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Eliane Sinhasique: “Os petistas são péssimos gestores, são desorganizados, gastam muito e mal”

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“A imensa maioria dos políticos não defende a coletividade. Estão lá com outros propósitos”

Uma das formas mais simplificadoras e mistificadoras de identificar as causas dos graves problemas sociais que afetam o Brasil consiste em dizer que eles se devem à falta de vontade política dos governantes. A expressão é utilizada a torto e a direito, à esquerda e à direita, quando se trata de disparar uma crítica rápida a um determinado grupo político no poder.

“O PT é desonesto na sua essência e método”, disse Sinhasique

“O PT é desonesto na sua essência e método”, disse Sinhasique

Simplificadora porque reduz uma série de causas econômicas, políticas e sociais a um aspecto voluntarista. Mistificadora porque esconde o caráter complexo das causas e sua relação com um determinado modelo político e econômico definidor da natureza das políticas públicas ou da ausência destas.

“O PT é desonesto na sua essência e método. No primeiro porque é uma legenda produtora e mantenedora de relações desiguais, disfarçada por uma falsa utopia de justiça social. Segundo porque utiliza os mais sórdidos e anti-republicanos expedientes para manter o seu projeto de poder”, dispara a deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB), 46, que tem apenas três anos de atuação na vida pública.

Todavia, o partido da parlamenta no Acre precisa capacitar seus quadros e repensar um discurso em favor da ética, da moral e em defesa da transparência para se diferenciar das demais legendas. Além, é claro, de se afasta de maus exemplos, notadamente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, sob pena de ser recepcionado a pedradas na campanha que se avizinha.

Nascida no Paraná e criada até os 16 anos no Projeto de Assentamento Dirigido (PAD) Pedro Peixoto, no município de Plácido de Castro, Sinhasique, embora não seja adepta a ideologias, tem muita vontade de fazer política. Com apenas dois anos de mandato, de longe foi a vereadora que mais apresentou proposições e fiscalizou a prefeitura.

A intensa ação parlamentar e política, aliadas a outros fatores, levaram-na a conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Talentosa como oradora e por ‘meter o dedo nas feridas do governo’, passou a pautar os principais debates, o que causou uma verdadeira fúria no núcleo do poder e entre seus colegas palacianos.

As críticas e as tentativas de desqualificação a projetaram ainda mais. Pesquisas domésticas realizadas até o momento a colocam em pé de igualdade com nomes como de Márcio Bittar (PSDB) e Tião Bocalom (DEM), hoje moribundos, mas que se eternizaram como os únicos candidatos de oposição.

Radialista, jornalista e publicitária, a pragmatíssima Eliane Sinhasique assume que é pré-candidata à Prefeitura de Rio Branco nas eleições do próximo no ano. Em seu gabinete na Aleac, ela recebeu a equipe da ContiNet e concedeu esta entrevista. Vejam os principais trechos:

ContilNet – Por que a senhora entrou na política partidária?

Sinhasique – Porque tem uma hora que a gente decide parar de reclamar e se envolver diretamente à procura de soluções, ou seja, quero dá a minha contribuição. Como jornalista, eu já estava me sentindo impotente. A gente faz as denúncias, apura para saber quem são os responsáveis e muitas vezes isso não dá em nada. Eu tinha por certo que era possível usar um mandato de forma consequente, coerente, propositivo e que isso pudesse contribuir para melhorar a vida das pessoas, porque elas, e todos nós, dependemos da política. Eu estou muito feliz em vê que o meu mandato está cumprindo esse papel.

Radialista, jornalista e publicitária, a pragmatíssima Eliane Sinhasique assume que é pré-candidata à Prefeitura de Rio Branco nas eleições do próximo no ano/Foto: Charlton Lopes/ContilNet

Radialista, jornalista e publicitária, a pragmatíssima Eliane Sinhasique assume que é pré-candidata à Prefeitura de Rio Branco nas eleições do próximo no ano/Foto: Charlton Lopes/ContilNet

ContilNet – A senhora exerceu apenas dois anos do mandato de vereadora. Como foi essa primeira experiência na vida pública?

