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Governador anuncia mais de R$ 8,2 milhões em obras que vão transformar saúde e segurança de Brasileia
município de Brasileia recebeu um importante pacote de investimentos do governo do Acre, com a autorização de duas obras que somam mais de R$ 8,2 milhões. Em cerimônia realizada na Escola Rural Valéria Bispo Sabala, nesta segunda-feira, 22, o governador Gladson Camelí assinou as ordens de serviço para a construção do Centro Especializado em Reabilitação (CER II), voltado ao atendimento de pessoas com deficiências física e intelectual, e da nova Delegacia de Polícia Civil, que vai reforçar a estrutura de segurança pública na região do Alto Acre.

Centro de Reabilitação vai atender toda a regional do Alto Acre e marca descentralização da saúde. Foto: José Caminha/Secom
O evento também marcou a entrega de mais de 100 títulos definitivos urbanos, incluindo títulos para instituições religiosas e associações de moradores, como parte dos programas Minha Terra de Papel Passado e Igreja Legal, coordenados pelo Iteracre.
Saúde com inclusão e dignidade
Com investimento de R$ 5.594.250,00, o CER II será voltado para atendimentos de pacientes com deficiências físicas e intelectuais, fortalecendo a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. A unidade atenderá os municípios de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri, com uma equipe multidisciplinar composta por neuropediatra, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, enfermeiro, ortopedista e assistente social.

Obras têm o objetivo de reduzir diferenças e aumentar alcance do Estado às comunidades. Foto: José Caminho/Secom
O início das obras está previsto para o final de setembro, com prazo de 18 meses para conclusão.
“O Centro Especializado em Reabilitação de Brasileia é uma obra orçada em aproximadamente de R$ 5,6 milhões, que vai promover inclusão social e autonomia para pessoas com deficiência. Teremos uma ampliação dos serviços prestados e um atendimento multidisciplinar que vai melhorar a qualidade de vida dos nossos pacientes”, afirmou o governador.

Governador destaca que saúde é uma das pastas mais sensíveis e quer requer mais atenção do Estado. Foto: José Caminha/Secom
Camelí também agradeceu à equipe da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), em especial ao secretário Pedro Pascoal, pelo empenho em ampliar os atendimentos em todos os municípios. “A saúde é uma das áreas mais sensíveis de uma gestão pública, mas pouco a pouco temos vencido os desafios para garantir um melhor atendimento a todos os acreanos e acreanas”, disse.
A segunda assinatura foi voltada à construção da nova Delegacia de Polícia Civil de Brasileia, com investimento de R$ 2.647.866,58. O projeto visa atender a uma demanda urgente por um espaço moderno e integrado que concentre os serviços da Polícia Civil e demais forças do Sistema de Segurança Pública.
“Estamos assinando a ordem de serviço para a construção de uma nova delegacia em Brasileia. Uma obra que custará cerca de R$ 2,7 milhões e que vai fortalecer os serviços de segurança pública deste município”, declarou Camelí.

Secretário diz que tem trabalhado para fortalecimento de regionais. Foto: José Caminha/Secom
O governador destacou a parceria com o Acreprevidência e agradeceu ao presidente Francisco Alves de Assis Filho pelo apoio ao projeto. Também fez questão de reconhecer o trabalho do delegado-geral de Polícia Civil, José Henrique Maciel, “por ajudar, através dos serviços de investigação e inteligência, a diminuir a criminalidade no nosso estado”.
Gladson Camelí ainda mencionou o apoio dos secretários Ítalo Lopes (Obras Públicas), coronel José Américo Gaia (Justiça e Segurança Pública), da vice-governadora Mailza Assis, do prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e dos vereadores municipais, reforçando que a união entre os poderes é essencial para atender aos anseios da população.

Governador visitou terreno onde será construído o CER. Foto: José Caminha/Secom
“Reunimos os mais variados setores da nossa gestão para que, unidos, possamos dar uma resposta positiva à população acreana.
Saúde mais próxima da população
O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, destacou que a descentralização dos serviços é uma das principais bandeiras do governo. Segundo ele, a capital já enfrenta um fluxo intenso de pacientes em diversas especialidades, o que reforça a necessidade de ampliar o atendimento nas localidades.
“A nossa missão é colocar a saúde mais perto da população”, afirmou Pascoal durante a assinatura da ordem de serviço para a construção do Centro Especializado em Reabilitação (CER II) em Brasileia. A obra tem previsão de conclusão em 18 meses. “Na verdade, já iniciamos os trabalhos e a obra começa ainda neste mês de setembro”, completou.

