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Ex-gerente financeira de supermercado em Rio Branco é condenada a devolver mais de R$ 444 mil desviados ao longo de 4 anos
A investigação apontou que Maria do Socorro alterava comprovantes de pagamentos e inseria informações fraudulentas nos sistemas da empresa para realizar os desvios

A defesa de Maria alegou que as transferências eram realizadas sob ordens da esposa de Francisco, Josiany Nogueira, e que ela apenas seguia instruções. Foto: montagem
A Justiça do Acre condenou Maria do Socorro Lopes Pessoa, ex-gerente financeira do Atacadão Rio Branco Exp. e Imp. Ltda., a dois anos, dois meses e 20 dias de reclusão, além do pagamento de 21 dias-multa, pela prática de apropriação indébita qualificada. As fraudes foram descobertas após a vítima, Francisco Osório, proprietário da empresa, constatar discrepâncias nos extratos bancários. Ele relatou que, inicialmente, Maria prometeu restituir os valores, mas, após orientação de advogados, interrompeu qualquer negociação.
Maria desviou mais de R$ 416 mil entre dezembro de 2011 e janeiro de 2014, utilizando sua posição na empresa para transferir valores para sua conta pessoal e para a de sua filha. A condenação saiu após mais de 10 anos, no último dia 30, e cabe recurso da decisão. A decisão é da 6ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco.
Em contato com Maria do Socorro se limitou a dizer que apenas obedecia ordens, que nunca ficou com um centavo do supermercado e que ‘foi tudo armado’. “Já faz mais de 10 anos que trabalhei lá. Eu só obedecia ordens“, resumiu.
A idosa também afirmou que o advogado está tomando ‘providências’.
A trama foi denunciada em 2015 quando um sócio da empresa procurou a polícia. A denúncia destaca que as transferências bancárias eram fraudadas por meio da utilização dos CPF de Maria do Socorro Lopes Pessoa e da filha dela. Os depósitos efetuados nas contas eram posteriormente sacados.
Ainda segundo a Justiça, as declarações das testemunhas foram confirmadas pelo histórico de transferências, que apontam que as movimentações iniciaram-se em dezembro de 2010 até janeiro de 2014, totalizando, ao todo, a quantia de R$ 444.270,80.
Em depoimento, a idosa chegou a acusar uma colega de trabalho, que teria desviado os valores para ela e os enteados. Porém, conforme as investigações, Maria do Socorro fazia transferências em nome de desconhecidos para esconder o crime, já que se fizesse em seu próprio nome seria facilmente descoberta.
O órgão apontou ainda outras inconsistências na versão da mulher.
Ao longo das investigações, a Justiça comprovou que a filha de Maria do Socorro não tinha conhecimento das transferência e o processo contra ela foi arquivado. A idosa chegou a devolver o valor de R$ 40 mil para a empresa.
A defesa de Maria alegou que as transferências eram realizadas sob ordens da esposa de Francisco, Josiany Nogueira, e que ela apenas seguia instruções. Contudo, a Justiça rejeitou essa versão, afirmando que não havia provas que sustentassem tal afirmação. Além disso, a acusada admitiu ter pleno controle sobre os valores desviados, o que corroborou sua responsabilidade no caso.
A pena foi fixada no regime inicial aberto, com possibilidade de substituição por medidas restritivas de direitos, como pagamento de indenização e prestação de serviços à comunidade. O Ministério Público também solicitou a fixação de um valor indenizatório em favor da empresa, embora esse ponto ainda dependa de decisão final.
Maria do Socorro poderá recorrer da sentença em liberdade. A reportagem não conseguiu contato com ela. O espaço segue aberto.
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PC do Acre apreende carga de sebo bovino avaliada em R$ 200 mil e prende suspeito por receptação e uso de documento falso
Durante a ação, o motorista informou que havia sido contratado por um terceiro para realizar o transporte da mercadoria e que aguardava a emissão da nota fiscal do produto, que teria como destino os estados de Rondônia e Goiás