Sinhasique – Eu avalio que foi bastante positivo. Eu consegui, por exemplo, incluir as pessoas negras nas propagandas institucionais da prefeitura. Foi um trabalho muito intenso. Além de tribuna, apresentei indicações, requerimentos, moções, anteprojetos, projetos e propus audiências públicas. Apesar de ter instigado os gestores a trabalhar, ainda me sinto impotente porque não disponho de máquinas, trabalhadores e o orçamento para resolver os problemas. A minha ação parlamentar é bastante limitada nesse aspecto.

ContilNet – Como a senhora avalia a administração do prefeito Marcus Alexandre?

Sinhasique – Abaixo da média. Para ser mais didática, doou-lhe nota quatro. Por quê? Porque tem um excessivo número de secretarias e poucas soluções para os problemas da cidade.  Existe o setor, que empega pessoas, mas não existe orçamento para o serviço ser executado.

ContilNet – Mas as administrações petistas contam com apoio da ampla maioria dos parlamentares e do governo federal? Por que não existe orçamento para a execução dos trabalhos e a consequente resolução dos problemas?

Sinhasique – Porque eles (administradores petistas) são péssimos gestores. Dão calotes nos empresários. Não mantêm uma relação de respeito com essa classe. Por exemplo: não pagam em dias e isso gera uma crise econômica sem precedente. São desorganizados, gastam muito e mal. Os gestores petistas prometem, mas não cumprem. O prefeito Marcus Alexandre, por exemplo, prometeu construir 10 creches financiadas pelo projeto ‘Brasil Carinhoso’. Já está terminando a sua gestão e ele ainda não concluiu duas. Se eu não me engano só está funcionando uma, que fica no bairro Eldorado. Como é que se começa uma obra sem a previsão de recursos para terminá-la?  Isso cria uma série de transtornos que prejudica todos nós. Para ser um bom gestor tem que contratar e pagar.

 ContilNet – Por que todas as obras, na Estado e Prefeitura de Rio Branco, são suspeitadas de serem superfaturados?

Sinhasique – Acredito que isso faça parte da cultura e o modo petista de governar. É uma prática desonesta com a população em geral e com os empresários. Quando se paga em dia pode-se, inclusive, negociar o melhor preço. Nos superfaturamentos estão embutidos a propina e o caixa dois das campanhas. Uma parada de ônibus na Cidade do Povo custa R$ 19 mil. No mundo real, custa no máximo R$ 3 mil. Esse boxe dos engraxates, aqui em frente à Alaec, custou R$ 114 mil. Não preciso ser engenheira para saber que gastaria menos de 15 mil para deixa-lo do jeito que ele está agora.

ContilNet – Como a senhora avalia o governo de Tião Viana?

Sinhasique – Péssimo. Ele se mete a ser empresário. Governo nenhum pode gastar dinheiro público em indústrias, metendo-se na iniciativa privada. Nem afugentá-la como faz esse governo. Todos os empreendimentos que o governo esteve no meio deram errado: fábricas de tacos e preservativos, em Xapuri, de biscoitos em Cruzeiro do Sul. O governo do Tião Viana é um Rei Midas às avessas, ou seja, tudo que ele toca dá errado.

ContilNet – E o que a senhora faria para trazer desenvolvimento e melhoria na vida das pessoas?

Sinhasique – Faria tudo o que esse governo não está fazendo. Levaria investimentos e tecnologia para fomentar a produção agrícola, dotando os produtores de opções, uma vez que o desmatamento e uso do fogo estão proibidos. Abriria e recuperaria os ramais, pois a maioria está sem trafegabilidade. Faria fazer valer o zoneamento ecológico e econômico, isto é, cultivaríamos apenas aquilo que é vocacional para uma determinada região e sem agredir o meio ambiente. Traria a Suframa de Manaus para verdadeiramente investir em nosso estado, porque estamos na tríplice fronteira e, portanto, numa região estratégica. Diminuiria a carga tributária para que a iniciativa privada pudesse aqui se instalar. Faria, também, aquilo que chamo de inversão de prioridades, ou seja, ao invés de gastar exageradamente com propaganda, diárias de assessores, mordomias eu direcionaria esses recursos para a saúde, educação e segurança. Tentaria, ainda, ser transparente com a coisa pública, alargando a participação das pessoas na administração. Acabaria com essa simbiose com algumas instituições autônomas. Enfim, seríamos um governo democrático, respeitador do contraditório e do estado democrático de direito. Acredito na força da juventude e que os jovens acreanos, especialmente os que moram na periferia e no interior, precisam de alternativas para ingressar no mercado de trabalho, não obstante aos sagrados direitos ao lazer e entretenimento, afastando-os do perigoso mundo das drogas e do crime.

