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Cotidiano

Energisa atende em média 80 chamados de queda de energia por dia dentro de Rio Branco

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Consumidores reclamam de quedas de energia em Rio Branco — Foto: Aline Nascimento/G1

Por Iryá Rodrigues

Nas últimas noites, moradores da capital acreana têm sofrido com as quedas de energia que, em alguns bairros, ultrapassaram as sete horas de interrupção. É o caso da servidora pública Inayara Carvalho, moradora do bairro Manoel Julião, que enfrentou a falta de energia por dois dias seguidos.

No domingo (22), a luz caiu por volta das 19h e só foi religada mais de 2h de segunda-feira (23). Segundo ela, a informação da empresa responsável foi que ocorreu um problema com o transformador, que precisou ser substituído.

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Ainda na segunda, ocorreu um novo apagão na rua em que a servidora mora pela parte da manhã e também à noite, quando a luz ficou oscilando até quase meia noite.

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“No primeiro dia vimos que foi um transformador que estava fumaçando, acredito que explodiu. E na segunda-feira, primeiro apagou pela manhã, às 9h e depois à noite. Neste segundo momento apagou uma fase e a que ficou funcionando estava apresentando problemas, pois não tinha a mesma potência e ficava oscilando. Nossa preocupação é com os eletrodomésticos, que podem queimar com essas quedas constantes. Além disso, claro, ainda tem o calor intenso que tem feito nesses últimos dias e a gente acaba ficando numa situação complicada sem poder ligar nada”, reclamou a moradora.

Além de algumas ruas do bairro Manoel Julião também há relatos de moradores do bairro Cohab do Bosque, que ficaram por três noites sem energia elétrica.

“Aqui na minha rua tem três dias que dá 23h30 e a luz apaga. Aí, o pessoal da Energisa vem, mexe no poste de energia e geralmente consegue restabelecer o serviço por volta de 2h30. Então, a gente fica esse tempo aí no calor e no escuro aqui, fora que durante o dia, às vezes, dá aquela quedinha. Meu medo é que aconteça como no Amapá, aquele apagão”, relatou o jornalista Gleydison Meireles.

Moradores da Rua Santa Luzia, no bairro João Eduardo II também ficaram sem luz nessa segunda (23) de 20h até mais de meia noite. Na Travessa Osasco, no bairro João Eduardo I a energia só foi retornar mais de 2h desta terça (24).

‘Nada anormal’

Apesar das várias reclamações, a Energisa informou que não há nada fora da normalidade. Segundo o diretor técnico e comercial da Energisa, Ricardo Xavier, a empresa recebe, em média, cerca de 80 reclamações por dia relacionadas a interrupções de energia e que nos últimos dias os chamados permaneceram dentro do esperado.

“Defeitos, a gente tem todos os dias, praticamente, ou uma falha de conexão ou um fio partido. Não está acontecendo nada anormal do que deve acontecer. Às vezes ocorrem defeitos na distribuição, os clientes registram a falta de energia, a gente manda uma equipe que faz a inspeção, se for um defeito simples, ela corrige e se for um defeito que precise de ajuda, o centro de operações manda equipes adicionais. Então, é uma atividade corriqueira nossa fazer isso”, disse o diretor.

Sobre o bairro Manoel Julião, o diretor confirmou que no domingo a falta de energia se deu por problemas em um transformador que queimou, e que no segundo dia a queda no fornecimento foi devido a um cabo partido, ou seja, a interrupção do serviço não foi pelo mesmo motivo nos dois dias.

Já com relação aos demais bairros, ele afirmou que não é possível afirmar o que ocorreu, já que se trata de algumas ruas isoladas.

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Sorteio define ordem dos confrontos semifinais do Estadual

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Um sorteio realizado nesta segunda, 9, na sede da Federação de Futebol do Acre(FFAC) com a presença de todos os dirigentes dos clubes semifinalistas decidiu a ordem dos confrontos semifinais do Campeonato Estadual Sicredi de 2026 no sábado, dia 14, no Tonicão. Galvez e Rio Branco se enfrentam, a partir das 15 horas, e na sequência o Humaitá joga contra o Santa Cruz. Sem jogo …

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Fonte: Conteúdo republicado de PHD ESPORTES - ESPORTES

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MP investiga possível desmatamento irregular em área rural de Mâncio Lima e amplia apuração

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) converteu em Inquérito Civil o Procedimento Preparatório nº 06.2025.00000374-7, que apura suposta intervenção irregular no solo, com aterramento e supressão de vegetação nativa, na região da Rodovia BR Japiim, no Sítio Vitória Régia, em Mâncio Lima.

A decisão foi assinada pela promotora de Justiça Manuela Canuto de Santana Farhat, em despacho datado de 18 de fevereiro de 2026.

Origem da investigação

O procedimento foi instaurado por meio da Portaria nº 53/2025, de 10 de julho de 2025, após denúncia anônima que apontou possível degradação ambiental na área, com movimentação de terra e retirada de cobertura vegetal nativa.

Segundo o MP, relatórios técnicos e autos de infração já reunidos indicam que houve intervenção no solo com alteração significativa da cobertura vegetal e da conformação natural do terreno.

Divergências sobre autoria e titularidade

Apesar da materialidade do dano ambiental estar demonstrada, o Ministério Público identificou controvérsias quanto à autoria das intervenções e à titularidade dos imóveis envolvidos.

