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Cotidiano

Exército investiga Subcomandante do 7° BEC por usar conta para cobrar hospedagem

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Uma denúncia recebida pelo ac24horas afirma que o subcomandante do 7º Batalhão de Engenharia de Construção (7º BEC), tenente-coronel Mayke Costa Santos, estaria recebendo valores de hospedagem da Casa de Hóspedes da unidade diretamente em sua conta pessoal. Segundo o relato, os pagamentos eram feitos via PIX e cobrados por intermédio de um subtenente. Ao jornal, o alvo das denúncias admitiu o recebimento dos valores.

A denúncia, que foi protocolada no Ministério Público Militar e foi enviada ao comando do batalhão, descreve que “o referido oficial estaria recebendo valores em suas contas bancárias pessoais, via PIX, referentes à cobrança pela permanência de militares e seus dependentes na Casa de Hóspedes do Batalhão”. O texto também defende que a cobrança deveria seguir as normas oficiais e ser destinada “aos cofres públicos, e não para contas particulares”. Além disso, o denunciante afirma que outros militares estariam passando pela mesma situação. “Outros militares que dependem dessa instalação passam por essa situação de ter que pagar diretamente ao subcomandante do batalhão”, diz o relato.

Em entrevista ao ac24horas, o tenente-coronel Mayke reconheceu que os pagamentos eram feitos para sua conta pessoal, mas disse que se trata de um procedimento informal e destinado exclusivamente ao custeio de melhorias da própria Casa de Hóspedes. O oficial afirmou que a prática é conhecida dentro da unidade. “Todos os militares, família militar que utiliza da casa de hóspedes, faz esse pagamento. Até eles são cientes”, declarou.

Questionado sobre a legalidade de o dinheiro cair em sua conta privada, respondeu:
“É porque a gente não tem contas diretas, entendeu? Então a gente utiliza e repassa e faz a prestação de contas”. Mayke também disse que os valores são enviados à União por meio de GRU, ou aplicados diretamente na estrutura do batalhão. Na entrevista feita no dia 14 de novembro, o subcomandante concordou em fornecer comprovantes que possam demonstrar as melhorias feitas com os recursos, mas até o fechamento desta matéria, não o fez.

7º BEC abre apuração interna e afirma compromisso com a legalidade

Após ser informado sobre o caso, o 7º BEC enviou nota oficial à reportagem informando que abriu investigação para apurar a conduta. A Seção de Comunicação Social afirmou que o comando recebeu a denúncia “prontamente” e que as providências já foram adotadas.

Em nota, o Batalhão declarou que “as providências internas para a sua rigorosa apuração já foram imediatamente iniciadas, em conformidade com os regulamentos militares, a legislação pátria e os princípios que regem a Administração Pública”, e destacou seu compromisso institucional com transparência. “A instituição assegura que todas as informações serão tratadas com a seriedade que o assunto requer e que, caso se comprovem irregularidades, as medidas administrativas, disciplinares ou outras cabíveis serão rigorosamente aplicadas”, diz um trecho.

Veja a nota completa:

Agradecemos o seu contato e a valiosa contribuição ao trazer ao nosso conhecimento as informações veiculadas sobre possíveis irregularidades relacionadas à Casa de Hóspedes do 7º Batalhão de Engenharia de Construção (7º BEC).

Informamos que a denúncia foi prontamente recebida por este Comando e as providências internas para a sua rigorosa apuração já foram imediatamente iniciadas, em conformidade com os regulamentos militares, a legislação pátria e os princípios que regem a Administração Pública.

O 7º BEC reafirma seu inabalável compromisso com a ética, a legalidade, a disciplina militar e a transparência em todas as suas ações, prezando sempre pelo estrito cumprimento da lei e de seus regulamentos internos. A instituição assegura que todas as informações serão tratadas com a seriedade que o assunto requer e que, caso se comprovem irregularidades, as medidas administrativas, disciplinares ou outras cabíveis, serão rigorosamente aplicadas.

Colocamo-nos à disposição para esclarecimentos adicionais que se mostrem pertinentes e compatíveis com a fase de apuração, dentro dos limites que a matéria exige.

 

Atenciosamente,
Cmt 7º BEC

 

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14 pessoas são condenadas por desvio milionário de combustíveis no Iapen

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Segundo os autos do processo, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados envolvendo a autarquia

Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Foto: captada 

Matheus Mello

As investigações da Polícia Civil do Acre resultaram na condenação de 14 pessoas envolvidas em um esquema de desvio de combustíveis do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). Segundo os autos do processo, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados envolvendo a autarquia. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (5).

O grupo foi alvo da Operação Ouro Negro, deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que desarticulou uma associação criminosa responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen.

