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Conselho Superior da Polícia Civil realiza última reunião do ano e projeta ações para 2026

Planejamento, avanços e novas estratégias marcam a última reunião anual do Conselho Superior da Polícia Civil. Foto: Emerson Lima/ PCAC
Na tarde desta quinta-feira, 11, o Conselho Superior da Polícia Civil do Acre realizou sua última reunião do ano, reunindo os conselheiros, compostos pela gestão e os representantes das categorias para avaliar as deliberações de 2025 e discutir as projeções estratégicas para 2026.
O encontro, coordenado pelo presidente do Conselho o delegado-geral, Dr. José Henrique Maciel Ferreira, teve como foco a análise de promoções, elogios, distribuição e decisão de sindicâncias, avanços obtidos ao longo do ano e os desafios que deverão orientar o planejamento futuro da instituição.
Com o encerramento dos trabalhos, o delegado-geral juntamente com a sua equipe reforçou o compromisso de manter a Polícia Civil do Acre em constante evolução, alinhada às necessidades da segurança pública e às demandas da sociedade acreana.
Fonte: PCAC
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Master pagou R$ 500 milhões a advogados; contrato dos Moraes é um dos maiores
Banco mantém contratos com escritórios em valores próximos aos pagos para a banca dos Moraes que atuam na sua defesa no processo criminal
O Banco Master, sob administração de Daniel Vorcaro, pagou R$ 500 milhões a escritórios de advocacia no ano passado, segundo consta do balanço da instituição financeira.
A coluna apurou que um dos maiores contratos é o firmado com o escritório da mulher e dos filhos do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.
No valor de R$ 129 milhões, o montante seria pago em 36 meses ao escritório Barci de Moraes Advogados, a partir do início de 2024, em parcelas mensais de R$ 3,6 milhões.
O acordo financeiro chamou a atenção pelo fato de o escritório dos Moraes não ter qualquer relevância no meio jurídico e atuado para o Master em apenas uma causa simples de danos morais, que acabou perdendo. A versão agora é que a firma da família do ministro (mulher e filhos) teria elaborado regras internas de compliance para o Master.
Moraes já afirmou em nota que o contrato não previa atuação no caso envolvendo a liquidação do Master pelo Banco Central. O ministro comentou o assunto após reportagens afirmarem que ele tentou interferir pessoalmente na decisão do BC, o que também nega.
A coluna apurou que os pagamentos à firma dos Moraes foram interrompidos após a prisão de Vorcaro e a liquidação do banco.
Vorcaro tem atualmente contratos com escritórios de advocacia em valores próximos aos pagos para a banca dos Moraes e que atuam na sua defesa no processo jurídico criminal. O empresário foi solto, após ficar 12 dias na prisão, acusado de fraudes financeiras, mas está sob motorimento eletrônico.
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Denúncias de violações de direitos humanos caem no Acre em 2025, mas violência doméstica segue predominante
Dados da Ouvidoria Nacional apontam redução nos registros em relação a 2024; mães e filhos continuam entre os principais suspeitos, indicando persistência de agressões no ambiente familiar.

