Conecte-se conosco

Acre

Em Brasília, governo busca agilizar instalação do balizamento da pista e concluir as obras do aeródromo de Tarauacá

Publicado

em

O diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagens (Deracre), Petrônio Antunes, e o representante do governo do Acre em Brasília, Ricardo França, reuniram-se, nesta quinta-feira, 19, no Ministério da Infraestrutura. O objetivo foi tratar das providências para agilizar a instalação do balizamento da pista de pouso do município de Tarauacá e concluir as melhorias que o governo está realizando no aeródromo daquele município.

O objetivo foi tratar sobre a instalação do balizamento da pista de pouso de Tarauacá e concluir as melhorias que o governo está realizando no aeródromo. Foto: Dilma Tavares

A reunião foi realizada com integrantes da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, incluindo o diretor de Outorga e Patrimônio, John Weber Rocha, e o coordenador-geral de Investimentos, Guilherme Afonso.

Balizamento é a iluminação da pista de pouso para permitir pouso e decolagem de aviões durante a noite. Petrônio e Ricardo explicaram a importância do serviço para a população do interior do Estado. “O balizamento permitirá concluir as melhorias que o governo já vem fazendo naquele aeródromo, para oferecer infraestrutura adequada e segurança para a população”, explicou Petrônio.

Conforme o diretor-presidente do Deracre, entre os serviços de melhorias no aeródromo o governo do Estado já realizou a revitalização da pista de pouso, “que estava deteriorada e recebeu, inclusive, camada asfáltica”; está concluindo o cercamento do local com alambrado, “para evitar a entrada de animais e acidentes durante pouso e decolagens de aeronaves”; além da reforma e modernização do terminal de passageiros. Esses serviços, explicou, abrangem desde a instalação de locais de acessibilidade, troca do telhado e reforma dos banheiros à readequação de guichês de passageiros.

“Agora precisamos instalar o balizamento da pista de pouso para entregar a obra completa, oferecendo mais segurança e conforto aos passageiros”, explicou Petrônio Antunes.

O representante do governo em Brasília, Ricardo França, lembrou que, assim como está fazendo na pista de pouso de Tarauacá, o governo já realizou melhorias e modernização em outros aeródromos, como dos municípios de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

“A melhoria dos aeródromos do interior do estado é um compromisso do governador Gladson Cameli, que vem investindo recursos próprios nessas obras, para encurtar distâncias, facilitar e agilizar a locomoção da população, permitindo salvar vidas, inclusive em momentos de emergência durante a noite”, afirmou.

Ricardo França explicou que, com os investimentos nos aeródromos, o governo promove a integração e cumpre o compromisso de tirar o estado do isolamento, inclusive via transporte aéreo. Ele disse que melhorar e iluminar pistas de pouso e promover a infraestrutura necessária nesses locais significa mais do que obras.

“Isso significa tirar o Acre do isolamento e da escuridão também via aérea e democratizar o acesso ao transporte, com a inclusão da população do interior e dos locais mais distantes, que tanto precisam e merecem ser vistos, ouvidos e atendidos, como o governo do Estado está fazendo”, concluiu.

Neste sentido, o diretor do Deracre adiantou que também já deu ordem de serviço para a realização de obras semelhantes nas pistas de pouso dos municípios de Xapuri, Manoel Urbano e Feijó. Ele adiantou, inclusive, que, por orientação do governador, foi criada uma diretoria no Deracre para tratar dos aeródromos do estado.

Solução

Os integrantes do Ministério da Infraestrutura ficaram de verificar providências para contribuir com o governo do Acre na viabilização do balizamento e outras iniciativas que resultem na melhoria do aeródromo de Tarauacá.

“O aeródromo de Tarauacá integra o Plano Aeroviário Nacional e é de interesse do ministério contribuir para a melhoria das suas condições de operação”, afirmou John Weber. O coordenador de Investimentos, Guilherme Afonso, cumprimentou o governo do Acre pelas melhorias que vem realizando nos aeródromos do estado e a criação de uma área específica para tratar do assunto.

“Um grande problema que tínhamos em relação aos aeródromos no país era identificar uma equipe de interlocução nos estados. A iniciativa do Acre resolve o problema, facilita e agiliza as parcerias nessa área”, afirmou.