As apurações apontaram que o então chefe do setor de transportes do instituto, ocupante de cargo comissionado, liderava o esquema. De acordo com a investigação, um segundo envolvido ficava responsável pela revenda do combustível desviado, enquanto outro atuava na captação de fazendeiros e empresários interessados em adquirir o produto por valores muito abaixo do mercado. À época, o litro do óleo diesel chegou a ser vendido por R$ 1,50.

Consta no processo que os desvios ocorreram entre 2018 e 2021. Para tentar dar aparência de legalidade à prática, um dos réus, identificado como J.J.P., emitia notas fiscais fictícias no sistema financeiro do Iapen. Em novembro de 2021, a Polícia Civil deflagrou a operação, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão.

Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Também houve o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Ao final do processo, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, condenando os 14 réus pelos crimes de associação criminosa, peculato-desvio e receptação.

O coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), delegado Pedro Paulo Buzolin, destacou a importância do resultado alcançado. “Esse resultado é fruto de um trabalho técnico, persistente e integrado da Polícia Civil. A investigação conseguiu desmontar uma estrutura criminosa que causou um prejuízo milionário ao Estado e mostrar que desvios de recursos públicos não ficarão impunes. É uma resposta clara à sociedade de que o crime organizado e a corrupção serão combatidos com rigor”, afirmou.

A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen. Foto: captada 

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Empresários e fazendeiros compravam combustíveis desviados do Iapen em esquema milionário

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A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês

A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. Foto: captada 

Matheus Mello

A Polícia Civil do Acre revelou nesta quinta-feira (5) que 14 pessoas foram condenadas por um esquema de desvio de combustíveis do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). De acordo com as investigações, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados na instituição.

A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen.

As apurações apontaram que o então chefe do setor de transportes do instituto, ocupante de cargo comissionado, liderava o esquema. De acordo com a investigação, um segundo envolvido ficava responsável pela revenda do combustível desviado, enquanto outro atuava na captação de fazendeiros e empresários interessados em adquirir o produto por valores muito abaixo do mercado. À época, o litro do óleo diesel chegou a ser vendido por R$ 1,50.

A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. Segundo a polícia, os desvios ocorreram entre 2018 e 2021. Para tentar dar aparência de legalidade à prática, um dos réus, identificado como J.J.P., emitia notas fiscais fictícias no sistema financeiro do Iapen. Em novembro de 2021, a Polícia Civil deflagrou a operação, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão.

Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Também houve o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Ao final do processo, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, condenando os 14 réus pelos crimes de associação criminosa, peculato-desvio e receptação.

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Polícia Civil recupera 54 botijas de gás em menos de 24 horas em Cruzeiro do Sul

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Todo o material recuperado foi devidamente restituído ao legítimo proprietário, reduzindo de forma significativa os prejuízos causados pela ação criminosa

Durante a operação, foi preso em flagrante por receptação o nacional F. C. S. O., que foi conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção das providências legais cabíveis. Foto: captada 

A atuação conjunta de dois núcleos estratégicos da Polícia Civil do Acre — o Núcleo Especializado em Investigação Criminal (NEIC) e o Núcleo Especializado em Investigação de Crimes Patrimoniais (NEPATRI) — resultou em uma resposta rápida e eficiente no combate aos crimes patrimoniais em Cruzeiro do Sul.

Após o registro de um furto ocorrido em um estabelecimento comercial do município, as equipes iniciaram diligências investigativas pautadas na integração operacional, troca contínua de informações e trabalho técnico especializado, o que possibilitou, em menos de 24 horas, a localização da maior parte dos objetos subtraídos.

Como resultado da ação policial, os investigadores chegaram a três locais distintos, situados nos bairros Cruzeirão, Remanso e São José, onde foi possível apreender 54 das 59 botijas de gás furtadas. Todo o material recuperado foi devidamente restituído ao legítimo proprietário, reduzindo de forma significativa os prejuízos causados pela ação criminosa.

Durante a operação, foi preso em flagrante por receptação o nacional F. C. S. O., que foi conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção das providências legais cabíveis.

A Polícia Civil informa que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do furto, reforçando o compromisso institucional com a elucidação completa dos fatos.

A ação evidencia a importância da atuação integrada entre núcleos especializados da Polícia Civil, confirmando que o trabalho coordenado, técnico e estratégico é fundamental para o enfrentamento eficaz da criminalidade.

A Polícia Civil do Acre reafirma seu compromisso com a segurança da população, a defesa do patrimônio e o combate contínuo ao crime, atuando de forma firme, integrada e eficiente em benefício da sociedade.

A Polícia Civil informa que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do furto. Foto: captada 

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