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Futuro secretário de saúde faz visitas às unidade de saúde e promete mudanças em 10 dias

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Alysson Bestene Lins é Cirurgião Dentista. Atualmente trabalha como professor do Centro Universitário Uninorte, no Curso de Odontologia. Com toda a experência na área da Saúde, Alysson Bestene assume o desafio de comandar a pasta mais ‘delicada’ do próximo governo – Foto/Cedida

O futuro titular da Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre), Alysson Bestene Lins, revelou em entrevista ao Jornal Opinião quais tem sido seu trabalho prévio e quais vão ser as prioridades frente a uma das pastas mais complexas do governo do Estado e que, por outro lado, é uma das que mais consome recursos públicos.

O novo secretário tem visitado os locais de atendimento, como centros de saúde, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais para ter uma visão macro da situação que vai administrar.

O novo secretário terá sob sua responsabilidade a partir do dia primeiro de janeiro todas os centros de saúde, policlínicas, UPAs e os hospitais especializados, como Hospital de Urgência e Emergências de Rio Branco (Huerb), Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), Maternidade Bárbara Heliodora (MBH), hospital infantil e o controle sobre os hospitais privados conveniados, como o Santa Juliana.

Conversa com sindicatos e conselhos

Além disso, sob o manto da Saúde e para atender toda esta rede de serviços, Bestene terá de negociar com o segundo maior sindicato dos servidores públicos: o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac).

“Eu tenho ouvindo os profissionais de saúde e tido o cuidado de andar nas unidades, ouvindo ao povo bem como as entidades de classe, como o CRM e os sindicatos. Então estamos tendo o cuidado para ouvir as partes e poder colocar um plano para modificar para melhorar a saúde do nosso Estado”, destacou.

“Nesse processo da transição estamos também nos inteirando sobre a parte administrativa do sistema de saúde e também para termos um tem diagnóstico da real situação”, destacou o futuro secretário.

Parceria com os municípios: ação básica

Bestene destacou que o sistema de saúde no Estado está dividido em regionais do Juruá, Baixo e Alto Acre, mas a operacionalização do sistema tem provocado um acúmulo nos atendimentos na capital, com sobrecarga da média e alta complexidade, causando uma demanda reprimida.

“E isso não é diferente quando você olha para rede de urgência e emergência, as UPAs e para resolver isso temos de unir esforços com a rede de atenção primária, dos municípios. Assim que assumirmos vamos buscar esse contato e parceria e começar a pactuar as ações”, ressaltou.

Por outro lado, Bestene ressaltou a importância da participação da Comissão Gestora Bipartite (CIB) onde uma vez pactuadas as políticas, A CIB precisa ter maior participação no processo, com reuniões permanentes para mudar o modelo para não sobrecarregar nem a atenção primária nem a média e alta complexidade, estas à cargo do Estado.

Mais humanidade no atendimento

O futuro secretário ressaltou ser preciso uma visão humanitária no atendimento à população, sem um foco imediatista, mas que permita à população chegar às unidades de saúde e serem assistida por profissionais qualificados e sair com a medicação correta e, para isso, “a gente tem essa preocupação agora de forma emergencial preparando um plano emergencial para esse 100 dias, pois tratamos de vidas e precisa dessa sensibilidade e manter a continuidade dos serviços”, comentou.

Mas Bestene não deixou de enfrentar os grandes problemas: a terceirização e os demais contratos atuais. Ele ressaltou a necessidade de manter o abastecimento de medicamentos, bem como buscar uma forma emergencial de manter os profissionais nas escalas. E isso envolve também os demais serviços, como a limpeza, a manutenção dos equipamentos e o abastecimento dos gêneros alimentícios

Para o futuro titular da Sesacre, a saúde atualmente também precisa e vai receber uma atenção carinhosa no que diz respeito a humanização para com os Servidores de carreira, de forma que essa humanização chegue à população, ao usuário do sistema. “Afinal, quando a pessoa quando procura a unidade de saúde ela procura por estar necessitada e por estar passando por enfermidades e temos de dar uma resposta imediata”.

Currículo: professor universitário

Alysson Bestene Lins é Cirurgião Dentista, com Especialização em prótese dentária, com área de atuação em Implante Dentário. Professor do Centro Universitário Uninorte, no Curso de Odontologia. Especialização em Didática e Docência do Ensino Superior.

O futuro secretário já presidiu o Sindicato dos Odontólogos por dois mandatos, foi membro efetivo do Conselho Estadual e Municipal de saúde e Vereador do Município de Rio Branco de 2009 a 2012.

Fonte: jornal Opinião

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Hanseníase tem cura: campanha nacional reforça importância do diagnóstico precoce

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Durante a campanha nacional de conscientização, especialistas reiteram que a hanseníase tem cura, tratamento gratuito e que o maior desafio é vencer o preconceito que ainda cerca a doença

Apesar dos avanços da medicina e da oferta de tratamento gratuito pelo SUS, a hanseníase continua sendo uma realidade no Acre e na região do Juruá, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade social. Inserida no grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas, a enfermidade segue cercada por desinformação, estigma e diagnóstico tardio, fatores que contribuem para deformidades físicas evitáveis e impactos sociais duradouros.

