trecho do futuro viaduto, recebeu os serviços de perfuração e concretagem, que dão sustentação às escavações para o rebaixamento da própria avenida.

Máquinas especializadas e trabalho ágil dos operários estão sendo essenciais para celeridade da obra. Foto: Samuel Moura/Secom

“Executamos as perfurações das cortinas de estacas de concreto armado, que funcionam como contenções para garantir a segurança adequada para iniciarmos o rebaixamento da avenida”, explicou o fiscal da obra, José Alves.

Percursos alternativos no centro de Rio Branco

A Seop orienta que os motoristas busquem rotas alternativas, e reforça a importância da compreensão e colaboração da população. O trânsito nas Ruas Floriano Peixoto, José de Melo, Marechal Deodoro e José Augusto permanecerá liberado e funcionando normalmente, sendo opções viáveis para motoristas, ciclistas e pedestres.

Trânsito nas ruas Marechal Deodoro e Floriano Peixoto permanece liberado e funcionando normalmente. Foto: Cedida

A RBTrans divulgou as mudanças temporárias nos trajetos das linhas de ônibus que passam pelo trecho interditado. As novas rotas estão sendo divulgadas por meio de mapas informativos e materiais visuais disponibilizados nos canais oficiais do governo e prefeitura local.

“Sabemos do transtorno que uma obra grande traz momentaneamente, mas passa e a obra fica. O governador e o prefeito estão fazendo o máximo por melhorias para a capital. Temos as rotas temporárias definidas, para que possamos vencer essa etapa. É um período necessário para melhorar a mobilidade, e a integralidade entre instituições traz o conforto de uma obra que avança com muitas instituições envolvidas”, informa o superintendente da RBTrans, Clendes Vilas.

Mapa da RBTrans indica rotas temporárias do transporte público. Ilustração: RBTrans e Seop
Durante o período de obras, os moradores, trabalhadores e clientes de estabelecimentos comerciais, os quais continuarão funcionando normalmente, terão acesso restrito a uma pista, liberada exclusivamente para chegar aos locais.

A interdição foi previamente comunicada por meio de outdoors, mídias sociais, imprensa local e demais canais oficiais.

Avanço das obras e interdições foram avisados com antecedência pelo governo. Foto: cedida

Todas as intervenções seguem o projeto de sinalização temporária elaborado pela Seop e aprovado pela RBTrans, garantindo celeridade à obra e segurança a todos os envolvidos no trânsito.

Geração de trabalho e renda

A partir das obras públicas, o Estado tem ampliado as oportunidades de trabalho e renda para milhares de profissionais da construção civil.

Governador Gladson Camelí conversa com trabalhadores. Além de melhorar mobilidade urbana do centro, obra gera trabalho e renda para operários da construção civil. Foto: Ingrid Kelly/Secom

O gestor da Seop, Ítalo Lopes, destacou que, no Complexo Viário, há uma média de 45 colaboradores atuando diretamente na obra, entre caçambeiros, encarregados, engenheiros, operadores de máquinas, topógrafos e outros profissionais. Esse número aumenta nas etapas de demolição e reconstrução, quando são mobilizados pedreiros, carpinteiros, auxiliares e demais operários.

Obras públicas refletem em melhorias para o Estado e oportunidades para milhares de trabalhadores. Foto: Samuel Moura/Secom

“O Complexo Viário representa geração de emprego e renda para trabalhadores. Por orientação do governador Gladson Camelí, estamos levando obras estruturantes aos 22 municípios, fortalecendo o setor da construção civil e movimentando a economia local”, concluiu Lopes.

Investimentos

O Complexo Viário é fruto de convênio entre o governo do Acre, por meio da Seop, e o governo federal, via Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Complexo Viário visa criar melhores condições de mobilidade urbana no centro de Rio Branco. Ilustração: Marcos Haluen/Seop

O investimento total supera R$ 30 milhões, sendo mais de R$ 17 milhões provenientes de emenda parlamentar e todo restante como contrapartida do Estado.

Com essa obra, o governo reafirma seu compromisso com a modernização da infraestrutura urbana e a melhoria da qualidade de vida da população.

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Militar do Exército é preso em Brasiléia com fuzil e arsenal ligado a facção criminosa

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Um militar do Exército Brasileiro foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, durante uma operação da Polícia Civil, suspeito de integrar uma organização criminosa e de manter sob sua posse armamento de uso restrito. O preso foi identificado como Robenilson de Souza Cavalcante, de 27 anos, conhecido pelo apelido de “Soldado”.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que Robenilson atuava como apoio logístico de uma facção criminosa com atuação na região de fronteira, utilizando seus conhecimentos técnicos e treinamento militar para a manutenção de armas de guerra pertencentes ao grupo.

A operação teve início após uma denúncia anônima informar a localização de um fuzil que estaria vinculado a uma liderança do Comando Vermelho. Após monitoramento realizado desde a noite anterior, os policiais localizaram o armamento escondido em uma residência no bairro Francisco José Moreira, em Brasiléia.

