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Corpo de Bombeiros suspende buscas a jovem que desapareceu na floresta no município de Porto Walter
Após vários dias de buscas com ajuda de moradores locais, apenas vestígios foram encontrados. Devido a área de mata ser muito extensa e o efetivo empenhado na missão ser baixo, as buscas foram suspensas

Os moradores da comunidade iniciaram as buscas logo que perceberam que o vizinho estava desaparecido. Foto: cedida
Com g1/acre
Um homem de 52 anos, identificado como Levir de Lima Luna, está desaparecido dentro de uma floresta de Porto Walter, uma das cidades isoladas do Acre, desde o último domingo (16). Vizinhos tentaram, inicialmente, achar o morador, mas sem sucesso e decidiram acionar o Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul na última quinta-feira (20). As informações recebidas pelas equipes de resgates são de que o morador saiu para pescar na Comunidade Boca do Mirim, zona rural da cidade, e não conseguiu sair da mata. Os moradores da comunidade iniciaram as buscas logo que perceberam que o vizinho estava desaparecido.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul retornou para cidade após oito dias de buscas pelo jovem R.S.M. de 28 anos, no seringal Cabreiro na cidade de Porto Walter. Foto: cedida
Uma guarnição do Corpo de Bombeiros, composta por seis militares dirigiu-se até a comunidade, que fica cerca de 130km de distância de Porto Walter e 264km de Cruzeiro do Sul e ao chegando ao local tiveram que caminhar cerca de seis quilômetros até o ponto indicado.
Após vários dias de buscas com ajuda de moradores locais, apenas vestígios foram encontrados. Devido a área de mata ser muito extensa e o efetivo empenhado na missão ser baixo, as buscas foram suspensas. As buscas se estenderam por mais de 100km² de mata densa.

Uma equipe de resgate foi enviada à comunidade e iniciou os trabalhos nesta sexta (21). As buscas são reforçadas por um grupo de 12 moradores locais. Foto: cedida
“As informações que chegaram aqui por meio de parentes são de que ele saiu de casa no domingo com a espingarda para pescar e não retornou no final do dia. Familiares e amigos foram até o local onde costuma pescar e caçar com arma de fogo e não encontraram nenhum vestígio dele”, explicou o comandante do Corpo de Bombeiros do Vale do Juruá, capitão Josadac Cavalcante.
A família disse que estranhou Levir não estar no local, contudo, foi levantada a hipótese dele ter ido caçar, já que também tinha saído com equipamento para abrir caminho na mata e seguiram com as buscas. Mais a frente, foram achados vestígios do homem.
“Encontram o caminho recente aberto na selva, mas chegou um momento em que acabaram os cortes que tinha feito na vegetação e não encontraram mais vestígios. O que acreditam é que, como ele andava com arma de fogo, posso ter saído para buscar alguma caça, esteja desorientado e não conseguiu voltar ao local de origem”, destacou.
O capitão destacou que esse tipo de ocorrência é comum na região e, por isso, as equipes são capacitadas, inclusive dentro da selva, para fazer esse tipo de busca utilizando equipamentos adequados.
“Utilizamos GPS normal, que usamos no dia a dia, e também nos celulares, como forma de backup que trabalha offline. Nossas equipes fazem buscas com a comunidade, com pessoas que conhecem a região, para nos auxiliar, levam fogo de artifício para soltar e chamar a atenção da vítima e responder de alguma forma”, acrescentou.

Equipes fazem buscas por homem que sumiu em floresta. Foto: cedida
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Polícias Civil e Federal unem forças para reforçar buscas por desaparecidos no Acre

