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Acre

Governo do Acre negocia parceria comercial com Departamento de Pando para potencializar Expoacre 2025

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Comitiva oficial apresenta atrativos da feira em reunião estratégica com empresários de Pando visando ampliar participação boliviana

Expectativa do governo é a participação internacional com expositores do Peru, da Bolívia, mostrando uma cultura diferente na feira agropecuária. Foto: Alice Leão/Secom

Com Seict

A programação completa da Expoacre, que será realizada de 26 de julho a 3 de agosto, marcando os 50 anos da maior feira de negócios do Acre, foi apresentada pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), para representantes dos setores produtivos em Turismo, Indústria, Comércio e Serviços do Departamento de Pando/Bolívia, que compõem a Câmara (Cicpando), em reunião oficial realizada nesta semana, na Federação do Comércio em Cobija (BO).

Na apresentação do roteiro festivo e de negócios da Expoacre para o segmento produtivo do país vizinho foi priorizada a divulgação de atrações culturais, shows nacionais, áreas gastronômicas, pavilhão da indústria e agenda técnica de negócios, destacando oportunidades para empresas bolivianas durante os nove dias de feira.

Destaques da agenda:
  • Apresentação dos setores estratégicos da feira (agronegócio, turismo e indústria)

  • Discussão de facilidades para participação de expositores bolivianos

  • Criação de rodadas de negócios binacionais durante o evento

“Estamos construindo pontes comerciais que vão além da Expoacre, com benefícios permanentes para ambos os lados da fronteira”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico do Acre.

Outra prioridade na pauta do encontro foi formalizar o convite para que autoridades e investidores de Pando participem do Encontro Trinacional Brasil/Peru e Bolívia, previsto para acontecer paralelamente à Expoacre 2025, nos dias 28 e 29 de julho, em Rio Branco, ampliando as parcerias comerciais e logísticas na Amazônia fronteiriça.

Secretário enfatiza que o projeto de governo é convidar empreendedores dos países vizinhos, pois dessa relação podem surgir negócios e relações comerciais. Foto: Alice Leão/Secom

O gestor da Seict, Assurbanípal Mesquita, destacou o empenho do governo em trazer atrações nacionais de renome, como Jorge e Matheus e Gustavo Lima, que se apresentarão fazendo jus ao evento, ao passo que também atrairão grande público, o que, consequentemente, pode representar bons negócios para os expositores.

De acordo com o secretário, o encontro oficial foi produtivo, já que a reunião contou com a participação de autoridades bolivianas e o segmento empresarial de Pando demostrando interesse em participar da feira, que é uma vitrine de negócios, e esse ano, além dos aspectos culturais tradicionais, terá ênfase na questão das relações comerciais.

“Pando é uma região vizinha ao Acre, com potencial de melhorar essa integração de negócios. Nesse sentido, estamos aqui convidando o setor empresarial de Cobija para estar conosco no período da feira”, pontuou Assurbanípal, acrescentando que nesta edição está sendo criado um espaço especial para receber os empreendedores da Bolívia e do Peru.

Frutas amazônicas desidratadas serão uma das novidades no espaço internacional destinado à Bolívia. Foto: Alice Leão/Secom

A confirmação da comercialização de frutas amazônicas desidratadas promete inovação em sabor, ao disponibilizar mais de 15 espécies da produtora boliviana Elizbeth Cusi, que este ano vai poder participar da Expoacre,  tendo em vista que seu produto está devidamente legalizado, dentro das normas da Vigilância em Saúde de Pando.

“Já produzo frutas desidratadas há mais de 4 anos, a partir de técnicas desenvolvidas pela minha filha na faculdade de engenharia comercial”, contou a produtora.

O sal mineral já processado para fins de pecuária produzido na Bolívia é um produto de grande aceitação pela atividade pecuarista na região do Alto Acre, e, segundo Anelys Salazar, do grupo empresarial boliviano Arsa, a participação na Expoacre sempre oportuniza novos negócios e boas relações comerciais.

“Ano passado participamos com seis empresas da Bolívia. Esse ano estaremos levando o sal mineral já processado na Bolívia, castanha, uma empresa que produz oxigênio, e estamos com o projeto de trazer produtos da Botinorte, uma empresa de Rio Branco”.

Pontos abordados sobre a programação marcando os 50 anos da Expoacre

Estrutura ampliada, expectativa de público de 350 mil visitantes;

Lista completa com agenda de shows com artistas nacionais e regionais será distribuída em impresso e digital;

Espaço Negócios Internacionais com rodadas de investimento, matchmaking e palestras setoriais;

Painéis sobre integração logística via Rodovia Interoceânica e futuro corredor ferroviário Atlântico–Pacífico;

Sessões B2B e B2G (empresas–governos) dedicadas ao comércio exterior, agronegócio e energia renovável;

Facilidades para expositores bolivianos;

Isenção de taxa de estande para micro e pequenas empresas de Pando que confirmarem adesão até 22/07;

Apoio da Seict e da Federação das Indústrias do Acre (Fieac) para transporte e logística de mercadorias.

Grupo de empreendedores bolivianos destacam o sal produzido pela Bolívia como um dos destaques na feira. Foto: Alice Leão/Secom

O encontro estratégico teve como objetivo principal atrair expositores, investidores e visitantes bolivianos para a maior feira de negócios e agropecuária do estado.

Mais destaques da agenda de cooperação:
  • Apresentação dos setores prioritários da Expoacre 2025

  • Discussão de facilidades para participação de empresários bolivianos

  • Criação de rodadas de negócios binacionais durante o evento

“Queremos transformar a Expoacre em um verdadeiro hub de negócios fronteiriços”, destacou o representante acreano durante o encontro. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do governo para:

  • Intensificar o comércio bilateral
  • Atrair novos investimentos para a região
  • Posicionar o Acre como ponte comercial entre Brasil e Bolívia

A Federação do Comércio de Pando demonstrou grande interesse na parceria, sinalizando a possibilidade de organizar caravanas empresariais para o evento no próximo ano. A aproximação ocorre em um momento de fortalecimento das relações econômicas na região de fronteira, com crescimento no intercâmbio comercial.

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Acre

Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia

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Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.

De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.

No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.

O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.

Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.

O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.

A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.

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Acre

Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza

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Márcio Neri morreu afogado em Fortaleza nesta quinta-feira (15) — Foto: Reprodução

Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu

O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.

De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.

O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.

Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.

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Acre

Revista nacional levanta suspeitas de que Jorge Viana faz tráfico de influência na presidência da Apex

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Publicação aponta que, ao levar investidores internacionais para conhecerem fazendas de café no Acre, o executivo acreano mostrou a “Colônia Floresta”, de sua propriedade, o que caracteriza lobby privado com recursos públicos

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