População diverge sobre a volta do antigo fuso horário.
A partir do dia 10, o estado volta a ter 2 horas a menos que Brasília.

G1/AC

Sancionada pela Presidência da República, a lei que estabelece o horário do Acre em duas horas a menos que Brasília (DF) passa a vigorar a partir de 10 de novembro. A publicação ocorreu no ‘Diário Oficial’ nesta quinta-feira (31).

Para o professor de economia Jorge Nogueira, a diferença de duas horas em relação à capital federal deve trazer efeitos, porém, não crê que vai prejudicar de forma drástica a economia do estado. “À medida que alguém no Acre precisa desenvolver suas atividades em contato com alguém em outro fuso horário, isso tem consequências econômicas. Efeitos econômicos existem, mas são muitos pequenos, muito marginais”, explica o economista.

Entre a população, a mudança no horário causa divergências. Mesmo votando a favor, a dona de casa Priscila Bezerra não quer mais que a mudança ocorra. “Agora, depois de tanto tempo, eu sou a favor do jeito que está mesmo, a gente já está acostumado. A mudança vai prejudicar a rotina dos estudantes, do trabalhador. As pessoas vão ficar meio desabituadas”, comenta.

Já para o empresário José Carlos, a volta do antigo horário é necessária quando se pensa na coletividade. “Esse horário [atual] prejudicou muitas mães de família, adolescentes que estavam saindo de madrugada para o colégio, para o trabalho e que sofreram muitos assaltos em parada de ônibus”, defende.

Fuso Horário
A mudança no horário do Acre e de parte do Amazonas ocorreu após a aprovação da lei n° 11.662, de 24 de abril de 2008, de autoria do então senador Tião Viana (PT-AC), atual governador do Acre. Na ocasião, Viana defendia a mudança de horário por acreditar que a diferença de duas horas prejudicava o estado economicamente e culturalmente.

Três anos após a mudança, um referendo foi realizado no estado para consultar a população sobre a alteração. O resultado das urnas mostrou que 56,8% dos eleitores optaram pelo retorno do antigo horário.

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