Os registros de denúncias de violações de direitos humanos no Acre apresentaram queda em 2025 na comparação com o ano anterior, conforme dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, atualizados até 26 de dezembro. Apesar da redução nos números gerais, o perfil dos suspeitos permanece praticamente inalterado, com predominância de familiares diretos, o que reforça a permanência da violência no ambiente doméstico.
Em 2025, o estado contabilizou 847 protocolos, que resultaram em 1.511 denúncias e 10.800 violações registradas. Em 2024, foram 1.060 protocolos, 1.877 denúncias e 12.193 violações. A comparação indica retração nos registros, embora os dados de 2025 ainda não representem o fechamento definitivo do período.
Mesmo com a diminuição dos números absolutos, a análise do vínculo entre suspeito e vítima revela a manutenção do padrão observado no ano anterior. Em 2025, mães (362 denúncias) e filhos(as) (321) lideram o ranking de suspeitos, seguidos por outros vínculos familiares (178) e pais (103). Irmãos(ãs), padrastos/madrastas e companheiros(as) também aparecem nas estatísticas, em menor proporção, reforçando que a maior parte das violações ocorre em relações de proximidade e confiança.
Em 2024, os filhos lideravam as denúncias (435), seguidos por mães (359) e pais (163). Embora os números tenham recuado em 2025, a estrutura das ocorrências apenas se inverteu. Outro dado que chama atenção é a quantidade de violações por denúncia: em 2025, as 1.511 denúncias concentraram 10.800 violações, indicando episódios recorrentes e múltiplas agressões em um mesmo contexto familiar, cenário semelhante ao registrado em 2024.
Para a diretora de Políticas de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania do Acre, Joelma Pontes, os dados reforçam a importância do controle social e da atuação integrada do poder público. Segundo ela, os conselhos exercem papel fundamental no monitoramento, fiscalização e acompanhamento das denúncias, em articulação com as políticas públicas implementadas pelo Estado.
Joelma destacou ainda que o trabalho ocorre sob a coordenação da vice-governadora e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, e ressaltou que a responsabilidade pela proteção e promoção dos direitos humanos é primordialmente do Estado, com atuação firme na prevenção, reparação dos danos, responsabilização dos agressores e garantia de direitos.
A diretora também enfatizou a atuação integrada da SEASDH com diversos conselhos de direitos, como os da Criança e do Adolescente, da Pessoa Idosa, da Pessoa com Deficiência, da Igualdade Racial e o Conselho LGBT. Outro destaque é o Centro de Referência em Direitos Humanos, vinculado à secretaria, que funciona como porta de entrada para o atendimento de pessoas em situação de violação.
Somente em 2025, o Centro contabilizou 491 atendimentos, número que evidencia a relevância do serviço na identificação, no acompanhamento e na proteção das vítimas. Para Joelma Pontes, o fato de a maioria das denúncias envolver familiares próximos reforça que o enfrentamento às violações de direitos humanos exige responsabilidade coletiva e atuação conjunta do Estado, da segurança pública, dos conselhos e da sociedade civil.
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Polícia Civil investiga uso de medicamentos desviados para abastecer o crime organizado no Acre
Apuração inclui fármacos controlados, como fentanil, e busca identificar se remédios eram usados na produção ou consumo de drogas ilícitas.

A Polícia Civil do Acre (PCAC) ampliou o escopo das investigações sobre o desvio de medicamentos da rede pública estadual para apurar a possível utilização de fármacos controlados, como o fentanil, no abastecimento de organizações criminosas e na composição de drogas ilícitas. A informação foi confirmada pelo delegado-geral da instituição, Henrique Maciel, em entrevista concedida na quarta-feira (7), após recentes operações que resultaram em grandes apreensões de medicamentos em Rio Branco.
Segundo o delegado-geral, o material recolhido é diversificado e inclui desde itens básicos, como fraldas geriátricas, até medicamentos altamente controlados e de elevado valor comercial. “O que estamos fazendo agora é catalogar todo esse material. É um volume muito grande, tinha de A a Z. Estamos especificando cada medicamento e identificando os lotes para entender a origem de tudo isso”, explicou Maciel.
Após a conclusão da catalogação, será realizada uma perícia mercadológica para apurar com precisão o valor financeiro dos medicamentos apreendidos. Paralelamente, a investigação busca esclarecer se parte desses fármacos estava sendo desviada para finalidades ilícitas além da venda irregular.
“Não é de hoje que existem indícios e informações sobre a utilização desse tipo de medicamento como droga. A própria Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) já investiga esse tipo de situação, que não envolve apenas as drogas tradicionais, como maconha e cocaína”, destacou o delegado.
Henrique Maciel ressaltou ainda que há registros históricos do uso indevido de medicamentos controlados e até de substâncias associadas à produção de metanfetaminas, mas que agora o foco da investigação é dimensionar a real extensão do esquema. “Sabia-se de histórias pontuais, de casos isolados. O que a investigação vai dizer agora é se isso se tornou algo maior, um negócio estruturado, e até que ponto isso avançou”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de esses medicamentos serem misturados a outras drogas, como a cocaína, para a fabricação de entorpecentes dentro do estado, o delegado-geral foi cauteloso. Segundo ele, caberá à investigação esclarecer se a mistura era feita por traficantes como produto final para venda ou se ocorria apenas na ponta do consumo.
“Vamos apurar que tipo de negócio estava sendo feito com esses remédios: se eram destinados a farmácias clandestinas, vendidos a pessoas que realmente precisavam ou comercializados como droga alucinógena. É um trabalho complexo, mas está avançando”, concluiu.
Com informações de AC24horas



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