ContilNet – Nove em cada 10 brasileiros dizem política é  ‘coisa de bandido’. Como a senhora interpreta isso, levando em consideração a crise que atravessa o país e as constantes manifestações de ruas?

Sinhasique – Estamos vivendo uma crise de representatividade na classe política e em algumas instituições. A política é intrínseca ao ser humano. É o meio mais apropriado para melhorar a vida das pessoas. A política surge da necessidade de dialogar e de equacionar interesses. Para participar da política é preciso ter grandeza, espírito público e causas para defender na sociedade. É uma atividade nobre para expor e debater ideias. A imensa maioria dos políticos não defende a coletividade. Estão lá com outros propósitos. Daí a frustração e indignação das pessoas.

ContilNet – A senhora é pré-candidata à Prefeitura de Rio Branco?

Sinhasique – Sim. Trabalho de forma a contribuir e construir uma nova realidade para a nossa sociedade. A mudança na vida das pessoas só acontece através de ações. Iremos trabalhar para criarmos uma nova cultura política, principalmente a do pertencimento. Os políticos precisam entender que esta cidade e este Estado pertencem às pessoas e estas, por sua vez, precisam se sentir proprietárias dos recursos, dos espaços públicos, enfim, de tudo que dispomos. Não é só o poder público que tem a obrigação de cuidar das cidades e do Estado.

ContilNet – Qual a sua opinião e posição acerca dos escândalos envolvendo o peemedebista e presidente da Câmara Eduardo Cunha?

Sinhasique – Sempre deixou claro que faço parte dos 49% que são contra a aliança nacional com o PT. Afirmo que deve haver investigação, inclusive dos peemedebistas que estão envolvidos em escândalos. O Eduardo Cunha está sendo investigado e está também passando pelo crivo do Conselho de Ética da Câmara. Se for apurado que ele cometeu crime, certamente deve sofrer as penalidades como toda e qualquer pessoa que cometer um crime. Ele terá que se explicar para o Brasil e para o partido.

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‘Tem sido desesperador’, diz mãe de menino autista diagnosticado com síndrome rara que causa paralisia em Xapuri

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orlan Melo de Lima Júnior tem 3 anos, é de Xapuri e trata a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) no Hospital da Criança em Rio Branco. Em agosto do ano passado, família sofreu acidente grave e ficou com sequelas

Família enfrenta dificuldades financeiras e emocionais após diagnóstico de síndrome rara no filho. Foto: Arquivo pessoal

Por Walace Gomes, g1 AC — Rio Branco

“Quando recebemos o diagnóstico, ficamos em desespero pois nosso filho é uma criança ativa que ama correr e brincar. Naquele dia entramos em pânico ao saber da doença que causa tetraplegia e que serão meses de reabilitação, mas espero que tudo fique bem com meu filho”.

Ainda emocionada, a estudante acreana Euricleia Barbosa de Souza, de 24 anos, contou que os dias têm sido difíceis após o filho autista Jorlan Melo de Lima Júnior, de apenas 3 anos, ter sido diagnosticado com a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), considerada rara e autoimune, em fevereiro.

A família, natural de Xapuri, no interior do Acre, trata a doença do filho no Hospital da Criança em Rio Branco desde quando recebeu o diagnóstico e onde ele permanece internado desde então.

A SGB é uma condição neurológica grave em que o sistema imunológico do corpo ataca o sistema nervoso periférico, resultando em uma inflamação dos nervos que, por sua vez, leva à fraqueza muscular, dormência e, em casos mais graves, paralisia, como aconteceu com Jorlan.

No caso da criança, foi a partir de vômito e de uma fraqueza muscular na perna, ocorrida em 31 de dezembro do ano passado, que a família percebeu que alguma coisa estava fora do normal. “Ele foi levado ao hospital pois havia quebrado [a perna] devido à fraqueza, mas a neuropediatra imediatamente pediu novos exames”, disse Euricleia.

O diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré foi dado no dia 17 de fevereiro, quase dois meses depois. Contudo, antes de saber da doença, Jorlan Júnior recebeu ao todo quatro atendimentos médicos entre a primeira internação e o diagnóstico.

