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Acre

Denúncias de violência contra a mulher no Ligue 180 registram aumento de 35,6% no Acre em 2024

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Até julho deste ano, 213 denúncias de violência contra a mulher no 180 foram feitas no Acre. Ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Até julho deste ano, o Ligue 180 recebeu 213 denúncias de violência contra a mulher no Acre. O número representa umaumento de 35,67% em relação ao mesmo período do ano passado. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Do total de denúncias, 116 foram feitas pela própria vítima e em 96 dos casos a denúncia foi feita por uma terceira pessoa. Na maioria dos casos, a mulher foi violentada dentro da própria casa.

Os dados levantados no Acre mostram ainda que em 147 desses casos a vítima era preta ou parda. E o marido ou companheiro ainda é o maior agressor. Foram 84 casos em que eles apareceram como suspeitos.

Os dados são do Ministério das Mulheres divulgados nesta segunda-feira (19) e fazem parte da campanha “Feminicídio Zero — Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”, que marca o aniversário de 18 anos da Lei Maria da Penha.

A ação tem outro simbolismo: o mês de agosto é dedicado à conscientização para o fim da violência contra a mulher. O governo federal anunciou também que, durante o ‘Agosto Lilás’, uma reestruturação do Ligue 180 deve ocorrer.

Até julho, em todo Brasil, já foram recebidas 84,3 mil denúncias de violência contra as mulheres. Houve um aumento de 33,5% em relação ao mesmo período em 2023.

Pacto Estadual de Prevenção aos Feminicídios

No Acre, nos primeiros sete meses, ao menos cinco mulheres foram vítimas de feminícidio. Para tentar reduzir esses dados, autoridades assinaram na tarde desta segunda um Pacto Estadual de Prevenção aos Feminícidios.

“Esse é o nosso objetivo: feminicídio zero. Acabar com tanta violência e ações como essas vão cada dia mais fortalecendo tanto a capacidade pra enfrentar esse problema e proteger as mulheres”, disse a vice-governadora do Acre, Mailza Assis, durante o evento.

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawa, destacou que a denúncia pode ser anônima e qualquer pessoa, seja ela amiga, vizinha, parente, conhecida, pode ligar e ajudar a livrar a mulher de uma situação violenta.

“Pode ser a filha, quem tiver conhecimento que essa mulher está sofrendo violência. Pode ligar para o 180, se a violência estiver acontecendo agora liga pro 190 da nossa Polícia Militar”, afirmou.

O evento também contou com a participação da servidora pública e membro do movimento trans do Acre, Ruby Rodrigues, e da coordenadora do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) do Ministério Público Estadual (MP-AC), Patrícia Rêgo.

Como a primeira servidora trans empossada no MP-AC, Ruby relembrou que dentro da comunidade LGBTQIAPN+ as mulheres trans são as mais assassinadas e destacou a importância da iniciativa.

“Essa ação valoriza ainda mais as questão de identidade de gênero, valoriza as ‘mulheridades’, e a gente aborda o público de mulheres lésbicas que também acabam sendo assassinadas vítimas de feminicídio”, pontuou.

A procuradora de Justiça Patrícia Rêgo ressaltou que as mulheres trans sofrem diversos tipos de violência, desde abandono familiar, rejeição na escola, falta de oportunidades e respeito.

“A gente sabe que as mulheres trans, em regra, saem da família, são botadas para fora, vão pra rua se prostituir. É um público que sai da escola por conta de bullying, então, elas não têm escolarização, oportunidades de trabalho e vamos buscar alternativas , caminhos, políticas públicas para o enfrentamento de todas as violências”, argumentou.

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Acre

Bocalom ironiza pesquisa que o coloca em terceiro na disputa pelo governo do Acre

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Prefeito minimiza números do levantamento e diz que “pesquisa que vale é a das urnas”

Durante a inauguração do Mercado Municipal do São Francisco, na noite desta segunda-feira (23), em Rio Branco, o prefeito e pré-candidato ao governo, Tião Bocalom, reagiu com ironia aos números da mais recente pesquisa divulgada pelo Instituto Delta Agência de Pesquisa.

O levantamento aponta Bocalom na terceira colocação, com cerca de 15% das intenções de voto, atrás do senador Alan Rick, que lidera com mais de 40%, e da vice-governadora Mailza Assis, que ultrapassa os 20%.

Ao comentar o cenário, o prefeito evitou aprofundar a análise e voltou a questionar a credibilidade das pesquisas eleitorais. “Comentar pra quê? Eu a vida inteira fui vítima de pesquisa. Me mostra qual pesquisa dizia, antes da eleição, que o Bocalom tinha chance de ganhar. Nenhuma”, afirmou.

