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Governador Gladson Cameli inspeciona obra de recuperação do Calçadão da Gameleira

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O governador Gladson Cameli, vistoriou neste sábado, 10, as obras emergenciais de recuperação de uma parte do Calçadão da Gameleira, no Segundo Distrito de Rio Branco, que cedeu após a enchente do Rio Acre. Os serviços devem ser concluídos até a próxima quarta-feira, 14.

Neste sábado, 10, o governador Gladson Cameli inspecionou as obras emergenciais de recuperação de parte do Calçadão da Gameleira, em Rio Branco. Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Esse local é histórico porque foi aqui onde a capital do nosso estado nasceu. Por toda sua importância, este patrimônio merece ser muito bem cuidado e é isso que estamos fazendo”, argumentou o chefe do Poder Executivo.

Os trabalhos estão sendo realizados em parceria entre o Departamento de Estradas de Rodagens do Acre (Deracre) e Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop). Os titulares das pastas, Sócrates Guimarães e Ítalo Lopes, respectivamente, e o secretário de Governo, Alysson Bestene, também acompanharam a inspeção técnica.

Cameli aproveitou a oportunidade para agradecer o empenho dos 20 operários que trabalham na execução do serviço. Foto: Cleiton Lopes/Secom

“O Deracre cedeu todo maquinário pesado para a retirada do material mole que será substituído por pedra. Concluiremos nossa parte no domingo”, explicou Guimarães.

“Já a Seop ficará responsável por colocar a nova calçada, garantido assim mais segurança para que as pessoas voltem a utilizar este espaço”, pontuou Lopes.

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Acre destaca avanços na gestão hídrica e promove ações de conscientização no Dia Mundial da Água

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No Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo, 22, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar a importância da preservação dos recursos hídricos e promover a conscientização sobre o uso sustentável da água, o Acre destaca avanços na gestão das águas e reafirma seu compromisso com a segurança hídrica.

Com grande disponibilidade hídrica, distribuída em seis unidades de gestão — Alto Acre, Baixo Acre, Purus, Iaco, Tarauacá-Envira e Juruá —, o estado se destaca pela expressiva rede hidrográfica e pelo papel estratégico que exerce nas bacias dos rios Purus e Juruá. No entanto, o aumento da demanda, os efeitos das mudanças climáticas e a ocorrência de eventos extremos tornam indispensável um planejamento estruturado e contínuo voltado à gestão dos recursos hídricos.

Em resposta a esse cenário, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), conduz a atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos (PLERH), principal instrumento de planejamento da política hídrica no estado. O processo inclui a revisão do balanço hídrico estadual, a identificação de áreas com conflitos pelo uso da água e a realização de oficinas nos municípios.

Governo do Acre realizou oficinas para revisão do Plano Estadual de Recursos Hídricos nos municipios acreanos. Foto: cedida

A proposta é alinhar a gestão hídrica às novas demandas ambientais, sociais e econômicas, incorporando os impactos das mudanças climáticas e fortalecendo a segurança hídrica no estado.

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, explica que o Acre tem avançado de forma consistente e estratégica nesse processo.

O secretário Leonardo Carvalho explica que o Acre tem avançado de forma estratégica na gestão dos recursos hídricos. Foto: Samuel Moura/Sema

“Mesmo sendo um estado com grande disponibilidade hídrica, temos plena consciência de que a água é um recurso estratégico e finito, que exige gestão qualificada, planejamento contínuo e decisões baseadas em evidências. A atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos materializa o compromisso do governo Gladson Camelí com uma política hídrica moderna e responsável: estamos incorporando os desafios das mudanças climáticas, identificando áreas críticas e fortalecendo instrumentos que garantam segurança hídrica para a nossa população.”, afirmou.

A chefe do Departamento de Recursos Hídricos, Maria Antônia Zabala, destaca que a atualização do PLERH representa um marco para o estado.