Parceria entre as Polícias Civil e Federal reforça o compromisso das instituições com a proteção dos cidadãos e o enfrentamento efetivo dos desafios impostos pela realidade fronteiriça do Acre. Foto: cedida.
Na manhã desta sexta-feira, 04, uma importante reunião foi realizada na sede da Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC). O encontro contou com a presença do delegado da Polícia Federal (PF), Dr. Felipe Peres Fachineli, e marcou o início de uma colaboração estratégica entre as duas forças para intensificar as ações voltadas à localização de pessoas desaparecidas.
A iniciativa representa um avanço significativo na integração entre as Polícias Judiciárias, especialmente em um estado que faz fronteira com dois países (Bolívia e Peru) e se tornou rota de trânsito internacional. Com o apoio da Polícia Federal, a PCAC passa a contar com recursos essenciais como o cruzamento de dados transnacionais, a verificação de possíveis travessias de fronteiras e a inclusão de registros na difusão amarela da Interpol, ferramenta que amplia as chances de localização em âmbito internacional.
No âmbito estadual, o trabalho é coordenado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil, que oferta assessoramento aos Delegados de Polícia Civil e suas equipes nas investigações. A atuação desse setor foi fundamental para os resultados expressivos alcançados nos últimos anos. Em 2023, a PCAC conseguiu localizar 215 pessoas desaparecidas. Em 2024, esse número já subiu para 288, reforçando a eficácia das estratégias adotadas.
“Esse trabalho realizado de maneira conjunta entre as Polícias Judiciárias do estado do Acre (Polícia Civil) e do Brasil (Polícia Federal) representa um importante passo no trabalho de localização de pessoas desaparecidas, já que o estado possui fronteira com dois países e é rota de deslocamento de pessoas para outros países”, destacou o Diretor do Departamento de Inteligência, Dr. Nilton César Boscaro.
Para o delegado da Polícia Federal, Dr. Felipe Peres Fachineli, a integração com a Polícia Civil do Acre tem se mostrado um elemento essencial para enfrentar o desafio dos casos de pessoas desaparecidas, um problema que afeta milhares de famílias anualmente. “Essa interface é fundamental para otimizar recursos, unificar informações e agilizar a resolução de casos. Um dos pilares dessa integração é o compartilhamento de bancos de dados, pois essa troca de informações permite uma visão mais ampla e detalhada, essencial para localizar desaparecidos, especialmente em situações que cruzam fronteiras estaduais ou nacionais”, destacou.
Com essa nova aliança, a expectativa é que as ações de busca ganhem ainda mais agilidade e precisão, beneficiando diretamente as famílias que aguardam por respostas.
Fonte: PCAC
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Polícia Civil recupera 36 celulares roubados e furtados em Rio Branco nos primeiros três meses de 2025

DCORE recupera dezenas de celulares roubados na capital. Aparelhos foram devolvidos aos legítimos proprietários. Foto: cedida.
A Polícia Civil do Estado do Acre, por meio da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE), recuperou 36 aparelhos celulares provenientes de furtos e roubos ocorridos na capital Rio Branco durante os três primeiros meses de 2025. Os dispositivos, avaliados em mais de R$ 100 mil no total, foram devolvidos aos respectivos proprietários após identificação e comprovação da origem.
A ação é resultado de um trabalho contínuo de investigação realizado pela equipe da DCORE, que monitora redes de comercialização ilegal, rastreia os aparelhos por meio de sistemas especializados e apura as ocorrências registradas. Os celulares são, em sua maioria, smartphones de diversas marcas, visados por criminosos devido ao alto valor agregado e facilidade de revenda no mercado informal.
O delegado Leonardo Santa Bárbara, titular da DCORE, destacou que a receptação é um crime grave e alertou a população sobre os riscos de adquirir produtos de origem duvidosa.
“Quem compra um celular roubado está contribuindo diretamente com a cadeia do crime. Receptação é crime, e quem for flagrado pode responder criminalmente. Além disso, esses aparelhos são facilmente rastreáveis, o que facilita nossa identificação e responsabilização dos envolvidos. O barato pode sair muito caro”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil reforça que o combate à receptação é uma das formas mais eficazes de enfraquecer os crimes patrimoniais, como furtos e roubos, e pede à população que desconfie de preços muito abaixo do mercado, sempre solicite nota fiscal e verifique a procedência do produto.
Denúncias anônimas podem ser feitas por meio do número 181. A identidade do denunciante é preservada.
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Operação “Sentinela do JURUÁ” prende três faccionados e apreende drogas em Cruzeiro do Sul
Policiais encontram maconha, crack e material para bloquear sinais de celular; grupo é suspeito de planejar crimes na cidade
Em uma ação conjunta realizada nesta sexta-feira (4), o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Polícia Militar prenderam três homens ligados a facções criminosas e apreenderam drogas durante a operação “Sentinela do JURUÁ”, no bairro da Lagoa, em Cruzeiro do Sul. Os agentes também encontraram mantas térmicas usadas para bloquear sinais de celular, indicando possível preparação para atividades ilegais.
Com o auxílio de cães farejadores, os policiais localizaram três tabletes de maconha e uma pedra de crack escondidos no fogão da residência, além de material para embalagem de drogas. Os detidos, já conhecidos pela prática de crimes na região, responderão por tráfico de drogas, associação criminosa e desobediência.
De acordo com o coronel Assis, coordenador do Gefron, as equipes estão reforçando o patrulhamento em pontos estratégicos da cidade, como barreiras nas entradas e operações direcionadas contra o crime organizado. A ação ocorre em resposta ao recente aumento de roubos e assaltos na região.
“A Polícia Militar está intensificando ações pontuais, especialmente no bairro da Lagoa, para coibir a atuação de facções”, destacou o coronel. Investigações seguem para desarticular possíveis novos planos criminosos do grupo.
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