Para o médico e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Francisco Albino, essa permanência está ligada a determinantes sociais e históricos. “A hanseníase possui atributos que a tornam um mal negligenciado, prevalente e estigmatizante. Historicamente, medidas como internação compulsória e isolamento social reforçaram o preconceito, criando marcas que ainda interferem na vida dos pacientes”, explicou.

Segundo Albino, os sintomas iniciais costumam passar despercebidos. “Manchas na pele com perda ou alteração da sensibilidade são o principal sinal de alerta. Essas manchas não coçam nem doem, o que faz com que sejam ignoradas. Dormência, formigamento e perda de força em mãos ou pés também merecem atenção”, destacou.

Importância do diagnóstico precoce

O especialista reforça que identificar a doença cedo é essencial para evitar complicações. “A hanseníase evolui de forma silenciosa. Quando o diagnóstico é tardio, o dano aos nervos já pode estar instalado, levando a deformidades e incapacidades físicas evitáveis. O diagnóstico precoce interrompe a transmissão, evita sequelas e reduz o sofrimento físico, emocional e social do paciente”, afirmou.

Para Albino, o estigma é um dos maiores obstáculos. “Ainda existe a ideia de que a hanseníase é resultado de castigo divino ou que não tem cura. Esses mitos alimentam o preconceito e fazem com que muitas pessoas escondam os sintomas, atrasando o tratamento e fortalecendo o isolamento social”, disse.

O médico lembra que a hanseníase tem cura e que o tratamento é seguro. “O tratamento é feito com poliquimioterapia, oferecida gratuitamente pelo SUS. Reforçar que a doença tem cura é fundamental para combater o preconceito e garantir que as pessoas procurem atendimento sem medo”, ressaltou.

Albino deixa um recado direto à população: “O aparecimento de mancha não é normal, ainda mais quando há perda de sensibilidade. Procurar o serviço de saúde é um ato de cuidado consigo mesmo e com a comunidade.”

Afya Amazônia

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Porto Velho e Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda oito escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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Idoso é preso pela PRF após ser flagrado com pistola calibre .40 em Cruzeiro do Sul

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Homem de 70 anos não possuía porte nem documentação da arma e das munições

Um homem de 70 anos foi preso na quarta-feira (14) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Estrada da Variante, em Cruzeiro do Sul, após ser flagrado portando uma arma de fogo de uso restrito.

De acordo com a PRF, o idoso trafegava em uma motocicleta quando foi abordado durante fiscalização de rotina. Ele informou aos policiais que retornava de seu sítio e, ao ser questionado, confirmou que estava armado.

Durante a abordagem, os agentes apreenderam uma pistola Taurus calibre .40 e oito munições. Conforme a polícia, o homem não possuía porte de arma de fogo nem documentação legal da arma ou das munições.

Diante da irregularidade, o idoso foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul, onde o caso ficou à disposição das autoridades para os procedimentos legais cabíveis.

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Justiça decreta prisão de três suspeitos de integrar “Tribunal do Crime” em Rio Branco

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Grupo mantinha homem em cárcere privado para aplicar punição ilegal; um investigado responderá em liberdade

A Justiça decretou a prisão preventiva de três homens suspeitos de integrar uma facção criminosa e de atuar na aplicação de punições ilegais impostas pelo chamado “Tribunal do Crime”, em Rio Branco. A decisão atinge Lucas Nogueira dos Santos, Anderson Luan Bezerra e João Victor Navarro da Silva. Já Marcelo Santos de Souza teve a liberdade provisória concedida, mediante cumprimento de medidas cautelares.

A decisão foi proferida pelo juiz plantonista da Vara das Garantias, durante audiência de custódia realizada no Fórum Criminal de Rio Branco, no fim da tarde de ontem.

Os quatro foram presos na noite de terça-feira (13) por policiais do Grupamento Tático do 3º Batalhão da Polícia Militar, no momento em que mantinham um homem em cárcere privado em uma residência localizada na Rua Luiz Gonzaga, no bairro São Francisco. A vítima, que teve a identidade preservada, teria sido sequestrada para sofrer agressões físicas como forma de punição imposta pela organização criminosa.

Informações repassadas por moradores à Polícia Militar foram fundamentais para a rápida intervenção, que evitou uma possível sessão de tortura e espancamento, situação que poderia resultar em morte. Durante a ação, os policiais apreenderam pedaços de madeira, supostamente utilizados nas agressões, além de um automóvel.

Os três investigados que tiveram a prisão preventiva decretada foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Rio Branco. O quarto envolvido responderá em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento das demais medidas cautelares determinadas pela Justiça.

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