A declaração contrasta com levantamentos anteriores. Em agosto de 2025, também em pesquisa do Instituto Delta, Bocalom aparecia com 19,62% das intenções de voto, ocupando a segunda colocação, enquanto Mailza tinha 13,63%.

Na comparação com o cenário atual, os dados indicam queda de aproximadamente quatro pontos percentuais para o prefeito, além da inversão de posições com a vice-governadora, que agora aparece à frente.

Apesar disso, Bocalom reforçou que não considera pesquisas como fator determinante. “Se eu fosse olhar pesquisa, nem candidato eu teria sido. Pra mim, pesquisa é o povo na rua, conversando. E no dia da eleição. Essa é a pesquisa que vale”, declarou.

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Acre

62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli

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O Instituto Delta Agência de Pesquisa, contratado pela TV Gazeta, divulgou nesta segunda-feira, 23, uma pesquisa sobre a avaliação da gestão do governador Gladson Cameli, que deixará o cargo no dia 2 de abril para concorrer a uma vaga no Senado Federal pelo Acre.

De acordo com o levantamento, 62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli, 28,03% desaprovam, e 9,44% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 1.006 eleitores em 18 cidades do Acre entre os dias 16 e 21 de março. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral do Acre é AC-08354/2026.

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“Sementes de Resistência”: força das mulheres da Transacreana ganha voz em documentário que estreia em Rio Branco

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Documentário Sementes de Resistência valoriza participação feminina na Transacreana

Documentário de curta-metragem sobre protagonismo de mulheres rurais da Transacreana será lançado no dia 26 de março, às 10h, no Museu dos Povos Acreanos

O documentário de curta-metragem “Sementes da Resistência” será lançado no próximo dia 26 de março, às 10h, no auditório Florentina Esteves, localizado no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. O evento integra as ações do mês da mulher e contará com a participação de trabalhadoras rurais da região da Transacreana.

Mulheres agricultoras são as personagens do documentário Sementes de Resistência

A produção destaca o papel fundamental das mulheres na conservação da agrobiodiversidade ao longo da Rodovia AC-90, conhecida como Transacreana. O documentário evidencia a atuação dessas trabalhadoras na preservação de sementes e na manutenção de práticas agrícolas sustentáveis na Amazônia acreana.

O curta-metragem é resultado do projeto de pós-doutorado da professora Rosana Cavalcante, ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Acre (Ifac) e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A produção foi construída em colaboração com mulheres agricultoras da região, reconhecidas como guardiãs de saberes tradicionais.

Roda de conversa durante a gravação do documentário Sementes de Resistência

Documentário valoriza papel das mulheres – Segundo a professora Rosana Cavalcante, o documentário retrata trajetórias marcadas pela resistência e pelo protagonismo feminino no campo. “A produção apresenta agricultoras que, por meio de conhecimentos ancestrais, preservam sementes, fortalecem a segurança alimentar e enfrentam os desafios das mudanças climáticas com sabedoria”, destacou.

Produzido pela Orna Audiovisual, o documentário aborda temas como agrobiodiversidade, sustentabilidade, agricultura familiar, protagonismo feminino, políticas públicas e a invisibilidade das mulheres rurais, além da valorização de práticas intergeracionais.

Professora Rosana Cavalcante desenvolveu seu projeto de pós-doc na Transacreana

O lançamento contará com a presença de protagonistas da obra, como as produtoras rurais e líderes de associação conhecidas da região: Roselina Queiroz Leite (Dona Rosa, moradora do Barro Alto) e Maria da Natividade Oliveira Cordeiro (Dona Lôra, que atua com plantas medicinais no Km 14 e vende no Mercado Elias Mansour), além da presidente da Cooperativa Beija-Flor, do Km 72 da Transacreana, Layane Furtado Mello.

A vice-governadora do Acre, Mailza Assis Cameli, também participará do evento falando da roda de conversa que teve com as protagonistas durante a gravação do documentário, onde abordou temas importantes como as demandas das agricultoras e políticas públicas voltadas para a região.

Serviço
Evento: Lançamento do documentário curta-metragem “Sementes da Resistência”
Data: 26 de março de 2026
Horário: 10h
Local: Auditório Florentina Esteves – Museu dos Povos Acreanos
Endereço: Av. Epaminondas Jácome, 2792, Centro, Rio Branco (AC)

Fotos: Neto Lucena/Secom

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