De acordo com o Relatório Técnico nº 356/2025 do Núcleo de Apoio Técnico (NAT/MPAC), o Cadastro Ambiental Rural (CAR) das áreas alteradas está registrado em nome de E. de S. M. No entanto, o Boletim de Ocorrência nº 00013824/2025 e auto de infração do Ibama atribuem a responsabilidade a E. B. O.

A divergência levou o MP a determinar aprofundamento das investigações para esclarecer a cadeia dominial, a posse efetiva e eventual exploração econômica da área, a fim de evitar imputações indevidas e assegurar a correta responsabilização civil, administrativa e, se for o caso, penal.

Processo criminal em andamento

O caso também é objeto de apuração na esfera criminal, por meio do processo nº 0700366-75.2025.8.01.0015, em trâmite na Vara Única Criminal da Comarca de Mâncio Lima. O procedimento decorre de Termo Circunstanciado de Ocorrência instaurado pela Polícia Civil para apurar suposto delito ambiental atribuído a um dos investigados.

O MP aguarda informações complementares da Delegacia de Polícia Civil, que poderão contribuir para o esclarecimento da dinâmica dos fatos e da extensão do dano ambiental.

Conversão em inquérito civil

Com base na Resolução nº 23/2007 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e na Resolução nº 28/2012 do Colégio de Procuradores de Justiça do MPAC, a promotora determinou a conversão do procedimento em Inquérito Civil, instrumento que permite investigação mais aprofundada de possíveis lesões a interesses difusos e coletivos.

O procedimento já ultrapassava 180 dias de tramitação, o que também exigia deliberação fundamentada quanto à sua continuidade.

Novas diligências

Entre as medidas determinadas, está a solicitação de análise técnica complementar ao NAT/MPAC, com elaboração de parecer conclusivo e mapas georreferenciados para:

• Delimitar os imóveis envolvidos;

• Verificar eventual sobreposição entre os Cadastros Ambientais Rurais;

• Identificar se a área embargada pelo Ibama corresponde à mesma área investigada;

• Apurar a extensão total da área degradada, em hectares;

• Esclarecer eventual incidência em área de preservação permanente, reserva legal ou zona de amortecimento da ARIE Japiim Pentecoste.

Após a conclusão do relatório técnico, os investigados deverão ser notificados para prestar esclarecimentos e apresentar documentos que comprovem titularidade ou posse da área, além de eventual autorização ambiental para as intervenções.

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Iapen e Sema firmam parceria para fabricação de jogos educativos

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Um projeto que une ressocialização e educação ambiental é desenvolvido pelo Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). O trabalho consiste na fabricação de jogos educativos de madeira, voltados para a educação ambiental. Nesta segunda-feira, 9, os protótipos foram apresentados à equipe da Sema.

Equipe de Educação Ambiental da Sema, esteve no Polo Moveleiro para conhecer protótipos de jogos / Foto: Zayra Amorim

André Vinício Assis, diretor de reintegração social, explicou que o material é fabricado na marcenaria por apenados que trabalham no local, e que as secretarias devem agora formalizar um termo de cooperação para dar seguimento ao projeto. “Hoje nós estamos fazendo aqui uma amostra de alguns jogos educativos, fabricados pelos apenados, voltados para o meio ambiente, em seguda, vamos formalizar um termo de cooperação para dar continuidade a esse projeto que pode servir de modelo para outras secretarias”.

Secretário da Sema discute sobre ampliação da parceria com o Iapen/ Foto: Zayra Amorim

Os jogos foram pensados para que, de forma descontraída e educativa, estimulem a população a cuidar do meio ambiente. Trata-se de jogos de memória de diferentes formatos. Leonardo Carvalho, Secretário de Meio Ambiente, explicou sobre a ideia. “Então, a ideia foi a gente unir ressocialização com educação ambiental. Todos os anos, levamos educação ambiental, principalmente na expoacre e nas escolas. Para isso, precisamos de jogos lúdicos que envolvam crianças, adolescentes e a população em geral na temática do meio ambiente. Poder unir essa ideia com o Iapen é muito importante, porque além de contribuirmos para a ressocialização dos apenados, as madeiras utilizadas no projeto são apreendidas e reaproveitadas. Ficamos muito felizes em poder fortalecer a educação ambiental junto ao Iapen, e nosso objetivo é ampliar essa parceria daqui para frente, afirmou o secretário.

Foram fabricados jogos de memória à partir de madeira, em diferentes formatos. Foto: Zayra Amorim

O Servidor do Iapen, Marco Aurelho, coordenador do projeto, ele detalhou como os jogos foram produzidos. “Nós fomos procurados pela Sema para apresentar protótipos de brinquedos de viés educativo para eles utilizarem na educação ambiental. Eles apresentaram alguns desenhos de sugestões e, nós tiramos as ideias do papel e as transformamos nesses objetos. Eu apresentei a ideia aos apenados que trabalham aqui na marcenaria, nós disccutimos junto e, a partir dissso, criamos os jogos praticamente do zero”, explicou o coordenador”

Detento mostra com orgulho o que fabricou. Foto: Zayra Amorim

Para o detento D. S, que fabricou um dos jogos, poder participar do projeto é uma grande oportunidade de aprendizado. “Eu não tinha essa prática, aprendi aqui. Pensei que eu nem ia conseguir fazer isso, mas consegui e eu já penso em trabalhar com isso quando sair”, disse apenado, visivelmente satisfeito em ver o jogo que produziu.

 

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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