“A gente levava ao hospital em Xapuri, mas dias depois o vômito voltava. A descoberta da síndrome foi um grande desespero pois ninguém esperava. No momento, o Jorlan está estável, graças a Deus mais ainda não consegue andar”, destacou a mãe.

A avó da criança, Lene Melo, compartilhou da aflição dos pais ao relembrar a vida saudável e ativa do pequeno.

“O Júnior, uma criança forte, super saudável que corria bastante e brincava muito, adoeceu no dia 24 de dezembro, apresentando sintomas de dengue e alguns dias depois do início dos sintomas, começou a apresentar fraqueza muscular nas pernas evoluindo para paralisia das mesmas passando depois para os braços es as mãos, chegando ainda a ter dificuldade para respirar”, complementou.

Jorlan Melo de Lima Júnior, de três anos, foi diagnosticado com a rara Síndrome de Guillain-Barré no Acre. Foto: Arquivo pessoal

Família sofreu acidente de carro há seis meses

Antes do diagnóstico, a família passou por um momento traumático após sofrer um acidente na Estrada da Variante, em Xapuri, no dia 16 de agosto. Na época, o pneu estourou e o esposo de Euricléia, o mecânico Jorlan Melo de Lima, de 25 anos, perdeu o controle do veículo que capotou. O automóvel era emprestado de um amigo da família.

O pequeno Jorlan, diagnosicado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) desde os dois anos, chegou a ficar entubado em estado gravíssimo por conta do acidente, mas logo se recuperou. A mãe da criança, no entanto, ainda tem sequelas do acidente que a impedem de trabalhar.

“Ainda estou me recuperando, visto que tive uma lesão medular incompleta e agora que estou voltando a andar, mas a gente tem muita fé que logo vai ficar tudo bem”, declarou.

Devido à condição de saúde limitada, a mãe da criança não pode trabalhar e o pai precisou vir para capital, onde o tratamento do filho está sendo feito. Apesar do atendimento gratuito e adequado às necessidades da criança, a renda da casa tem contado com ajuda de familiares.

Tem sido desesperador. Muitas dificuldades em poucos meses e estamos fazendo arrecadação pra custear as despesas, mas graças a Deus o Estado e as pessoas têm nos ajudado bastante”, afirmou.

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Ex-primeira-dama de Xapuri denuncia prefeito por agressões físicas e psicológicas: ‘Temi pela minha vida’

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Ana Carla de Oliveira, de 29 anos, relata que sofreu violência durante três anos de relacionamento com o prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia (PP). Ao g1, ele informou que não irá se manifestar

Ana Carla Oliveira, de 29 anos, denunciou nas redes sociais o prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia (PP), de agressões físicas e psicológicas. Foto: Reprodução/Instagram

Por Redação g1 AC — Rio Branco

A ex-primeira-dama de Xapuri Ana Carla Oliveira, de 29 anos, tornou pública nas redes sociais agressões físicas e psicológicas que teriam sido praticadas pelo ex-marido e prefeito da cidade do interior do Acre, Maxsuel Maia (PP), ao longo do relacionamento de três anos.

Ana Carla era secretária da Mulher do município e, com o fim do casamento, foi exonerada do cargo, o político informou que, diante da repercussão do caso, não pretende se manifestar neste momento.

O casal se separou no ano passado e, na época, surgiram boatos de traição por parte dela. Nas postagens, Ana Carla explica que sofreu ataques por conta do boatos e precisou pedir ao ex-marido para desmentir as notícias falsas.

Além dos relatos, ela compartilhou prints de conversas com xingamentos. A reportagem teve acesso a gravações, atribuídas a ele, onde Maxsuel admite os episódios de agressão.

Em nota emitida nesta segunda (2), a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) informou que repudia qualquer forma de violência contra a mulher e que o cargo de prefeito é incompatível com o da advocacia, conforme o Estatuto da entidade.

Em entrevista, Ana Carla destacou que os comportamentos abusivos começaram no início do relacionamento, mas que não os percebia dessa forma. Ela afirmou também que precisou trocar o número de telefone e evitar determinadas pessoas, sob a justificativa de preservar a imagem pública do casal.

“Desde os primeiros meses já existiam comportamentos de controle, eu deixei de sair com amigos, me afastei de familiares, mudei todo o meu guarda-roupa, passei a ser criticada pela forma de me vestir e pela cor do batom”, relatou.

