Acre
Estado leva água potável e palestras de sensibilização a comunidades de três unidades de conservação do Acre
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), iniciou na terça-feira, 7, a instalação de unidades de tratamento de água potável e palestras sobre a importância da qualidade da água em três unidades de conservação (UCs) estaduais. Os filtros utilizados são do tipo Solução Alternativa Coletiva Simplificada de Tratamento de Água (Salta-Z), instalados em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

A primeira UC beneficiada foi a Floresta Estadual do Mogno, na Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai) do Liberdade, localizada em Cruzeiro do Sul. O trabalho vai até o dia 18 de maio, no Parque Estadual Chandless e Floresta Estadual do Gregório (Ugai do Acuraua), nos municípios de Manoel Urbano e Tarauacá.

Conforme a secretária de Meio Ambiente, Julie Messias, além de instalar as unidades de tratamento de água, o órgão ambiental promove a conscientização sobre o uso sustentável da água potável, para a saúde e bem-estar das pessoas e do meio ambiente.
“Entendemos que a presença do Estado nas comunidades, proporcionando acesso à água em quantidade e qualidade adequadas, é essencial para as pessoas e, ao mesmo tempo, importante para o meio ambiente. O trabalho de informar sobre o uso sustentável desse recurso tão valioso para a vida beneficia todos nós e serve também para que tenhamos água para as futuras gerações”, avalia.

A ação foi realizada pelas equipes da Divisão de Recursos Hídricos, do Departamento de Unidades de Conservação, da Coordenação de Educação Ambiental da Sema e pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Purus (Dsei/ARP).
“Promovemos palestras e rodadas de multiplicação de informações, para que todos possam utilizar os equipamentos recém-instalados da melhor maneira possível, como fonte de água limpa e segura e com a manutenção adequada. Também mostramos a necessidade do uso racional da água, principalmente como preparação antecipada para o período de seca, que ocorre entre agosto e outubro”, explica João Raphael Gomes, coordenador da Educação Ambiental da Sema.

Comunidade comemora instalação de estações de tratamento
Para Keila da Cruz, moradora da Vila da Liberdade, em Cruzeiro do Sul, o projeto veio em boa hora, pois não havia água de boa qualidade na comunidade. “Necessitamos muito dessa água. E esse projeto vai ajudar bastante as pessoas a terem água limpa e ótima para nossa saúde”, afirma.

“No meu caso, essa água é ainda mais importante, pois não temos acesso à água que vem do posto, apenas água de cacimba. Ou seja, nós bebemos água de galão. Vai ser muito importante ter uma água limpa, com maior segurança para nós, nossos filhos e amigos”, conta Ives Gabriel Vieira.

Já para a moradora da região Francisca Pinho, a água tratada irá tirar da sua rotina a água de açude que ela utilizava. “Agradecemos por esta água. Não temos o costume de beber água tratada, porque na minha casa é mais água de açude. A gente só bebe uma água melhor quando vai na Ugai, porque lá em casa não tem”, comemorou.

Como funciona o Salta-Z
O filtro Salta-Z torna potável a água captada para abastecimento de pequenas comunidades. Os equipamentos instalados são uma tecnologia tradicional, desenvolvida por técnicos da Funasa, por meio do Acordo de Cooperação Técnica nº 02/2023, firmado com a Sema em março. São utilizados filtros e dosadores de construção e montagem artesanal, que, além de serem de baixo custo e de fácil operação, proporcionam água de qualidade para consumo humano.
Nesta quinta-feira, 9, as equipes foram até a Ugai Acuraua, para iniciar a instalação da estação de tratamento. A ação deve ser finalizada nesta sexta, 10.
Fonte: Governo AC
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Acre participa de seminário amazônico e fortalece vigilância e estratégias de prevenção ao feminicídio
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) participou do Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, realizado no dia 6 de março, no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições de diferentes estados da Amazônia Legal para discutir estratégias de monitoramento, análise de dados e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.
A programação incluiu conferências e mesas-redondas sobre a estimativa de feminicídios na Amazônia Ocidental, fatores de risco associados à violência de gênero e experiências de monitoramento e vigilância em diferentes estados brasileiros. Também foram apresentados projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à produção de evidências e à construção de estratégias mais eficazes de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.

Participantes acompanham apresentações e debates durante o Seminário Amazônico. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre
Representando a Sesacre, o coordenador estadual do Núcleo de Saúde do Homem, Jhonatan Paiva, participou das discussões levando a perspectiva do setor saúde no enfrentamento às violências. O núcleo também atua no debate sobre masculinidades e na construção de estratégias de prevenção voltadas aos homens, considerando fatores como o machismo estrutural e padrões de comportamento associados à violência de gênero. A participação no seminário também busca contribuir para a futura implantação de grupos reflexivos destinados a homens em situação de violência, iniciativa já adotada em outras regiões do país como ferramenta de prevenção.
“A saúde tem papel fundamental na identificação precoce de situações de violência, no acolhimento, na escuta qualificada, no cuidado integral das mulheres e também na notificação dos casos. Muitas vezes, os serviços de saúde são a primeira porta de entrada da rede de proteção, contribuindo para interromper ciclos de violência e prevenir desfechos mais graves, como o feminicídio”, afirmou.

De acordo com o coordenador, unidades básicas de saúde, serviços de urgência e hospitais frequentemente são os primeiros locais procurados por mulheres em situação de violência. Por isso, o preparo das equipes e a sensibilidade no acolhimento são determinantes para garantir não apenas o atendimento clínico, mas também o encaminhamento adequado aos demais serviços da rede de proteção.
Qualificação das informações
Outro ponto central discutido durante o seminário foi a importância de fortalecer os sistemas de vigilância e aprimorar a qualidade das notificações compulsórias de violência nos serviços de saúde.
Segundo Paiva, um dos desafios apontados pelos especialistas é a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade entre diferentes sistemas de informação em saúde.
“Um dos pontos centrais discutidos no seminário foi justamente a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde, como o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e outros sistemas estratégicos. Essa fragmentação impacta diretamente a produção de informações qualificadas e a análise dos casos de violência”, explicou.
Para ele, o fortalecimento dessas bases de dados e a integração entre os sistemas são medidas essenciais para ampliar a capacidade de análise epidemiológica e subsidiar a formulação de políticas públicas mais efetivas.
Tecnologia e inteligência de dados
As discussões também abordaram o uso de ferramentas digitais para ampliar a capacidade de monitoramento da violência de gênero, incluindo tecnologias de análise de dados, inteligência artificial e geoprocessamento aplicados à vigilância em saúde.
Essas ferramentas, segundo os especialistas presentes no encontro, podem contribuir para qualificar a captura e a organização das informações, permitindo análises mais precisas sobre a ocorrência de violências e auxiliando na identificação de territórios e populações mais vulneráveis.

Para o Acre, as discussões realizadas durante o seminário representam uma oportunidade de avançar na estruturação de estratégias mais integradas de vigilância e análise do feminicídio, fortalecendo a produção de evidências e subsidiando o planejamento de ações e políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Beleza e modernidade: Prefeitura de Rio Branco entrega primeira etapa da Benjamin Constant
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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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