Chefe do Departamento de Recursos Hídricos, Maria Antônia Zabala. Foto: cedida

“A atualização do Plano representa um passo decisivo para consolidar uma gestão moderna, integrada e baseada em evidências. O crescimento populacional, a expansão das atividades agropecuárias e a ocorrência cada vez mais frequente de eventos extremos exigem uma gestão hídrica mais robusta e articulada. Na Semana das Águas, o Acre reforça que o cuidado com a água é essencial para garantir qualidade de vida às futuras gerações”, 

O Departamento de Gestão de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental da Sema tem atuado diretamente no fortalecimento das políticas hídricas, oferecendo capacitações e apoio técnico às secretarias municipais, conforme as demandas locais.

Departamento de Gestão de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental da Sema tem atuado diretamente no fortalecimento das políticas hídricas. Foto: Uêslei Araújo/Sete

A mobilização conjunta evidencia que o cuidado com a água é uma responsabilidade compartilhada e que cada município desempenha papel fundamental na construção de um futuro mais sustentável.

O estado conta ainda com uma estrutura técnica voltada ao monitoramento contínuo. A Sala de Situação do Centro de Integrado de Inteligência, Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma) acompanha eventos hidrológicos críticos, como cheias e secas, permitindo a adoção de medidas preventivas. A rede de monitoramento inclui plataformas de coleta de dados, sensores e parcerias com instituições como a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Defesa Civil, assegurando informações estratégicas para a tomada de decisão.

A Sala de Situação acompanha eventos hidrológicos críticos, como cheias e secas, permitindo a adoção de medidas preventivas. Foto: Uêslei Araújo/Sete

Além disso, o Acre realiza o monitoramento da qualidade da água em diversos rios, com análises de parâmetros físicos, químicos e biológicos, fundamentais para orientar ações de preservação.

O estado também integra o Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão), alcançando mais de 96% das metas no último ciclo avaliado. Entre 2024 e 2025, cerca de 450 pessoas foram capacitadas em diferentes municípios, fortalecendo a atuação local na gestão dos recursos hídricos.

Governo promove programação educativa na Semana das Águas

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, o governo do Acre, em parceria com a Prefeitura de Rio Branco, o Serviço Social da Indústria (Sesi), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realiza uma série de ações voltadas à conscientização e ao engajamento da população sobre a importância da conservação da água.

A programação inclui um circuito de palestras educativas em escolas da capital acreana. Foto: Evander Freitas/IMC

A programação inclui um circuito de palestras educativas em escolas da capital acreana, com o objetivo de sensibilizar estudantes sobre o uso sustentável da água e a preservação dos recursos naturais. As atividades têm início nesta segunda-feira, 23, e seguem até quinta-feira, 26.

Como parte da agenda, o Painel Consciência Limpa — iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM), em parceria com a Sema — será realizado na quarta-feira, 25, reunindo especialistas e participantes para discutir estratégias voltadas à gestão sustentável dos recursos hídricos na Amazônia.

Encerrando a programação, na sexta-feira, 27, será realizada a Caminhada pelas Águas. Foto: Jorge William/SEE

Encerrando a programação, na sexta-feira, 27, será realizada a Caminhada pelas Águas, considerada o ponto culminante da campanha. A ação busca mobilizar a sociedade para a importância da preservação e do acesso igualitário à água.

A iniciativa é fruto da parceria entre diversas instituições, entre elas:  a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema),  de Saúde (Sesacre); de Educação e Cultura (SEE); de Planejamento (Seplan);  dos Povos Indígenas (Sepi); de Empreendedorismo e Turismo (Sete); o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac); de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC); a Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac); o Corpo de Bombeiros Militar do Acre e o Serviço de Água e Esgoto do Acre (Saneacre).