Segundo ela, o silêncio durante o relacionamento esteve ligado ao medo e à dependência emocional que tinha. Ana Carla disse que, ao longo da relação, ouvia que nada aconteceria com ele por conta da posição que ocupava, o que a fazia duvidar da própria percepção.

“Eu resolvi falar agora porque, enquanto eu estava dentro do relacionamento, eu não tinha clareza nem força emocional para isso. Era uma relação que envolvia manipulação, dependência emocional, culpa e medo. Principalmente medo, por ele ser uma pessoa influente, com boas conexões e trânsito entre autoridades”, afirmou.

Ela também afirmou que depois do término, passou a ser responsabilizada pela repercussão pública do fim do casamento, ouviu que não teria sido uma “esposa sábia” e foi exonerada do cargo de Secretária da Mulher que ocupava no município.

“Ouvi até que eu não era digna de ser esposa dele ou ‘primeira-dama’. Ouvir esse tipo de coisa, ainda num momento de fragilidade, mexe profundamente com a mente. Ele ainda me exonerou por controle”, disse.

Ana Carla Oliveira, de 29 anos, denunciou nas redes sociais o prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia (PP), de agressões físicas e psicológicas. Foto: Reprodução/Instagram

Episódios de agressão

Ana Carla relatou que o primeiro episódio de agressão física ocorreu ainda nos primeiros meses, após uma crise de ciúmes. Segundo ela, houve monitoramento de telefone, xingamentos e agressões.

Ela disse ainda outros dois episódios considerados mais graves, um durante um evento de carnaval e outro no Réveillon, dentro de casa.

“No Réveillon houve agressões que colocaram minha integridade física em risco. Foi nesse momento que eu realmente temi pela minha vida e pensei que poderia nunca mais ver meu filho novamente”, afirmou.

A ex-primeira-dama descreveu o relacionamento como um ciclo de tensão, agressão e reconciliação. “Não eram todos os dias ruins. Havia períodos de carinho intenso, promessas, pedidos de desculpa. Depois vinha novamente a agressão. Esse ciclo cria uma dependência muito forte”, afirmou.

Agressões físicas

Em um dos prints das mensagens, ela relembra episódios de agressões físicas, como tapas, arremesso de objetos e uma situação em que afirma ter sido estrangulada. As imagens foram expostas nas redes sociais.

Em resposta, ele escreve que lembrava de tudo, que vinha tentando controlar o ciúme e que não tinha amantes. Já em outro trecho das conversas divulgadas, há registros de ofensas e termos pejorativos direcionados a Ana Carla, além de discussões relacionadas a crises de ciúmes e acusações de traição.

Ana Carla Oliveira de 29 anos, denunciou nas redes sociais o prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia (PP) de agressões físicas e psicológicas. Foto: Reprodução/Instagram

‘Fragilizada’

Ana Carla afirmou que, ao longo da relação, passou a viver um processo de isolamento e perda de identidade.

“Eu estava emocionalmente fragilizada e presa a uma dinâmica de dependência. Muitas situações eu silenciei por estar envolvida. Depois do fim, eu entendi que permanecer calada já não era mais maturidade, era anulação”, disse.

Ela também relatou que, mesmo cinco meses após o término, ainda teve conhecimento de que seu nome continuava sendo mencionado de forma pejorativa em espaços públicos e privados.

“Eu me questionei por que continuava em silêncio e, de certa forma, protegendo alguém que não demonstrava o mesmo cuidado com o meu nome e com a minha imagem”, completou.

Ana Carla Oliveira, de 29 anos, denunciou nas redes sociais o prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia (PP), de agressões físicas e psicológicas. Foto: Reprodução/Instagram

Ana Carla Oliveira, de 29 anos, denunciou nas redes sociais o prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia (PP), de agressões físicas e psicológicas. Foto: Reprodução/Instagram

Leia na íntegra a nota da OAB/AC

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Acre (OAB/AC), repudia veementemente toda e qualquer forma de violência contra a mulher, seja física, psicológica, moral ou patrimonial, e destaca que a defesa da dignidade da pessoa humana e dos direitos das mulheres é princípio inegociável desta instituição.

