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Acre

Governo do Acre contrata operação de crédito para programa de infraestrutura urbana de Rio Branco

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O governador Gladson Cameli assinou nesta terça-feira, 14, uma operação de crédito externo entre o Estado do Acre e o Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) destinado à execução do Programa de Infraestrutura e Saneamento do Estado do Acre (Proisa), com obras em Rio Branco.

A operação totaliza o valor de US$ 48,75 milhões, sendo US$ 39 milhões provenientes do Fonplata (80%) e US$ 9,75mihões de contrapartida do Estado (20%).

O Fonplata é um banco de desenvolvimento formado pela Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, cuja principal missão é apoiar a integração dos países-membros para consolidar um desenvolvimento harmônico e inclusivo, mediante operações de crédito e recursos não reembolsáveis do setor público.

Segundo a secretária adjunta de Planejamento, Kelly Lacerda, “o financiamento do Fonplata é imprescindível para a execução de obras estruturantes do Acre, proporcionando os recursos necessários para estimular o desenvolvimento regional. Ao financiar infraestruturas essenciais da capital como a Ponte do Quinze, o Arco Metropolitano e o Calçadão da Raimundo Escócio, o governo do Estado contribui consideravelmente para a melhoria da mobilidade urbana e qualidade de vida da população, criando também oportunidades econômicas, ao gerar emprego e renda e fomentar o comércio local”.

O Proisa tem como objetivos reduzir o tempo de deslocamento de pessoas e cargas entre o bairro Quinze e a região da Baixada, melhorar a mobilidade urbana, reduzir os riscos de desabamento das edificações nas margens do Rio Acre e promover o desenvolvimento integrado da região sob intervenção.

O programa tem previsão de cinco anos de execução (2024 a 2028) e englobará três grandes obras.

Construção da ponte entre o bairro Quinze e a região da Baixada

A construção da nova ponte sobre o Rio Acre tem como objetivo aliviar o trânsito de veículos e pedestres entre os dois distritos da capital, bem como aprimorar a mobilidade urbana, aumentar a segurança pública, otimizar o atendimento de ocorrências policiais e de saúde e viabilizar o transporte eficiente de passageiros e cargas. Essa iniciativa também visa reduzir o tempo de deslocamento dos cidadãos rio-branquenses, assegurando uma notável melhoria na qualidade de vida de toda a comunidade.

Governo assinou a maior operação de crédito relacionada à infraestrutura da atual gestão, visando melhorar a mobilidade urbana da capital acreana. Foto: Odair Leal/Secom

Urbanização com contenção das margens do Rio Acre: Orla de Rio Branco

A intervenção, por meio de um projeto de urbanização e contenção da encosta do Rio Acre, na área popularmente conhecida como Calçadão da Rua Epaminondas Jácome, surge como solução para a problemática que afeta negativamente a atividade comercial de uma região central importante da capital, ao mesmo tempo em que fragiliza a segurança das pessoas.

A obra será no trecho compreendido entre a Rua Marechal Deodoro e a Rua Sergipe, no centro da cidade, na região adjacente ao Mercado Municipal Elias Mansour, com total aproximado de 25.000 m² de área construída, restaurada ou revitalizada.

Projeção gráfica da futura Orla do Quinze. Ilustração: Marcos Haluen/Seop

Implantação do Arco Metropolitano de Rio Branco

A primeira etapa da obra do Arco Metropolitano de Rio Branco busca aliviar o intenso tráfego da capital e envolve a construção de uma ponte sobre o Rio Acre e a execução de serviços de pavimentação, com terraplanagem, drenagem, passeio público, sinalização viária e iluminação. Essa primeira etapa prevê uma obra com extensão total de 21,3 km, com 12,3 km no trecho da estrada do Quixadá e 9 km na estrada AC-40, incluindo uma ponte de 250m de extensão e 15,60m de largura, como está descrito no mapa.

Arco Metropolitano vai melhorar a mobilidade urbana da capital acreana. Imagem: divulgação

As intervenções serão executadas pelas Secretarias de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb), Obras Públicas (Seop) e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (Deracre), sob a coordenação da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), com o apoio de uma unidade de gerenciamento do programa (UGP), que executará também o monitoramento e avaliação do programa.

Fonte: Governo AC

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Acre

Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional

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Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado

No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.

De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.

O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.

No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.

Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.

Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.

Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.

O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.

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Acre

Semana começa com calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva no Acre

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Previsão indica temperaturas elevadas em todo o estado, com chuvas rápidas e baixo risco de temporais

 

A previsão do tempo para esta segunda-feira (23) indica predominância de clima quente em todo o Acre, com sol entre nuvens e ocorrência de chuvas passageiras e pontuais. Em algumas áreas, as pancadas podem ser mais intensas. As informações são do portal O Tempo Aqui.

O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da região de planícies da Bolívia e da selva peruana.

Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o dia será marcado por calor, aumento de nuvens e chuvas rápidas e isoladas, com média probabilidade de ocorrência de chuvas mais fortes, mas com baixa chance de temporais.

A umidade relativa do ar deve variar entre 50% e 60% durante a tarde, alcançando índices entre 85% e 95% ao amanhecer. Os ventos sopram entre fracos e calmos, predominando do norte, com variações ao longo do dia. O risco de ventos fortes é considerado muito baixo.

Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, presença de nuvens e chuvas passageiras. A probabilidade de chuvas fortes é média, enquanto o risco de temporais segue baixo.

Nessas regiões, a umidade mínima deve oscilar entre 55% e 65% no período da tarde, podendo atingir até 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos também permanecem fracos, com baixa possibilidade de rajadas intensas.

As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões do estado, com mínimas variando entre 22°C e 25°C e máximas podendo chegar a 34°C, especialmente nas cidades do interior.

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Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026

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O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.

Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.

No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.

Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.

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