No imóvel, foi apreendido um fuzil AK-74/AK-47 de fabricação russa, com coronha de madeira e carregador. Também foram encontradas 36 munições de calibre 9mm, 23 munições de calibre 7,62, seis cartuchos de calibre 12 e duas munições de elastômero. Segundo a polícia, há indícios de que o armamento vinha sendo utilizado em ações violentas, incluindo execuções de integrantes de facções rivais em bairros periféricos da região.

Após a apreensão do material, as equipes iniciaram diligências para localizar o suspeito. Robenilson foi interceptado enquanto trafegava em uma motocicleta pela BR-317 (Estrada do Pacífico), no km 10, nas proximidades de um estabelecimento comercial.

Durante a abordagem, os policiais encontraram com ele um revólver Taurus calibre .38, municiado com cinco cartuchos intactos, além de um aparelho celular. O militar não apresentou esclarecimentos imediatos sobre o armamento de uso restrito encontrado anteriormente.

Robenilson de Souza Cavalcante foi autuado pelos crimes de organização criminosa com emprego de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Em razão da gravidade dos fatos e da natureza dos crimes, considerados inafiançáveis na esfera policial, ele permanece preso e à disposição da Justiça na Comarca de Brasiléia.

Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia técnica, que irá verificar o estado de funcionamento das armas e se houve disparos recentes.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE BRASILEIA – AVISO DE LICITAÇÃO

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ESTADO DO ACRE

PREFEITURA MUNICIPAL DE BRASILEIA

COMISSÃO DE CONTRATAÇÃO

AVISO DE LICITAÇÃO

PREGÃO ELETRÔNICO N° 025/2025 – COMPRAS.GOV 90025/2025 

A Prefeitura Municipal de Brasiléia torna público que, a partir do dia 05/02/2026, no site https://www.gov.br/compras/pt-br estará recebendo propostas para o Pregão Eletrônico nº 90025/2025 (UASG 980105), para Aquisição de Material Médico Hospitalar, conforme Termo de Referência.

A sessão de abertura ocorrerá em 20/02/2026, às 09:30 horas (Brasília), no mesmo site.

As características, especificações e demais requisitos estão descritos no Edital e seus anexos, à disposição nos sites https://www.gov.br/compras/pt-br, https://www.brasileia.ac.gov.br/ e https://externo.tceac.tc.br/portaldaslicitacoes/menu/. Maiores informações poderão ser obtidas pelo e-mail [email protected].

Brasiléia/AC, 04 de fevereiro de 2026.

Thaísa Batista Monteiro Pontes

Pregoeira

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Secretário descarta privatização e defende novo modelo de gestão para o Hospital de Brasiléia

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Pedro Pascoal afirma que proposta é replicar sistema adotado em Cruzeiro do Sul para ampliar oferta de especialistas e melhorar a qualidade do atendimento no Alto Acre

O secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, afirmou que o governo estuda a implantação, em Brasiléia, do mesmo modelo de gestão de saúde adotado em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá. Segundo ele, a medida não representa privatização do Hospital Raimundo Chaar, mas sim uma alternativa para solucionar a histórica dificuldade na oferta de especialistas na região do Alto Acre.

De acordo com o secretário, a proposta vem sendo discutida de forma transparente, com ampla participação social e institucional. Ele destacou que já foram vencidas etapas importantes, como a realização de uma audiência pública provocada pelo Ministério Público, que contou com a presença de autoridades políticas, representantes do Conselho Estadual de Saúde, sindicatos e da classe médica.

Durante o encontro, foi apresentado um estudo de custo-efetividade do Hospital Regional de Brasiléia, comparando os gastos públicos e os serviços entregues à população com os resultados obtidos pelo Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, que é administrado por uma entidade do terceiro setor.

“Não estamos inventando a roda. Estamos apenas replicando o que já deu certo em Cruzeiro do Sul”, afirmou Pedro Pascoal. Segundo ele, nos últimos dois anos, a unidade do Juruá apresentou avanços expressivos, como a implantação de exames de ressonância magnética, aparelho de hemodinâmica para realização de cateterismos, serviços de neurocirurgia e sala de quimioterapia.

O secretário ressaltou que a contratualização com a entidade gestora no Juruá existe desde 2006 e que, em nenhum momento, houve cobrança pelos atendimentos. Ele garantiu que o mesmo princípio será mantido no Alto Acre, com atendimento totalmente gratuito à população de Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri, Assis Brasil e até mesmo a pacientes vindos do Peru e da Bolívia.

Segundo Pascoal, o principal objetivo da mudança é desburocratizar a gestão, atrair especialistas para residirem na região e ampliar a oferta de serviços especializados. Ele destacou que, há mais de duas décadas, o hospital de Brasiléia enfrenta dificuldades estruturais e falta de profissionais, o que compromete a qualidade do atendimento.

“Não dá para permanecer da forma como estamos. A virada de chave, no último ano da gestão do governador Gladson Camelí, é justamente entregar para Brasiléia o modelo que funciona em Cruzeiro do Sul”, concluiu o secretário.

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