Acre
Governo do Acre mentiu para população da fronteira sobre reforma de ponte

Diretor do Deracre, Ocírodo Oliveira Júnior (e), juntamente com o governador do Acre, Sebastião Viana – Foto: Agência Acre
Alexandre Lima
O governo do Acre através do diretor-presidente do Departamento de Estrada e Rodagem do Acre (Deracre), Ocirodo Oliveira Júnior, mentiu para a população das cidades de Brasiléia e Epitaciolândia, quando disse que iria reformar de vez, a ponte metálica que liga os dois municípios, além de ser o principal elo que une o Brasil ao corredor do pacífico.
A ponte em questão, batizada com o nome de José Augusto, foi erguida na década de 80 do século passado e atendia a demanda de veículos da época. Hoje, a frota cresceu, já não supre e vem causando transtornos por ser apenas de mão única.
No início do ano, após diversas denuncias e acidentes, a mesma chegou a ser interditada não só por populares, mas por vereadores dos dois municípios. Fato esse que gerou inquérito por parte do Ministério Público e um desconforto entre o ex-comandante da PM com os edis.
Passado a confusão, eis que aparece uma ordem dada pelo diretor do DERACRE, para que fosse jogada uma camada de asfalto para amenizar os acidentes que aconteciam constantemente, devido as pranchas podres que teimavam em se soltar.
Por telefone, o diretor Ocirodo comunicou que o governador Tião Viana, havia autorizado fazer o trabalho de recapagem provisória e, após 30 dias, chegaria uma espécie de ‘manta geotérmica’ para que fosse feito um trabalho definitivo.
Passado quase sete meses, a camada de asfalto que fora jogado encima da ponte está rachando e se desprendendo, deixando buracos a vista novamente. A população está novamente se indignando com o descaso por parte do Estado, que vem abandonando e não cumprindo prazo com as obras na fronteira.
Em tempo, a reforma que deveria ter terminado a quase dois anos, ainda está em andamento.
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Acre
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Acre
Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.
Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.
Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Previsão semanal mantém cenário de muita chuva
A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.
Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.
A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.







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