Geral
Governo do Estado revitalizará OCA com mão de obra de reeducandos
Em uma de suas primeiras agendas depois de retornar da China, governador esteve com o servidores da OCA, no centro de Rio Branco, onde assinou ordens de serviços e termo de cooperação para reeducandos trabalharem
O governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, assinou ordem de serviço para a reforma da sede da Organização de Centrais de Atendimento (OCA) e formalizou convênio de cooperação para usar a mão de obra dos reeducandos do Sistema Prisional do Acre na própria OCA, na manhã desta quinta-feira, 31. Cerca de R$ 1,5 milhão será investido nas obras de recuperação da superestrutura, por onde passam até oito mil pessoas por dia e oferece 749 serviços. A revitalização faz parte do cronograma do Governo do Estado do Acre quando ainda na transição da gestão passada para a atual, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019.

O governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, assinou ordem de serviços para a reforma da sede da Organização de Centrais de Atendimento (OCA) Fotos: Marcos Vicentti/Secom
Como é de costume, o governador Gladson Cameli iniciou seu discurso agradecendo a Deus e aos servidores da Organização, e foi aplaudido pelos funcionários ao lembrar que nesta quinta-feira, 31, o governo depositou a última parcela do décimo terceiro de 2018, cujo pagamento tinha sido negligenciado pela administração petista que antecedeu o seu governo.
“Hoje, dia 31, terminamos de honrar com a última parcela do décimo e faremos, nesta sexta-feira, dia 1º, onze meses de gestão focados, principalmente no saneamento de nossas finanças, compromissado com vocês, servidores. E digo mais: o que eu puder fazer para melhorar as condições de trabalho para os nossos servidores públicos eu vou fazer”, afirmou Cameli, ao lado da secretária titular da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Maria Alice de Araújo, e do presidente do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), Lucas Gomes.
“Quero dizer que estamos muito felizes de oferecer um ambiente reformado em um mês e meio num prédio que já tem dez anos de uso. Tanto vocês, servidores, quanto a nossa população merecem um espaço que seja confortável e funcional”, ressaltou a secretária Maria Alice de Araújo.
As obras terão prazo de 75 dias e serão gerenciadas pela Seplag, pasta da qual a OCA é subordinada, possibilitando que o telhado e o forro sejam recuperados e eliminando problemas como o gotejamento de água no seu interior, em dias de chuva. Esta primeira reforma levará 60 dias, enquanto que outros quinze dias serão destinados à revitalização do sistema de climatização.

As obras terão prazo de 75 dias e serão gerenciadas pela Seplag, pasta da qual a OCA é subordinada, possibilitando que o telhado e o forro sejam recuperados e eliminando problemas como o gotejamento de água no seu interior, em dias de chuva Fotos: Marcos Vicentti/Secom
“Estaremos ressarcindo ao estado com o trabalho dos reeducandos”
O presidente do Iapen, Lucas Gomes, lembrou do benefício grandioso que é permitir que os presos do Sistema Penitenciário do Acre possam trabalhar na OCA e também no prédio principal da Secretaria de Planejamento, no Palácio das Secretarias. A iniciativa tem como objetivo a redução da despesa pública e a assistência social ao reeducando, possibilitando a sua reintegração à vida em liberdade.

O presidente do Iapen, Lucas Gomes, lembrou do benefício grandioso que é permitir que os presos do Sistema Penitenciário do Acre possam trabalhar na OCA Fotos: Marcos Vicentti/secom
“É uma honra para nós do Iapen firmar parcerias desta natureza, porque é bom para a sociedade e permite colaborar para reduzir um dos maiores problemas do estado, que são as despesas públicas. Com o trabalho dos reeducandos estaremos ressarcindo o estado das despesas que o preso acarreta e ainda retirando-o da ociosidade. Por isso, vamos gerar mais economia e bem-estar ao apenado”, destacou Lucas Gomes, frisando que os serviços dos presos já são amplamente usados na limpeza de vias urbanas e parques em Rio Branco.
Pelo menos 21 órgãos estão presentes na OCA, garantindo 749 tipos de atendimento, pelos 285 funcionários que trabalham para oferecer o melhor atendimento a pelo menos oito mil pessoas que passam diariamente pela instituição.