A equipe de investigação foi informada de que, na manhã deste sábado, o caminhão que transportava a carga havia sido avistado estacionado na região da Vila Acre. Foto: captada
A Polícia Civil do Acre (PCAC) apreendeu em flagrante, na manhã deste sábado, 17, uma carga de sebo bovino avaliada em aproximadamente R$ 200 mil, que vinha sendo desviada de uma empresa localizada no município de Senador Guiomard.
De acordo com as investigações, ainda na sexta-feira, 16, foi constatado que uma carga superior a 40 toneladas de sebo bovino havia saído da empresa sem o consentimento dos proprietários. O produto é amplamente utilizado em diversos setores, como na indústria alimentícia para produção de ração e biodiesel, no segmento de cosméticos para fabricação de hidratantes e sabonetes, além da indústria química, na fabricação de lubrificantes e vernizes.
A equipe de investigação foi informada de que, na manhã deste sábado, o caminhão que transportava a carga havia sido avistado estacionado na região da Vila Acre, em Rio Branco. Os policiais civis se deslocaram até o local e realizaram a abordagem. Durante a ação, o motorista informou que havia sido contratado por um terceiro para realizar o transporte da mercadoria e que aguardava a emissão da nota fiscal do produto, que teria como destino os estados de Rondônia e Goiás.
O caminhoneiro foi conduzido à delegacia-geral de Senador Guiomard para prestar esclarecimentos e o proprietário da empresa prestou depoimento a autoridade policial. No momento em que ele era ouvido, o suposto contratante compareceu em Senador Guiomard e foi detido pela equipe policial, ao apresentar uma nota fiscal do sebo bovino, os oficiais de polícia, após realizar uma análise técnica, identificaram que o documento era falso.
Diante da situação, o homem foi preso em flagrante pelos crimes de receptação de produto furtado e uso de documento falso. A carga foi apreendida e será restituída à empresa proprietária.
Segundo o delegado Rômulo Barros, a ação reforça a eficiência do trabalho investigativo da Polícia Civil. “Essa ação demonstra a eficiência do trabalho investigativo da Polícia Civil, que agiu de forma rápida e integrada para impedir que uma carga de alto valor, desviada de forma criminosa, fosse comercializada de maneira irregular. Identificamos não apenas o desvio do produto, mas também a tentativa de legalização da carga por meio de documento falso. Seguiremos com as investigações para responsabilizar todos os envolvidos”, destacou.
No momento da prisão, a operação contou com o apoio do Grupo Especial de Operações em Fronteiras (Gefron). As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.
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Acreanos pagam mais de R$ 336 milhões em tributos nos primeiros 15 dias de 2026
Valor supera arrecadação registrada no mesmo período dos últimos três anos e confirma tendência de alta, segundo dados do Impostômetro

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Operação policial prende suspeito de tráfico de drogas em Manoel Urbano, no Acre
Homem já havia sido detido anteriormente pelo mesmo crime e usava tornozeleira eletrônica; quantidade significativa de entorpecentes foi apreendida

O histórico criminal do indivíduo também pesou na ocorrência. Ele já havia sido preso anteriormente pelo mesmo crime e chegou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Foto; captada
Uma operação policial realizada no começo da noite de sexta-feira (16) resultou na prisão em flagrante de um suspeito de envolvimento com tráfico de drogas no município de Manoel Urbano, no interior do Acre. A ação é resultado de meses de investigação conduzida pelas forças de segurança locais.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma quantidade considerável de entorpecentes. O histórico criminal do indivíduo também contribuiu para a prisão: ele já havia sido preso anteriormente pelo mesmo crime e cumpriu medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, mas teria retornado às atividades ilícitas.
Após a voz de prisão e a apreensão do material, o suspeito foi encaminhado às autoridades competentes e permanece à disposição da Justiça. A operação faz parte do esforço das forças de segurança para combater o tráfico de drogas em municípios do interior do estado.

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