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Acre

Davi Friale explica chegada da friagem que derrubou as temperaturas no Acre

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Foto: Davi Friale I Jardy Lopes/ac24horas

O meteorologista Davi Friale explicou em um vídeo nas redes sociais na quarta-feira, 28, como se formou a friagem que derrubou as temperaturas no Acre nesta quinta-feira (29). Segundo ele, o fenômeno é provocado pela entrada de uma massa de ar frio que tem origem nas regiões polares do sul do continente e se desloca até o estado por um corredor natural de terras baixas.

“Friagem nada mais é do que o ar frio, que tem origem no sul do continente e se desloca pelo corredor de terras baixas, entre os Andes e o Planalto Brasileiro, até chegar ao Acre, onde provoca a queda de temperatura conhecida como friagem”, explicou Friale.

De acordo com o meteorologista, esse comportamento atmosférico é típico nesta época do ano e ocorre sempre que há frentes frias intensas no sul do continente, que conseguem vencer a resistência das massas de ar quente da Amazônia.

“As ondas polares seguem um caminho vindo do sul, passando pelo Oceano Atlântico e depois pelo corredor de terras baixas, entre o Planalto Brasileiro e a Cordilheira dos Andes, até chegarem ao Acre com muita força. É assim que ocorre o fenômeno da friagem”, completou Friale.

 

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Acre

Festival Kãda Shawã Kaya celebra demarcação da terra indígena e união do Povo Shawadawa

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Começou na Aldeia da Foz do Nilo, às margens do Rio Cruzeiro do Vale, um afluente do Rio Juruá, as festividades dos indígenas da Nação Shawadawa, que estão reunidos para celebrar sua cultura. A abertura foi na quinta-feira, 8, e o Festival se estende até domingo, 11.

Durante esses quatro dias, são realizadas muitas brincadeiras e danças inspiradas nos animais da floresta e em elementos da natureza. As pessoas se pintam com grafismos característicos, conhecidos como kenês, e se vestem com roupas típicas dos seus antepassados.

Aldeia da Foz do Lino realiza mais uma edição do Festival Kãda Shawã Kaya. Foto: Pedro Devani/Secom

Simultaneamente durante as noites no kupichwa (templo), são realizadas cerimônias espirituais tradicionais, com medicinas da floresta. Os rituais com cantos, danças e pinturas corporais são embalados por instrumentos musicais, com o propósito de despertar a consciência dos participantes para o conhecimento ancestral dos povos originários.

A secretária extraordinária de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, que tem sua origem na Aldeia Foz do Nilo, é uma incentivadora do Festival Cultural do Povo Shawadawa.

“Esse é um reencontro do nosso povo, que comemora a demarcação do Território Arara [nome dado pelos brancos para os Shawadawa] e simboliza a libertação da sua escravidão aos seringalistas. Nesse tempo fomos obrigados a deixar de falar o nosso idioma original e perdemos muitos costumes. O Festival é um marco para a retomada cultural do Povo Shawadawa”, lembra Francisca.

Francisca Arara é secretária de Estado dos Povos Indígenas e participa das festividades. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Um dos aspectos mais importantes do Festival é o reencontro dos Shawadawa dos mais diferentes lugares.

“Estamos reunindo 11 aldeias, em torno de  mil araras dos rios Cruzeiro do Vale, Bagé, Valparaiso, e também muitos que moram em cidades como Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Marechal Thaumaturgo, Tarauacá e Feijó. E também recebemos visitantes Shanenawa, Puyanawa, Kuntanawa e pessoas de outros estados e países”, relata a secretária.

O 6º Festival Kãda Shawã Kaya teve o patrocínio da ONG norte-americana EDF e o apoio do governo do Acre, por meio da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi) e da Secretaria de Empreendedorismo e Turismo (Sete) e também da Prefeitura de Porto Walter.

Festival movimenta comércio e turismo da região do Juruá. Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Foram investidos, na organização, 800 mil reais, que, na verdade, foram distribuídos para as diversas famílias que trabalharam na produção do Festival. Esse tipo de evento gera distribuição de renda para as comunidades indígenas. E movimenta o comércio de toda a região do Juruá. Em 2026, o governo do Acre terá, no seu calendário oficial, 24 festivais de diferentes etnias indígenas e todos receberão apoio do Estado”, informa Francisca.

Para a secretária, o mais importante desses eventos, além da geração de oportunidades e renda, é a divulgação e o fortalecimento das culturas originárias ancestrais do Acre.

“É inspirador ver a juventude à frente de todo o movimento cultural e o reconhecimento da riqueza desses conhecimentos por muitas pessoas que participam do Festival, do Brasil e do exterior. Isso é um alento para as novas gerações Shawadawa”, analisa Francisca Arara.

Cultura e tradição são celebradas na aldeira durante do Festival. Foto: Pedro Devani/Secom

Momento de união do Povo Shawadawa

O professor Antonio Arara, com mais de 30 anos de magistério, é responsável pela alfabetização de milhares de Shawadawa espalhados pelas diferentes aldeias do Rio Cruzeiro do Vale, no município de Porto Walter. Ele tem uma participação ativa nas festividades.

“O Festival traz muita alegria para o nosso povo. A gente está recebendo ‘parentes’ indígenas de diversos lugares do estado e muitos brancos que são os nossos aliados”, conta.

Antonio Arara é responsável pela alfabetização do povo Shawadawa. Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Durante esses dias, o nosso foco é debater o desenvolvimento econômico e social do nosso povo, brincando, dançando, apresentando a nossa culinária e as nossas pinturas. Mas, sobretudo, esse encontro é para mantermos a nossa união e o respeito uns pelos outros. Fora isso, todo esse movimento traz ainda recursos financeiros para as nossas famílias e fortalece a nossa cultura”, reflete o educador indígena.