Comentários
Geral
Hanseníase tem cura: campanha nacional reforça importância do diagnóstico precoce
Durante a campanha nacional de conscientização, especialistas reiteram que a hanseníase tem cura, tratamento gratuito e que o maior desafio é vencer o preconceito que ainda cerca a doença
Apesar dos avanços da medicina e da oferta de tratamento gratuito pelo SUS, a hanseníase continua sendo uma realidade no Acre e na região do Juruá, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade social. Inserida no grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas, a enfermidade segue cercada por desinformação, estigma e diagnóstico tardio, fatores que contribuem para deformidades físicas evitáveis e impactos sociais duradouros.
Para o médico e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Francisco Albino, essa permanência está ligada a determinantes sociais e históricos. “A hanseníase possui atributos que a tornam um mal negligenciado, prevalente e estigmatizante. Historicamente, medidas como internação compulsória e isolamento social reforçaram o preconceito, criando marcas que ainda interferem na vida dos pacientes”, explicou.
Segundo Albino, os sintomas iniciais costumam passar despercebidos. “Manchas na pele com perda ou alteração da sensibilidade são o principal sinal de alerta. Essas manchas não coçam nem doem, o que faz com que sejam ignoradas. Dormência, formigamento e perda de força em mãos ou pés também merecem atenção”, destacou.
Importância do diagnóstico precoce
O especialista reforça que identificar a doença cedo é essencial para evitar complicações. “A hanseníase evolui de forma silenciosa. Quando o diagnóstico é tardio, o dano aos nervos já pode estar instalado, levando a deformidades e incapacidades físicas evitáveis. O diagnóstico precoce interrompe a transmissão, evita sequelas e reduz o sofrimento físico, emocional e social do paciente”, afirmou.
Para Albino, o estigma é um dos maiores obstáculos. “Ainda existe a ideia de que a hanseníase é resultado de castigo divino ou que não tem cura. Esses mitos alimentam o preconceito e fazem com que muitas pessoas escondam os sintomas, atrasando o tratamento e fortalecendo o isolamento social”, disse.
O médico lembra que a hanseníase tem cura e que o tratamento é seguro. “O tratamento é feito com poliquimioterapia, oferecida gratuitamente pelo SUS. Reforçar que a doença tem cura é fundamental para combater o preconceito e garantir que as pessoas procurem atendimento sem medo”, ressaltou.
Albino deixa um recado direto à população: “O aparecimento de mancha não é normal, ainda mais quando há perda de sensibilidade. Procurar o serviço de saúde é um ato de cuidado consigo mesmo e com a comunidade.”
Afya Amazônia
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Porto Velho e Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda oito escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
Comentários
Geral
Idoso é preso pela PRF após ser flagrado com pistola calibre .40 em Cruzeiro do Sul
Homem de 70 anos não possuía porte nem documentação da arma e das munições

Um homem de 70 anos foi preso na quarta-feira (14) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Estrada da Variante, em Cruzeiro do Sul, após ser flagrado portando uma arma de fogo de uso restrito.
De acordo com a PRF, o idoso trafegava em uma motocicleta quando foi abordado durante fiscalização de rotina. Ele informou aos policiais que retornava de seu sítio e, ao ser questionado, confirmou que estava armado.
Durante a abordagem, os agentes apreenderam uma pistola Taurus calibre .40 e oito munições. Conforme a polícia, o homem não possuía porte de arma de fogo nem documentação legal da arma ou das munições.
Diante da irregularidade, o idoso foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul, onde o caso ficou à disposição das autoridades para os procedimentos legais cabíveis.
Comentários
Geral
Justiça decreta prisão de três suspeitos de integrar “Tribunal do Crime” em Rio Branco
Grupo mantinha homem em cárcere privado para aplicar punição ilegal; um investigado responderá em liberdade

A Justiça decretou a prisão preventiva de três homens suspeitos de integrar uma facção criminosa e de atuar na aplicação de punições ilegais impostas pelo chamado “Tribunal do Crime”, em Rio Branco. A decisão atinge Lucas Nogueira dos Santos, Anderson Luan Bezerra e João Victor Navarro da Silva. Já Marcelo Santos de Souza teve a liberdade provisória concedida, mediante cumprimento de medidas cautelares.
A decisão foi proferida pelo juiz plantonista da Vara das Garantias, durante audiência de custódia realizada no Fórum Criminal de Rio Branco, no fim da tarde de ontem.
Os quatro foram presos na noite de terça-feira (13) por policiais do Grupamento Tático do 3º Batalhão da Polícia Militar, no momento em que mantinham um homem em cárcere privado em uma residência localizada na Rua Luiz Gonzaga, no bairro São Francisco. A vítima, que teve a identidade preservada, teria sido sequestrada para sofrer agressões físicas como forma de punição imposta pela organização criminosa.
Informações repassadas por moradores à Polícia Militar foram fundamentais para a rápida intervenção, que evitou uma possível sessão de tortura e espancamento, situação que poderia resultar em morte. Durante a ação, os policiais apreenderam pedaços de madeira, supostamente utilizados nas agressões, além de um automóvel.
Os três investigados que tiveram a prisão preventiva decretada foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Rio Branco. O quarto envolvido responderá em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento das demais medidas cautelares determinadas pela Justiça.


Você precisa fazer login para comentar.