Acre
Estrada da Variante recebe ajustes finais antes da entrega para a população de Xapuri
Segundo a presidente do Deracre, Sula Ximenes, a entrega da estrada para a população traz as melhores perspectivas em mobilidade, escoamento da produção agrícola, para o turismo e melhorias na qualidade de vida dos moradores

Entrada da Estrada da Variante, quilômetro 160 da BR-317 foi urbanizada com a construção de rotatória dentro das normas de segurança da legislação de trânsito. Foto: Pedro Devani/Secom
A rodovia AC-380, conhecida como Estrada da Variante, em Xapuri, passa por preparativos finais em sinalização e paisagismo antes da inauguração e entrega para a população, prevista para setembro deste ano. Realizada com R$ 25 milhões frutos de emenda parlamentar e contra partida do Estado, a obra tem a supervisão do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre).
Em relação ao percurso saindo de Rio Branco, via BR-317, o acesso para a Estrada da Variante é localizado ao lado direito, no quilômetro 160, área conhecida como entroncamento. Dessa localidade, tem-se o acesso direto à área urbana de Xapuri, com a recente conclusão das obras de asfaltamento dos 17,5 quilômetros de extensão da estrada.

Local de acesso à Estrada da Variante é conhecido na região como entroncamento. Foto: Pedro Devani/Secom
A recuperação da via que também é conhecida como Estrada das Laranjeiras é aguardada há 30 anos pelos moradores de Xapuri e sua concretização garantirá acesso e escoamento da produção local, além de ligar a cidade à BR-317.
O governador Gladson Camelí enfatiza que a construção desse acesso direto da BR-317 à Xapuri está dentro do compromisso de governo de melhorar todas as estradas e, com isso, melhorar cada vez mais também a vida das pessoas. “Teremos mais oportunidades, com facilidades no escoamento da produção, incentivo ao turismo na região, que naturalmente já é movimentada por ser rota de acesso à fronteira e saída para o Pacífico”, afirmou Gladson Camelí.
Sonho desde criança
Moradores consideram a construção da Estrada da Variante como um sonho por mais de 30 anos, desde quando foi concluída a BR-317. É o que relata Rubens Araújo de Oliveira, nascido na colônia Bonanza, Estrada da Variante, a três quilômetros de Xapuri.

Rubens Araújo com amigos de lida no campo, José Ricardo Pereira e Lucas Gondim Silva comemoram as facilidades ocasionadas pela construção da Estrada da Variante. Foto: Pedro Devani/Secom
“Tenho 36 anos, desde pequeno, vivi todas as dificuldades pela falta de pavimentação da estrada e o sonho de vê-la construída, quando ia para a escola com meus irmãos e demais crianças da região, enfrentando o lamaçal no inverno ou a buraqueira e a poeira no verão”.
O trabalhador rural relembra que, tão logo começou ajudar o pai na lida, na adolescência, passou a compartilhar o drama enfrentado pelo pai e os vizinhos para retirar a produção, tanto no inverno, como no verão. “Hoje trabalho com compra e revenda de gado e parece que estou sonhando com tamanha facilidade que a estrada traz para todos nós moradores”, destacou.
Segundo a presidente do Deracre, Sula Ximenes, a entrega da estrada para a população traz as melhores perspectivas em mobilidade, escoamento da produção agrícola, para o turismo e melhorias na qualidade de vida dos moradores. “Estamos concluindo os últimos detalhes da Estrada da Variante. Já finalizamos a sinalização horizontal e agora avançamos para a instalação das placas de orientação, advertência e localização. Em seguida, vamos executar o pórtico de identificação e o plantio de gramas e árvores, garantindo não apenas segurança e mobilidade, mas também cuidado com o meio ambiente”, esclarece Sula.

Irmãs reconhecem que a estrada trará qualidade de vida para moradores da região. Foto: Pedro Devani/Secom
Qualidade de vida
Com a conclusão da estrada, as irmãs Angelita Cunha Xavier e Sandriane da Cunha Xavier, mais os filhos pequenos, enumeram as vantagens. “Ter que encarrar a lama para levar crianças para a escola é uma lembrança ruim, assim como retirar produção de quem trabalha por aqui. Estamos só felicidades com a estrada nova.”
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Acre
Polícia Civil identifica vítima de acidente fatal na BR-317, em Xapuri
Motociclista morreu após colisão com caminhão boiadeiro e só foi reconhecido um dia depois por não portar documentos
A Polícia Civil identificou, nesta segunda-feira (12), a vítima do grave acidente ocorrido na tarde de domingo (11), na BR-317, nas proximidades da entrada da estrada Variante, no município de Xapuri, interior do Acre.
A vítima é Henrique Mateus de Araújo, nascido em junho de 1995, que completaria 31 anos ainda este ano. No momento do acidente, ele não portava documentos, o que impossibilitou a identificação imediata no local.
O acidente chocou moradores da região devido à violência do impacto. Henrique conduzia uma motocicleta quando colidiu contra um caminhão boiadeiro, sofrendo múltiplas fraturas expostas pelo corpo, o que deixou a vítima praticamente irreconhecível.
Segundo informações preliminares que ainda estão sendo apuradas, Henrique teria sido visto consumindo bebidas alcoólicas horas antes do acidente. No entanto, somente os exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) poderão confirmar a presença de álcool no organismo. O laudo pericial deve ficar pronto dentro de aproximadamente 30 dias.
O corpo foi encaminhado ao IML para os procedimentos legais. Até o momento, não há confirmação sobre o local do sepultamento.
O caso segue sob investigação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Civil, que trabalham para esclarecer as circunstâncias do acidente.
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Acre
Polícia Civil prende três suspeitos de homicídio em Tarauacá; dois são irmãos da etnia Kaxinawá
Crimes foram esclarecidos após mais de um mês de investigação; suspeitos confessaram participação no assassinato de Gilberlândio de Castro Souza

Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra M.A.O.V. e dois irmãos pertencentes à etnia Kaxinawá. Foto: captadas
A Polícia Civil do Acre prendeu, nesta segunda-feira (12), três pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato de Gilberlândio de Castro Souza, ocorrido há mais de um mês em Tarauacá. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra M.A.O.V. e dois irmãos da etnia Kaxinawá, que confessaram a participação no crime durante as investigações.
O delegado José Ronério, responsável pelo inquérito, destacou que o caso foi solucionado após diligências como oitiva de testemunhas, análises de provas e conduções à delegacia. Com base nas confissões e no conjunto de evidências, a polícia solicitou e obteve autorização judicial para a prisão preventiva dos três.
Os três suspeitos encontram-se sob custódia e permanecem à disposição da Justiça do acre, onde deverão responder pelo crime, conforme previsto na legislação penal.
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Acre
Feijó, no Acre, lidera rebanho suíno da Região Norte e sinaliza nova fase da produção de carne na Amazônia, aponta IBGE
Dados do IBGE de 2024 mostram transição da criação de subsistência para modelo comercial; interiorização da atividade ganha força no estado e em Rondônia

Em um cenário de recordes nacionais de produção e abate, o ranking liderado por Feijó mostra que a Amazônia, aos poucos, entra no mapa da suinocultura brasileira. Foto: captada
Feijó, município do Acre, é o maior produtor de suínos da Região Norte, superando cidades tradicionais do Pará e colocando o estado no centro da nova geografia da carne suína na Amazônia. Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE, processados em 2026 com base em 2024, mostram que a região vive uma virada: de criação de subsistência, avança para um perfil comercial, com investimentos em genética, manejo e organização da cadeia.
O desempenho de Feijó tem peso simbólico e econômico, acompanhado pela interiorização da produção em municípios como Porto Velho (RO), que também aparece entre os maiores rebanhos da região. Apesar de o Norte ainda representar fatia menor do total nacional comparado a estados como Santa Catarina e Paraná, a mudança de patamar é clara: produtores amazônicos começam a atuar como fornecedores regulares, abrindo espaço para frigoríficos, cooperativas e políticas de sanidade.
No Acre, o protagonismo de Feijó — somado a outros municípios locais no ranking — indica uma vocação produtiva que gera renda no campo, fortalece a agricultura familiar e reduz a dependência de carnes importadas. Em um cenário de recordes nacionais de abate, o estado deixa de ser coadjuvante para se tornar referência suinícola no Norte.

O protagonismo de Feijó não é isolado – reflete um movimento coletivo de municípios acreanos que estão redesenhando a economia rural da região. Foto: art
Mudança de patamar:
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Do local para o regional: A produção, antes voltada para subsistência e mercado local, agora avança para um modelo comercial, com investimentos em genética, manejo, nutrição e organização da cadeia;
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Interiorização: Além de Feijó, outros municípios acreanos e até capitais como Porto Velho (RO) começam a aparecer entre os maiores rebanhos, indicando uma diversificação produtiva fora do eixo Sul-Sudeste.
Impacto econômico e social:
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Geração de renda no campo: A atividade fortalece a agricultura familiar e reduz a dependência de carnes importadas de outros estados;
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Atração de investimentos: Aumenta a demanda por frigoríficos, cooperativas, crédito rural e políticas de sanidade;
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Posicionamento estratégico: O Acre se torna referência regional em uma cadeia de valor com alto potencial de crescimento.
Apesar de o Norte ainda representar uma fatia modesta do rebanho brasileiro (ante gigantes como SC, PR e RS), a ascensão de Feijó simboliza a entrada da Amazônia no mapa nacional da suinocultura.
A Secretaria de Agricultura do Acre e entidades do setor devem estruturar políticas de fomento, incluindo assistência técnica, regularização fundiária e acesso a mercados formais.
O protagonismo de Feijó não é isolado – reflete um movimento coletivo de municípios acreanos que estão redesenhando a economia rural da região, com potencial para transformar o estado em um hub de proteína animal sustentável na Amazônia.

O avanço do município acreano indica transição para um perfil mais comercial, com produtores investindo em genética, manejo, ração e organização da cadeia. Foto: captada













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