Além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio);  o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb); o Serviço Social da Indústria (Sesi); a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM); a Secretaria Municipal de Educação (Seme); a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Símbolo da transição de um território provisório para um Acre definitivo, Palácio Rio Branco é entregue após a recuperação do espaço e ampliação da acessibilidade

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Um dos símbolos mais imponentes e históricos do Acre passou por um amplo processo de recuperação, com o objetivo de preservar o patrimônio cultural do estado, modernizar a estrutura do prédio e valorizar as praças que compõem o entorno do Palácio Rio Branco. A obra foi entregue na manhã desta sexta-feira, 20, com a presença do governador Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Assis.

Ao lado da vice-governadora, espaço foi entregue recuperado à população. Foto: Diego Gurgel/Secom

Com investimento superior a R$ 3,8 milhões, provenientes de emendas parlamentares da vice-governadora Mailza Assis, ainda no período em que era senadora, a intervenção buscou aprimorar a funcionalidade do espaço para servidores e visitantes, garantindo melhores condições de uso do prédio público e fortalecendo seu valor cultural e turístico, já que o Palácio é um dos principais cartões-postais do Acre.

Rampas garantem mais acessibilidade ao Palácio e reforça compromisso do governo com a pauta. Foto: Diego Gurgel/Secom

Também passaram por recuperação as praças que ficam no entorno do Palácio Rio Branco, Eurico Gaspar Dutra e a dos Seringueiros, ambas localizadas entre a Avenida Getúlio Vargas e a Rua Arlindo Porto Leal. O espaço agora conta com rampas de acesso, garantindo maior acessibilidade, além da retomada do elevador e climatização das salas do Museu.

Governador destaca que Palácio Rio Branco é símbolo da democracia. Foto: Diego Gurgel/Secom

Símbolo da democracia

Ao relembrar que o local estava desativado em 2019, quando assumiu seu primeiro mandato como governador, Gladson Camelí destacou que se sente emocionado por poder contribuir para a conservação de um espaço que não é apenas a sede do Poder Executivo, mas também preserva a história de lutas e liberdade do povo acreano.

“Em meu coração, decidi que retomaria a agenda governamental deste lugar como forma de resgatar um dos patrimônios públicos mais importantes para o povo acreano. Deixo escritas aqui, no Palácio Rio Branco, algumas das páginas mais importantes da minha história como homem público e cidadão acreano. Considero a recuperação deste lugar um legado que ficará para a posteridade, onde outros governadores e governadoras poderão trabalhar em benefício da nossa população.”

Palácio Rio Branco faz parte da memória afetiva dos acreanos, destaca o governador. Foto: Diego Gurgel/Secom

No ato, o governador agradeceu pelos recursos empregados e pela dedicação de cada servidor público que faz parte da engrenagem que mantém o Estado funcionando. Para finalizar, disse esperar que os governantes reconheçam e preservem um local tão importante para a história do Acre.

“O Palácio Rio Branco pertence ao nosso povo. Que este lugar, agora restaurado, siga sempre como um símbolo de democracia, progresso e soberania do povo acreano”, frisou.

Historiadora diz que recuperação impacta no serviço público. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Marco histórico

Ítalo Facundes, chefe do Departamento do Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour (FEM), diz que o Palácio Rio Branco tem um papel político-administrativo na história do estado do Acre no século 20.

“Essa estrutura representou o esforço de Hugo Carneiro para inserir o Acre na modernidade brasileira, rompendo com a arquitetura de madeira e estabelecendo uma sede de alvenaria que resistisse ao tempo. Foi a casa onde se consolidou a identidade política do estado”, destacou.

 

Salas estão climatizadas por todo o Museu do Palácio Rio Branco. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Ao longo dos últimos 100 anos, as revitalizações e reformas realizadas no Palácio Rio Branco seguiram o princípio da baixa intervenção, preservando ao máximo o projeto original. Assim, elementos históricos foram restaurados, como os pisos de taco e os lustres do segundo pavimento, enquanto novas inserções foram feitas de forma claramente identificável, a exemplo do piso de granito no térreo e do mosaico indígena instalado no pátio.