Para Antônio Arara, todos os esforços para a produção do Festival Kãda Shawã Kaya se refletirão num futuro melhor para os jovens Shawadawa.

Professor destaca importância do Festival para a comunidade. Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Essa manifestação cultural do nosso povo é muito importante, porque envolve toda a juventude. A conexão com a ancestralidade, através das medicinas da floresta, dos cantos, das histórias dos nossos antepassados e das danças, afasta os nossos jovens da marginalidade e de outras tentações, como o consumo de álcool e drogas”, afirma o professor.

O exemplo e a inspiração da matriarca Shawadawa

Aidée Arara ou Kanamari (nome tradicional) tem 89 anos e acompanha todo o movimento do Festival Kãda Shawã Kaya da sua cozinha, de piso de paxiúba e cobertura de palha. Ali recebe os filhos, filhas, amigos e amigas, netos, bisnetos, sobrinhos, noras e genros, que chegam dos mais diferentes lugares para participar das festividades.

Todos vêm pedir a bênção de dona Aidée e aprender alguma coisa sobre a cultura Shawadawa. Ela domina o idioma tradicional e conhece as histórias das conquistas e também dos momentos difíceis do seu povo.

Aidée é mãe da secretária Francisca Arara. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Muitos dos cantos, das danças e pinturas do Festival foram ensinados por Aidée para os mais jovens. Ela é mãe da secretária Francisca Arara e uma referência importante para a retomada cultural dos Shawandawa.

“Nós, preservando as nossas tradições, todos saberão sempre quem somos e seremos reconhecidos pela nossa cultura. Com essa idade que eu tenho, com 12 filhos, nunca senti ‘dor de mulher’ porque eu me alimento sem comer carne de gado e sem açúcar. Tomo os remédios naturais da floresta quando fico doente. Então o que eu ensino para o meu povo é viver como os nossos ‘antigos’, dando sempre valor aos conhecimentos dos nossos ancestrais”, conta.

“Preservando as nossas tradições”, afirma Aidée. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Tudo o que acontece durante o Festival Aidée fica sabendo e comenta.

“Fico aqui da minha casa, ouvindo esses cantos lindos. Às vezes, vou lá no terreiro onde acontece o Festival dar uma olhada no que está acontecendo. Mas tenho que estar na minha casa para receber a todos. E quando acaba o Festival, fico só lembrando de tudo o que aconteceu, com uma saudade enorme”, afirma a matriarca.

As atividades do Festival Kãda Shawã Kaya são realizadas durante o dia todo e a noite inteira, com breves intervalos para alimentação e descanso. Ele fomenta a união e o fortalecimento dos conhecimentos ancestrais Shawadawa.








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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Epitaciolândia se destaca no Campeonato Acreano de Ciclismo

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O município de Epitaciolândia foi destaque no Campeonato Acreano de Ciclismo, com a expressiva participação de atletas locais nas modalidades Speed e MTB. Os ciclistas representaram o município com excelência, demonstrando alto nível técnico, dedicação e compromisso com o esporte, alcançando resultados importantes e levando o nome de Epitaciolândia ao pódio da competição.

Os destaques do campeonato foram:

🏆 Campeão – Master B: Marivaldo Pires

🥈 Vice-campeão – Master A: Roberto Abreu

🥈 Vice-campeão – Master C: Plácido Moreira

🥈 Vice-campeã – Iniciante Feminino: Fernanda MoreiraO desempenho dos atletas reafirma o potencial esportivo do município e o crescimento do ciclismo na região, fruto do esforço individual dos competidores e do apoio às práticas esportivas.

A Prefeitura de Epitaciolândia, por meio do prefeito Sérgio Lopes, parabeniza todos os atletas pelo excelente desempenho e pelo orgulho proporcionado ao município, reforçando o compromisso da gestão com o incentivo, valorização e fortalecimento do esporte local. A administração municipal também agradece à Federação Acreana de Ciclismo (FAC) pelo reconhecimento recebido, destacando a importância da parceria para o desenvolvimento do esporte no Acre.

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Prefeito Jerry Correia acompanha melhorias em beco histórico de Assis Brasil

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Prefeito Jerry Correia acompanhou de perto as melhorias realizadas no beco que liga a Rua Francisco das Chagas à Rua Eneide Batista, ao lado do vice-prefeito Reginaldo Martins e também secretário municipal de Obras. A visita teve como objetivo verificar o resultado das intervenções em um local de grande importância para a comunidade.

A área, situada às margens do Igarapé Cascata, é considerada um espaço histórico do município e serve de passagem diária para muitos moradores, além de abrigar diversas famílias. Antes das obras, o beco enfrentava sérios problemas de infraestrutura, dificuldades de acesso entre outros.

Com as melhorias, o espaço ganhou novo aspecto, com passarela revitalizada, caminhos adequados e mais segurança para pedestres. As intervenções trouxeram mais mobilidade, acessibilidade e qualidade de vida para quem vive e transita pelo local.

De acordo com o prefeito Jerry Correia, investir em infraestrutura urbana é essencial para garantir dignidade à população. “Esse beco é parte da história da nossa cidade e precisava de atenção. Hoje vemos um espaço transformado, seguro e mais humano para os moradores”, destacou.

A Prefeitura de Assis Brasil segue trabalhando para promover melhorias em diferentes pontos da cidade, sempre ouvindo a comunidade e valorizando áreas históricas do município.

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