Diante das informações divulgadas pela imprensa envolvendo o Prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia, que também figura como inscrito nos quadros da OAB, a Seccional esclarece que nenhuma denúncia de violência pode ser tratada com indiferença, devendo ser apurada pelos órgãos competentes, com a seriedade e o rigor que o tema exige, inclusive sendo com tal seriedade tratada no âmbito desta Seccional.

No âmbito institucional, é imperativo que o exercício do cargo de Chefe do Poder Executivo é incompatível com o exercício da advocacia, nos termos do art. 28 da Lei nº 8.906/1994 (Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB). Portanto, enquanto perdurar o mandato de Chefe do Executivo municipal, é dever do inscrito regularizar sua situação profissional perante a Ordem, cabendo, inclusive, o seu licenciamento compulsório, em caso de não atendimento a essa disposição.

Por fim, a OAB/AC destaca que adotará as providências internas necessárias para o tratamento dessa denúncia, tanto no tocante ao licenciamento quanto à conduta ético-disciplinar, e reforça seu compromisso com a proteção das mulheres, com a ética profissional e com a responsabilidade institucional, e conclama a sociedade a utilizar os canais oficiais de denúncia e proteção, sempre que necessário.

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Acre prorroga até 20 de março edital voltado à gestão e proteção de territórios indígenas

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O governo do Acre, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), tornou público o Termo de Prorrogação nº 001/2026, referente ao chamamento público nº 01/2025, estendendo até 20 de março o prazo para a seleção de organizações da sociedade civil (OSCs) interessadas em desenvolver ações sociais e culturais voltadas ao diagnóstico, ao planejamento estratégico, à gestão e à proteção ambiental e territorial, além de iniciativas de enfrentamento às mudanças climáticas nos territórios indígenas do estado.

A iniciativa conta com apoio do Programa Global REDD+ para Early Movers – REM Acre Fase 2 e prevê a disponibilização de recursos no valor de R$ 1,5 milhão para a execução dos termos de fomento.

A partir da publicação do edital, as organizações interessadas terão 60 dias para apresentar suas propostas, com possibilidade de prorrogação por mais 30 dias. A seleção considerará critérios técnicos, capacidade operacional, aderência às diretrizes do programa e compatibilidade financeira.

O edital prevê apoio para ações que promovam a implementação de frentes prioritárias em Planos de Gestão de Terras Indígenas (PGTIs), redução do desmatamento e queimadas, bem como incentivo à recuperação de áreas degradadas, além de atividades agroflorestais, segurança alimentar, estimulação no protagonismo e o empoderamento de mulheres indígenas, alinhadas às metas de Redução do Desmatamento e Degradação florestal (REDD+) e de Gases de Efeito Estufa (GEE).

O plano de trabalho, apresentado com a proposta, deverá prever a execução das atividades em até 12 meses, prazo vinculado à vigência do termo de fomento, com possibilidade de prorrogação conforme a Lei Federal nº 13.019/2014 e o Decreto Estadual nº 11.238/2023. A liberação dos recursos e a realização das despesas seguirão esse planejamento, em conformidade com as metas da parceria e com o disposto no artigo 48 da Lei nº 13.019/2014.

Prorrogação valoriza povos indígenas e fortalece protagonismo das mulheres na proteção dos territórios. Foto: Arquivo/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destaca que a ampliação do prazo fortalece a participação e assegura propostas mais qualificadas e alinhadas às realidades locais.

“Essa prorrogação reafirma o compromisso do governo do Acre com a valorização dos povos indígenas, amplia a participação e contribui para a proteção de seus territórios frente às mudanças climáticas, com atenção especial ao protagonismo das mulheres indígenas na gestão ambiental”, analisa.

Serviço

As propostas poderão ser apresentadas pelas organizações da sociedade civil (OSCs) de forma presencial ou digital, desde que devidamente assinadas. A entrega presencial deve ser realizada no local de funcionamento da Comissão de Seleção, na sede da Sepi em Rio Branco, situada na Rua Rui Barbosa, nº 17, bairro Centro, Espaço Kaxinawá.

No formato digital, as propostas devem ser encaminhadas em arquivo PDF, com assinatura eletrônica ou assinatura manuscrita devidamente digitalizada, a partir do e-mail oficial da OSC, para o endereço eletrônico da Comissão de Seleção: [email protected]. O envio em outros formatos, sem assinatura ou por e-mail de terceiros implicará desclassificação imediata.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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