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Frankfurt : Paulo Coelho diz que governo brasileiro é um desastre

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“O governo prometeu mundos e fundos e não cumpriu nada. Isso é o que está errado”, ressaltou.
Em entrevista publicada neste domingo (6) pelo jornal alemão “Welt am Sonntag”, o escritor Paulo Coelho fez graves acusações ao governo brasileiro e disse que não vai à Feira do Livro de Frankfurt. O evento literário, onde o Brasil é país convidado, se realiza da próxima quarta-feira até domingo.
Coelho citou, como motivo do boicote, sua discordância em relação à lista dos convidados para integrar a delegação oficial brasileira de autores, de responsabilidade do Ministério da Cultura, e da qual ele faz parte. “Duvido que todos sejam escritores profissionais”, afirmou.
“Dos 70 convidados, só conheço 20, nunca ouvi falar dos outros 50. São, presumivelmente, amigos dos amigos dos amigos. Um nepotismo. O que mais me aborrece: existe uma nova e excitante cena literária no Brasil. Muitos desses jovens autores não estão na lista”, acusou.
O escritor Paulo Coelho durante palestra na Campus Party em Berlim/Foto: Uol

O escritor Paulo Coelho durante palestra na Campus Party em Berlim/Foto: Uol

Coelho disse à publicação alemã que já tinha criticado abertamente a seleção e que “fez o melhor que pôde” para que alguns não convidados fossem incluídos na lista –sem sucesso. “Então decidi, como protesto, não ir a Frankfurt”, concluiu. Coelho citou na entrevista a ausência de Eduardo Sphor, Carolina Munhoz, Thalita Rebouças, André Vianco, Felipe Neto e Raphael Draccon.
Laços fortes com Frankfurt
O escritor comentou que não foi uma decisão fácil, não só devido aos laços fortes e à estima que nutre pela feira. “Há muitos anos desejava ser convidado pelo meu governo para um evento como esse”, ressaltou, reiterando que não irá a Frankfurt por não concordar com “a maneira como o Brasil apresenta sua literatura”.
“Não quero posar agora de Robin Hood. Não sou Zorro nem Cavaleiro Solitário. Mas não me sentiria bem em pertencer a uma delegação oficial de escritores brasileiros que na maioria eu não conheço, enquanto muitos escritores profissionais de meu país não foram convidados”, justificou.
Na entrevista, também não faltaram acusações contra o governo brasileiro, com o qual Coelho se diz “muito decepcionado”. “Para mim, o atual governo é um desastre. Não importa onde estou, sou sempre perguntado sobre o que está acontecendo de errado no meu país. O governo prometeu mundos e fundos e não cumpriu nada. Isso é o que está errado”, ressaltou.
Críticas de racismo
Esta não é a primeira polêmica que envolve os autores brasileiros escolhidos para participar na Feira de Frankfurt. Tanto a organização do evento como o Ministério da Cultura brasileiro foram criticados em reportagem publicada em agosto pelo jornal alemão “Süddeutsche Zeitung” devido à pequena quantidade de escritores negros entre os convidados: de 70, apenas um, além de um descendente de indígenas.
Na ocasião, o presidente da feira, Jürgen Boos, e a ministra brasileira da Cultura, Marta Suplicy, afirmaram que os critérios de seleção não foram étnicos, mas sim estéticos e de produção literária. Em comentário publicado no serviço de mensagens curtas Twitter, Paulo Coelho rebateu com sarcasmo a justificativa da ministra. “Frankfurt2013, mais palhaçada. Na minha opinião, critério foi ‘meus amigos vão’.”

 

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Advogada é sequestrada e obrigada a fazer transferências bancárias

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Imagem colorida,Veículo foi encontrado horas após o sequestro em Stella Maris - Metrópoles

Uma advogada foi vítima de sequestro durante a madrugada de domingo (8/3) no bairro de Stella Maris, em Salvador (BA). A mulher estava na Alameda Dilson Jatahy Fonseca quando foi abordada por um grupo de suspeitos.

