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Energisa vai investir R$ 145 milhões para interligar regiões isoladas do Acre ao SIN

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Clientes dessas áreas são abastecidos atualmente por usinas termelétricas; iniciativa levará energia mais segura e confiável à região e reduzirá a emissão de poluentes

Cinco usinas termelétricas do Acre – que geram energia mais cara e poluem a atmosfera – serão desativadas até o fim de 2025, seguindo um plano de investimentos de R$ 145 milhões da Energisa na distribuidora Eletroacre. O projeto prevê a ligação das cidades atendidas por esses sistemas isolados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), beneficiando mais de 60 mil clientes, espalhados por sete municípios.

Com a desativação dessas térmicas, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) terá uma redução de mais de R$ 183,4 milhões por ano. Trata-se do encargo pago na tarifa de todos os clientes das distribuidoras de energia elétrica do país para subsidiar os gastos com abastecimento de áreas atendias por sistemas isolados. Isto representará a redução de emissões de 135 mil toneladas de gás carbônico equivalente (CO2e) nessa atividade, com a eliminação de 57,3 milhões de litros no consumo de óleo diesel usados na geração de eletricidade anualmente.

Uma das principais melhorias previstas para o estado diz respeito à confiabilidade da energia. Enquanto os sistemas isolados dependem de uma única fonte de geração, no caso, a usina termelétrica, as regiões interligadas ao SIN são abastecidas por diversas usinas, como hidrelétricas e eólicas. “Se houver algum problema em alguma dessas unidades, as outras quase sempre conseguem suprir o fornecimento, evitando apagões como o que ocorreu em Cruzeiro do Sul, em janeiro de 2018”, explica o diretor-presidente da empresa, José Adriano Mendes Silva. Na ocasião, a segunda maior cidade do Acre ficou sem energia por nove horas devido a um incêndio na usina da Guascor, que abastece o município. O impacto nos indicadores de qualidade da distribuidora somente por conta deste episódio foi de 6,28 horas no DEC (duração das interrupções no fornecimento).

As obras incluem a construção de 264 km de linhas de transmissão e distribuição e cinco novas subestações, divididas em dois blocos, nas cidades de Assis Brasil, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Ao todo, a capacidade instalada será de 100 MVA.

José Adriano destaca ainda os efeitos positivos da interligação dessas áreas. “O Acre possui muitas regiões remotas com problemas de abastecimento provocados pelos sistemas isolados de geração, abastecidos por usinas termelétricas. Elas queimam combustíveis fósseis e produzem muitos gases poluentes, além de serem mais caras. Com a interligação dessas cidades, vamos ganhar em muitas frentes, já que teremos uma energia mais limpa, confiável e estável”, destaca o executivo.

No Bloco I, serão investidos R$ 83 milhões nas localidades de Assis Brasil e Manoel Urbano, onde serão construídas duas subestações e duas linhas de distribuição até 2021. Já no Bloco II, serão investidos R$ 62 milhões nas localidades de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. As obras deverão ter início após a licitação e construção da Linha de Transmissão rede básica em 230 kV interligando Rio Branco a Cruzeiro do Sul, com previsão de conclusão em 2025, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O projeto do Bloco II prevê a construção de três subestações e três linhas de distribuição nesses locais, aumentando a confiabilidade do sistema elétrico que atende à região.

Parte dos valores investidos nessas obras faz parte do pacote de R$ 228 milhões de investimentos que a Energisa fará na Eletroacre, que também abrange a ampliação e modernização dos sistemas, a capacitação de equipes, a ampliação do atendimento e da logística na região e a melhoria dos canais de atendimento ao cliente. Além dos investimentos previstos, a Energisa já havia aportado cerca de R$ 239 milhões em 2018 para regularizar dívidas e melhorar a saúde financeira da concessionária.