Espaço é aberto para visitação durante a semana. Foto: Diego Gurgel/Secom

Além da recuperação estrutural, o prédio passou por um processo de democratização do acesso, com a instalação de rampas e elevadores, e recebeu um novo sistema de iluminação contemporânea, pensado para valorizar sua volumetria e reforçar a importância arquitetônica e simbólica do edifício.

Foi decisão do governador retomar a presença do governador e vice no Palácio Branco. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mais acesso

A historiadora do Museu do Palácio Rio Branco, Vitória Souza, destacou a importância das recentes reformas realizadas no prédio. Segundo ela, a acessibilidade foi uma das maiores conquistas: “Antigamente tínhamos dificuldades em receber cadeirantes e crianças em visitas ao Palácio. Hoje, graças às melhorias, conseguimos proporcionar uma experiência completa a todos os visitantes”, afirmou.

Local resgata a história do estado e é um espaço de cultura e identidade. Foto: Diego Gurgel/Secom

Vitória também ressaltou o ambiente de convivência criado entre os profissionais que atuam no espaço. “O Palácio é um lugar de troca e integração. Passamos grande parte do nosso tempo juntos, o que fortalece nossas relações. Me sinto realizada em trabalhar aqui, preservando a história e vivendo esse convívio tão especial”, concluiu.

Edvânio destacou cuidado do governo com acessibilidade. Foto: Diego Gurgel/Secom

Justiça social e cuidado com a história

A obra no Palácio Rio Branco contou com recursos destinados pela vice-governadora e atual secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, por meio de emenda parlamentar quando ainda exercia o mandato de senadora.

Entre as melhorias realizadas estão a instalação de rampas de acesso, garantindo maior acessibilidade ao espaço, a retomada do funcionamento do elevador e a climatização das salas do museu que funciona no local.

Palácio Rio Branco fica no coração da capital. Foto: Diego Gurgel/Secom

Durante a solenidade, Mailza destacou o compromisso de preservar a memória e a identidade cultural do estado.

“Aqui fica a memória de todas as crianças. A nossa história vai permanecer neste espaço. É o compromisso de reforço da nossa cultura e da valorização da nossa história, e é assim que vamos trabalhar durante todo o mandato”, afirmou.

Ela também ressaltou que a revitalização do Palácio faz parte de um conjunto de ações voltadas para a cultura, incluindo a recuperação da Biblioteca Pública, do Teatro Municipal e outros equipamentos culturais. “Nenhuma obra pode ser pensada sem inclusão. A acessibilidade é parte fundamental da justiça social e da garantia de direitos”, completou.

Local é símbolo da democracia do estado. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Direito de ir e vir

O presidente do Centro de Apoio as Pessoas com Deficiência Física do Acre (Capedac), Edvânio Silva, destacou a importância das melhorias realizadas no Palácio. Para ele, a revitalização representa um avanço significativo na inclusão social e cultural.

Edvânio relembrou que, anos atrás, um grupo de associados, em sua maioria cadeirantes, não conseguiu visitar o espaço devido à falta de acessibilidade.

“Infelizmente, quando chegamos na porta, recebemos a notícia de que não havia acessibilidade nas salas, nem no elevador. Tivemos que voltar dali mesmo. Hoje é diferente: vou combinar com eles para que todos venham conhecer a história bonita que esse prédio guarda”, afirmou.

Praças do entorno do Palácio também foram restaurados. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Ele ressaltou que intervenções como essa garantem o direito de acesso a espaços públicos e históricos.

“Normalmente, a pessoa cadeirante enfrenta essa dificuldade e isso nos entristece, porque é um direito barrado: o direito de ir e vir, de participar da sociedade. Quando o governo pauta a acessibilidade, isso é muito bom. O governador Gladson Camelí e a vice-governadora Mailza Assis estão de parabéns, junto com a equipe, por fazer esse projeto dar certo”, concluiu.

