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Falta de chuvas e queimadas afetam a qualidade do ar em Rio Branco, aponta Cigma
Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental vem intensificando as ações de monitoramento em todo o estado.

Queimadas afetam a qualidade do ar em Rio Branco — Foto: Getty via BBC
O Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma) vem intensificando as ações de monitoramento no Acre, que vivencia um sério período de seca. E em Rio Branco, a falta de chuvas e as queimadas têm afetado diretamente a saúde da população, segundo o órgão, que é responsável por classificar a qualidade do ar.
São diversas as causas das queimadas e elas são classificadas em dois tipos: humanas e naturais. Na capital acreana, mesmo que a quilômetros de distância da parte alta da cidade, o cenário é de muita fumaça. E isso acontece tanto no Primeiro quanto no Segundo Distrito.
A chefe da sala de situação do Cigma, Ylza Lima, destaca que para a fumaça não há obstáculos. “Para a fumaça não existe nem fronteira, nem barreira e nem muro. Então a fumaça, dependendo da direção do vento, vai se espalhar por toda a região”.
De acordo com o Centro, os poluentes dos incêndios florestais podem permanecer no ar por semanas. “A qualidade do ar tem uma escala e nessa escala, ultimamente nos últimos dias, a gente está dentro da qualidade do ar de moderado. É claro que um dia ou outro, quando ocorrem queimadas, principalmente as queimadas que são registradas dentro da cidade, essa qualidade vai ter uma oscilação, ela vai para ruim, um pouco ruim”, explica Ylza Lima.
Além de intensificar as ações de monitoramento em todo o estado, o Cigma também faz trabalhos nos municípios com campanhas de sensibilização através de educação ambiental, reuniões e palestras.
A poluição do ar traz prejuízos à qualidade do solo e das águas, além de afetar a visibilidade e diretamente prejudicar a saúde das pessoas. “As partículas podem causar problemas respiratórios e agravar doenças existentes. Além da atuação das autoridades para o controle dos incêndios, é importante que a população adote medidas prevenção e de conscientização”, salienta Ylza.
A cabelereira Vilaci Aguiar teve que chegar cedo na Unidade de Pronto Atendimento (Upa) do bairro Sobral, em Rio Branco, para buscar atendimento para a filha, que está há dias está com sintomas gripais. Ela suspeita que a situação se agravou por conta da fumaça que estampa o céu da capital.
“Está acontecendo muito isso por conta dessa sequidão, desse calor. Ela [a filha] faz faculdade e sempre está pegando sol, pegando o ar, esse calor intenso faz com que inflame a garganta. Por conta disso, estou aqui na Upa com a minha filha e está com a garganta muito inflamada e precisa do remédio para poder voltar a estudar”, comenta Vilaci.
Pequenas atitudes do dia a dia podem fazer toda a diferença. A chefe da sala de situação faz um apelo à população para que a situação não se agrave ainda mais. “Tem que ficar de olho também no vizinho, na própria comunidade, fazer esse trabalho em conjunto, conscientizar seu vizinho de que seu filho, seu parente às vezes tem um problema respiratório, para não realizar essa queima e se conscientizar de uma forma coletiva”, pede Ylza.
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Rio Branco se aproxima da média histórica de chuvas para janeiro com risco de mais temporais
Capital acumulou 91,4% da média mensal; previsão para próxima semana indica chuvas intensas e elevação do nível do Rio Acre

O Acre deverá enfrentar condições atmosféricas altamente favoráveis à ocorrência de chuvas intensas, com acumulados pontuais que podem ultrapassar 80 milímetros. Foto: arquivo
As chuvas persistentes das últimas semanas deixaram Rio Branco muito próxima de atingir a média histórica de precipitação para janeiro, com 261,4 milímetros registrados até a tarde de sexta-feira (16) – o equivalente a 91,4% da média mensal de 286,1 mm. O acumulado elevado é resultado de um período prolongado de instabilidade atmosférica, com eventos frequentes de chuvas fortes, trovoadas e ventania.
A situação exige atenção redobrada, já que a previsão indica condições favoráveis a chuvas intensas entre segunda (19) e quinta-feira (22), com acumulados pontuais que podem ultrapassar 80 mm. Paralelamente, o Rio Acre já está acima da cota de transbordo, atingindo 14,39 metros às 16h45 na tarde deste sábado, 17, em Rio Branco, segundo dados da plataforma De Olho no Rio, da Prefeitura da capital.
Caso a previsão se confirme, a capital deve superar a média histórica de janeiro, elevando os riscos de alagamentos urbanos, transbordamento de igarapés e impactos em comunidades ribeirinhas.
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Rio Juruá atinge nível de transbordamento em Cruzeiro do Sul e aciona estado de atenção
Com 13,01 metros, rio ultrapassa cota crítica; Defesa Civil monitora áreas ribeirinhas e prepara assistência a famílias em risco

De acordo com a Defesa Civil Municipal, equipes seguem em alerta máximo, realizando o acompanhamento contínuo do comportamento do rio e o levantamento das áreas mais vulneráveis. Foto: captada
O Rio Juruá ultrapassou a marca de transbordamento em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, atingindo 13,01 metros na medição das 18h deste sábado (17) – acima da cota crítica de 13 metros. Diante do cenário, a Prefeitura municipal declarou situação de atenção redobrada e acionou o Plano de Contingência para áreas ribeirinhas.
Equipes da Defesa Civil e de secretarias envolvidas estão em alerta máximo, acompanhando continuamente o comportamento do rio e levantando as regiões mais vulneráveis. O objetivo é atuar de forma preventiva, oferecendo apoio humanitário e, se necessário, promovendo a retirada segura de moradores.
As chuvas persistentes na região do Vale do Juruá, conforme previsão meteorológica, devem manter o nível do rio elevado nas próximas horas. A administração municipal reforçou que continuará monitorando a situação e adotando todas as medidas para mitigar os impactos da enchente e preservar a segurança da população.

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Dois jovens são presos com drogas e dinheiro durante Operação Lei Seca em Rio Branco
Após tentativa de fuga em motocicleta no bairro Santa Terezinha, PM apreende 30 porções de substância análoga à cocaína e skunk. Suspeitos confessaram que drogas seriam para venda na comunidade

Os suspeitos desobedeceram à determinação e tentaram fugir, o que motivou o início de um acompanhamento tático. Após breve perseguição, os policiais conseguiram realizar a abordagem. Foto: cedida
Dois jovens, de 18 e 20 anos, foram presos na noite deste sábado (17) durante a Operação Trânsito Seguro/Lei Seca, no bairro Santa Terezinha, em Rio Branco. Após desobedecerem a uma ordem de parada e tentarem fugir em uma motocicleta, foram interceptados pela Polícia Militar após breve perseguição.
Com o passageiro, de 20 anos, foram encontradas 30 trouxinhas de substância análoga à cocaína e uma porção de maconha do tipo skunk, além de R$ 13 em espécie. O condutor, de 18 anos, não tinha habilitação e confessou ter feito uso de entorpecentes. Segundo a PM, os dois afirmaram que as drogas seriam destinadas à comercialização na comunidade onde residem, no Ramal do Gama.
Os jovens foram conduzidos à delegacia junto com a motocicleta e todo o material apreendido para as providências legais.

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