Cotidiano
Em menos de 10 anos, Acre alcança mais de 3,7 TON/ha de soja
O uso da tecnologia permitiu que a produção explodisse sem a necessidade de abertura de novas áreas, convertendo pastagens degradadas em lavouras de alta rentabilidade

O Acre de 2025 é, estatisticamente e tecnicamente, a fronteira agrícola que mais se valoriza nos grandes blocos de produção do país. Foto: captada
O Acre alcançou produtividade de 3.738 Kg por hectare de soja. O dado é um dos destaques da análise que a Federação da Agricultura e Pecuária deve publicar em relação à safra de grãos em boletim oficial.
“Em menos de uma década, o rendimento médio da soja no estado saltou de modestos 1.500 Kg por hectare para impressionantes 3.738 Kg por hectares”, afirmou Luan Victor Araújo de Morais, analista da Área Vegetal da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre. “Esse salto de 149,2% prova que o produtor acreano não passou por décadas de testes e erros: ele importou e adaptou o que há de mais moderno em genética, nutrição de precisão e manejo de pragas”.
Para Morais, esse é o grande diferencial da atual cultura da soja no Acre: a capacidade de apreensão do produtor local que adaptou a prática executada em outros estados à realidade da geografia acreana.
Essa é uma produtividade maior do que a registrada na região conhecida como MATOPIBA, com compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. É onde o agronegócio mais cresce no país.
Na safra de 2025, o Acre produziu, em média, 3.738 Kg/ha. O Tocantins teve produtividade de 3.514 Kg/ha; o Piauí 3.356 Kg/ha e o Maranhão 3.220 Kg/ha. “Na prática, isso significa que um produtor no Acre colhe cerca de 8,6 mil sacas a mais em uma fazenda de mil hectares do que seu colega maranhense”, comparou o analista da Faeac. “Esse diferencial não é apenas sorte climática: é a prova de que o microclima regional, quando aliado à técnica rigorosa, oferece um teto produtivo mais elevado do que as fronteiras mais famosas do país”, afirmou o analista da federação”.
Análise técnica da Faeac
Luan Victor Araújo de Morais, analista da Área Vegetal da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, fez uma relação entre o investimento na cultura da soja com a sustentabilidade econômica. A análise é a que segue:
O valor do investimento: retorno e sustentabilidade
Para quem observa o setor sob a ótica financeira e estratégica, o Acre apresenta hoje o melhor ROI Técnico (Retorno sobre Investimento Tecnológico) do Brasil. A lógica é simples: em regiões saturadas, a terra já atingiu seu preço máximo. No Acre, a valorização patrimonial corre em paralelo com o ganho de produtividade. Se a eficiência cresce a ritmos de três dígitos, o valor intrínseco de cada hectare segue a mesma trajetória.
Além disso, esse crescimento é o maior exemplo de intensificação sustentável. Através do sistema de sucessão Soja-Milho, o estado agora utiliza 160% de sua área ocupada produzindo duas safras no mesmo solo e no mesmo ano. O uso da tecnologia permitiu que a produção explodisse sem a necessidade de abertura de novas áreas, convertendo pastagens degradadas em lavouras de alta rentabilidade. Somado à Rota do Pacífico, que coloca o grão acreano 57% mais perto da Ásia do que o grão do Sudeste, o estado se posiciona como o corredor logístico e produtivo mais eficiente da Amazônia.
O Acre de 2025 é, estatisticamente e tecnicamente, a fronteira agrícola que mais se valoriza nos grandes blocos de produção do país. Um estado que aprendeu a produzir com excelência e que agora lidera a corrida pela produtividade vertical no Brasil.
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Comissão de Orçamento da Aleac pode trocar comando e ir para Chico Viga ou Afonso Fernandes
Aliados da governadora Mailza articulam mudança após Tadeu Hassem permanecer no Republicanos, partido do pré-candidato adversário Alan Rick

A troca de Tadeu por Chico Viga tem respaldo regimental. O União Brasil conta com oito deputados filiados recentemente com a janela partidária. Foto: captada
Com saída do Republicanos, Tadeu Hassem foca reeleição e apoio a Alan Rick. Deputado agora se dedica à própria campanha e à pré-candidatura do senador ao governo do Acre
A Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) deve voltar às mãos do deputado Chico Viga ou ser assumida pelo deputado Afonso Fernandes. Os dois nomes são os mais cotados para a vaga, que atualmente pertence ao deputado Tadeu Hassem.
Com a permanência de Tadeu Hassem no Republicanos — legenda do pré-candidato ao governo, senador Alan Rick, adversário político da governadora Mailza Assis —, interlocutores palacianos já trabalham nos bastidores para efetivar a mudança na composição das comissões.
A troca tem respaldo regimental. O União Brasil conta com oito deputados filiados recentemente durante a janela partidária. Com essa força, o partido pode abocanhar o comando de comissões importantes, como a de Orçamento e Finanças.

A Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) ou deve ir para deputado estadual Afonso Fernandes. Foto: captada
Fazem parte do União Brasil os deputados Adailton Cruz, Fagner Calegário, Pablo Bregense, Michelle Melo, Gilberto Lira e Whendy Lima, além de Chico Viga e Afonso Fernandes.
Já a Comissão de Constituição e Justiça deve permanecer sob o comando de Manoel Moraes, do Progressistas. A legenda é a segunda maior força política na Casa do Povo, contando com os deputados Nicolau Júnior, Manoel Moraes, Maria Antônia, Clodoaldo Rodrigues e André Vale.
Enquanto isso, o PDT, do deputado Tchê, encolheu drasticamente. A legenda perdeu Michelle Melo, Pedro Longo e Chico Viga. Com a saída de Tadeu Hassem, o parlamentar deve se dedicar à sua reeleição com foco no candidato ao governo Alan Rick.

Com a saída de Tadeu Hassem, o parlamentar deve se dedicar à sua reeleição com foco no candidato ao governo Alen Rick. Foto: captada
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Após 26 anos no PSDB, deputado Luiz Gonzaga se filia ao MDB e reforça base do governo no Acre
Parlamentar de seis mandatos e primeiro-secretário da Aleac consolida apoio à governadora Mailza Assis Cameli e se reposiciona estrategicamente para as eleições deste ano

O parlamentar dá um passo estratégico ao ingressar no MDB, reforçando o grupo político alinhado ao governo estadual. Foto: captada
A filiação também sinaliza um reposicionamento político com foco nas eleições deste ano
O deputado estadual Luiz Gonzaga oficializou, neste sábado, sua filiação ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), encerrando um ciclo de 26 anos no PSDB. Atual primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e com seis mandatos consecutivos, o parlamentar dá um passo estratégico ao ingressar no MDB, reforçando o grupo político alinhado ao governo estadual.
A mudança partidária ocorre em um momento de articulação política e consolida o apoio de Gonzaga à governadora Mailza Assis Cameli, ampliando a base de sustentação da chefe do Executivo. Reconhecido por sua forte atuação no interior, especialmente no Vale do Juruá, Luiz Gonzaga é uma das principais lideranças políticas do estado, com histórico voltado para pautas como infraestrutura, produção rural e integração regional.
A filiação também sinaliza um reposicionamento político com foco nas eleições deste ano, colocando o parlamentar em uma posição estratégica dentro de uma das principais siglas do país.

A mudança partidária ocorre em um momento de articulação política e consolida o apoio de Gonzaga à governadora Mailza Assis Cameli. Foto: captada




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