De acordo com a Polícia Militar, após a interceptação do veículo da vítima, ela foi mantida dentro do carro e obrigada a realizar transações bancárias para os suspeitos.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Mulher dada como desaparecida é encontrada em Goiânia

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imagem colorida mulher dada como desaparecida encontrada em goiania

Goiânia – A mulher que foi dada como desaparecida após sair de Nerópolis, na região metropolitana da capital goiana, na madrugada do dia 1º de março, foi encontrada na região central de Goiânia. Ela saiu de casa com o argumento de que pediria dinheiro na cidade para o tratamento do filho.

Segundo o delegado responsável pelo caso, André Fernandes, o caso foi inicialmente registrado como desaparecimento, no entanto, a situação foi esclarecida e, de acordo com ele, a mulher teve uma saída voluntária.

De acordo com a Polícia Civil, o próprio filho de Flávia foi quem registrou a ocorrência do desaparecimento. Segundo o relato dele, ele acompanhou a mãe até um ponto de ônibus, em Nerópolis, de onde ela seguiu para Goiânia com a intenção de pedir dinheiro. Desde então, ela não retornou para casa.

Ainda segundo consta na ocorrência, posteriormente, uma familiar recebeu uma ligação da mulher informando que estava hospedada em um hotel na capital e que retornaria naquela mesma noite, o que não ocorreu.

Contudo, após diligências realizadas pela equipe policial, foi constatado que a mulher deixou a família por motivos particulares e que mantém contato com uma parente.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Tesouro Nacional confirma repasse de R$ 173 milhões do FPE para o Acre

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Desse total, R$ 146.808.811 correspondem ao valor calculado pelo critério tradicional estabelecido na Lei Complementar nº 62/1989, enquanto R$ 26.571.199 são provenientes da parcela adicional distribuída com base nas regras da Lei Complementar nº 143/2013

O comunicado do Tesouro Nacional informa que também serão transferidos R$ 5,146 bilhões para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e R$ 295,4 milhões referentes ao IPI-Exportação. Foto: captada 

O estado do Acre receberá R$ 173.380.010 referentes à primeira cota de março de 2026 do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O repasse será creditado pelo Banco do Brasil no dia 10 de março, já com o desconto obrigatório de 20% destinado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), conforme comunicado divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

O valor faz parte do total de R$ 4,917 bilhões que serão distribuídos aos estados brasileiros nesta primeira parcela do mês por meio do FPE. A transferência é calculada com base na arrecadação líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que juntos somaram R$ 28,59 bilhões no período considerado pelo Tesouro Nacional para a distribuição dos recursos.

De acordo com o demonstrativo da distribuição divulgado pelo órgão federal, o montante destinado ao Acre resulta da aplicação dos critérios previstos na legislação que regulamenta o fundo. Desse total, R$ 146.808.811 correspondem ao valor calculado pelo critério tradicional estabelecido na Lei Complementar nº 62/1989, enquanto R$ 26.571.199 são provenientes da parcela adicional distribuída com base nas regras da Lei Complementar nº 143/2013. A soma desses dois componentes resulta no valor final de R$ 173,38 milhões que serão transferidos ao estado nesta primeira cota do mês.

Desde 2016, o cálculo do FPE passou a seguir uma metodologia que combina dois critérios de distribuição. O modelo considera um valor de referência corrigido pela inflação medida pelo IPCA e por uma parcela da variação real do Produto Interno Bruto (PIB). Quando a arrecadação da União supera esse valor de referência, a diferença é distribuída entre os estados de acordo com novos critérios definidos na legislação complementar. No caso da primeira cota de março de 2026, cerca de 87,26% dos recursos foram distribuídos pelo critério tradicional, enquanto 12,74% corresponderam à parcela adicional prevista nas novas regras.

Além dos recursos destinados aos estados, o comunicado do Tesouro Nacional informa que também serão transferidos R$ 5,146 bilhões para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e R$ 295,4 milhões referentes ao IPI-Exportação, valores que também integram o sistema de transferências constitucionais da União. Parte dessas receitas é automaticamente destinada ao Fundeb, mecanismo responsável por financiar a educação básica pública no país.

O Fundo de Participação dos Estados é uma das principais fontes de receita para governos estaduais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde as transferências federais representam parcela significativa do orçamento público e ajudam a financiar serviços essenciais e investimentos.

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