Também participou da reunião o assessor técnico da Representação do Governo do Acre em Brasília, Wellington Castelo, que acompanha as iniciativas que tramitam na capital do País relativas aos aeródromos, sob a orientação do representante Ricardo França.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Acre

Renda per capita no Acre é a 2ª pior do Brasil em 2025, aponta IBGE; estado registra R$ 1.392

Publicado

em

Média nacional ficou em R$ 2.316; Acre supera apenas Maranhão (R$ 1.219) e Ceará (R$ 1.390) no ranking das 27 unidades da federação

Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foto: art 

O rendimento domiciliar per capita para o Brasil, em 2025, ficou em R$ 2.316. O valor representa um avanço em relação a 2024, quando a renda média dos residentes no país ficou em R$ 2.069. Foi maior também na comparação com anos anteriores: R$ 1.893, em 2023, e R$ 1.625, em 2022.

Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínuadivulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com dados do IBGE, a renda per capita no Acre foi de R$ 1.392,00 em 2025, uma das piores do Brasil. O estado aparece à frente apenas do Maranhão (R$ 1.219) e do Ceará (R$ 1.390). A pesquisa mostra que as menores médias estão concentradas nas regiões Nordeste e Norte. O Distrito Federal lidera o ranking nacional com R$ 4.538, enquanto São Paulo aparece em segundo lugar com R$ 2.956.

Critérios da pesquisa

A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012. O rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores, considerando rendimentos de trabalho e de outras fontes, inclusive pensionistas e empregados domésticos.

Os números divulgados resultam da soma dos rendimentos brutos recebidos no mês de referência da pesquisa, com base nas primeiras entrevistas realizadas ao longo dos quatro trimestres de 2025.

A divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

Renda Domiciliar per Capita – Brasil (2022–2025)
Ano Renda Média (Brasil)
2022 R$ 1.625
2023 R$ 1.893
2024 R$ 2.069
2025 R$ 2.316
  • O país registrou crescimento contínuo no período, com alta de R$ 691 (42,5%) entre 2022 e 2025.

  • Nove estados e o Distrito Federal superaram a média nacional.

Renda Domiciliar per Capita – Acre (2025)
Indicador Valor
Renda per capita no Acre R$ 1.392
Posição no ranking nacional 26º lugar (entre 27 UFs)
Comparativo com a média nacional R$ 924 abaixo da média (R$ 2.316)
Estados com menor renda Maranhão (R$ 1.219), Ceará (R$ 1.316) e Acre (R$ 1.392)
Maiores e Menores Rendas por UF (2025)
Posição Unidade da Federação Renda per capita
Distrito Federal R$ 4.538
São Paulo R$ 2.956
Rio Grande do Sul R$ 2.839
Santa Catarina R$ 2.809
Rio de Janeiro R$ 2.794
25º Ceará R$ 1.316
26º Acre R$ 1.392
27º Maranhão R$ 1.219
Análise dos Dados
  • Crescimento nacional consistente: A renda per capita brasileira apresentou evolução real nos últimos quatro anos, refletindo recuperação econômica e políticas de transferência de renda.

  • Acre abaixo da média nacional: Com R$ 1.392, o estado está 42% abaixo da média do país (R$ 924 de diferença).

  • Concentração regional: As maiores rendas permanecem no Centro-Sul (DF, SP, Sul e Sudeste), enquanto as menores se concentram no Norte e Nordeste.

  • Posição no ranking: O Acre ocupa a 26ª posição, à frente apenas do Maranhão, mas atrás do Ceará e de todos os demais estados das regiões Norte e Nordeste com dados disponíveis.

Fonte dos Dados
  • Pesquisa: PNAD Contínua – Rendimento de todas as fontes

  • Órgão: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

  • Ano-base: 2025

  • Divulgação: 27 de fevereiro de 2026

Esses dados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à geração de emprego, formalização do trabalho e transferência de renda no Acre, especialmente para reduzir as desigualdades regionais persistentes.

Comentários

Continue lendo

Acre

Bocalom revela conversa com Valdemar da Costa Neto e diz que permanência no PL depende de reunião com Márcio Bittar

Publicado

em

Prefeito afirma que presidente nacional do partido “ficou perplexo” com carta da direção estadual que o excluiu da disputa ao governo; decisão deve sair nesta semana

Bocalom informou que a conversa com o Valdemar foi “muito boa” e que ele está confiante na permanência no partido. Foto: captada 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), revelou à imprensa acreana que conversou pessoalmente com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, sobre a possibilidade de disputar o governo do Acre pelo partido, mesmo após resistência por parte do senador Márcio Bittar e de boa parte da direção da sigla no estado.