Nova delegacia vai atender demanda do Alto Acre e será feita com recurso do Acreprevidência. Foto: José Caminha/Secom
Pascoal também mencionou os investimentos em outros municípios da fronteira, como a construção de uma UPA em Epitaciolândia e a estruturação do Hospital Regional de Brasileia. “Queremos levar cirurgias, ginecologistas, pediatras e outras especialidades para mais perto da população do Alto Acre”, disse.
O secretário estadual de Obras, Ítalo Lopes, ressaltou os desafios enfrentados na construção do novo centro em Brasileia. “É uma obra com arquitetura hospitalar diferenciada, voltada para reabilitação, o que exige um projeto compatibilizado e específico”, explicou.
Segundo Lopes, o centro será construído com recursos de transferência fundo a fundo, o que permite maior agilidade na execução. “Essa estrutura não vai atender apenas Brasileia, mas toda a regional do Alto Acre”, afirmou. Ele agradeceu à Prefeitura de Brasileia pela doação do terreno e destacou a importância da contrapartida municipal para a rede de drenagem. “Essa intervenção é essencial para garantir que o imóvel não seja afetado por enchentes, como já fizemos em outras obras na cidade”, disse.

Seop vai ficar responsável pela construção da nova Delegacia, com previsão de 18 meses. Foto: José Caminha/Secom
O secretário também enfatizou que o projeto representa um novo vetor de crescimento para Brasileia. “Estamos criando condições para que a cidade continue se desenvolvendo com segurança e infraestrutura adequada”, concluiu.
Nova delegacia em Brasileia marca avanço na Segurança Pública
O delegado-geral da Polícia Civil, Henrique Maciel, destacou a importância da obra para a região do Alto Acre. Segundo ele, o investimento representa um marco na valorização da segurança pública e na dignidade dos profissionais da área.

Ao lado dos alunos, governador falou sobre educação e compromisso com as crianças para o futuro do estado. Foto: José Caminha/Secom
“Estamos tratando de patrimônio, saúde e segurança, pilares fundamentais da sociedade que queremos ver prosperar”, afirmou Maciel.
Ele ressaltou que a nova estrutura não será apenas uma reforma, mas sim uma construção completa, fruto da parceria com a Acreprevidência.
“Essa delegacia representa dignidade para os policiais que ali trabalham e para os cidadãos que buscam seus direitos”, disse.

Delegado-geral fala dos avanços na gestão do governador Gladson Camelí para a Segurança Pública. Foto: José Caminha/Secom
Maciel também lembrou que o governo tem promovido melhorias em diversas unidades da Polícia Civil, como a recente reforma da delegacia em Rodrigues Alves. “Esse é um avanço importante para Brasiléia e para toda a região do Alto Acre”, concluiu.
Ao encerrar a agenda em Brasileia, o governador Gladson Camelí teve um momentos, onde conversou com alunos e reforçou o compromisso com a educação. Em seguida, seguiu para o terreno onde está sendo construído o CER II, acompanhando de perto o andamento das obras. A visita simboliza o esforço do governo em integrar ações nas áreas de saúde, educação e infraestrutura para fortalecer o desenvolvimento da região do Alto Acre.
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Fevereiro seguirá com bandeira tarifária verde na conta de luz
Chuvas de janeiro foram garantiram a recuperação dos reservatórios
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária no mês de fevereiro. Com isso, não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia do consumidor.

