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‘Coronavírus pode nunca desaparecer e se tornar endêmico como o HIV’, diz OMS
Mais de 100 possíveis vacinas estão sendo desenvolvidas, incluindo várias em ensaios clínicos, mas especialistas têm destacado as dificuldades de encontrar vacinas eficazes contra coronavírus.

Test drive-thru novo coronavírus (COVID-19). Foto: Zstock/Shutterstock
Da CNN
O novo coronavírus, que causa a doença respiratória Covid-19, pode se tornar endêmico como o HIV, disse na quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), que alertou contra qualquer tentativa de prever quanto tempo o vírus continuará circulando e pediu um “esforço enorme” para combatê-lo.
“É importante colocar isso na mesa: esse vírus pode se tornar outro vírus endêmico em nossas comunidades, e esse vírus pode nunca desaparecer”, disse o especialista em emergências da OMS, Mike Ryan a jornalistas de todo o mundo.
“Acho importante sermos realistas e não acho que alguém possa prever quando essa doença desaparecerá”, acrescentou.
“Acredito que não há promessas nisso e não há datas. Essa doença pode se estabelecer como um problema longo ou não.”
No entanto, ele disse que o mundo tem algum controle sobre como lidar com a doença, embora isso exija um “esforço enorme”, mesmo que uma vacina seja descoberta.
Mais de 100 possíveis vacinas estão sendo desenvolvidas, incluindo várias em ensaios clínicos, mas especialistas têm destacado as dificuldades de encontrar vacinas eficazes contra coronavírus.
Ryan observou que existem vacinas para outras doenças, como sarampo, que não foram eliminadas.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentou: “A trajetória está em nossas mãos, e é assunto de todos, e todos devemos contribuir para acabar com essa pandemia”.
Ryan disse ser necessário um “controle muito significativo” do vírus para diminuir a avaliação de risco, que, segundo ele, permanece alta nos “níveis nacional, regional e global”.
Governos do mundo todo estão em dificuldade com a questão de como reabrir suas economias enquanto ainda existe o vírus, que infectou quase 4,3 milhões de pessoas, segundo contagem da Reuters, e deixou mais de 291.000 mortos.
A União Europeia pressionou na quarta-feira pela reabertura gradual das fronteiras dentro do bloco que foram fechadas pela pandemia, dizendo que não é tarde demais para salvar parte da temporada turística de verão e ainda manter as pessoas em segurança.
Mas especialistas em saúde pública afirmam que é necessária extrema cautela para evitar novos surtos. Ryan disse que abrir fronteiras terrestres é menos arriscado do que facilitar as viagens aéreas.
“Precisamos estabelecer a mentalidade de que levará algum tempo para sair dessa pandemia”, disse a epidemiologista da OMS Maria van Kerkhove no briefing.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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