Obras no Estado avançam com acessibilidade. Foto: Diego Gurgel/Secom

Preservação da estrutura e da história

O secretário de Estado de Obras, Ítalo Lopes, ressaltou a relevância da intervenção realizada no Palácio, considerado por ele o prédio mais importante da história do Acre.

A obra garantiu melhorias estruturais e de acessibilidade, preservando a memória e a identidade cultural do estado.

Mailza também ressaltou que a revitalização do Palácio faz parte de um conjunto de ações voltadas para a cultura. Foto: Neto Lucena/Secom

“Recuperamos o Palácio, tornando-o mais acessível e seguro para que a população possa utilizar. Foi feita a troca da parte elétrica, climatização e outras adequações, tudo isso sem desconstruir nada da história. Preservamos o patrimônio e, ao mesmo tempo, ampliamos o acesso”, afirmou.

Lopes destacou, ainda,, que a revitalização integra uma política do governo Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Assis voltada para a recuperação de espaços culturais e históricos. “É um trabalho sensacional, muito gratificante para nós servidores da Seop, e é apenas mais uma de muitas entregas nesse sentido”, disse.

Foram R$ 3,8 milhões investidos na melhoria estrutural do Palácio Rio Branco. Foto: Diego Gurgel/Secom

Além do Palácio, o secretário lembrou das intervenções realizadas nas praças do entorno, como a recuperação das placas, da fonte e do espelho d’água, que contribuem para a valorização do centro histórico de Rio Branco.

“Essas ações mostram o cuidado com o espaço e se integram muito bem ao cenário urbano. A revitalização do Palácio fortalece inclusive parcerias com a iniciativa privada, que ajudam a revitalizar o centro da cidade e disponibilizar mais conforto e cultura para a população acreana”, concluiu.

História

O presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, destacou que a entrega do Palácio revitalizado representa um marco na história do Acre. Kinpara aproveitou para agradecer à vice-governadora Mailza Assis, que destinou recursos por meio de emenda parlamentar de quando ainda era senadora.

A obra no Palácio Rio Branco contou com recursos destinados pela vice-governadora e atual secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, por meio de emenda parlamentar de quando ainda exercia o mandato de senadora. Foto: Neto Lucena/Secom

“Graças a essa iniciativa, conseguimos revitalizar não apenas o Palácio, mas também a Biblioteca da Floresta, que será entregue em breve, e o Teatro Palácio de Castro. Isso demonstra o compromisso com a cultura”, afirmou.

Segundo ele, o Palácio é mais do que uma construção: é símbolo da luta e da independência do povo acreano.

“Quando cuidamos desses espaços, demonstramos respeito, carinho e admiração pela nossa história, pela nossa cultura e pela nossa identidade. O próprio prédio já é um espaço cultural, com salas que contam a trajetória dos povos originários e dos seringueiros”, destacou.

Tombado desde 2005, intervenção mantém estrutura e preserva o patrimônio do estado. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Resgate

O governador Gladson Camelí ressaltou a importância histórica do prédio e explicou sua decisão de manter o gabinete no espaço. Segundo ele, o Palácio representa não apenas a sede administrativa, mas também um símbolo da presença do governo junto à população.

“Despacho a maioria das vezes aqui no Palácio. Escolhi este espaço porque, nos estudos técnicos realizados no início da gestão, foi identificado um sentimento da população de ausência da figura do governador. Então, decidi permanecer aqui, em Rio Branco, para reforçar essa proximidade e atender esse desejo”, afirmou.

Foi decisão do governador retomar o despacho no Palácio Rio Branco. Foto: Diego Gurgel/Secom

Camelí destacou ainda que a revitalização devolve ao Palácio condições adequadas de funcionamento, preservando sua estrutura histórica e garantindo acessibilidade.

