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Funcionário de barco sofre queimaduras graves em incêndio durante transporte de combustível no Juruá
Vítima teve roupa impregnada de gasolina e pegou fogo ao acender isqueiro para fazer café; família recebe doações para custear tratamento médico

Apesar de especulações sobre um possível vazamento de gás, Rosineire afirma que o incêndio foi provocado pelos vapores da gasolina. Foto: captada
Um grave acidente na tarde de sexta-feira (10) deixou Francisco Edinelson Lima do Rosário com queimaduras de segundo e terceiro grau após um incêndio a bordo de uma embarcação que transportava combustível e passageiros no Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul.
De acordo com relatos da esposa, Maria Rosineire Saboia da Silva, o funcionário havia participado do abastecimento do barco e, ao tentar preparar um café para a tripulação, sua roupa – ainda impregnada de gasolina – pegou fogo ao acender um isqueiro.
A vítima foi socorrida e internada em estado grave no Hospital do Juruá, onde já passou por duas cirurgias. Familiares e amigos organizaram uma campanha de doações via PIX (703.194.792-85) para auxiliar nas despesas médicas. O caso reacendeu discussões sobre a falta de fiscalização e segurança no transporte fluvial de combustíveis na região.
“Disseram que foi a botija, mas a gente sabe que foi gasolina. Pediram pra ele dizer que era gás, pra não dar prejuízo, mas foi o vapor da gasolina que pegou fogo”, declarou a esposa.
Edinelson foi socorrido e levado ao Hospital do Juruá, onde permanece internado em estado delicado. Já passou por duas cirurgias e deve enfrentar novos procedimentos nos próximos dias.
Diante da gravidade da situação, familiares e amigos iniciaram uma campanha solidária nas redes sociais para arrecadar fundos. Morador de Marechal Thaumaturgo e pai de uma bebê de apenas um ano, Edinelson conta com o apoio da esposa, que permanece em Cruzeiro do Sul acompanhando o tratamento.
A família pede ajuda da comunidade: “Eles estão enfrentando um momento muito difícil. Qualquer ajuda é bem-vinda, seja em orações ou contribuição financeira”, diz a mensagem divulgada online.
As doações podem ser feitas via Pix: 703.194.792-85

Edinelson foi socorrido imediatamente e levado ao Hospital do Juruá, onde permanece internado em estado grave. Ele já passou por duas cirurgias e deve ser submetido a novos procedimentos nos próximos dias. Foto: captada
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Idoso é esfaqueado ao pedir que morador em situação de rua deixasse frente de tapeçaria em Rio Branco
Vítima de 66 anos foi atingida quatro vezes, uma das facadas perfurou o pulmão; estado de saúde é estável
José Oliveira Ferreira, de 66 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio na manhã deste sábado (10), na Avenida Ceará, no bairro Estação Experimental, em Rio Branco.
Segundo informações repassadas pela própria vítima, José Oliveira estava abrindo o portão de sua tapeçaria quando pediu para que um morador em situação de rua, que dormia em frente ao estabelecimento, se retirasse do local. O homem teria se levantado, sacado uma faca e desferido vários golpes contra o idoso, fugindo logo em seguida.
Ao todo, José foi atingido por quatro facadas, sendo que uma delas perfurou o pulmão, o que exigirá a realização de um procedimento de drenagem torácica.
Funcionários de uma loja de autopeças próxima acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestou os primeiros socorros, estabilizou a vítima e a encaminhou ao Pronto-Socorro de Rio Branco.
De acordo com a equipe médica, o estado de saúde de José Oliveira é considerado estável.
Até o fechamento desta matéria, a Polícia Militar ainda não havia sido acionada para atender a ocorrência. O autor do ataque não foi localizado.
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Crise na Venezuela levou mais de 9,4 mil venezuelanos a pedir refúgio no Acre

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
Dados do Observatório Nacional das Migrações Internacionais indicam que, entre 2013 e 2025, o Acre registrou 9.432 solicitações de refúgio de cidadãos venezuelanos, em um contexto marcado pelo aprofundamento da crise política, social e econômica da Venezuela. No mesmo período, 8.596 pedidos foram deferidos, evidenciando o reconhecimento, por parte do Estado brasileiro, de que esses migrantes fugiam de um cenário de grave e generalizada violação de direitos humanos, intensificado a partir da ascensão de Nicolás Maduro à Presidência, em 2013, após a morte de Hugo Chávez.
A instabilidade venezuelana tem raízes no modelo político e econômico consolidado durante os governos de Hugo Chávez (1999-2013), quando políticas sociais foram ampliadas com base na alta do preço do petróleo. Apesar dos avanços iniciais, a economia tornou-se excessivamente dependente da estatal PDVSA, enquanto setores produtivos foram enfraquecidos e as instituições democráticas passaram a sofrer crescente interferência do Executivo.

Foto: Reprodução
Com a morte de Chávez, Maduro assumiu o poder em um cenário já fragilizado, marcado pela queda na produção de petróleo, inflação elevada e perda de reservas internacionais. Ao longo de seu mandato, a crise se aprofundou e, a partir de 2014, o país passou a enfrentar hiperinflação, escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis, além do colapso de serviços básicos como saúde e energia elétrica, empurrando milhões de venezuelanos para situações extremas de vulnerabilidade.
No campo político, o governo Maduro passou a ser acusado de esvaziar instituições democráticas, especialmente após o enfraquecimento da Assembleia Nacional, então controlada pela oposição, e a criação de uma Assembleia Nacional Constituinte paralela, sem amplo reconhecimento internacional. Organizações de direitos humanos também passaram a denunciar repressão a protestos, detenções arbitrárias e perseguição sistemática a opositores.
Esse cenário impulsionou um dos maiores fluxos migratórios do mundo contemporâneo. No mesmo período analisado, foram registradas 287.058 solicitações de entrada de venezuelanos no Brasil, a grande maioria delas – 247.885 – concentrada em Roraima, estado que faz fronteira direta com a Venezuela e se consolidou como principal porta de entrada desses migrantes no país. A Região Norte, de modo geral, tornou-se o principal corredor migratório, com parte desse fluxo se deslocando posteriormente para outros estados, como o Acre.

Foto: reprodução
No território acreano, a maior parte das decisões de refúgio concedidas concentrou-se nos municípios de fronteira. Epitaciolândia respondeu por 7.905 reconhecimentos de refúgio, seguida por Rio Branco, com 348, e Assis Brasil, com 307 decisões favoráveis. Outros municípios também registraram concessões, ainda que em menor número, como Brasiléia, com 27 casos, Cruzeiro do Sul, com 7, e Feijó, com 2. O total de 8.596 decisões positivas reforça a avaliação oficial de que a maioria desses venezuelanos deixou o país em razão de um contexto de graves violações de direitos humanos.
Prisão de Maduro reacende debate internacional
No último sábado (3), a crise venezuelana ganhou um novo e controverso capítulo com a prisão de Nicolás Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos, conforme informações divulgadas por autoridades norte-americanas. O ex-presidente é acusado de crimes como narcotráfico internacional, conspiração criminosa e terrorismo, além de responder, há anos, a denúncias relacionadas a violações de direitos humanos em instâncias internacionais.













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