“De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, disse a Aneel.
Pelo calendário divulgado pela agência reguladora, no dia 27 de fevereiro sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em março,
Custos extras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas Bandeiras.
Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.
Anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte.
Os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.
Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
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Áreas de Livre Comércio do Acre voltam a ter incentivo fiscal sobre mercadorias vindas de São Paulo
As Áreas de Livre Comércio (ALCs) do Acre começam o ano com uma boa notícia. A partir de agora, mais de 5,6 mil empresas acreanas instaladas nas áreas fronteiriças de Brasileia, Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul voltam a ter o benefício fiscal de 7% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas remessas de mercadorias nacionais vindas do estado de São Paulo.
O governo do Estado de São Paulo publicou nesta sexta-feira, 30, o Decreto nº 70.348, que restabelece o benefício fiscal do ICMS às ALCs. A nova decisão revoga os efeitos do Decreto nº 67.383/2022, que a partir de janeiro de 2025 suprimiu o incentivo fiscal, provocando prejuízos às relações comerciais interestaduais e reduzindo a competitividade das empresas acreanas.
À época, para assegurar o cumprimento da legislação fiscal, o governo do Acre ajuizou, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa teve como objetivo coibir infrações ao pacto federativo firmado por meio de convênios celebrados no Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz). O STF declarou inconstitucional o decreto anterior, por violar princípios constitucionais e comprometer o equilíbrio federativo.
Com a nova norma, o Estado de São Paulo reconhece a importância econômica e federativa das Áreas de Livre Comércio, restabelecendo as condições de igualdade nas operações comerciais e retroagindo os efeitos do decreto a 31 de dezembro de 2025.
“A decisão representa uma vitória importante para o Acre e um importante avanço para o fortalecimento do desenvolvimento regional, ao garantir maior segurança jurídica e competitividade às empresas locais”, destacou o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas.
Além do Acre, o benefício também se aplica às Áreas de Livre Comércio de Macapá e Santana (AP), Bonfim e Boa Vista (RR), Guajará-Mirim (RO) e Tabatinga (AM).
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Justiça Federal suspende cobrança de pedágio na BR-364 em Rondônia
A Justiça Federal da 1ª Região determinou a suspensão da cobrança de pedágio na BR-364, em Rondônia, no trecho concedido à Concessionária de Rodovia Nova 364 S.A. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (29) pelo juiz federal Shamyl Cipriano, da 2ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Rondônia, no âmbito de ações civis públicas que questionam a legalidade do início da tarifação.
As ações foram propostas pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Rondônia (Aprosoja/RO), pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pelo partido União Brasil, tendo como rés a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária responsável pela rodovia. O Ministério Público Federal atua como fiscal da lei.
De acordo com a decisão, a cobrança de pedágio teve início sem o cumprimento integral das exigências contratuais previstas no Contrato de Concessão nº 06/2024. Entre os pontos analisados pelo juízo estão os trabalhos iniciais de recuperação e adequação da rodovia, que deveriam ser concluídos antes da implantação da tarifa.
O magistrado destacou que, conforme o Programa de Exploração da Rodovia (PER), os trabalhos iniciais deveriam abranger toda a extensão do trecho concedido, de aproximadamente 686 quilômetros entre Porto Velho e Vilhena, com avaliações técnicas contínuas. No entanto, os relatórios apresentados indicam que a vistoria realizada pela ANTT ocorreu de forma amostral, abrangendo cerca de 2% da extensão total da rodovia.
A decisão também abordou a implantação do sistema de cobrança por livre passagem, conhecido como Free Flow. Segundo o entendimento do juízo, não foram apresentados estudos suficientes sobre os impactos da adoção do sistema nas condições locais de infraestrutura, especialmente em relação ao acesso limitado à internet em diversas regiões do estado, requisito essencial para o funcionamento da modalidade de pagamento.
Outro ponto considerado foi o descumprimento do prazo contratual mínimo de três meses para comunicação prévia aos usuários sobre o início da cobrança. Conforme o termo aditivo ao contrato de concessão, a concessionária deveria disponibilizar esse período para cadastro e orientação dos motoristas, o que, segundo a decisão, não foi observado.
Com base nesses elementos, a Justiça Federal entendeu estarem presentes os requisitos para a concessão de tutela de urgência, determinando a suspensão imediata da cobrança de pedágio na BR-364 até que sejam cumpridas as exigências legais e contratuais. A decisão tem efeito imediato, e as rés foram intimadas a cumprir a ordem judicial com urgência.
O processo seguirá em tramitação para análise do mérito, quando as partes envolvidas poderão apresentar novas manifestações e provas.

















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