“O prédio é parte da memória do Acre e precisava ser cuidado. Agora, além de mais seguro e acessível, volta a ser um espaço vivo da nossa história e da nossa gestão”, completou.

Palácio Rio Branco é um dos principais cartões-postais do estado, com arquitetura grega. Foto: Diego Gurgel/Secom

Traço cultural

Em sua origem, segundo Ítalo Facundes, chefe do Departamento do Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour (FEM), o Palácio Rio Branco não foi concebido para refletir a cultura local, mas para superá-la. Como exemplar da arquitetura eclética com forte influência Art Déco, o edifício nasceu com a missão de funcionar como um “farol de civilidade” às margens do Rio Acre.

“Com o passar das décadas, porém, a compreensão sobre o que constitui o patrimônio acreano amadureceu. Se inicialmente o foco era alinhar o estado aos padrões arquitetônicos globais, as revitalizações mais recentes, especialmente a partir de 1999, buscaram corrigir esse distanciamento, trazendo a identidade cultural e histórica da região para o centro do projeto”, destaca.

Vice-governadora destaca importância do Palácio Rio Branco para identidade do estado. Foto: Neto Lucena/Secom

Ela explica que a ideia era clara: o Palácio só seria verdadeiramente representativo se dialogasse com as mãos que o ergueram e com os povos que já habitavam a região. Ela acrescenta ainda que essa mudança de perspectiva se consolidou com intervenções que aproximaram o erudito do ancestral.

“O exemplo mais emblemático é o mosaico instalado no pátio interno, composto por desenhos geométricos inspirados em grafismos indígenas regionais. Ausente do projeto original de 1930, o elemento tornou-se fundamental para ‘acreanizar’ o prédio. Ao integrar referências étnicas à estrutura de mármore e alvenaria, a restauração uniu o modernismo da fachada às raízes amazônicas, transformando o Palácio em um monumento que celebra, ao mesmo tempo, o passado administrativo do Acre e sua herança cultural.”

Recuperação de espaços históricos tem objetivo de chamar mais o público para conhecer o Acre. Foto: Diego Gurgel/Secom

Construção e tombamento

Localizado no coração da capital acreana, o Palácio Rio Branco é um dos maiores símbolos do poder político e da autonomia do Acre, além de ser um cartão-postal que atrai turistas e pesquisadores interessados no rico passado da região.

A ideia de construir o Palácio Rio Branco surgiu no início do século XX, em um período de profundas transformações na região. À época, o governo do Território Federal do Acre funcionava em um grande casarão de madeira, situado no mesmo local onde hoje está o palácio. Embora funcional, o casarão já não atendia às necessidades administrativas e apresentava sinais de desgaste, evidenciando a urgência de um novo prédio que representasse a crescente importância política e social do território.

O projeto arquitetônico do Palácio Rio Branco foi concebido pelo arquiteto alemão Gustav Massler, que incorporou influências do estilo eclético e do movimento Art Déco — tendências que marcavam a arquitetura dos grandes centros urbanos do Brasil e do mundo naquele período. A construção previa um edifício imponente, com elementos sofisticados, como escadas de mármore de Carrara, pisos de parquet feitos com madeira de lei do Pará e tetos ornamentados em estuque. Essa visão ambiciosa refletia não apenas o desejo de modernizar a sede do governo, mas também de posicionar o Acre como uma região de destaque no cenário nacional.

Palácio Rio Branco é um marco histórico. Foto: Diego Gurgel/Secom

Em 15 de junho de 1929, sob o governo de Hugo Carneiro, foi lançada a Pedra Fundamental do Palácio Rio Branco. A construção, no entanto, enfrentou diversos desafios ao longo dos anos, incluindo limitações financeiras e mudanças de governo. Apenas um ano depois, em 15 de junho de 1930, parte do prédio foi inaugurada, permitindo que começasse a ser utilizado, mesmo sem apresentar todo o requinte originalmente planejado.