De acordo com Bocalom, a permanência no PL não está definida e dependerá de uma conversa que deve ocorrer nesta semana entre Valdemar e o senador Márcio Bittar (PL), um dos maiores interessados no assunto, já que o parlamentar sonha em contar com o apoio do governo Gladson na disputa ao Senado.

Conversa com Valdemar

Bocalom informou que a conversa com Valdemar foi “muito boa” e que ele está confiante na permanência no partido:

“Eu realmente não tinha conversado com o nosso presidente Valdemar em momento nenhum sobre essa situação. Tudo isso estava sendo coordenado lá pelo senador Márcio Bittar. Aí eu fui a Brasília e tivemos uma conversa muito boa, de mais de uma hora. Foi uma conversa muito sincera. Estávamos eu e o João Marcos. Eu vi nele o nosso presidente como um paizão, nos recebeu muito bem. Fiquei muito feliz e ele nos deixou aberta a conversa de que vai falar com o senador Márcio Bittar a respeito dessa situação na semana que vem”, declarou.

Desejo de permanência

Bocalom garantiu que deseja permanecer no PL e afirmou que faz parte da “verdadeira direita” no Acre:

“Então eu estou tranquilo. Podemos, até com certeza, ficar no PL, que é o lugar onde eu quero estar. Eu gostaria muito de estar no PL, todo mundo junto, porque nós somos direita para valer e de verdade neste estado. Juntamente com o senador Márcio Bittar, conseguiríamos formar uma bela chapa de deputado federal e, com certeza, Brasília e o Acre vão ganhar com isso”, comentou .

Carta da direção estadual

Por fim, o prefeito disse que Valdemar não estava ciente da carta que o PL do Acre divulgou com a intenção de priorizar apenas a disputa ao Senado no estado:

“Eu mostrei a carta para o presidente e ele ficou perplexo. Ele não sabia da carta. Então vamos ver agora qual será a posição. A carta foi dada aqui pelo presidente regional, Edson Bittar. Diziam que tinha anuência da nacional, mas o que deu para ver lá em Brasília é que o presidente não sabia disso. Até semana que vem ele vai dar a definição. O João estava junto comigo e viu tudo o que aconteceu”, concluiu.

Cumprindo agenda em Brasília, o prefeito Tião Bocalom, teve encontro com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: captada 

Comentários

Continue lendo

Acre

Guerra entre EUA e Irã deve elevar preço da gasolina e do diesel no Acre

Publicado

em

Presidente da CDL afirma que combustíveis já começaram a subir e alerta para novos reajustes durante o conflito

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã deve provocar aumento no preço da gasolina e do diesel no Acre. A afirmação é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marcelo Moura, que informou nesta segunda-feira (2) ter recebido comunicado indicando reajustes frequentes nos combustíveis durante o período de conflito.

Segundo ele, o fechamento do Estreito de Ormuz impacta diretamente o mercado internacional de petróleo.

“A guerra entre os Estados Unidos e o Irã acabou, por consequência, fechando o estreito de Ormuz. Essa parte do oceano por onde trafegam cerca de 20% do petróleo do mundo agora está fechada, causando um grande congestionamento e uma redução drástica na circulação de barris. O aumento dos preços é consequência imediata. Já fomos avisados aqui que a gasolina e o diesel estão subindo R$ 0,03 apenas pelos efeitos iniciais. Não acredito que fique só nesse aumento, mas esse já é o imediato”, pontuou o dirigente.

Analistas e autoridades do setor citam que um bloqueio na região pode reter entre 20% e 25% do petróleo exportado mundialmente. O volume afetado ultrapassaria 20 milhões de barris por dia, com destino principalmente a países da Ásia, como China, Japão, Índia e Filipinas.

O impacto tende a ser maior no continente asiático, que concentra grande parte da demanda por petróleo do Oriente Médio. Metade do fornecimento da China, maior importadora global, e cerca de 90% do petróleo consumido pelo Japão vêm da região.

Empresas de navegação e grandes companhias petrolíferas passaram a suspender embarques e operações no entorno do estreito. Os envios pela rota foram paralisados após armadores receberem aviso do governo iraniano informando que a área estava fechada para navegação.

Especialistas avaliam que, diante da instabilidade internacional, os reflexos no mercado brasileiro podem continuar sendo sentidos nas próximas semanas, especialmente em estados mais distantes dos grandes centros de distribuição, como o Acre.

Comentários

Continue lendo