Sobre o Grupo Energisa

Com 113 anos de história, o Grupo Energisa é um dos maiores do Brasil em distribuição de energia elétrica. Uma das primeiras empresas a abrir capital no Brasil, a companhia controla 11 distribuidoras em Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Rondônia e Acre.  O Grupo atende a 7,7 milhões de clientes — o que representa uma população atendida de quase 20 milhões de pessoas, em 862 municípios, em todas as regiões do Brasil. Com receita líquida anual de R$ 15,5 bilhões (ano 2017), o grupo gera aproximadamente 16 mil empregos.

Com a missão de transformar energia em conforto, desenvolvimento e oportunidades de forma sustentável, responsável e ética, a Energisa atua com um portfólio diversificado que engloba distribuição, geração, transmissão, serviços para o setor elétrico (Energisa Soluções), serviços especializados de Call Center (Multi Energisa) e comercialização de energia (Energisa Comercializadora).

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Rio Acre apresenta queda no nível e segue abaixo da cota de alerta em Rio Branco

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Boletim da Defesa Civil aponta redução do manancial e registra 9,40 mm de chuva nas últimas 24 horas

A Defesa Civil de Rio Branco divulgou, na manhã deste sábado (21), novo boletim sobre o nível do Rio Acre na capital.

De acordo com a medição realizada às 5h26, o rio marcou 9,90 metros, apresentando redução no nível das águas.

Nas últimas 24 horas, o volume de chuva registrado foi de 9,40 milímetros, segundo dados oficiais.

A cota de alerta em Rio Branco é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14,00 metros. No momento, o nível do rio permanece abaixo das duas marcas.

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TCU define coeficiente do Acre no FPE para 2027 em 4,32%

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Percentual estabelece repasse de recursos federais ao estado; unidades têm prazo de 30 dias para contestação

O Tribunal de Contas da União (TCU) publicou nesta sexta-feira, 20, a Decisão Normativa nº 221, que aprova os coeficientes individuais de participação dos estados e do Distrito Federal no Fundo de Participação dos Estados (FPE) para o exercício de 2027.

De acordo com o documento, o Acre terá coeficiente de 4,324351%, percentual que define o montante de recursos federais a ser recebido pelo estado no próximo ano. O cálculo considera critérios como população e renda domiciliar per capita, ajustados por limites legais estabelecidos na legislação federal.

O estado possui população estimada em 884.372 habitantes, segundo dados do IBGE de julho de 2025, e renda domiciliar per capita de R$ 1.391,53, valor abaixo da média nacional.

Segundo o TCU, todas as unidades federadas têm prazo de 30 dias, a partir da publicação da normativa, para apresentar contestação sobre os coeficientes. A decisão entra em vigor imediatamente, com efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro de 2027.

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Servidoras da segurança pública do Acre concluem curso inédito de defesa pessoal

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Capacitação reuniu 35 profissionais de diferentes forças e reforça valorização e preparo técnico das mulheres no sistema de segurança

 

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), realizou neste sábado (21), em Rio Branco, a formatura da primeira turma do Curso de Defesa Pessoal voltado exclusivamente para servidoras do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp).

Segundo o governo, a cerimônia reuniu familiares e representantes das forças de segurança para prestigiar as 35 servidoras que concluíram a capacitação. A informação foi divulgada pela Agência de Notícias do Acre.

O curso teve início no último dia 16, como parte da programação alusiva ao Mês da Mulher, e contou com carga horária de 60 horas de treinamento intensivo. Participaram servidoras da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

A formação incluiu módulos práticos e teóricos de defesa pessoal, técnicas de retenção de armas e combate com facas, com foco na segurança individual e na eficiência operacional.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, destacou a importância estratégica do investimento contínuo na capacitação das forças de segurança. Segundo ele, a técnica é uma ferramenta essencial para a sobrevivência e o desempenho profissional.

O secretário afirmou que a conclusão da primeira turma representa um marco para o sistema de segurança pública do estado e reforça o compromisso institucional com a valorização e o preparo técnico das mulheres que atuam na área, garantindo que desempenhem suas funções com mais segurança e confiança.

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