A ideia de construir o Palácio Rio Branco surgiu no início do século XX, em um período de profundas transformações na região. Foto: Neto Lucena/Secom

O Palácio Rio Branco permaneceu inacabado por quase duas décadas. Durante esse período, vários governadores se sucederam no comando do Território Federal do Acre, mas nenhum conseguiu concluir as obras. Somente no governo de Guiomard Santos, iniciado em 1946, a construção foi retomada com vigor.

Guiomard Santos, conhecido por seu espírito empreendedor, deu início a uma importante fase de urbanização em Rio Branco e em outras cidades do território. Além de finalizar o Palácio Rio Branco, promoveu a reforma da Praça Eurico Dutra, situada em frente ao edifício, incluindo a instalação da famosa fonte luminosa, que até hoje é uma das principais atrações do local. Nos fundos do palácio, foi construído um belo jardim, que se tornou um espaço de convivência para a população.

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Prefeitura inaugura elevado Mamédio Bittar e amplia mobilidade em Rio Branco

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Nova estrutura integra complexo viário com o elevado Beth Bocalom e promete reduzir congestionamentos em área de grande fluxo

A Prefeitura de Rio Branco inaugurou, no início da noite desta sexta-feira (20), o elevado Mamédio Bittar, uma das obras de maior impacto recente na infraestrutura urbana da capital acreana. A estrutura passa a integrar, junto ao elevado Beth Bocalom, um complexo viário em uma das regiões mais movimentadas da cidade.

A entrega representa um avanço significativo na mobilidade urbana, com reflexos diretos no dia a dia de motoristas e pedestres. O projeto foi concebido para melhorar o fluxo de veículos, reduzir congestionamentos e aumentar a segurança no trânsito, especialmente em cruzamentos considerados críticos.

Com a nova estrutura, a expectativa é de redução no tempo de deslocamento, principalmente nos horários de pico, além de maior fluidez no tráfego.

Impacto econômico e valorização da região

Além dos benefícios na mobilidade, a obra já começa a gerar impactos positivos na economia local. Comerciantes da região relatam aumento no movimento e apostam na valorização do entorno para atrair novos clientes e investimentos.

Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito Tião Bocalom destacou o sentimento de dever cumprido ao entregar mais uma grande obra na capital.

“Mostramos que, se quisermos fazer, dá pra fazer. Boa parte desses elevados foi construída com recursos próprios e com apoio importante do senador Márcio Bittar. Geramos emprego e renda e hoje estamos felizes com a conclusão de mais essa obra”, afirmou.

O gestor também ressaltou o potencial econômico do estado e a importância de atrair investimentos. “Temos uma terra rica e com grande potencial. Precisamos estimular o desenvolvimento e mostrar que é possível avançar com trabalho e planejamento”, pontuou.

Tecnologia e eficiência na iluminação

Outro destaque do projeto é o sistema de iluminação pública com tecnologia de telegestão. Segundo o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, o modelo permite controle remoto da intensidade luminosa, garantindo maior eficiência energética e economia.

“Estamos implantando um sistema moderno, totalmente controlado por tecnologia. É possível ajustar a iluminação conforme o fluxo de pessoas e veículos, trazendo mais eficiência e segurança”, explicou.

De acordo com a prefeitura, o projeto contempla mais de 170 postes ao longo do trecho, sendo cerca de 50 apenas no elevado, com investimento estimado em aproximadamente R$ 4 milhões na iluminação.

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Reconhecimento político

O presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, também destacou a atuação da gestão municipal, afirmando que o prefeito tem mantido um ritmo de obras semelhante ao período em que administrou o município de Acrelândia.

A entrega do elevado Mamédio Bittar reforça o pacote de obras estruturantes da Prefeitura de Rio Branco, com foco na melhoria da mobilidade urbana e no desenvolvimento ordenado da capital.

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